Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

15 de fev. de 2021

Espiritismo na Fé

 

"E estes sinais seguirão aos que crerem; em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas." – Jesus. (Marcos, 16:17.)
Permanecem as manifestações da vida espiritual em todos os fundamentos da Revelação Divina, nos mais variados círculos da fé.
Espiritismo em si, portanto, deixa de ser novidade, dos tempos que correm, para figurar na raiz de todas as escolas religiosas.
Moisés estabelece contacto com o plano espiritual no Sinai.
Jesus é visto pelos discípulos, no Tabor, ladeado por mortos ilustres.
O colégio apostólico relaciona-se com o Espírito do Mestre, após a morte dEle, e consolida no mundo o Cristianismo redentor.
Os mártires dos circos abandonam a carne flagelada, contemplando visões sublimes.
Maomé inicia a tarefa religiosa, ouvindo um mensageiro invisível.
Francisco de Assis percebe emissários do Céu que o exortam à renovação da Igreja.
Lutero registra a presença de seres de outro mundo.
Teresa d’Ávila recebe a visita de amigos desencarnados e chega a inspecionar regiões purgatoriais, através do fenômeno mediúnico do desdobramento.
Sinais do reino dos Espíritos seguirão os que crerem, afirma o Cristo. Em todas as instituições da fé, há os que gozam, que aproveitam, que calculam, que criticam, que fiscalizam... Esses são, ainda, candidatos à iluminação definitiva e renovadora. Os que crêem, contudo, e aceitam as determinações de serviço que fluem do Alto, serão seguidos pelas notas reveladoras da imortalidade, onde estiverem. Em nome do Senhor, emitindo vibrações santificantes, expulsarão a treva e a maldade, e serão facilmente conhecidos, entre os homens espantados, porque falarão sempre na linguagem nova do sacrifício e da paz, da renúncia e do amor.
XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 174.


14 de fev. de 2021

Objetivo da Fé

 



"Alcançando o fim da vossa fé, que é a salvação das vossas almas." - Pedro. (I PEDRO, 1:9.)
"Qual a finalidade do esforço religioso em minha vida?" Esta é a interrogação que todos os crentes deveriam formular a si mesmos, freqüentemente.
O trabalho de auto-esclarecimento abriria novos caminhos à visão espiritual.
Raramente se entrega o homem aos exercícios da fé, sem espírito de comercialismo inferior. Comumente, busca-se o templo religioso com a preocupação de ganhar alguma coisa para o dia que passa.
Raciocínios elementares, contudo, conduziriam o pensamento a mais vastas ilações.
Seria a crença tão-somente recurso para facilitar certas operações mecânicas ou rudimentares da vida humana? Os irracionais, porventura, não as realizam sem maior esforço? Nutrir-se, repousar, dilatar a espécie, são característicos dos próprios seres embrionários.
O objetivo da fé constitui realização mais profunda. É a "salvação" a que se reporta a Boa Nova, por excelência. E como Deus não nos criou para a perdição, salvar, segundo o Evangelho, significa elevar, purificar e sublimar, intensificando-se a iluminação do espírito para a Vida Eterna.
Não há vitória da claridade sem expulsão das sombras, nem elevação sem suor da subida.
A fé representa a bússola, a lâmpada acesa a orientar-nos os passos através dos obstáculos; localizá-la em ângulos inferiores do caminho é um engano de conseqüências desastrosas, porque, muito longe de ser uma alavanca de impulsão para baixo, é asa libertadora a conduzir para cima.
XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 92.

13 de fev. de 2021

A Fé: Mãe da Esperança e da Caridade

 



Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.
A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?
Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.
A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma. ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. - José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.).

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 19. Item 11. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.

16 de abr. de 2019

Fé cega pode virar faca amolada




O profeta, médico e pintor Mani – fundador do Maniqueísmo – nascido na Mesopotâmia, viveu no século III e sua religião teve milhares de adeptos, perdurando por mais de 1.000 anos.

Naquela distante época, Mani gozou de grande prestígio, atraindo inclusive a simpatia de reis ,como Sapor e Hormidas.

Mani tentou reunir as mais conhecidas religiões: Cristianismo, Islamismo, Budismo, Zoroastrismo, todas em torno do pensamento de que há um dualismo a reger as criaturas.

De um lado o Bem, de outro lado o Mal.

Duas forças antagônicas que se digladiam para controlar o universo: Deus e Demônio, Bem e Mal, Certo e Errado…Um antecessor da dialética hegeliana e a sua busca por uma síntese de opostos.

De ideias ambiciosas, pregava a igualdade das castas e a extinção dos privilégios das classes dominantes.

Obviamente que, ao contrariar interesses dos poderosos, atraiu intensos inimigos. Não é difícil de imaginar o que aconteceu com o profeta, em tempos mais diretivos, digamos assim.

Mani foi feito prisioneiro e entregue à morte pelo mago Kirdir e pelo rei Vahram, e como Sócrates e John Huss, teve o destino dos que tinham discursos anti hegemônicos.

Mas, se Mani estivesse entre nós, encarnado, veria que sua visão de mundo, passados tantos séculos, ganhou adeptos fervorosos, um caráter hegemônico de nos organizarmos pela dualidade incomunicável. E nos dias de hoje, embora o maniqueísmo tenha sido extinto como religião, trazemos impregnados à nossa maneira de pensar essa cultura dualística, de polarização, de heróis e vilões.

O governo é mau. O povo é bom.

O governo diz que é bom e afirma que maus são os membros da oposição.

A oposição, por sua vez, sinaliza o contrário.

O empregado julga-se injustiçado e afirma que o empregador está errado, por sua vez, o empregador diz o inverso.

São falas localizadas em determinado espaço-tempo, que levam grupos a essas visões, que por óbvio tem um grau de fragmentação, mas surgem como verdades para esses, alimentando uma fé cega em seus pressupostos, inamovível de seus pontos de vistas, esquecidos que no mundo, tudo muda, com um sopro, sem pedir licença. Jesus mesmo indagava o que seria a verdade.

Por questões diversas, e algumas ainda ignoradas, atualmente vivemos em um mundo, e também um país, dominado pelos extremos. Você é direita ou esquerda, gosta de azul ou vermelho, aprecia montanha ou praia e etc…Nos polarizamos, como um reflexo de rótulos e categorizações, como um efeito também de uma profusão de informação e opiniões, que na busca de padronizar o que é bom ou ruim, exalta reações, por vezes bem violentas. Decanta facas amoladas.

Uma sociedade um tanto quanto maniqueísta, que perdeu (talvez nunca teve) o gosto pela reflexão de que há vida além dos “muros” de suas concepções. Posso apreciar um pouco do preto sem deixar de gostar do branco, e nesta mistura obtenho o cinza, ou seja, o caminho do “meio”, que pode ser representado pela ponderação para que se atinja o bom senso. Posso, inclusive, gostar de azul, mas respeitar o direito do meu amigo de gostar de verde, entendendo que cada um tem uma visão.

E quando se abandona a ponderação, abre-se espaço para os desentendimentos por questões que poderiam ser resolvidas de maneira inteligente e respeitosa. Em realidade os desentimentos tomam enormes proporções porque os extremistas não são diferentes, porém, semelhantes, bem parecidos na forma de pensar e agir. Beirando a truculência.

Obviamente, que estamos falando de ideias, em torno de princípios, mas é muito simples vaticinarmos a empatia e a compreensão em temas amenos, mas é difícil quando esses afetam diretamente interesses e valores das pessoas, como nas recentes discussões em torno de gênero, sexualidade, crimes, laicidade etc

São trade-offs, são dilemas, nas quais temos argumentos válidos e concepções consistentes em ambas as polarizações, cada um segundo a sua visão de mundo, e seguem temas como esse causando polarizações, e vemos pouca esperança de que sobre eles se deite um consenso.

Mas a questão não são os temas, as verdades, e sim o que estamos fazendo com elas em nossas esferas de existência. Os grandes entraves ocorrem não com os diferentes, mas, sim, com os semelhantes, que agem de forma similar, ou seja, maniqueísta. Por que brigas acontecem? Porque essas verdades são o motor da briga, quando se que brigar e não buscar mediações.

A história da sociedade também é uma trajetória de tentarmos pontos de equilíbrio, de esferas de conciliação e de harmonização de questões controversas, por meio de debates, câmaras, conselhos, revistas, programas de auditórios, todos instrumentos que buscam dar vazão a essa pluralidade de ideias, aos argumentos, para que amadureçamos e como grupo venhamos a escolher nossos caminhos. Essa é, inclusive, uma das bases da democracia, da construção de espaços de diálogo e de consensos, para que os limites se construam.

Mas quando esse tecido de equilíbrio se enfraquece, surgem iniciativas apaixonadas para defender o ponto de vista e, nesse sentido, Kardec fala de se fazer concessões. Em realidade, ele utiliza o termo “mútuas concessões”, para que haja a reconciliação, a fim de que a paz reine. O problema é que a busca de verdades tem suplantado o desejo de harmonia.

Esse longo e filosófico preâmbulo (ou um pouco mais que isso), vem para refletirmos sobre a realidade que, imersos nesse mundo polarizado, nós, como movimento espírita, nos vemos invadidos por essa postura, seja por conta de questões da política partidária que se refletem em nossos temas, seja por polêmicas que já nos são conhecidas, algumas com nova roupagem, e que recheiam as nossas páginas nas redes sociais.

E esse movimento de dissensos se torna, por vezes, agressivo, cego e afiado, negando diálogos e cortando relações, fazendo com que se perca o sentido racional, reflexivo do espiritismo, em troca, valoriza-se uma ideia de convencimento, de censura, de proscrição, estranho ao nossoethos, e que já levou muita gente a fogueira em outras épocas.

Se Kardec estivesse entre nós, encarnado, como ele reagiria diante desse enxame de obras espíritas nas livrarias, algumas questionáveis em seus pressupostos? E como Jesus se portaria diante da defesa por espíritas de linchamentos de criminosos nas ruas das cidades grandes? Será que iriam estes nossos dois exemplos para as redes sociais com textões para fomentar longos e cansativos debates polarizados? Bem, na época deles, já existiam essas polêmicas, algumas ainda atuais, e não nos parece que eles reagiram assim. Vejam em O Livro dos espíritos como Kardec trata de temas como o Aborto e a Pena de Morte e verifiquem se essa abordagem se reflete nesse modelo de discussão que vivemos atualmente.

A revolução das informações, da tecnologia, aproximou ideias, paradigmas, a globalização juntou povos e culturas, e isso nos agride de alguma forma, pela nossa própria pluralidade, e pelo caráter inconciliável de determinadas visões, e ainda, por traumas e dores que trazemos no imo de nossa alma, mas não se alimenta nesse breve texto a ilusão de que conseguiremos a harmonização de todas as tensões humanas, mas sim que saibamos lidar com estas pautados em princípios de diálogo e de respeito, ouvindo, sendo ouvido e se posicionando como cada um julgar melhor, respeitando as instâncias para as quais convergem cada uma delas, como ponto de equacionamento de casos concretos.

Livros duvidosos, estudemos mais. Posições polêmicas sobre temas políticos, guardemos nosso posicionamento íntimo a luz da vida imortal. Apelo a soluções radicais, lembremos que a vida é eterna. Só assim, nos resguardaremos dos perigos e das manipulações advindas de posturas extremas, e mais, do desperdício de energia que poderia ser utilizado na construção pelo estudo e no aprimoramento pelo amor ao semelhante. Aliás, muitas dessas tensões acabam por minar valorosos trabalhos espíritas.

Se Deus nos quisesse assim, extremos, radicais, não nos dava seguidas encarnações para avançarmos. Mas se também nos quisesse sempre passivos, “maria-vai-com-as-outras”, não nos daria a dor para nos impulsionar. A vida é luta, mas é preciso saber lutar.

Autor: Wellington Balbo

3 de nov. de 2014

CRER OU TER FÉ? QUAL A DIFERENÇA?


 
“Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia.
 Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé"
 
 
O notável professor, filósofo e humanista brasileiro, Huberto Rohden, em um de seus oportunos comentários inseridos no livro “A Mensagem Viva do Cristo”, obra que compreende a tradução feita por ele mesmo dos quatro evangelhos, diretamente do grego do primeiro século, convida-nos a refletir sobre a significativa distinção entre crer e ter fé. Para ele, a não compreensão dessa questão tem deturpado a teologia e trazido enorme prejuízo à mensagem do Cristo ao longo desses 2000 anos.
 
Escreve ele:
 
“Desde os primeiros séculos do Cristianismo, quando o texto grego do Evangelho foi traduzido para o latim, principiou a funesta identificação de crer com ter fé. A palavra grega para fé é pistis, cujo verbo é pisteuein. Infelizmente, o substantivo latino fides, o correspondente a pistis, não tem verbo e assim, os tradutores latinos se viram obrigados a recorrer a um verbo de outro radical para exprimir o grego pisteuein, ter fé. O verbo latino que substituiu o gregopisteuein é credere, que em português deu crer. Nenhuma das cinco línguas neo latinas — português, espanhol, italiano, francês, rumeno — possui verbo derivado do substantivo fides; fé; todas essas línguas são obrigadas a recorrer a um verbo derivado de credere. Ora, a palavra pistis ou fides significa originariamente harmonia, sintonia, consonância. Ter fé é estabelecer ou ter sintonia, harmonia entre o espírito humano e o espírito divino.”
 
Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia
 
Para o ilustre filósofo, aí está um dos maiores problemas que em muito vem prejudicando a teologia e, para explicar a diferença de significado entre uma coisa e outra, estabelece ele o seguinte paralelo ilustrativo: “Um receptor de rádio só recebe a onde eletrônica emitida pela estação emissora, quando o receptor está sintonizado ou afinado perfeitamente com a frequência da emissora. Se a emissora, por exemplo, emite uma onda de frequência 100, o meu receptor só reage a essa onda e recebe-a quando está sintonizado com a frequência 100. Só neste caso, o meu receptor tem fé, fidelidade, harmonia; fideliza com a emissora”.
 
Dentro desse contexto, “se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé. Ter fé é estar em sintonia com Deus, tanto pela consciência como também pela vivência, ao passo que um homem sem sintonia com Deus pela consciência e pela vivência, pela mística e pela ética, pode crer vagamente em Deus. Crer é um ato de boa vontade; ter fé é uma atitude de consciência e de vivência”, argumenta o professor Rohden.
 
Salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus
 
Para ele, a conhecida frase “quem crer será salvo, quem não crer será condenado”, é absurda e blasfema no sentido em que ela é geralmente usada pelos teólogos. No entanto, “se lhe dermos o sentido verdadeiro ‘quem tiver fé será salvo’ela está certa, porque salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus”.
 
Em sua opinião, de sincero buscador, erudito e filósofo espiritualista “a substituição de ter fé por crer há quase 2000 anos, está desgraçando a teologia, deturpando profundamente a mensagem do Cristo”.

Consciência Espírita

7 de abr. de 2014

ANDE COM FÉ


Imagem : sxc.hu
Entre todas as explicações que existem no dicionário para o significado da palavra fé, a que mais gostei, e que não tem nenhum cunho religioso ou jurídico, é: firmeza na execução de uma promessa ou compromisso. Confiança! Eu pessoalmente não gosto muito da fé que pede, que acha que alguma coisa vai cair do céu porque você merece isso. Mas entendo muito a fé engajada, que nasce de uma confiança interna, segurança cega, ou um compromisso com você mesmo.

E acredito que essa força que vem de dentro da gente pode mover montanhas e segurar a onda  dos dias escuros em que tudo parece conspirar contra  nossos planos, ideias e objetivos.  Por isso, adoro ler biografias de pessoas que admiro. Sempre tem uma história de superação e de força que a pessoa nunca teria alcançado se não tivesse tido fé em si. Essas histórias servem de bússola para as nossas vidas.

Durante discurso do Steve Jobs, em uma faculdade nos EUA, ele fala sobre a sua vida estudantil, a dificuldade que teve em se encaixar na vida acadêmica, as coisas diferentes pelas quais se interessava e, que aparentemente não tinham nada a ver uma com a outra, e que em um determinado momento da vida começaram a fazer sentindo. É como se fosse um desenho que vai surgindo quando você começa a unir os pontos. Hoje, vendo o trabalho que ele deixou, sabemos que o planeta seria diferente se ele não confiasse no seu potencial.

Se está difícil manter a fé e a confiança em você mesmo, se a sociedade e a família te fazem mais cobranças do que você pode cumprir, siga um conselho: escreva suas metas em um papel, leia todos os dias seus compromissos com você mesmo e corrija o rumo que a sua vida está tomando. Sempre é hora de mudar. O universo não tem pressa, e você faz parte dele.
A partir do site GNT. 

20 de mar. de 2014


Cláudio Fajardo

A fé um instrumento essencial para a evolução do Espírito. Não alcançaremos a certeza de Deus pela ciência, mas só pela fé.
Não há como conceituarmos fé, visto este sentimento ser uma questão íntima e intransferível; é individual, cada um a possui de acordo com a sua evolução, portanto, cada um tem para si uma conceituação.
No Novo Testamento fé vem do grego “pistis” que quer dizer convicção.
Emmanuel diz que a fé verdadeira não é quando é sinônimo de crer, mas de saber (O Consolador).
  
Em Hebreus, 11: 1 Paulo diz que “fé é o firme fundamento das que coisas que se esperam…” nos falando de uma confiança irrestrita e convicta em algo tido como verdade. E complementa confirmando o que expusemos: “é a prova das coisas que não se vêem.” Ou seja, a matéria “fé” trata de assuntos da alma, de algo que só pode ser percebido pelos canais do Espírito; não é quantificável, nem contabilizável, mas um certificado de qualidade.
  
Os primeiros momentos do livro Paulo e Estevão, de Emmanuel, nos revelam a personalidade de Jochedeb, um velho israelita que buscava o mercado talvez na busca de suprir algumas necessidades de sua casa.

Encontrando no caminho alguns tribunos romanos estes o desrespeitam e até o agridem fisicamente, pelo simples motivo de discriminação de raça.

Humilhado põe-se a meditar sobre o passado quando por causa de falsas acusações perde grande parte de suas posses materiais para o questor do império romano Licínio Minúcio que através de processos indevidos pune vários elementos que se achavam descontentes com o império. Devido a desgostos perde a esposa amada que lhe deixara as duas maiores alegrias de sua vida, os filhos Abigail e Jeziel.

Após realizar suas compras no mercado percebe que uma liteira pára na praça, e dela desce um patrício romano que anuncia que o mesmo Licínio Minúcio convidava a todos os habitantes de Corinto que se considerassem prejudicados em seus interesses pessoais a comparecerem junto ao templo de Vênus onde poderiam reclamar de quaisquer injustiças que tenham sofrido e seriam plenamente atendidos pelas autoridades romanas.

Após um novo encontro com militares romanos é novamente agredido e volta para casa humilhado e desejoso de reparação. Conta aos filhos o acontecido e que procuraria no dia seguinte o questor a quem reclamaria seus direitos de tentar reaver o que lhe fora confiscado em outros tempos.

Percebendo a cilada armada pelas autoridades romanas o filho Jeziel tenta removê-lo da idéia de reclamação remontando ao passado mostrando ao pai o quanto eles já teriam sido prejudicados pelos mesmos personagens, e que agora estas mesmas pessoas não teriam outra intenção a não ser de prejudicá-los novamente.

O argumento foi bom, mas não convenceu o velho que insistia em fazer justiça dizendo que não desistiria de forma alguma.

Jeziel tenta novamente demovê-lo da idéia, porém não consegue.

Segundo Emmanuel, o rapaz apenas suspira resignadamente e diz:
“- Que Deus nos proteja!”

Tal narrativa, como outras desta iluminada obra, nos traz grandes ensinamentos.

Neste caso, mais especificamente, é interessante fazermos algumas reflexões.

Em alguns momentos de nossa vida surgem oportunidades de orientarmos alguns entes mais próximos e queridos de nosso coração a agirem de algum modo melhor buscando evitar sofrimentos que certamente virão se não atuarem em harmonia com o Pensamento Divino. Porém nem sempre estes irmãos têm “ouvidos de ouvir” e sendo assim não modificam a conduta. Tais ações além de atingirem a estes a quem amamos, não poucas vezes, como no caso de Jeziel na obra citada, atingem também à nossa pessoa e nos faz passar também por maus momentos.

O que fazer quando tentamos evitar o pior sem no entanto ter sido possível, e acontece o inevitável sofrimento?

Resignar como fez Jeziel, e de coração dizer:
“-Que Deus nos proteja!”

Tal atitude para aquele que desconhece os mecanismos de ação da Vida pode parecer puro conformismo, porém não é.

É neste ponto que entra o sentimento divino da fé.

Se fizemos tudo o que esteve ao nosso alcance para evitar determinada situação, e mesmo assim não conseguimos, é porque há uma necessidade das coisas se darem deste modo, ou seja, é a Vontade do Pai que está se fazendo, e apelar para o inconformismo ou para a incompreensão e se rebelar diante da situação, é se rebelar contra o próprio Deus que em sua perfeição não só permitiu que o acontecimento ocorresse, como viu no fato uma oportunidade de progresso mais rápido para a nossa pessoa.

Há em toda circunstância uma inteligência oculta se revelando com grande sabedoria, de tal forma que, conforme nos ensinava um antigo amigo, “a circunstância nada mais é que a Vontade do Criador em favor da criatura.”

Deste modo, se algo nos acontece que nos traz grande dose de dissabores, gerando não poucas dificuldades, tenhamos fé. Certeza e confiança de que Deus em Sua Sabedoria Infinita, promove sempre a melhor e mais oportuna forma de nos fazer retomar o caminho do Bem na conquista definitiva de paz, harmonia e equilíbrio.

*****
  
No desenvolvimento da obra de Emmanuel vamos ver que a atitude do velho Jochedeb não foi mesmo a melhor opção. O questor não só não lhe devolve as terras confiscadas, como lhe toma o restante da que ele possuía e onde vivia com seus filhos. Dá a ele e à família três dias para deixar as suas posses.

O velho israelita numa atitude de invigilância busca fazer justiça com as próprias mãos e ateia fogo sobre a propriedade de Licínio Minúcio trazendo a este grandes prejuízos.

A conseqüência é que a punição das autoridades romanas para o caso é dura, destrói por completo a bela família dos descendentes de Abraão.

Além de perder suas posses o velho é torturado e não suportando as agressões deixa o vaso físico em péssimas condições espirituais. Abigail é liberada da morte e solta, pois a sua grandeza espiritual diante da desencarnação do pai incomoda o questor do império. Porém ela se vê completamente só numa época de grandes dificuldades para reiniciar sua vida distante das duas almas queridas, e o que é pior, sem saber o que aconteceria com o irmão amado.

Jeziel é destinado ao cativeiro das galeras de onde ninguém voltava com vida.

O belo texto de Emmanuel nos leva novamente a importantes reflexões.

Por que às vezes a vida nos tira de cômoda posição de estabilidade, dando uma reviravolta completa nos projetando a acontecimentos que nos trazem grandes doses de dissabores?

Por que habitualmente quando tudo vai bem acontece algo que nos tira o piso e muda tudo à nossa volta gerando sacrifícios a nós e aos a quem amamos?

É que às vezes é preciso que a vida dê uma sacudida em nós como forma de nos alavancar para uma posição mais alta em matéria de evolução.

Se a família de Jochedeb continuasse a viver em sua vivenda dentro da calma que lhe era habitual, nós não teríamos Estevão, e sem Estevão, como nos informa o próprio Emmanuel, não haveria Paulo de Tarso, e sem Paulo seria talvez muito improvável que estivéssemos estudando hoje o Evangelho do Cristo nos moldes que assim o fazemos.

É preciso que a Providência nos tire da vida mesquinha, da zona de conforto, da pseudo segurança, como forma de nos fazer conquistar mais rápido o nosso objetivo de maior espiritualidade em nossa vida.

Portanto, quando o mundo virar de “perna pro ar”, quando acharmos que não vamos mais suportar, lembremos que tudo se dá através de uma dinâmica que transforma Jeziel em Estevão, Saulo em Paulo, e nós numa criatura cada vez mais renovada a caminho do Homem de Bem.

Tenhamos fé, Aquele que é Senhor da Vida, o Mestre dos mestres nos asseverou:

Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.1
Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício.2
  
*****

Ainda como forma de meditarmos um pouco mais sobre o tema fé, gostaríamos de fazermos uma reflexão sobre a passagem bíblica abaixo:

Êxodo, 15:22-27

22 Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água. 23 Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara. 24 E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? 25 E ele clamou ao SENHOR, e o SENHOR mostrou-lhe uma árvore, que [Moisés] lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou. 26 E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR que te sara. 27 Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.

Para nos situarmos diante desta passagem, é preciso compreender que ela se dá logo após a fuga do povo hebreu do Egito conduzido que foi por Moisés.

Para que esta realidade fosse possível Deus já tinha através de Moisés realizado fatos que a este tempo eram considerados sobrenaturais tais como “a vara transformada em cobra”, “a água transformada em sangue”, “a morte dos primogênitos”, entre outros, todos bem relatados no livro Êxodo. E o principal deles, quando da fuga para o deserto acontece o fenômeno em que o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.3

Ou seja, Deus já havia mostrado a todos que a Sua Mão estava à frente e por trás de todos os acontecimentos, e que o Seu amparo se fazia visível a todos.

Mesmo assim, havia manifestações de dúvida e inconformação, tudo tendo como origem a falta de fé.

Porém, a situação não era mesmo fácil. Após o acontecimento já citado acima, Moisés leva os israelitas do Mar Vermelho ao deserto de Sur que situava-se a sudoeste da Palestina, na borda oriental do Egito.

Eram já três dias de caminhada pelo deserto, milhares de pessoas entre elas velhos, mulheres, crianças, provavelmente mulheres grávidas, isto é toda sorte de criaturas. Não havia alimentos suficientes, não havia água, a sede dominava entre todos.

Num determinado ponto encontram uma fonte, todos correm para saciar a sua sede, porém as águas eram amargas (marah), insalubres, provavelmente faziam mal para a saúde.

Qual a reação do povo? Mais uma vez reclamaram com Moisés. “Por que nos tirastes do Egito?” Devem ter perguntado alguns. “Para morrer aqui no deserto?” Devem ter completado outros?

É que nós, os humanos, temos grande dificuldade de compreender os Desígnios do Alto quando dos encaminhamentos da evolução.

Moisés clamou, talvez em voz alta, ou em lágrimas, o certo é que orou fervorosamente a IHVH, seu Deus e Senhor; orou com fé:

e o SENHOR mostrou-lhe uma árvore

E Moisés:

lançou nas águas, e as águas se tornaram doces.

Aqui cabe importante reflexão. Deus em Seu poder, Ele que já havia feito secar o mar para que os hebreus iniciassem a sua caminhada para a libertação, poderia muito bem ter feito a água tornar-se salubre diretamente. Porém assim não fez. Mostrou a Moisés uma árvore (instrumento) e este usando do recurso dado pelo Senhor, o dinamizou, e as águas tornaram-se doces.

Muitas vezes as águas de nossa vida se tornam amargas, em alguns momentos agimos como os seguidores de Moisés, reclamamos; em outros, porém, agimos a princípio, como o grande legislador hebreu, oramos.

Dizem os Espíritos amigos que não há prece que fique sem resposta, esta informação tem a sua confirmação nas doces palavras de Jesus:
Pedi, e dar-se-vos-á…4

Todavia, Deus não dá respostas prontas, mas oferece a oportunidade da criatura realizar por si a sua melhoria, se assim não fosse o mérito seria somente do Criador. E nós temos que, usando o instrumento dado por Deus, no caso de Moisés foi a árvore, transformar as nossas águas amargas em águas doces. Esta a grande lição.

Podemos também fazer uma analogia desta árvore mostrada pelo Senhor a Moisés, com a cruz que levou Jesus ao sacrifício no Gólgota.

O caminho da crucificação é amargo, porém, se adotarmos a Cruz de Cristo, tornamos esta escalada para ressurreição mais suave e possível de ser percorrido.

Em síntese, é preciso que, tendo fé, este componente básico no alívio das dores e sofrimentos, usemos dos instrumentos fornecidos pela vida em favor de nossa redenção, ou dentro da linguagem simbólica bíblica, na conquista da Canaã prometida.

Contudo, se fé é confiança, é também adesão a uma proposta, é entrega de si mesmo para a realização do objetivo.

A atuação de Moisés tornou possível aos sedentos hebreus se saciarem com aquela água, porém, Deus quer dar mais ao seu povo, quer que nenhuma enfermidade atue sobre nenhum de nós, ele diz na intimidade de nossa alma:

eu sou o SENHOR que te sara.

Mas para isso é preciso alguns cuidados, pois:

Ali [o Senhor] lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou. E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti…

Temos, desta forma, de compreender que a atuação de Deus em nossa vida é constante, só que para isso temos que ter uma ação continuada no bem. Ele, o Dispensador da Vida nos deu estatutos e ordenanças, que nada mais são que a expressão de Sua Vontade, que é Lei. Se agirmos consoante estes mandamentos, ouvindo a voz do Senhor, fazendo o que é reto diante de seus olhos… nenhuma enfermidade, nenhuma dor, nenhuma contrariedade terá poder sobre nós.

Para isso lembramos a orientação dos Espíritos: a Lei de Deus está escrita em nossa consciência5, portanto os olhos de Deus em nós é a nossa consciência e fazer o que é reto é realizar o que a deixa tranqüila, em paz, pelo dever de bem servir ter sido cumprido.

Do mesmo modo, é quando silenciamos nossas inquietações e desejos do mundo, é que os nossos ouvidos conseguem perceber qual é a pura e verdadeira Vontade do Senhor para assim guardarmos os seus mandamentos e estatutos.

Se queremos eterna Saúde, beber da água pura das doze fontes de água, que é aquela que Jesus ofereceu à mulher da Samaria, tenhamos fé realizando o que o Senhor nos enviou em termos de mandamentos e estatutos, calemos as vozes interiores que transitam pelo interesse pessoal, usando da árvore, da cruz, enfim dos instrumentos oferecidos pelo Alto para a nossa edificação moral.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele confia não pereça, mas tenha a vida eterna.

1 João, 10: 10
2 Mateus, 9: 13
3 Cf. Êxodo, 14: 21
4 Mateus, 7: 7
5 O Livro dos Espíritos, questão 621

20 de nov. de 2013

Cirurgia Espiritual. Como funciona?



Queridos e amados irmãos, quando adoecemos, procuramos tratamento imediato para os males do corpo. Segundo a doutrina espírita, também é possível buscar a cura por meio de tratamentos espirituais, que lidam com as enfermidades que afetam o nosso períspirito.

O tratamento espiritual é realizado na alma ou períspirito, como chamam os seguidores da doutrina espírita, "onde ficam nossas dívidas pretéritas e onde tentamos apagar essas manchas", explicou o médium. Não há cortes, dores ou cicatrizes, embora possam aparecer cicatrizes internas em exames de raio-X, por exemplo, e todas as doenças podem ser tratadas espiritualmente, uma vez que "foram criadas por nós mesmos e não por Deus". Todavia, um voluntário do Templo Espírita Tupyara, de Jacarepaguá (RJ), que não quis se identificar, explicou que a cura depende do merecimento.
Não é preciso seguir a crença espírita para se submeter a um tratamento espiritual, todavia, é preciso ter fé e a vontade de se curar. "Não há um tempo determinado de tratamento. Às vezes a cura vem rapidamente ou demora anos, mas todos recebem a cura", disse João Berbel. 
O voluntário do Templo Tupyara contou que a cirurgia é marcada após uma visita pessoal ao templo e requer uma preparação. "Mas a cirurgia pode ser feita à distância também", contou. Dentre os preparos pré-tratamento há a purificação dos pensamentos e hábitos, por isso, pede-se que o paciente não beba, fuma ou coma carne sete dias antes e depois da cirurgia. "Quando a pessoa come carne, ela está se alimentando de outras energias que pesam muito no ectoplasma e que dificulta a espiritualidade protetora de realizar seu trabalho", contaram o representante do IMA.
João Berbel explicou ainda que durante a cirurgia espiritual o paciente fica consciente e conversa com o espírito incorporado no médium. "Em espírito estão presentes Dr. Ismael Alonso Y Alonso, que comanda a equipe espiritual, os padres Donizete e Vitor, Eurípedes Barsanulfo, Bezerra de Menezes, Cichiguruma e outros tantos espíritos de médicos e enfermeiros do plano espiritual que nos dão cobertura para realizarmos nosso trabalho."
Os tratamentos e cirurgias espirituais não são cobrados e os médiuns costumam solicitar aos pacientes que não entreguem dinheiro a nenhum dos voluntários. Os médiuns e voluntários não realizam diagnósticos de doenças e destacam que os tratamentos e cirurgias na alma não dispensam o acompanhamento médico.


É comum ouvirmos que Espiritismo não é religião e sim doutrina, pois não possui em sua prática apresentações de rituais, ou guarda em sua história demonstrações de domínios de massas ou gerações.

Na verdade, não julgamos estas ponderações como ofensa, pois temos a plena convicção que o Espiritismo não será a religião do futuro, mas sim, o futuro de todas as religiões, que caminharão de forma a tornar pleno o que o mestre Jesus já pregou: "Haverá um só povo, um só rebanho e um só Pastor".


Executando tarefas condizentes com sua postura integral, colaborando para a ascensão dos que cruzam por momentos de expiação, dor, perdas, crescimento, amadurecimento, etc.
Nesta categoria de espíritos estão o que chamamos de guia protetor, anjo da guarda, mentor, patrono, colaborador do espaço, enfim as mais diversas formas de identificar um espírito de luz.

Conscientização

A conscientização do indivíduo sobre a causa da doença ajuda a acelerar o processo da cura, de forma mais consciente. O microcosmo dentro deste laboratório corpóreo (corpo físico) tem condição de se organizar com a ajuda do mundo energético ou espiritual. Este tratamento independe da fé, religião, crença ou filosofia de vida. Durante o tratamento, é importante que o indivíduo, esteja aberto para as mudanças necessárias, é o investimento em si mesmo. O homem é um grande laboratório plasmador, receptor, emanador das energias. As doenças são plasmadas inconscientemente, através do corpo emocional que é, dos corpos, o mais difícil de ser equilibrado.

A cobrança em todos os sentidos tem sido o veículo das somatizações gravadas pelas suas glândulas, dependendo de como o indivíduo recebe cada emoção. Consideramos o corpo físico como um aparelho que comporta uma carga xis de energia (pensamentos e sentimentos), quando esta carga é exagerada, a hipófise (glândula pituitária) transfere o excesso desta carga para os órgãos na tentativa de ajudar o corpo físico, a não ter choque fulminante, a glândula divide esta carga para os órgãos. Muitas vezes não suportam o excesso, eles se danificam gerando aparecimento de outras doenças.

Após a conscientização, os médicos espirituais utilizam o bastão de cristal para refazer, religar o corpo energético (corpo elétrico), auxiliando as células do corpo físico a se refazerem. Durante a cirurgia espiritual, há a utilização de aparelhos energéticos trazidos do mundo etéreo (outras dimensões). Não há cortes no corpo físico.

Doença - âmbito da consciência.
Sintoma - âmbito corporal.
Assim que um sintoma se manifesta no corpo de um ser humano, isto logo chama a atenção e interrompe muitas vezes a continuidade do caminho de vida até então vigente. O sintoma é uma necessidade da própria consciência, que o usa para chamar atenção sobre uma perturbação que esta acontecendo em seu interior, motivado por um elemento irritante, que necessita ser localizado, resolvido e consequentemente eliminado, para que a consciência (Espirito) continue tendo sua trajetória plena de crescimento através das experiências vividas e bem desenvolvidas.

A consciência sempre capta a falta de alguma coisa, pois se nada lhe faltasse, ela estaria sadia, ou seja, perfeita e íntegra. No entanto, quando algo falta à saúde, ela não está sadia, está doente. Essa doença se manifesta no corpo como um sintoma. Então, o que se tem é a comprovação de que algo nos falta. Falta consciência, e, portanto, tem-se um sintoma.

Cura

A cura acontece através da incorporação daquilo que esta faltando e, portanto, ela não é possível sem uma expansão da consciência. Doença e cura são conceitos gêmeos que somente têm importância para a consciência e não se aplicam ao corpo, pois um corpo nunca pode estar doente ou saudável. Tudo o que o corpo pode fazer é refletir os estados correspondentes e as condições da própria consciência.

A doença não é uma perturbação essencial e, desta forma, um desagradável desvio do caminho; pelo contrario, a própria doença é o caminho pelo qual o ser humano pode seguir rumo à cura. Quanto maior a consciência com que enfrentamos o caminho, tanto melhor se cumprirão seus objetivos. A intenção não é combater a doença e, sim, usá-la como fator motriz de crescimento e compreensão da nossa missão neste planeta de evolução que vivemos.

Quanto maior for nossa compreensão, nossa expansão de consciência, melhor será o nosso aproveitamento de todas as coisas que nos cercam.


O estado de iluminação, de consciência cósmica ou consciência plena, só é atingido quando a pessoa transcende todos os limites, permitindo que a sua mente consciente e a mente inconsciente se fundam numa unidade. Porém, isso equivale à destruição completa do Eu, cuja autonomia depende da cisão inicial. É este o passo que, na terminologia cristã, é descrito da seguinte forma: "Eu (mente consciente) e meu Pai (mente inconsciente) somos um".

Neste estado de consciência plena, é possível administrar todas as tempestades internas e externas da nossa vida. Passamos a Ter total controle sobre tudo e sobre todas as outras criaturas, cuja unidade ainda não se fazem presente.
Nesse estado de espírito é que se encontrava o Mestre Jesus, quando passou por este plano terreno, a nos ensinar a viver e a despertar nossa consciência cósmica.

Mais tarde, imitado por Paulo de tarso, Francisco de Assis, Gandhi, Bezerra de Menezes, Madre Teresa de Calcutá, etc. Exatamente por esta característica de ampliação da consciência, é que conseguiram tantos feitos em relação a si próprios e aos outros como extensão natural.

Ampliar a consciência significa diminuir suas duvidas, seus estados de desconhecimentos, seus medos e suas derivações. Conhecendo a si próprio e ao mundo, de forma plena e total.
Todos os caminhos de cura ou superação nada mais são do que um único caminho que leva da polaridade à unidade.

Este caminho que tanto nos foi ensinado pelo Mestre dos Mestres, o Cristo, a direção da polaridade para a unidade.
Reduzindo o máximo possível, os ciscos, os ruídos, as mazelas e a ignorância. Por isso é comum escutar dizer que estes iluminados, acima citados, foram "Pontes".

Portanto, oração, prece paciência, bondade, generosidade, humildade, entrega, tolerância, caridade e amor, são características de consciência plenamente desperta, de unidade perfeita e de perfeito entrosamento de Deus para com o homem, portanto do Criador com a criatura. Este é o caminho da cura pela fé acima de tudo.

6 de mar. de 2013

O Poder da Fé e sua Ação Magnética

 


Até o presente, a fé só foi compreendida no seu sentido religioso, porque o Cristo a revelou como poderosa alavanca, e porque Nele só viram um chefe de religião. Mas o Cristo, que realizou verdadeiros milagres, mostrou, por esses mesmos milagres, quanto pode o homem que tem fé, ou seja, que tem a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode realizar-se a si mesma. Os apóstolos, com o seu exemplo, também não fizeram milagres? Ora, o que eram esses milagres, senão os efeitos naturais de uma causa desconhecida dos homens de então, mas hoje em grande parte explicada e que será completamente compreendida pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo?


O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé, quando posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos estranhos que, antigamente, foram qualificados de milagres.


O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que, entretanto, não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: “Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé”.


Edição de textos retirados do “Evangelho Segundo o Espiritismo” – Allan Kardec (Cap. XIX – A Fé Que Transporta Montanhas)