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24 de out. de 2013

Informativo: Outubro

“Estudo, disciplina, trabalho e
amor ao próximo”



INFORMATIVO


Boletim informativo do Grupo Espírita Caminho de Damasco – Ano XV nº177, outubro de 2013.


Editorial

O Informativo GECAD mês de outubro, mês que comemoramos o nascimento do Codificador Allan Kardec, prestamos homenagem ao missionário da terceira revelação, trazendo um pequeno artigo sobre o seu trabalho, intitulado “Codificação Espírita”.
O presente número do informativo conta também com os artigos: “Limpeza”, “Sinal Espírita” e “A melhor higiene mental”, para sua leitura e reflexão.
Parabenizamos igualmente a todos os discípulos do Codificador pela continuidade de sua tarefa de romper os véus que encobriam a realidade espiritual.
Muita Paz.





CODIFICAÇÃO ESPÍRITA

Para a orientação dos seguidores do Espiritismo, Allan Kardec editou cinco livros básicos, conhecidos como Pentateuco Kardequiano. São eles: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Neles, reuniu os ensinamentos da Espiritualidade superior, analisando-os e codificando-os, de forma a ficarem claros e interessantes.

O Livro dos Espíritos (1857): É uma obra de caráter filosófico, que procura explicar de forma racional o porquê da vida. Divide-se em quatro tópicos: “As causas primárias”; “Mundo espírita ou dos Espíritos”; “As leis morais”; e “Esperanças e consolações”. É tido como a espinha dorsal do Espiritismo, pois todas as outras obras partem de seus princípios.
O Livro dos Médiuns (1861): Orienta a conduta prática das pessoas que exercem a função de intermediar o mundo espiritual com o material. Mostra aos médiuns os inconvenientes da mediunidade, suas virtudes e os perigos provindos de uma faculdade descontrolada. Ensina a forma de se obter contatos proveitosos e edificantes junto à Espiritualidade. A obra demonstra ainda as consequências morais e filosóficas decorrentes das relações entre o invisível e o visível.
O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864): Trata-se da parte moral e religiosa da Doutrina Espírita. Ensina a teoria e a prática do Cristianismo, através de comentários sobre as principais passagens da vida de Jesus, feitos por Allan Kardec e pelos Espíritos superiores. Mostra que as parábolas existentes no Evangelho, que aos olhos humanos parecem fantasias, na verdade exprimem o mais profundo código de conduta moral de que se tem notícia.
O Céu e o Inferno (1865): Neste livro, através da evocação dos Espíritos, Allan Kardec apresenta a verdadeira face do desejado “céu”, do temido “inferno”, como também do chamado “purgatório”. Põe fim às penas eternas, demonstrando que tudo no Universo evolui e que as teorias sobre o sofrimento no fogo do inferno nada mais são do que uma ilusão. Comunicações de Espíritos desencarnados, de cultura e hábitos diversos, são analisadas e comentadas pelo Codificador, mostrando a situação de felicidade, de arrependimento ou sofrimento dos que habitam o mundo espiritual.
A Gênese (1868): Este livro é um estudo a respeito de como foi criado o mundo, como apareceram as criaturas e como é o Universo em suas faces material e espiritual. É a parte científica da Doutrina Espírita. Explica a Criação, colocando Ciência e Religião face a face. A Gênesis bíblica é estudada e vista como uma realidade científica, disfarçada por alegorias e lendas.
Os sete dias narrados nas Escrituras Sagradas são mostrados como o tempo que o Criador teria gasto com a formação do Universo e da Terra; eras geológicas, que seguem a ordem cronológica comprovada pela Ciência em suas pesquisas.
Os “milagres”, realizados por Jesus, são explicados como sendo produto da modificação dos elementos da natureza, sob a ação de sua poderosa mediunidade.





LIMPEZA

Onde o bem se mostre por edificação do bem de todos, a limpeza comparece na base de todos os serviços.
A fim de que produza, com segurança, a gleba aguarda o concurso da enxada contra o crescimento da erva daninha.
O laboratório reclama instrumentos esterilizados para que o remédio alcance os fins a que se destina.
O lar espera faxina diária, na preservação da saúde dos moradores.
O livro, verdadeiramente nobre, demanda rigorosa triagem para que se lhe evite, no texto, o prejuízo dos termos chulos.
Nas providências mais simples da vida, surpreendemos semelhante necessidade. Alimento sadio requisita seleção de produtos.
Água, para servir, quer filtragem. Vias públicas solicitam esgotos.
Nas mesmas circunstâncias, diante das posições desagradáveis da alma, que, de fato, equivalem a perturbações e moléstias obscuras da mente, é necessário saibamos usar a lixívia da paciência, aclarando raciocínio e renovando emoções, definindo atitudes e policiando palavras, na certeza de que toda cura espiritual exige a limpeza do pensamento.





SINAL ESPÍRITA

Quando a pessoa entrou no Espiritismo, é fácil verificar: basta perquirir um fichário ou escutar uma indicação. Entretanto, a fim de positivar se o Espiritismo entrou na pessoa, é indispensável que a própria criatura faça menção disso, através de manifestações evidentes.
Vejamos dez das inequívocas expressões do sinal espírita na individualidade, que sempre se representa pelo designativo "mais", nos domínios do bem:
mais serviço espontâneo e desinteressado aos semelhantes;
mais empenho no estudo;
mais noção de responsabilidade;
mais zelo na obrigação;
mais respeito pelos problemas dos outros;
mais devotamento à verdade;
mais cultivo de compaixão;
mais equilíbrio nas atitudes;
mais brandura na conversa;
mais exercício de paciência.
Ser espírita de nome, perante o mundo, decerto que já significa trazer legenda honrosa e encorajadora na personalidade, mas, para que a criatura seja espírita, à frente dos Bons Espíritos, é necessário apresentar o sinal espírita da renovação interior, que, ante a Vida Maior, tem a importância que se confere na Terra às prerrogativas de um passaporte ou ao valor de uma certidão.




A melhor higiene mental


Quando falamos de higiene mental, costumamos imaginar um ambiente calmo, quase idílico, onde poderemos relaxar e nos harmonizar com a vibração do Criador, ouvindo o canto dos pássaros e melodias sublimes. Mas eu pergunto: isso é possível nos dias de hoje? A resposta é, quase sempre, não. Dificilmente podemos nos dar a esse luxo nos dias atuais, ainda mais nós jovens, obrigados a dar conta de diversas coisas ao mesmo tempo (trabalho, estudo, família etc.). Chego mesmo a dizer que a situação acima descrita é inverossímil hoje: para que você, leitor, tenha uma ideia, estou escrevendo este texto imerso em uma série de preocupações, problemas e tarefas das quais tenho de dar conta, o que me leva a um estudo psicológico que, definitivamente, não é de higiene mental. Assim como acontece comigo, o estresse toma conta da cabeça de milhões de pessoas mundo afora, numa condição que é inerente à vida contemporânea, nas metrópoles cada vez mais congestionadas em que vivemos.

O grande desafio está, sem dúvida, em conseguirmos um estado mental satisfatório no meio de todo esse caos. Para tanto, a busca por nos higienizarmos mentalmente deve ser constante. Mas por onde começar: primeiro, elencando as prioridades nas quais você quer colocar a sua mente para trabalhar. Afinal, tentar cuidar de tudo ao mesmo tempo tende a gerar um curto-cicuito psicológico, uma vez que tal condição não é do ser humano. Fomos feitos para resolver nossas questões uma de cada vez, e atuar dessa maneira nos leva a uma sensação de bem-estar, uma vez que só começamos a resolver um problema depois que o anterior foi solucionado.

Outro ponto importante está em, aconteça o que acontecer, criarmos um tempo na agenda para nós mesmos. Isto não tem nada a ver com egoísmo; tem a ver, sim, com a reserva necessária de um momento só nosso, para desfrutarmos minimamente de algum prazer. E não é preciso ser rico para fazer isso: aquele sorvete predileto do qual tanto gostamos, ou aquele disco da nossa banda favorita que estamos namorando há tanto tempo, já servem. A vida é feita de pequenos momentos, e se não adicionarmos prazer, bom humor e alegria a eles, os antidepressivos estarão nos esperando, mais cedo ou mais tarde; digo isso por experiência própria. A melhor higiene mental é aquela que não nos isola do mundo, e sim nos preserva daquilo que ele tem de estressante e daninho. Algo que nos remete àquela famosa expressão de Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios; ”estar no mundo sem ser do mundo”.


"I" Até a próxima!

13 de set. de 2013

Informativo: Setembro

“Estudo, disciplina, trabalho e
amor ao próximo”



INFORMATIVO


Boletim informativo do Grupo Espírita Caminho de Damasco – Ano XV nº176, setembro de 2013.


Editorial

O Informativo GECAD mês de setembro, traz como de costume, artigos que enriquecem as nossas mentes. São novos conhecimentos que nos auxiliam a entender as leis que regem os nossos destinos, a sabedoria divina e o amor incondicional de Deus por toda a Sua criação.
“Os Espíritos volitam na velocidade da luz?”,
“Madre Tereza e a princesa Diana no Mundo Espiritual”, “Nos momentos Graves” e “Reencarnados para Complicar”, são os artigos citados neste número 176 de nosso informativo.
Boa leitura e Muita Paz!.






Os Espíritos volitam na velocidade da luz?

Desconhecemos qual a velocidade da locomoção das entidades espirituais. Contudo, Allan Kardec, na questão 89 de “O Livro dos Espíritos”, ao indagar se eles gastavam algum tempo para percorrerem o espaço, foi informado que “sim, mas faziam-no com a rapidez do pensamento.”
Esse deslocamento, conhecido como Volitação, é definido como sendo a capacidade que tem um Espírito, sob certas condições e de acordo com o seu grau evolutivo, de poder transportar-se, elevar-se do solo e deslocar-se, numa espécie de voo, para onde quiser ou lhe for determinado, sob a ação e impulso da própria inteligência.
Em Obreiros da Vida Eterna capítulo 11, psicografado por Chico Xavier, André Luiz mostra o domínio do Espírito já instruído e habituado ao ambiente espiritual, da facilidade de volitar. Diz ele: “Utilizávamos a volitação, prazerosos e felizes. Muito difícil descrever a sensação de leveza e alegria inerente a semelhante estado, após a permanência na escura região de que precedíamos. Fala-se, muitas vezes entre os encarnados, na possibilidade da criação do aparelho de voo individual; todavia, ainda que se efetive a nova conquista, o peso do corpo físico, os cuidados exigidos pela máquina de propulsão e os riscos de viagem não podem, de modo algum, substituir a segurança e a tranquilidade que nos enchem de tamanho bem-estar. Após a excursão normal, conservávamo-nos descansados e bem dispostos, operando muito facilmente a volitação, não obstante a densidade atmosférica.” Segundo o instrutor Calderaro na obra “No Mundo Maior” capítulo 17, “a volitação depende, fundamentalmente, da força mental armazenada pela inteligência.”
Como vimos nessa breve análise, os Espíritos se deslocam pela ação da vontade e inteligência (volitação) ou mesmo pela utilização de transporte comum (aeróbus), mas em nenhum deles há referências à velocidades próximas a da luz.




                             "MADRE TEREZA E A PRINCESA DIANA NO PLANO ESPIRITUAL"

Certo dia, a princesa Diana vai procurar madre Teresa de Calcutá, abrindo-lhe o coração. Falou-lhe de suas angústias, do vazio que sentia em seu íntimo, muito embora, a sua, fosse uma vida de glamour. E confessou-lhe o desejo de fazer parte de sua ordem religiosa.
A madre comoveu-se ante o relato, cheio de ternura e confiança, e viu muita doçura e bondade na alma daquela mulher simples, porém muita rica e famosa. E, com grande carinho, buscou orientar-lhe. Disse-lhe que ela era uma princesa e, como tal, não poderia pertencer à sua ordem religiosa, de extrema pobreza. Então, a madre lhe disse: - Diana, você pode doar esse amor às crianças indefesas. Na sua posição, você pode auxiliar muitas delas, que sofrem... A caridade pode ser exercida em qualquer lugar onde nos encontremos...
A princesa voltou para o seu palácio e daí em diante, dedicou-se a visitar crianças vítimas da aids, essa enfermidade tão cruel, e auxiliou, com enorme carinho, crianças mutiladas pelas minas das guerras... Desde então, encontrou a alegria de ser útil, o prazer de servir.
Madre Teresa tudo acompanhava pelos informes da TV, da imprensa. E, entre aquelas duas mulheres, elos de amor passaram a existir. O tempo correu. Alguns meses depois, a princesa, amiga dos sofredores, a rosa da Inglaterra, como era conhecida mundialmente, veio a desencarnar num acidente que chocou a todos.
A madre, muito abalada, ao saber do fato, apressou-se a tomar providências e a cancelar compromissos, a fim de comparecer ao funeral, dias depois. Algo, porém, alterou-lhe os planos. Sua saúde, muito instável. levou-a à cama. Alguns dias se passaram, e madre Teresa veio também a falecer.
Joanna de Ângelis nos contou, então o suceder dos acontecimentos, do "outro lado"...
Madre Teresa foi recebida numa festa de luz, sob a carinhosa assistência de Teresa de Lisieux, a Santa Terezinha do Menino Jesus, como é adorada na Igreja Católica. Permaneceu consciente de seu processo desencarnatório, na paz de consciência que sua vida honrada lhe fizera merecer. E é então que ela pergunta à religiosa que lhe recebera, onde estava Diana. E Teresa de Lisieux lhe conta que a princesa, devido ao choque causado pelo acidente, estava dormindo, ainda em refazimento e recuperação.
Madre Teresa de Calcutá vela pela princesa, faz-lhe companhia, ora por sua harmonização. E, no momento de despertar, quando Diana abre os olhos diante da vida espiritual e reconhece a grandeza do amor de Deus, eis que ela revê a madre, a religiosa afetuosa e amiga que, com extremado amor, lhe diz: - Agora, minha filha, você está pronta para ser aceita na minha ordem. Iremos trabalhar juntas, com a bênção do Senhor.
-Nós, que sabemos como o mundo espiritual é fascinante, diz Divaldo, imaginemos o júbilo desse encontro!









Nos momentos graves

Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca será uma vida boa.
Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.
Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.
Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.
Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.
A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há Pessoas que fazem muito ruídos por simples questão de gosto.
Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.
Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.
Em hora alguma proclame seus méritos individuais no quadro de suas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.








Reencarnados para complicar

No livro “Missionário da Luz”, ditado por André Luiz ao médium Chico Xavier, estudamos a ação dos Espíritos nobres trabalhando o mapa cromossômicos para atender algumas reencarnações programadas. Considerando isso, perguntamos se é possível que entidades das sombras também programem renascimentos. Analisando a questão, o médium baiano Divaldo Franco conta-nos caso singular, rico de esclarecimentos. Leiamos com atenção:
“Faz muitos anos, por volta de 1962 a 1965, estava eu psicografando o livro “Dimensões da Verdade” no qual há um capítulo muito curioso quando Joanna de Angelis narra que, muitos vezes, entidades são programadas para reencarnarem em meios nobres para criarem embaraços. E que essas entidades seriam encarnadas por técnicos espirituais afeiçoados à perversidade. Tratar-se-ia de Espíritos muito intelectualizados, sem desenvolvimento moral, que enviariam à Terra os seus compares para criarem situações embaraçosas. Por exemplo: determinada doutrina do pensamento aparece, enriquecedora para a humanidade, e esses Espíritos reencarnariam para torpedeá-la, criarem dissensões, divisões, para gerarem controvérsias dentro daquela doutrina.
No caso em tela, o Espiritismo é uma doutrina libertadora, e uma pessoa dita Espírita se apegaria a determinados ângulos só para criar embaraços. São aqueles aos quais chamamos “donos da verdade”. Só eles é que sabem tudo. Só eles é que são dignos de respeito e de méritos. Sua função é vigiar os outros, mas não fazem nada. Podem ser excelentes intelectuais, porém, jamais descerão do trono da sua vacuidade para serem humanos, para estenderem a mão, para participar. Então, dizia Joana de Angelis - àquela época - que tais indivíduos complicados estavam vinculados a estes Espíritos mentores da perversidade e eram por eles reencarnados. Isso me criou um pouco de confusão mental, mas eu aceitei e aguardei o tempo.
Oportunamente, conhecendo determinado cidadão e vendo-lhe a forma de interpretar os conceitos lógicos do Espiritismo, a maneira como ele complicava a coisa e como era armado contra tudo e contra todos, perguntei-lhe se era realmente Espírita. Nesse momento Joanna disse-me que aquele cidadão era um dos que foram programados para criar embaraços...
Então aquele cidadão havia sido programado por entidades perversas. Em uma reunião mediúnica nossa, ela trouxe um dos técnicos desencarnados para se comunicar. O doutrinador ficou embaraçado. Ele impedia que o doutrinador falasse, exibia uma argumentação muito volumosa, mas sem nenhum conteúdo. Esse Espírito, segundo Joanna, tinha a pretensão de ser um programador de reencarnação.
Dessa forma, muitos perguntarão o porquê da Divindade permitir a ação de tais Espíritos. Mas não esqueçamos que esses Espíritos são o efeito da Bondade Divina que o permite, pois as criaturas o necessitam. Eles agem porque o Senhor da Vida permite que assim seja face as nossas necessidades. São os braços da Lei Maior em ação até quando a Lei ou a Deus interesse esse processo. Ao final, esses Espíritos também serão “absorvidos” pela reencarnação.” (Divaldo Franco - Tormentos da Obsessão - CD Nº 3)
Ao analisar os esclarecimentos do senhor Divaldo Franco, lembramos-nos dos companheiros que se envolvem em pugnas complicadas, debatendo temas não menos complexos, como seja provar que Chico Xavier é a reencarnação de Kardec; que Jesus tinha corpo fluídico; que o Mestre, ao pronunciar o Sermão do Monte, não subira o planalto, mas descera do mesmo; que o Espiritismo não é Religião; que a Doutrina é uma implicação (dar a entender) de Filosofia; que o Passe deve ser ministrado dessa ou daquela forma, etc. Seriam esses, também, reencarnados para complicarem a mensagem clara do Espiritismo? Não o sabemos. Porém, na dúvida, abstende-vos.




"I" Até a próxima!

9 de ago. de 2013

Informativo: Agosto

“Estudo, disciplina, trabalho e
amor ao próximo”



INFORMATIVO


Boletim informativo do Grupo Espírita Caminho de Damasco – Ano XV nº175, agosto de 2013.


Editorial

O Informativo GECAD mês de agosto apresenta três artigos: “A Responsabilidade do Jovem no Meio Ambiente”; “Problemas com Mediunidade”; e “Eu não Merecia”. Traz também uma bela mensagem do Espírito R. Tagore, psicografado por Divaldo Franco.
Nosso informativo presta homenagem ao ilustre aniversariante deste mês de agosto: Em 29 de agosto de 1831 reencarnava o missionário, mensageiro de Jesus, que adotaria o nome de Bezerra de Menezes.
Que Jesus o abençoe e que do Alto, o missionário e médico dos pobres nos auxilie na cura de nossas enfermidades morais.
Muita Paz!.



A Responsabilidade do Jovem no Meio Ambiente

Quando falamos de meio ambiente, imediatamente nos vem à tona a ideia de reciclagem dos recursos naturais, no maior nível possível. Porém costumamos ignorar que o conceito da reciclagem pode ser aplicado também às pessoas. Antes de reciclarmos materiais, devemos reciclar mentalidades, pensamentos, posturas, visões de mundo. E não há ninguém melhor do que o jovem para idealizar e praticar esse conceito, uma vez que ele, naturalmente, carrega consigo a semente da renovação, do questionamento, da rebeldia. E se a mesma puder ser canalizada para a construção de um meio ambiente e de um planeta melhor, ótimo!
Neste sentido, como conseguir conscientizar os jovens da sua importância e da sua responsabilidade na preservação ambiental? A medida passa, necessariamente, pela educação. Refiro-me não apenas à educação passada pela escola, mas também àquela passada pela família. Para chegar ao coração e às mentes da juventude, o meio ambiente precisa ser um valor incorporado pelos familiares, especialmente os pais. Sabemos que a melhor forma de educar vem do exemplo, e pais que dão o exemplo, em se tratando de conscientização ambiental, fazem a sua parte enquanto bons educadores, mostrando na prática o melhor caminho a ser seguido pelos filhos. Atitudes como levá-los desde cedo para regar as plantas do quintal ou da varanda, ou plantar árvores nas redondezas, podem ser fundamentais para mostrar a uma criança que proteger a natureza é algo “legal”, “bacana”, fornecendo-lhe um argumento importante para que ela siga esse caminho quando jovem e adulta, tirando o peso de uma certa “obrigatoriedade” que todos temos em relação a adotar o tema.
É importante ressaltar que esse caráter de “obrigatoriedade” é ruim em se tratando de educação ambiental. Isso porque nada que é feito obrigado é feito com amor. A sociedade, e aí se incluem os jovens, precisa preservar e explorar de forma sustentável o meio ambiente por vontade própria, e não como algo imposto à força. O problema é que o planeta encontra-se num grau de degradação ambiental tamanho que, independentemente da vontade, a necessidade está obrigando a população a se conscientizar. A ciência tem sido bastante clara ao dizer que, ou partimos para um esforço de preservação e exploração sustentável dos recursos naturais agora, ou nosso futuro na Terra estará seriamente comprometido e mesmo inviabilizado.
Vale lembrar que a Doutrina Espírita tem uma contribuição relevante a dar na conscientização ambiental. Afinal, somos espíritos imortais, responsáveis por todos os atos cometidos ao longo de nossas reencarnações. Assim sendo, aqueles que hoje se esforçam por conscientizar a sociedade sobre a importância de cuidar do meio ambiente podem muito bem ter sido os destruidores do passado, e assim por diante. Viva a evolução espiritual da humanidade! Até a próxima!
Autor (a):Marcos Leite
Revista Cultura Espírita – ICEB (Instituto de Cultura Espírita do Brasil) – Ano IV – Edição nº 39 – Página: 17 – Rio de Janeiro – Junho/2012.

                                            



                                                            Problemas com Mediunidade

É muito freqüente, no meio espírita, quase uma rotina, ouvir-se esta expressão: “O Senhor (ou a Senhora…) é médium e precisa desenvolver-se”. É o que se diz, indiscriminadamente, quando alguém se dirige a um centro à procura de solução para seu caso físico ou espiritual. Poucas, relativamente falando, são as instituições que têm certo cuidado neste sentido e, por isso mesmo, examinam primeiramente a situação da pessoa, suas reações, seu estado emocional, suas ideias e assim por diante. E somente depois dessa “tomada de contato” é que decidem se é ou não um caso de sessão mediúnica. Na maioria, porém, manda-se logo para a “mesa de desenvolvimento”, sem qualquer preparo, sem qualquer observação prévia. A própria pessoa poderá dizer, consigo mesma, que não sabe o que é isso, não sabe o que está fazendo, pois apenas lhe disseram que precisa desenvolver a mediunidade e nada mais… Isso é muito vago.
O desenvolvimento, chamemo-lo assim, é feito, portanto, de modo completamente empírico, sem a menor instrução a respeito da mediunidade, sem que o candidato a médium tenha, pelo menos, alguma noção inicial ou primária do que seja mediunidade e quais as implicações que ela possa ter, positiva ou negativamente. Nada disso se diz. O candidato vai às cegas para a mesa, simplesmente porque o mandaram e nada sabe, afinal, do papel que está desempenhando ou vai desempenhar. Há boa intenção, não há dúvida, pois há o desejo de servir, de prestar caridade, como geralmente se repete em toda parte. É necessário, porém, que haja condições decorrentes de um conjunto de providências. Lembremo-nos de que o próprio Allan Kardec, quando dirigia a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em Paris, tinha preocupações, muito sensatas, aliás, quanto a pessoas que, sem objetivo, sem motivo sério, mas apenas para “ver como é”, queriam entrar no recinto das sessões mediúnicas.
Allan Kardec fazia, como se diz hoje, uma espécie de teste com o visitante, a fim de sondar suas intenções, seu verdadeiro propósito, seus conhecimentos gerais sobre problemas filosóficos, etc. Não levava ninguém, portanto, para a mesa de sessões, logo no primeiro momento. Hoje, no entanto, em muitos casos, procede-se de maneira bem diferente…
Poder-se-á dizer, em contrapartida, que tudo isso foi no século passado, mas, atualmente, já não há necessidade desses cuidados. Há, sim. O problema é o mesmo, ontem e hoje. Sessão mediúnica é trabalho muito sério e de grande responsabilidade. Justamente por isso, o candidato a “desenvolvimento” deve receber, pelo menos, algumas instruções gerais, sobretudo no que diz respeito à parte moral. É preciso que o médium em desenvolvimento saiba o que está fazendo, o papel que está desempenhando e, por fim, o uso que deve fazer da mediunidade. São princípios iniciais, sempre válidos em qualquer tempo.
Além de tudo, e este ponto é o mais relevante do que se possa pensar, a mediunidade é um instrumento de experiência espiritual, é um meio, em suma, é o primeiro passo, digamos, de uma jornada, que se vai empreender, visando ao melhoramento do homem. Prática mediúnica sem estudo da Doutrina, sem educação do médium, sem objetivos superiores, termina sempre caindo na rotina, no hábito, quando não se transforma em espetáculo, às vezes de mau gosto…
Há, evidentemente, uma preocupação corrente, na maioria dos casos: “preparar” médiuns para a caridade. Sim, o desejo é sincero, não duvidamos, mas não é por este meio. O médium não se “prepara” simplesmente pelo desenvolvimento, mas pela noção de responsabilidade, pela educação, pela renovação íntima, pelo conhecimento, enfim.
Autor (a): Deolindo Amorim







  E a paz chegou...                                                  

O carro da guerra passou esmagador em desvario, deixando as marcas inapagáveis da desolação e da morte em toda parte.
Uma nuvem de sofrimento cobriu o sol da esperança, enquanto as vozes em desespero misturavam-se ao murmúrio aflitivo das litanias.
A aldeia era uma pequena clareira na floresta do mundo ambicioso e temporal.
Os seus moradores nada sabiam da política perversa dos estranhos dominadores dos seus destinos.
A poeira que descia sobre as carnes trêmulas dos vencidos transformava-se em lama ensanguentada.
As crianças esmagadas não tiveram tempo de fugir, nem os seus pais atônitos de poder salvá-las ou salvar-se, e nem mesmo as virgens que se refugiaram no templo o conseguiram.
Somente dominava o crime com o terror que vencia tudo e todos.
Na turbulência alucinada pelo desespero, alguém arrancou a música aprisionada na garganta e
suplicou em angústia por socorro e misericórdia:
- Oh! Doce amor dos desgraçados!
“Desce a Tua ternura até nós e recolhe as nossas aflições na concha sublime das Tuas luminosas mãos.
“Faze suavizar o peso em nossos ombros carregados de opróbrio e de humilhação com o bálsamo das doces esperanças da imortalidade.
“Toma nossas infinitas aflições e transforma-as em sorrisos como flores de incomparável delicadeza, ornando a Terra infeliz onde jazemos semimortos, de forma que se transforme num
jardim de bênçãos para o futuro.”
E silenciou, arquejante.
Somente se ouviam entre os gemidos, as onomatopeias da Natureza compadecida.
Krishna escutou-a e enfrentou Indra, o invejoso e temerário, que fugiu envergonhado para além das nuvens dos céus, permitindo que flechas de luz descessem sobre a aldeia vencida e triste,
vestindo-a de claridade.
A partir daquele momento todas as dores da Terra foram-se transformando em rosais e festões de primavera eterna, a fim de que um Rei, que é o maior de todos os reis, um deus que supera todos os outros deuses, aplacasse a crueldade onde surgisse e uma doce esperança nunca abandonasse aqueles que amam e confiam, deixando de ser desventurados.
O monstro da guerra, surpreendido, tentou fugir, ressurgindo, aqui e ali, todavia, a partir de então, a aldeia dos corações humanos ficou em harmonia, instalando-se um reino diferente que
nunca mais desaparecerá do mundo.
Esse Rei Triunfante, deu a sua vida por todas as vidas, e o seu canto de perdão elevou a humanidade aos Cimos anelados, superando reinos e principados, por estender-se para
sempre no infinito da imortalidade.
Ei-Lo novamente cantando o sermão da paz e da renovação da vida, quando parecia estar esquecido!
R. Tagore
(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 02 de agosto de 2013, durante o 5º Congresso Espírita de Mato Grosso, em Cuiabá, Mt.)
Despertem !! Sonhem !! Realizem !! 





EU NÃO MERECIA                                               

Assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem em nossa vida, incluindo sentimentos e emoções, é um passo decisivo em direção a nossa maturidade e crescimento interior.

A tendência em acusar a vida, as pessoas, a sociedade, o mundo enfim, é tão antiga quanto o gênero humano; e muitos de nós crescemos aprendendo a raciocinar assim, censurando todos e tudo, nunca examinando o nosso próprio comportamento, que na verdade decide a vida em nós e fora de nós.
Assimilamos o “mito de vitimismo” nas mais remotas religiões politeístas, vivenciadas por todos nós durante as várias encarnações, quando os deuses temperamentais nos premiavam ou castigavam de conformidade com suas decisões arbitrárias. Por termos sido vítimas nas mãos dessas divindades, é que passamos a usar as técnicas para apaziguar as iras divinas, comercializando favores com oferendas a Júpiter no Olimpo, a Netuno nas atividades do oceano, a Vênus nas áreas afetivas e a Plutão, deus dos mortos e dos infernos.
Aprendemos a justificar com desculpas perfeitas os nossos desastres de comportamento, dizendo que fomos desamparados pelos deuses, que a conjunção dos astros não estava propícia, a lua era minguante e que nascemos com uma má estrela.
Ainda muitos de nós acreditamos ser vítimas do pecado de Adão e Eva e da crença de um deus judaico que privilegia um povo e despreza os outros, surgindo assim a idéia da hegemonia divina das nações.
As pessoas que acreditam ser “vítimas da fatalidade” continuam a apontar o mundo exterior como culpado dos seus infortúnios. Recusam absolutamente reconhecer a conexão entre seus modos de pensar e os acontecimentos exteriores. São influenciadas pelas velhas crenças e se dizem prejudicadas pela força dos hábitos, pelas cargas genéticas e pela forma como foram criadas, afirmando que não conseguem ser e fazer o que querem. Não sabem que são arquitetos de seu destino, nem se conscientizam de que o passado determina o presente, o qual, por sua vez, determina o futuro.
A vítima sente-se impotente e indefesa em face de um destino cruel. Sem força nem capacidade de mudar, repetidas vezes afirma: “Eu não merecia isso”, “A vida é injusta comigo”, nunca lhe ocorrendo, porém, que o seu jeito de ser é que materializa pessoas e situações em sua volta.
Defendem seus gestos e atitudes infelizes dizendo: “Meus problemas são causados por meu lar”, “Os outros sempre se comportam desta forma comigo”. Desconhecem que as causas dos problemas somos nós e que, ao renascermos, atraímos esse lar para aprendermos a resolver nossos conflitos. São os nossos comportamentos interiores que modificam o comportamento dos outros para conosco. Se somos, pois, constantemente maltratados é porque estamos constantemente nos maltratando e/ou maltratando alguém.
Ninguém pode fazer-nos agir ou sentir de determinada maneira sem a nossa permissão. Outras pessoas ou situações poderão estimular-nos a ter certas reações, mas somente nós mesmos determinaremos quais serão e como serão essas reações. As formas pelas quais reagimos foram moldadas pelas experiências em várias vidas e sedimentadas pela força de nossas crenças interiores – mensagens gravadas em nossa alma.
Portanto, precisamos assumir o comando de nossa vida e sair do posicionamento infantil de criaturas mimadas e frágeis, que reclamam e se colocam como “vítimas do destino”.
Admitir a real responsabilidade por nossos atos e atitudes é aceitar a nossa realidade de vida – as metas que alteram a sina de nossa existência. Em vez de atribuirmos aos outros e ao mundo nossas derrotas e fracassos, lembremo-nos de que “as vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e, uma vez que Deus é justo, essa causa deve se justa”.

Hammed – Renovando Atitudes
Médium Francisco do Espírito Santo Neto



"I" Até a próxima!