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20 de jul. de 2015

AMIGO IMAGINÁRIO! MEDIUNIDADE NA INFÂNCIA!


Na novela "Páginas da Vida" do ano de 2006, Nanda, morta após dar à luz Clara e Francisco, tem visitado os filhos com uma freqüência cada vez maior. Os gêmeos vêem a mãe e até conversam com ela! 

Parece coisa de ficção.

Mas, na vida real, há muitos relatos de crianças que, assim como os gêmeos de Páginas da Vida, já viram ou conversaram com pessoas que já morreram (confira os casos reais no final da matéria). 

De acordo com a doutrina espírita, a meninada tem mesmo mais facilidade para interagir com quem já se foi, conforme explica Sônia Zaghetto, assessora de comunicação social da FEB (Federação Espírita Brasileira): 

“Isso ocorre porque as crianças ainda têm ligações ligeiramente mais tênues com o corpo físico, assim como os doentes terminais, em que a ligação espírito-corpo já se enfraqueceu e eles podem ver os espíritos. 

Há medida que a pessoa cresce, vai se tornando ainda mais forte a ligação com o corpo e ela vai deixando de vê-los”. No entanto, Sônia alerta: nem todas as crianças vêem os espíritos. “É natural que os vejam, mas não é obrigatório que aconteça”, explica.

O que também pode confundir quem não está muito por dentro do tema é achar que a criança é médium só porque teve um episódio em que viu, ou ouviu um espírito. “Nem sempre a visão de espíritos pelas crianças caracteriza mediunidade. Somente com o tempo se pode discernir, pois o fenômeno pode ser passageiro. Pode ser aquela questão relacionada à ligação do espírito com o corpo. 

Quando não é mediunidade, essas visões desaparecem entre 6 e 8 anos de idade. Como, por exemplo, os amiguinhos imaginários, que costumam desaparecer por volta dessa idade”, esclarece Sônia.






Alguns indícios de mediunidade:

Ela conta ainda que um sinal de mediunidade é quando a criança começa a relatar visões e conversas com os espíritos. “Se essas manifestações ganham caráter mais constante, bem ostensivo e persistem até a pré-adolescência e juventude, tudo indica mediunidade. Logo, uma visão que ocorreu apenas uma vez, por exemplo, não é considerada indício”, conclui ela.

  O que fazer quando a criança é médium?
- Os pais devem observar cuidadosamente o comportamento da criança para ver se elas não estão influenciadas por algo que viram na TV ou em filmes. 
- Pode ser também que elas estejam adotando tais posturas apenas para chamar a atenção. É importante discernir e checar tudo isso na hora de avaliar se a criança está realmente vendo espíritos.
- Os pais jamais devem estimular as crianças a desenvolver mediunidade. 
- Se a criança tiver idade suficiente para compreender o que está acontecendo, os pais devem explicar a ela a situação, procurando não fazer disso um fenômeno extraordinário que gere medo ou desconforto. “Se os pais não se acharem em condições de conversar com a criança (por desconhecimento do assunto), podem recorrer a um centro espírita, em que as pessoas mais experientes poderão orientá-los sobre a forma abordar o assunto com a criança”, aconselha Sônia.

  O que os pais devem evitar?
- Negação pura e simples, pois a criança pode se sentir acusada de ser mentirosa e desenvolver outros problemas.
- Valorização excessiva do fenômeno.
- Demonstrar medo, pois só deixará a criança mais nervosa e insegura. “Além de que, não se deve temer os espíritos”, completa Sônia. 
- Criar expectativas. “É uma imprudência. Os pais devem agir com a máxima naturalidade e ouvir a criança quando ela falar espontaneamente do assunto, sem criticá-la ou ridicularizá-la, sem se mostrar assustados, nervosos, inquietos ou vaidosos e orgulhosos diante do fenômeno que acontece com o filho”, orienta Sônia.

Casos conhecidos e comprovados de mediunidade em crianças*

CHICO XAVIER (1910-2002) 

– Um dos mais conhecidos e respeitados médiuns do mundo, Chico via o espírito da mãe morta e conversava com ela desde os 5 anos de idade. Em 1922, no centenário da Independência do Brasil, ele tinha 12 anos e ganhou menção honrosa quando escreveu uma bela redação sobre o Brasil. Na ocasião, afirmou que um espírito havia lhe ditado o texto. 

Os amigos duvidaram e acharam que ele tinha copiado a redação de um livro. (...) As visões de Chico fizeram com que ele fosse obrigado pelo pai a freqüentar a Igreja Católica e ele via hóstias brilhando de luz, pessoas mortas sorrindo e carregando rosas. Sebastião Scarzello - padre de Pedro Leopoldo (MG) - nunca duvidou, mas aconselhava Chico a orar mais para afastar aquelas visões.”

DIVALDO PEREIRA FRANCO 

- Médium baiano, de 79 anos de idade, Divaldo é hoje o mais conhecido palestrante espírita do mundo, com milhares de palestras em mais de 80 países e mais de 150 livros psicografados. Ele declara publicamente que vê os espíritos desde criança. Aos 4 anos de idade, viu o espírito de sua avó, Maria Senhorinha, e a descreveu para sua mãe, gerando muito espanto na família católica.

JOSÉ RAUL TEIXEIRA 

- Médium e conferencista espírita de Niterói - RJ, professor de Física da UFF (Universidade Federal Fluminense) e Doutor em Educação, José Raul afirma que via os espíritos desde criança e, muitas vezes, conversava com eles. 

Em uma ocasião, ao ver o espírito de um amigo, quase se atirou nos braços dele. Mas a mãe - que também era médium - impediu que o filho se machucasse, pois notou que ele ia em direção ao espírito e o impediu de cair no vazio, quando se atirou nos braços do amigo invisível.

*Depoimentos cedidos pela FEB (Federação Espírita Brasileira)

10 de mar. de 2014

Pedofilia.. Até quando?


Todos já escutamos falar desta triste realidade que hoje vivemos, que sabemos existir e que na maioria das vezes são casos distante de nós
Vemos o pedófilo como um monstro que transgride as leis morais, viola os direitos da criança para satisfazer seus desvarios sexuais, não se importando com a mesma, com os traumas que ela irá passar, com o sofrimento a que ela é submetida, com a perda de sua inocência, com a destruição de seus sonhos, com a morte prematura, com o fim de sua infância, com os danos psicológicos que ela irá sofrer por toda sua vida.
Mas o que é realmente um pedofilo?
No dicionário encontramos diversos conceitos que caracterizam este ser (homem e mulher) que tem o ato ou a fantasia de ter contatos sexuais com crianças em idade pré-pubertária (13 anos ou menos) para satisfazer seus desatinos e desequilibrios
Mas que muitos desconhecem que é uma alma enferma, desequilibrada, traumatizada e que hoje realiza, o que aconteceu em alguma época do passado, segundo as pesquisas psicológicas
E neste contexto, vítima e agressor, não paramos pra analisar que ele é tanto vítima como agressor, que precisa de tratamento psicológico e humano, que é alguém que está altamente enfermo , uma pessoa que não está bem fisica e emocionalmente por encontrar satisfação nestes atos e abusos sexuais
O que ainda é pior, é presenciar as vítima (Crianças) da pedofilia, hoje com seus onze a treze anos, cheia de traumas e perturbações devido a terem sofrido este ato brutal, iniciando ou reproduzindo este quadro denominado de… Pedofilia.
O que fazer? Como quebrar este ciclo vicioso? Como ajudar o agressor? Como ajudar estas crianças? Quais medidas devem ser utilizadas com as vítimas deste ato? É fácil vermos o pedofilo como vitima? Aceitamos que ele seja tanto vitima como agressor?
^^Dothy^^

19 de dez. de 2013

Os Maiores vilões dos Nossos Filhos

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Analisando esta questão de forma profissional como educadora e escritora trago este artigo como um meio de informação e instrução e não deve ser entendida como uma critica ou um julgamento que faço.
Observo a constante preocupação e medo que os pais tem com os filhos, preocupação esta mais do que natural e normal deles conviverem com a dura realidade da maldade, violência, vícios que o mundo oferece nos dias de hoje e o receio deles vierem a se perder para todo os atrativos e facilidades que lhes é oferecido em todos os lugares , todos os dias por diversas pessoas, mas muitos não percebem que os maiores vilões que contribuem para que eles se percam começa dentro da própria família que são alguns itens a serem observados:
- Falta de dialogo, compreensão, entendimento
- Amor, respeito, amizade, a ausência de afeto
- A agressividade, física e moral
- Barreiras entre eles, o medo, a arbitrariedade, o preconceito
- A falta de apoio, companheirismo, cumplicidade,
- Bullyng, negligência,
- Estes e outros são alguns fatores que contribuem para que eles se percam, que busquem lá fora aquilo que lhes falta dentro da própria família, deixando claro que estas colocações não devem ser entendida como regra geral porque muitos filhos tem uma boa relação em todos os aspectos com os pais, mas mesmo assim acabam cedendo as ofertas do mundo exterior se perdendo em seu próprio caminho.

Retirado do bloghttp://blog.forumespirita.net/

20 de mai. de 2013

A INFLUÊNCIA NEGATIVA DA PROGRAMAÇÃO DA TV NA CRIANÇA!




Como na Mediunidade, na educação infanto-juvenil, necessitamos lembrar diretrizes de segurança. Segura diretriz deve ser perseguida pelos pais. Certamente serão melhores avós ou, pelo menos, mais experimentados para poder fazer frente aos desequilíbrios no lar.
Vejam o que dizem os profissionais de saúde (infanto-juvenil) sobre as cenas na TV.
Os doutores Aidan McFarlane e Ann McPherson, autores do livro "Diário de um adolescente hipocondríaco", sucesso em mais de 20 países, foram entrevistados no Brasil. Questionados se os adolescentes brasileiros são iguais aos ingleses, responderam que as diferenças são sutis. No entanto, perceberam que os brasileiros são sexualmente mais precoces.
McFarlane disse que quando perguntou aos alunos, na faixa de 12 anos, sobre a questão que os deixava aflitos, um deles respondeu sem constrangimento, que era saber quando aconteceria a sua primeira relação sexual. O pediatra comentou que isso jamais aconteceria numa escola inglesa e atribuiu esta precocidade às novelas que passam nas televisões brasileiras.
Informaram, ainda, que os adolescentes ingleses assistem novelas apenas humorísticas, feitas especialmente para eles.
O período entre os 10 e os 20 anos é também decisivo na vida de uma pessoa, uma vez que o homem parece definir-se entre os 15-20 anos. É necessário nesta fase dar-lhes um porquê para viver, uma vez que os fracassados dão a vida um sentido privado e apresentam grande vazio interior. Se não receberem amor não aprenderão a amar, o único caminho possível da felicidade na sociedade cristã. "Amarás teu Deus... e ao próximo...".
Uma noticia de jornal nos chamou a atenção: "Governo vai coibir cenas de sexo e violência na TV" . São os próprios telespectadores que estão querendo mais rigor para a programação televisiva. Em resposta a pesquisa do Ibope e da Retrato Consultoria e Marketing pais solicitam mais controle sobre o que seus filhos assistem. Das duas mil pessoas consultadas, 64% sugeriram classificação por faixa e horário, 32% pediram censura pura e simples e 5% não responderam. Um total de 75% dos entrevistados têm fortes expectativas de que algo seja feito para permitir a adequação de assuntos julgados impróprios para os mais jovens a horários mais avançados. Os telespectadores apontaram filmes, novelas e programas que mais rejeitam, pelo conteúdo pornográfico e apelativo.
O Editorial do Arquivo brasileiro de Pediatria é escrito pelo doutor Ricardo R. Barros, que é Presidente do Departamento de Adolescência, da Sociedade Brasileira de Pediatria e Chefe do Serviço de Adolescentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Diz o doutor Barros: os meios de comunicação, cada vez mais ágeis, exercem intensa influência nos jovens de hoje; a televisão, que entra nos lares indiscriminadamente, exibe valores éticos-morais e consumistas, nem sempre adequados à formação de suas identidades.
Barros lembra que a sexualidade já não é mais tabu, que a genitalidade precoce é evidenciada no aumento da gravidez, no número maior de abortos e no índice crescente das doenças sexualmente transmissíveis.
A preocupação com a (des)educação sexual na adolescência vem sendo demonstrada pelos brasileiros e o psiquiatra doutor Luiz Fernando Pinto, analisa no Jornal de Pediatria, o papel do erotismo na televisão como fator disfuncional na educação sexual da juventude. Afirma, o professor da Universidade Federal da Bahia, que na televisão os adolescentes encontram informações que satisfazem a sua curiosidade acerca do mundo sexual dos adultos. Isso ocorre por um processo de erotização cada vez mais explícito, que abusa de uma liberdade de expressão e exibição cada vez mais liberal e veicula informações sexuais de todos os tipos: ora fiéis e corretas, ora tendenciosas, preconceituosas, ambíguas e destorcidas.
Anteriormente os espíritas aprovaram, por unanimidade, o lançamento da Campanha "Viver em Família". Na sua apresentação advoga-se que "o espírito encarnando durante o período infantil é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir aqueles responsáveis por sua educação".


No temário da campanha encontramos no 7° item, a Educação Sexual e no 9° item, que recebeu o título de "Desequilíbrios no lar", diversos sub-temas, tais como: a violência familiar; os problemas do sexo; prostituição e promiscuidade; doenças sexualmente transmissíveis, Aids e outros. Os espíritas não estão escondendo a cabeça na areia.
Aos pais pertence o direito e o dever da educação sexual, tarefa que não pode ser transferida para a escola.
Luiz Fernando Pinto adverte que a televisão tem assumido o papel de principal educador de crianças a adolescentes e que isso aconteceu não por opção, mas por omissão dos segmentos responsáveis pela educação das novas gerações. O pediatra afirma que não há dúvida de que a TV é um educador sexual eficaz e importante até porque os genitores, as escolas e os companheiros são fontes ineficazes.
A TV é consumida em grande escala desde os 2 anos de idade, durante a infância e a adolescência. A programação e os anúncios da TV são frequentemente sensuais, e, muitas vezes, os adolescentes acreditam que aquilo que vêem na TV seja real. Essa crença na realidade é maior entre crianças e adolescentes mais jovens, que são os maiores consumidores de TV, e entre as adolescentes, grupo em que ocorrem os maiores índices de gravidez.
O aparecimento de uma informação inadequada na televisão, numa tarde de domingo, no decorrer de um jogo de futebol importante ou durante um capítulo de novela, com alto índice de audiência, pode destruir o trabalho de cinco anos de investimentos e esforços de Instituições que mantêm programas dirigidos à saúde (mental).
As pessoas que assistem aos programas de entretenimento podem não ter a intenção de aprender noções sócio-político-filosóficas, mas aprendem ao longo dos programas. É verdade que isto é uma forma secundária de aprendizagem, mas certamente não é subliminar.
É preciso desconfiar da televisão porque nela nossos jovens vêem e ouvem mais acerca de abortos e estupros do que acerca da contracepção. Com a mídia muitos acabam se confundindo na distinção entre amor e sexo, chegando posteriormente até ao tédio sexual.
Emmanuel afirma que "a universidade pode fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem".
Anália Franco diz que: "devemos envolver nossos filhos na palavra de benção, que vence o orgulho, e na luz do exemplo que dissipa as sombras da rebeldia. Eles perceberão que o Espiritismo gera consciências livres e que devemos provar semelhante verdade pelas próprias ações de renúncia e discernimento, conjugando o bálsamo do carinho com a rédea da autoridade. Assim, pois, embora muitas vezes torturados na abnegação incompreendida, mostremos a nossos filhos que a Lei Divina é insubornável e que todo espírito é responsável por si próprio".

17 de jul. de 2012

A Geração Nova.



Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem.


Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso.


Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundo inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalente a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substitui-los-ão Espíritos melhores, que farão reinar em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.


A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclisma que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.


Tudo, pois, se processará exteriormente, como deve acontecer, com a única, mas capital diferença, de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.


A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermediário, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhe são peculiares.


Têm idéias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém, sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.


Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior.


Não se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.


O que, ao contrário, distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, pelo se negarem a reconhecer qualquer poder superior aos poderes humanos; a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme, enfim, o apego a tudo que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza.


Desses vícios é que a Terra tem que ser expurgada pelo afastamento dos que se obstinam em não emendar-se; porque são incompatíveis com o reinado da fraternidade e porque o contato com eles constituirá sempre um sofrimento para os homens de bem. Quando a Terra se achar livre deles, os homens caminharão sem óbices para o futuro melhor, que lhes está reservado, mesmo neste mundo, por prêmio de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperam que uma depuração mais completa lhes abra o acesso aos mundos superiores.


*** *** ***

É muito simples o modo por que se opera a transformação, sendo, como se vê, todo ele de ordem moral, sem se afastar em nada das leis da Natureza.


Sejam os que componham a nova geração Espíritos melhores, ou Espíritos antigos que se melhoraram, o resultado é o mesmo. Desde que trazem disposições melhores, há sempre uma renovação. Assim, segundo suas disposições naturais, os Espíritos encarnados formam duas categorias: de um lado, os retardatários, que partem; de outro, os progressistas, que chegam. O estado dos costumes e da sociedade estará, portanto, no seio de um povo, de uma raça, ou do mundo inteiro, em relação com aquela das duas categorias que preponderar.


Por estarem muitos, apesar de suas imperfeições, maduros para a transformação, é que muitos partem, a fim de apenas se retemperarem em fonte mais pura. Enquanto se conservassem no mesmo meio e sob as mesmas influências, persistiriam nas suas opiniões e nas suas maneiras de apreciar as coisas. Uma estada no mundo dos Espíritos bastará para lhes descerrar os olhos, por isso que aí vêem o que não podiam ver na Terra. O incrédulo, o fanático, o absolutista, poderão, conseguintemente, voltar com idéias inatas de fé, tolerância e liberdade. Ao regressarem, acharão mudadas as coisas e experimentarão a influência do novo meio em que houverem nascido. Longe de se oporem às novas idéias, constituir-se-ão seus auxiliares.


A regeneração da Humanidade, portanto, não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos quantos lhe estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, nem sempre os que voltam são outros Espíritos; são com freqüência os mesmos Espíritos, mas pensando e sentindo de outra maneira.


Fonte: ‘A Gênese’ – Allan Kardec
(Cap. XVIII – São Chegados os Tempos – Itens 27 a 35)


* * * - * * *

“Pelo Espiritismo a humanidade deve entrar em uma nova fase, a do progresso moral, que é a sua conseqüência inevitável”. Allan Kardec

“Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons espíritos; estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes das suas imperfeições”. Allan Kardec

7 de set. de 2011

PERANTE A CRIANÇA


“Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque deles é o reino de Deus.” Jesus (LUCAS, 18:16.)

Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as direções.

Orientação da infância, profilaxia do futuro.


Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando métodos e ampliando tarefas.


Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.


Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando pela diminuição da mortalidade infantil.


Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.


Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.


Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.


Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencarnados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.


O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.


Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.


A ordem significa artigo de lei para toda idade.


Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo pelo êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente.


A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.


Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.


A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.


Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em atividades de assistência a desencarnados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, circunstância esta em que devem receber auxílio através da oração e do passe magnético.


Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.


Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando seções e programas dedicados à criança em particular.


Sem boa semente, não há boa colheita.



André luiz
“Conduta Espírita” – Psicografia: Waldo Vieira – Editora FEB

Contra a pedofilia, em defesa da inocência...



A pedofilia é uma perversão sexual, caracterizada pela opção sexual preferencial por crianças e adolescentes, de forma compulsiva e obsessiva. O pedófilo é uma pessoa aparentemente normal e muitas vezes bem inserida na sociedade, daí o fato da pedofilia ser uma patologia muito freqüente em todas os níveis sociais e econômicos, portanto, não é rara a presença de pedófilos nas escolas, praças, igrejas, consultórios médicos, enfim, em todos os lugares onde ele, o pedófilo, possa encontrar crianças e adolescentes. Em muitos casos o pedófilo pode ser alguém da própria família. O pedófilo é, acima de tudo, um doente, que necessita de tratamento, mas que torna-se muito perigoso, já que pode cometer crimes (não só o abuso sexual em si, mas outros igualmente graves, incluindo até o homicídio) contra as crianças, por isso deve ser combatido.

Sobre o período de infância a Doutrina Espírita nos esclarece que este é um estado de suma importância para o Espírito reencarnante, que está em trânsito, a caminho de sua pureza e perfeição, conforme nos afirma a questão 383 do “Livro dos Espíritos”:

Pergunta: Qual, para este, a utilidade de passar pelo estado de infância?

Resposta: “Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.”

Em relação às crianças, entendemos, portanto, que os responsáveis por educá-las somos todos nós, já que precisamos dar os exemplos a serem seguidos por elas quando estiverem em condição de responderem por si próprias. Estando, portanto, mais acessíveis às impressões que recebem, provavelmente estarão definitivamente marcadas por qualquer tipo de violência cometida contra elas, o que lhes trarão sérios prejuízos no futuro, nesta e em outras encarnações.


A Doutrina Espírita procura não condenar ninguém, recomendando sempre que tenhamos com todos o máximo de respeito, consideração e carinho, inclusive para com as pessoas desequilibradas sexualmente, uma vez que elas constituem espíritos que atravessam um momento difícil (até mesmo tormentoso) em que necessitam promover a sua edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada. Ocorre que, não é lícito a ninguém, seja hetero ou homossexual, determinados abusos, tais como a pedofilia, que vem a ser uma prática criminosa, por envolver criaturas inocentes e indefesas, constituindo assim um ato de extrema violência, que por isso mesmo, deve ser combatido.


O Espiritismo, portanto, não condena ninguém pelas escolhas que qualquer pessoa faça em sua vida, apenas nos alerta a respeito da Lei de Ação e Reação, segundo a qual recebemos de volta os efeitos de nossa própria conduta, conforme asseverou JESUS, quando afirmou: “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Mas, como para tudo na vida precisamos ter bom-senso, não podemos, de maneira alguma, ser coniventes com determinadas atitudes, pois assim estaríamos igualando-nos aos criminosos. O pedófilo, na minha opinião, deve ser considerado um doente e por isso, merece tratamento, não só médico, mas quem sabe também espiritual, já que, além do próprio distúrbio do qual é portador, muitas vezes ele pode estar acompanhado de espíritos obsessores. O que não podemos é de forma alguma tolerar esse tipo de comportamento abusivo.


Neste caso específico, portanto, cabe a todos nós orientarmos e protegermos as crianças em relação aos perigos e estarmos sempre atentos a qualquer comportamento estranho. E não devemos deixar de denunciar quando suspeitarmos de algo. Afinal, uma coisa é ser compreensivo com as faltas alheias, outra coisa é ser conivente e permissivo com determinados crimes...

Mediunidade nas Crianças.



Não é aconselhável estimular a prática da mediunidade na criança. Isto porque o organismo da criança não está completamente desenvolvido, seus órgãos, sobretudo o sistema nervoso; estão em fase de maturação. Além do mais, a criança talvez não possua discernimento necessário para evitar as influências dos maus Espíritos.


Kardec, perguntando aos Espíritos orientadores da Codificação sobre se haveria inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças, obteve de um deles a seguinte resposta: “(...) Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobre-excitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais.” (01 )

No exame do assunto, há que se observar o problema do desenvolvimento sob duplo sentido, físico e mental. Há crianças bem desenvolvidas fisicamente, mas de recursos mentais e intelectuais deficientes. Existem crianças fisicamente pouco desenvolvidas, porém mental e intelectualmente bem dotadas. Em ambos os casos a prudência aconselha seja evitado, junto à criança, o trabalho mediúnico.


Desenvolver a mediunidade, ou seja, educá-la, significa colocar-nos em relação e dependência magnética, mental e moral com entidades dos mais variados tipos evolutivos.


O frágil organismo infantil e sua inexperiência podem sofrer os efeitos de uma aproximação obsidiante.


A imaginação da criança é, sobremodo, excitável, o que pode ocasionar conseqüências perigosas sob o ponto de vista do equilíbrio, da estabilidade espiritual.


São negativos todos os aspectos do desenvolvimento mediúnico das crianças.


O Codificador, missionário escolhido, estava certo ao desaconselhar tal proceder.


Há recursos de amparo às crianças que revelam mediunidade:


- Prece em seu favor e dos Espíritos que delas tentam acercar-se;


- Passes ministrados por companheiros responsáveis;


- Freqüência às aulas espíritas de Evangelho, a fim de que possam, a pouco e pouco, ir assimilando noções doutrinárias compatibilizadas com sua idade.(05)


Devemos considerar, porém, que há crianças cuja mediunidade ocorre naturalmente, sem causar-lhes transtornos. Estas crianças são médiuns naturais e, “(...) quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobre-excitada. (...) a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. (...)(02)


Para o início da prática mediúnica “Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas. Falo da mediunidade, em geral; porém, a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo; a da escrita tem outro inconveniente, derivado da inexperiência da criança, dado o caso de ela querer entregar-se a sós ao exercício da sua faculdade e fazer disso um brinquedo.” (03)


A prática do Espiritismo (...) demanda muito tato, para a inutilização das tramas dos Espíritos enganadores. Se estes iludem a homens feitos, claro é que a infância e a juventude mais expostas se acham a ser vítimas deles. Sabe-se, além disso, que o recolhimento é uma condição sem a qual não se pode lidar com Espíritos sérios. As evocações feitas estouvadamente e por gracejo constituem verdadeira profanação, que facilita o acesso aos Espíritos zombeteiros, ou malfazejos. Ora, não se podendo esperar de uma criança a gravidade necessária a semelhante ato, muito de temer é que ela faça disso um brinquedo, se ficar entregue a si mesma. Ainda nas condições mais favoráveis, é de desejar que uma criança dotada de faculdade mediúnica não a exercite, senão sob a vigilância de pessoas experientes, que lhe ensinem, pelo exemplo, o respeito devido às almas dos que viveram no mundo. Por aí se vê que a questão de idade está subordinada às circunstâncias, assim de temperamento, como de caráter. (...)(04)

Fontes de Consulta

(01) KARDEC, Allan. Dos Incovenientes e Perigos da Mediunidade. In. ‘O Livro dos Médiuns’. Trad. De Guillon Ribeiro. 61. Ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1995. Item 221 (subitem 6º pág. 265).

(02). Item 221 (subitem 7º). Pág.265.

(03) Item 221 (subitem 8º). Pág. 266.

(04) Item 222. Pág. 266.

(05) PERALVA Martins. Mediunidade nas crianças. In. ‘Mediunidade e Evolução’. 7.ed. 7.ed. Rio [de janeiro]:FEB. 1995. Pág. 137.

Infância, Família e Educação.



– O período infantil é o mais importante para a tarefa educativa?

Emmanuel: O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.

Até os sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e a estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontrar nos pais legítimos representantes do colégio familiar.

Eis por que o lar é tão importante para a edificação do homem, e por que tão profunda é a missão da mulher perante as leis divinas.

Passada a época infantil, credora de toda vigilância e carinho por parte das energias paternais, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do Espírito em seu mundo orgânico material, e , atingida a maioridade, se a educação não se houver feito no lar, então, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma reencarnada terá retomado todo o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a luz interior dos sagrados princípios educativos.

– Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

Emmanuel: A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.

– É justa a fundação de institutos para a educação sexual?

Emmanuel: Quando os professores do mundo estiverem plenamente despreocupados das tabelas administrativas, dos auxílios oficiais, da classificação de salários, das situações de evidência no magistério, das promoções, etc., para sentirem nos discípulos os filhos reais do seu coração, serão acertados cogitar-se da fundação de educandários dessa natureza, porquanto haverá muito amor dentro das almas, assegurando o êxito das iniciativas.

Os professores do mundo, todavia, considerando o quadro legítimo das exceções, ainda não passam de servidores do Estado, angustiados na concorrência do profissionalismo. Na sagrada missão de ensinar, eles instruem o intelecto, mas, de um modo geral, ainda não sabem iluminar o coração dos discípulos, por necessitados da própria iluminação.

Examinada a questão desse modo, e atendendo às circunstâncias das posições evolutivas, consideramos que os pais são os mestres da educação sexual de seus filhos, indicados naturalmente para essa tarefa, até que o orbe possua, por toda parte, as verdadeiras escolas de Jesus, onde a mulher, em qualquer estado civil, se integre na divina missão da maternidade espiritual de seus pequenos tutelados e onde o homem, convocado ao labor educativo, se transforme num centro de paternal amor e amoroso respeito para com os seus discípulos.

Como renovar os processos de educação para a melhoria do mundo?

Emmanuel: As escolas instrutivas do planeta poderão renovar sempre os seus métodos pedagógicos, com esses ou aqueles processos novos, de conformidade com a psicologia infantil, mas a escola educativa do lar só possui uma fonte de renovação que é o Evangelho, e um só modelo de mestre, que é a personalidade excelsa do Cristo.

– Os pais espiritistas devem ministrar a educação doutrinária a seus filhos ou podem deixar de fazê-lo invocando as razões de que, em matéria de religião, apreciam mais a plena liberdade dos filhos?

Emmanuel: O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espiritistas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença.

O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo?

Além disso, os pais espiritistas devem compreender que qualquer indiferença nesse particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo, e à ausência de amor à verdade.

Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso de ontem a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime.

Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas, sim, para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.


Do livro “O Consolador” - Pelo Espírito Emmanuel - Psicografia Chico Xavier (Primeira Parte – Item 5 – Questões 109 a 113)

Feridas e Cicatrizes da Infância.





Tem sido estabelecido através da cultura dos tempos, que a infância é o período mais feliz da existência humana, exatamente pela falta de discernimento da criança, e em razão das suas aspirações que não passam de desejos do desconhecido, de necessidades imediatas, de ignorância da realidade.

Os seus divertimentos são legítimos, porque a eles se entrega em totalidade, sem qualquer esforço, graças à imaginação criadora que a transporta para esse mundo subjacente do crer naquilo que lhe parece. Não estando a personalidade ainda formada, não há dissociação entre o que tem existência real e aquilo que somente se fundamenta na experiência mental.

A criança atravessa esse período psicologicamente feliz, sem o saber, com as exceções compreensíveis de casos especiais, porque tampouco sabe o que é a felicidade. Só mais tarde, na idade adulta é que, recordando os anos infantis, constata o seu valor e pode ter dimensão dos acontecimentos e prazeres.

Como a criança não sabe o que é felicidade, facilmente identifica-a no divertimento, aquilo que a agrada e a distrai, os jogos que lhe povoam a imaginação.

É na infância que se fixam em profundidade os acontecimentos, aliás, desde antes, na vida intra-uterina, quando o ser faz-se participante do futuro grupo familiar no qual renascerá. As impressões de aceitação como de rejeição se lhe insculpirão em profundidade, abençoando-o com o amor e a segurança ou dilacerando-lhe o sistema emocional, que passará a sofrer os efeitos inconscientes da animosidade de que foi objeto.

Da mesma forma, os acontecimentos à sua volta, direcionados ou não à sua pessoa, exercerão preponderante influência na formação da sua personalidade, tornando-a jovial, extrovertida ou conflitada, depressiva, insegura, em razão do ambiente que lhe plasmou o comportamento.

Essas marcas acompanhá-la-ão até a idade adulta, definindo-lhe a maneira de viver. Tornam-se feridas, quando de natureza perturbadora, que mesmo ao serem cicatrizadas, deixam sinais que somente uma terapia muito cuidadosa consegue anular.

Por sua vez, o Espírito, em processo de reencarnação, acompanha mui facilmente os lances que precedem à futura experiência, e porque podendo movimentar-se com relativa liberdade antes do mergulho total no arquipélago celular, compreende as dificuldades que terá de enfrentar mais tarde, ao sentir-se desde então indesejado, maltratado, combatido.

Certamente, essa ocorrência tem lugar com aqueles que se vêem impelidos ao renascimento para reparar pesados compromissos infelizes, retornando ao seio das suas anteriores vítimas que agora os rechaçam, o que é injustificável.

A bênção de um filho constitui significativa conquista do ser humano, que se deve utilizar do ensejo para crescer e desenvolver os sentimentos superiores da abnegação e do amor.

As reações vibratórias que podem produzir os Espíritos antipáticos na fase perinatal, produzem, não raro, mal-estar. Não obstante, a ternura e a cordialidade fraternal substituem as ondas perturbadoras por outras de natureza saudável, preparando os futuros pais para o processo de aprimoramento e de educação do descendente.

Na raiz de muitos conflitos e desequilíbrios juvenis, adultos, e até mesmo ressumando na velhice, as distonias tiveram origem — efeito de causa transata —no período da gestação, posteriormente na infância, quando a figura da mãe dominadora e castradora, assim como do pai negligente, indiferente ou violento, frustrou os anseios de liberdade e de felicidade do ser.

Todos nascem para ser livres e felizes. No entanto, pessoas emocionalmente enfermas, ante o próprio fracasso, transferem para os filhos aquilo que gostariam de conseguir, suas culpas e incapacidades, quando não descarregam todo o insucesso ou insegurança naqueles que vivem sob sua dependência.

Esse infeliz recurso fere o cerne da criança, que se faz pusilânime, a fim de sobreviver, ou leva-a a refugiar-se no ensimesmamento, na melancolia, sentindo-se vazia de afeto e objetivo de vida. Com o tempo, essas feridas purulam, impelindo a atitudes exóticas, a comportamentos instáveis, às fugas para o fumo, a droga, o álcool ou as diversões violentas, mediante as quais extravasam o ressentimento acumulado, ou mergulham no anestésico perigoso da depressão com altos reflexos na conduta sexual, incompleta, insatisfeita, alienadora...

A sociedade terá que atender à infância através de mecanismos próprios, preenchendo os espaços deixados pela ausência do amor na família, na educação escolar, na convivência do grupo, nas oportunidades de desenvolvimento e de auto-afirmação de cada qual. Para tal mister, torna-se necessário o equilíbrio do adulto, do educador formal, que pode funcionar como psicoterapeuta, orientando melhor o aprendiz e reencaminhando-o para a compreensão dos valores existenciais e das finalidades da vida.

Inveja, mágoa, ciúme, instabilidade, ódio, pusilanimidade e outros hediondos sentimentos que afligem as crianças maltratadas, carentes, abandonadas, mesmo nas casas onde moram, desde que não são lares verdadeiros, constituem os mecanismos de reação de todos quantos se sentem infelizes, mesmo que inconscientemente.

A compreensão dos direitos alheios e dos próprios deveres, o contributo da fraternidade, a segurança afetiva, a harmonia interior, a compaixão, a lealdade, se instalarão no ser, cicatrizando as feridas, à medida que o meio ambiente se transforme para melhor e o afeto dos outros, sincero quão desinteressado, substitua a indiferença habitual.

Qualquer ferida emocional cicatrizada pode reabrir-se de um para outro momento, porquanto não erradicada a causa desencadeadora, os tecidos psicológicos estarão muito frágeis, rompendo-se com facilidade, pela falta de resistência aos impactos enfrentados.

A questão da felicidade, por isso mesmo, é muito relativa. Se a felicidade são os divertimentos, ou é o prazer, ei-la de fácil aquisição. No entanto, se está radicada na plenitude, muito complexa é a engrenagem que a aciona.

De certo modo, ela somente se expressa em totalidade, quando o artista conclui a obra a que se entrega, o santo ao ministério de amor a que se devota, o cientista realiza a pesquisa exitosa, o pensador atinge com a sua mensagem o mundo que o aguarda, o cidadão comum se sente em paz consigo mesmo... O dar-se, a que se refere o Evangelho, certamente é a melhor metodologia para alcançar-se essa ventura que harmoniza e plenifica.

Toda vez, portanto, que alguém sinta incompletude, insegurança, seja visitado pelos sentimentos inquietadores da insegurança, do medo, da raiva e da inveja injustificáveis, exceção feita aos estados patológicos profundos, as feridas da infância estão ainda abertas ou reabrindo-se, e necessitando com urgência de cicatrização.


Do livro “Amor, Imbatível Amor”
Pelo Espírito 'Joanna de Ângelis'
Psicografia Divaldo Pereira Franco

Sobre a Infância.



O espírito – viajante da Eternidade – adormece no berço para acordar na sementeira, tanto quanto adormece no túmulo para acordar na colheita.

E o homem que amadurece na experiência terrena suspira por encontrar além da morte, braços amigos que o sustentem na grande romagem para a Divina Luz.

Todavia, cada criatura desperta, depois da morte, na região para a qual dirigiu os próprios passos.

Há quem reabra os olhos na paisagem reconfortante do amor e da alegria, consoante a alegria e ao amor que plantou na leira humana, mas também há quem se reconquiste em pleno espinheiro de aflição e sofrimento, segundo a aflição e o sofrimento que espalhou na própria estrada.

Por isso mesmo, é possível observar na própria Terra, a lei de correspondência, pela qual cada um responde pelas próprias obras.

Cada espírito renasce na posição que merece, de acordo com as dívidas ou aquisições a que se ajusta.

Há quem nasça no ódio com que intoxicou o próprio destino, como há quem retoma o corpo com as mesmas feridas que, ontem, estampou na própria alma.

Daí, o impositivo de entendermos na infância, não a estação de irresponsabilidade festiva, mas a hora favorável de abençoada preparação do futuro.

Receberemos, amanhã, na alma confiada às nossas mãos, aquilo que hoje lhe oferecemos.

Nossos filhos no mundo são consciências que gravitam em torno de nossa vida refletindo, agora ou mais tarde, o nosso devotamento ou a nossa deserção.

Não vale iludir a criança com a fantasia do dinheiro ou do privilégio; anestesiando-a na leviandade.

O lar é, antes de tudo, a escola do caráter e, somente quando os responsáveis por ele se entregarem, felizes, ao sacrifício próprio, para a vitória do amor, é que a vida na Terra será realmente de paz e trabalho, crescimento e progresso, porque o homem encontrará na criança as bases justas do programa da redenção.

Por: Emmanuel
Do livro: “Vida em Vida”
Médium: Francisco Cândido Xavier