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8 de jul. de 2013

Reforma íntima


Buscai primeiro o reino de Deus. (Mateus, 6:33)
            A reforma íntima consiste em eliminar as imperfeições e conquistar novas virtudes.Precisamos nos educar, pois somos Espíritos imperfeitos. Quando reencarnamos trazemos as tendências positivas e negativas que construímos no passado. Devemos trocar orgulho por humildade, egoísmo por amor, agressividade por mansidão, indiferença por misericórdia, malícia por pureza de coração, descrença por fé, materialismo por espiritualidade.
            A humildade e a caridade são as principais virtudes que devemos desenvolver. A humildade abre caminho para a conquista de todas as outras virtudes. O amor é o mais sublime dos sentimentos. Jesus resumiu seus ensinos em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
            Devemos assumir o controle de nossa evolução. Enquanto não nos dispomos a crescer voluntariamente a dor nos educa. Se vamos pelo caminho errado ela nos segura. Quando paramos, ela nos empurra. Nossas imperfeições, como o ciúme, a inveja, a mágoa, o melindre, o nervosismo, são as causas de nossos sofrimentos. Aumentamos nossa felicidade à medida que evoluímos.
            O autoconhecimento é o principal recurso para realizar a reforma íntima. Precisamos identificar nossas imperfeições para superá-las. É preciso analisar todos os dias nossas ações e o que falamos, pensamos e sentimos. Observar como nos relacionamos com Deus, com o próximo e conosco mesmo. Devemos comparar o que fazemos com os ensinos de Jesus e com o que nos diz a consciência.
            Precisamos desenvolver a inteligência e adquirir conhecimento. O progresso intelectual abre caminho para o progresso moral. O conhecimento possibilita distinguir o certo do errado. Quanto mais sabemos maior é nossa chance de acertar. Jesus disse: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João, 8:32). Devemos estudar principalmente o Evangelho.
            Devemos rever nossos interesses. Nosso futuro depende de nossos desejos, valores, gostos, sonhos, aspirações. Nossa prioridade deve ser a busca do crescimento moral. Nossa meta deve ser  a perfeição. Jesus disse: “sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai que está nos céus” (Mateus, 5:48).
            A fé é o combustível de nosso crescimento espiritual. Fé em Deus e em nós mesmos. A confiança nos permite buscar nossos objetivos e nos permite colocar nossos recursos em ação. Quando Jesus disse que a fé transporta montanhas estava referindo-se às nossas imperfeições e às dificuldades que temos que superar.
            Sem esforço não há conquista. A falta de esforço é que nos faz progredir lentamente. Temos a tendência de acomodar, mantendo os maus hábitos, os vícios, o apego à matéria, a valorização da personalidade. A força de vontade é fundamental. Jesus disse: “tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João, 16:33). Quando nos propomos a mudar o esforço inicial é grande. Depois que aprendemos fica fácil praticar.
            Na prece encontramos consolação, estímulo, proteção, ajuda e inspiração. A prece desperta o que há de melhor em nós. Liga-nos a Deus, que é o poder supremo do Universo. Os espíritos nos amparam quando buscamos ajuda através da oração. Jesus disse: “seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis” (Marcos, 11:24).
Relação – O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo XVII

Ser e não Parecer


Hilário Ribeiro, num dos seus admiráveis livrinhos didáticos, inseriu uma página eloquente cujo título é precisamente aquele que ora nos serve de epígrafe. Trata-se duma gravura representando um menino, de cima duma mesa, que diz à sua mãe: “Veja como sou grande. A mãe então retruca: Meu filho, tu não és, mas apenas parece grande, graças à altura desse móvel onde te achas: procure ser, e não parecer”.
Esta lição, que o emérito educador destina às crianças, é de toda a atualidade, mesmo para os adultos.
Observando a nossa sociedade, inserta num planeta de categoria inferior, ainda de expiações e provas, percebemos com grande facilidade que uma das manifestações mais intercorrentes do orgulho é a vaidade. Algumas facetas mais comuns de sua manifestação poderiam ser destacadas, como apresentação pessoal exuberante, evidência de qualidades intelectuais, não poupando referências à própria pessoa, ou a algo que realiza; esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais; intolerância para com aqueles cuja condição social ou intelectual é mais humilde; aspiração a cargos ou posições de destaque que acentuem referências respeitosas ou elogiosas à sua pessoa; não reconhecimento de sua própria culpabilidade nas situações de descontentamento diante dos infortúnios por que passa; obstrução mental na capacidade de se autoanalisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando vagamente a sorte, a infelicidade imerecida, o azar e, tantos outros aspectos de manifestação dessa mazela da alma.
A vaidade, em qualquer de suas formas de apresentação reflete, quase sempre, uma deformação de colocação do indivíduo, face aos valores pessoais que a sociedade estabeleceu. A aparência, os gestos, o palavreado, quanto mais artificiais e exuberantes, mais chamam a atenção, e isso agrada ao intérprete, satisfazendo a sua vontade de ser “badalado”. Porém, no íntimo, a criatura reflete, com todo esse comportamento, insegurança e acentuada carência de afeto, provenientes de muitos fatores desencadeados na infância e na adolescência.
Por outro lado, também há que ser destacado que, muitas vezes, a vaidade do homem é profunda, radica-se nos resfolhos recônditos do seu coração. É cruel, é feroz e sinistra em seus malefícios, cujos efeitos, por vezes, separam amigos, destroem povos e arruínam nações. A vaidade do homem tem feito correr rios de sangue e torrentes de lágrimas, deixando rastros de inenarráveis tragédias. O testemunho da história do passado e a do presente comprova a assertiva.
Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, obra sistematizada por Allan Kardec, no capítulo V, “Bem-aventurados os Aflitos”, referindo-se às causas atuais das aflições, assim se reporta: “O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sua sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria”.
Desse modo, torna-se imperioso que façamos uma análise acurada para identificarmos o tamanho dessa mazela em nós, pois é certo que todos a temos em graus os mais diversos. O vaidoso o é, muitas vezes, sem perceber, e vive desempenhando um personagem que escolheu.
Recordando os ensinamentos de nosso Mestre Jesus proferido no célebre Sermão da Montanha, quando disse: _ bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino de Deus _ lembraríamos que a soberba, sob seus vários aspectos, constitui a pedra de tropeço que embarga nossos passos na conquista dos bens imperecíveis consubstanciados no Reino de Deus.
O mundo admira o fausto, o luxo, a notoriedade, o exterior – numa palavra. Mas o verdadeiro valor está no interior do homem: está no seu caráter, nos seus sentimentos, na sua inteligência, Não é a forma que encerra o valor; é o espírito, é a alma, o eu imortal, sede das faculdades e poderes cuja origem é divina.

8 de out. de 2012

Um dever de consciência.

Segundo as notícias, a jovem disse que sua gravidez foi fruto de estupro e obteve do juiz a permissão para realizar o aborto, isentando médicos e hospitais que se dispusessem a eliminar a vida que pulsava em seu ventre.
Embora o juiz tenha autorizado o aborto, não lhe caberia o direito de obrigar ninguém a realizar o feito, pois nem sempre a legalidade de um ato o torna moral.
O que vale ressaltar na atitude desses médicos, é a consciência do dever. O dever de defender a vida, assumido perante si próprios.
O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros.
Ao concluírem o curso os médicos fazem um juramento, o mesmo juramento feito por Hipócrates, um sábio grego que viveu no século V antes de Cristo, e é considerado o Pai da Medicina.
O juramento diz o seguinte:
Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade.
Darei, como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.
A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação.
Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos.
Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.
Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção.
Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra.
Ao fazer tal juramento, o médico passa a ter um dever moral consigo mesmo. E, se o violar, estará ferindo a própria consciência.
Ao se comprometer com esse ideal, o médico também estabelece o dever para com os outros, que é o segundo passo do dever ético-moral.
Lamentável é que muitos desses homens e mulheres que juraram, solene e livremente, que manteriam o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção, usem seus conhecimentos médicos para eliminar a vida que pulsa no santuário do ventre materno.
Por outro lado, é admirável a coragem e a honra desses homens e mulheres que não se permitem sujar as mãos com sangue inocente, mesmo sob qualquer pressão.
Isso porque sabem que, se agirem em desacordo com o juramento feito por livre vontade, não terão como se olhar no espelho da consciência e enxergar um cidadão honrado.
*   *   *
O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas.
O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho.
O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade.
Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da Sua obra resplandeça a seus próprios olhos.

Redação do Momento Espírita, com base no item 7 do


 cap. XVII de O Evangelho segundo o Espiritismo,
 de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 24.09.2009.

3 de ago. de 2012

A Jornada da Vida.




A vida não cessa.

A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões.

O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso.

Copiando-lhe a expressão, a alma percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.

Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.

Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.

Oh! Caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração!

É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna!

É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...

Seria extremamente infantil a crença de que o simples “baixar do pano” resolvesse transcendentes questões do Infinito.

Uma existência é um ato.

Um corpo - uma veste.

Um século - um dia.

Um serviço - uma experiência.

Um triunfo - uma aquisição.

Uma morte - um sopro renovador.

Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?

E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!

Ai! Por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espírito!

É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.

Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa.

(Do livro “Nosso Lar” - Pelo espírito André Luiz – Psicografia: Chico Xavier)

* * *
É assim que tudo serve, tudo se encadeia na natureza, do átomo ao arcanjo, que também começou pelo átomo. (O Livro dos Espíritos - Pergunta 540)

O ponto culminante.



Você é um Espírito imortal que temporariamente enverga uma veste de carne.

Já teve infinitas experiências em incontáveis vidas.

Já foi rico e pobre, homem e mulher, saudável e enfermo, a cor de sua pele variou grandemente.

Errou, acertou, errou de novo para acertar com mais propriedade logo depois.

O ato de sua criação perde-se na noite dos tempos.

Entretanto, você se constrói a cada nova experiência.

Embora nem sempre seja feliz em suas escolhas, de cada vida sai mais forte e preparado.

Houve ocasiões em que terminou a trajetória carnal insatisfeito consigo mesmo.

Após cessarem as ilusões da matéria, compreendeu que poderia ter utilizado melhor seu tempo e seus recursos.

Mas também já atravessou vidas sofridas, nas quais resgatou graves débitos e fez importantes aprendizados.

A Lei do Progresso é um imperativo universal.

Ela impede que um Espírito perca virtudes e inteligência.

É possível nascer em situações mais complicadas e sucumbir a tentações.

Mas ninguém regride em sua evolução.

Uma vez conquistado determinado valor, ele jamais se perde.

A inteligência cada vez mais se abrilhanta, sem possibilidade de retrocesso.

Desse modo, hoje você está no ponto culminante de sua trajetória milenar.

Jamais foi tão inteligente e virtuoso.

Sabedoria, bondade, capacidade de renúncia e de trabalho, tudo em seu ser se encontra no zênite.

Está no exato ponto da evolução para o qual se preparou e dispõe dos recursos mais adequados à solução de seus problemas.

Sua atual existência foi carinhosamente preparada.

Considerando seus compromissos, erros e acertos, ela retrata uma possibilidade de real elevação.

A título de aprendizado e progresso, ou de provações retificadoras, você possui amplas condições de se sair maravilhosamente bem.

Não importa quão difícil lhe pareça dada exigência da vida, você pode dar conta dela.

Seus familiares são os mais adequados às suas necessidades.

As condições de sua vida são as ideais, conforme a Lei de merecimento que rege o Universo.

Você não é vítima e nem privilegiado.

Recebeu o necessário para ser um agente do progresso e espargir o bem em seu derredor.

À vista disso, importa compreender que a base de sua tranquilidade reside na integridade da consciência.

Todos os problemas que surgem em seu caminho são uma oportunidade bendita de retificação e aprendizado.

As carências são um auxílio a mais, um convite para compreender as tristezas do próximo.

Os recursos são generosos empréstimos da vida maior, em favor de sua felicidade.

Está em suas mãos converter todos esses fatores em luz e paz em seu caminho, mediante uma sábia e digna aplicação.

Pense nisso.

(Redação do Momento Espírita, com base no cap. XXX, do livro 'Coragem', pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier.)

* * *

Deus dá a oportunidade de aprender e evoluir. Os ensinamentos são importantes para a evolução de cada um. Aceite tudo o que Deus coloca na estrada da vida, e compreenderá que não estamos aqui por acaso.

(Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos de Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis - Em 06/07/2009)

Ciência de bem viver.



Tranquilamente, confiante, avança, passo a passo, pelo caminho da evolução.

Não busques, nem fujas dos fenômenos da existência física.

Intenta ser o controlador dos teus impulsos e sentimentos, de maneira que o insucesso não te infelicite nem o êxito te exalte.

*

Na paz interior descobrirás a libertação das dores, porque lograrás vencer as paixões.

Utilizando-te de uma consciência equânime, aceita as ocorrências positivas e negativas com a mesma naturalidade, sem sofreguidão nem indiferença.

*

Mantém-te interiormente livre em qualquer circunstância, adquirindo a ciência verdadeira do viver.

*

A ilusão fascina, mas se desvanece.

A posse agrada, porém se transfere de mãos.

O poder apaixona, entretanto, transita de pessoa.

O prazer alegra, todavia é efêmero.

A glória terrestre exalta e desaparece.

O triunfador de hoje, passa, mais tarde, vencido...

*

A dor aflige, mas passa.

A carência aturde, porém um dia se preenche.

A debilidade orgânica deprime, todavia, liberta da paixão.

O silêncio que entristece, leva à meditação que felicita.

A submissão aflige, entretanto engrandece e enrija o caráter.

O fracasso espezinha, ao mesmo tempo ensina o homem a conquistar-se.

*

Todas as situações no mundo sensorial passam, mudam de posição e de forma.

A essência da realidade, porém, permanece sempre a mesma.

Nada é definitivo na aparência.

Apenas o que tem valor intrínseco é duradouro.

Quem, espontaneamente, se abstém dos sentidos e das exterioridades, sem mágoa nem frustração, encontrou a ciência de bem viver.


Joanna de Ângelis
Livro “Momentos de Meditação”
Psicografia: Divaldo Franco

A Vida e Nós.



Criando as criaturas para a glória da vida, na condição de espíritos eternos, destinados a lhe herdarem as qualidades divinas, o Criador criou:


Um reino — o Universo.

Uma organização comunitária — os mundos da vastidão cósmica.

Um lar — a Natureza.
 
Uma família — a Humanidade universal.
 
Um ambiente — a paz.
 
Um envoltório — a matéria.
 
Um sistema de controle — a afinidade com a gravitação.
 
Uma religião — o amor.
 
Uma lei — a justiça.
 
 Um tribunal — a consciência.
 
Uma doutrina de compensação — a cada um por suas obras.
 
Uma riqueza igual para todos — o tempo.
 
Uma força — o bem.
 
Um princípio — a liberdade.
 
Um direito — o apoio ao dever cumprido.
 
Uma regra para o dever — a disciplina.
 
Um regime para as criaturas — o equilíbrio.
 
Uma ordem — o progresso.
 
Uma tabela de responsabilidade — o conhecimento em vários graus.
 
Um metro — a lógica.
 
Um código de trânsito espiritual — a fraternidade com o respeito mútuo.
 
Uma escola — a reencarnação.
 
Um processo de aprendizagem — a experiência.
 
Uma instituição crediária — o serviço ao próximo.
 
Um instrumento para cada criatura — o trabalho.
 
Uma oficina — o burilamento.
 
Um objetivo — a perfeição.

 
À face de semelhantes realidades todos os atritos, conflitos, provações, aflições, dificuldades e embaraços são criações nossas na Criação de Deus e que, tão-só na escola das vidas sucessivas com criteriosa aplicação dos tesouros do tempo, conseguiremos nós extinguir.

 
Emmanuel
In: Passos da Vida - Francisco Cândido Xavier

Na bênção da vida.

..



Mal você acorda pela manhã e muitas preocupações passam a ocupar a sua mente. São tantas as providências que tem a tomar que, muitas vezes, fica atordoado e nem vê o dia acabar.
As coisas mais comezinhas e as mais graves são alvos de sua atenção, ocupando-lhe as horas.
A noite chega e, quando você se dá conta está exausto, extremamente exausto.
Mastiga o jantar enquanto tenta digerir os problemas que ficaram pendentes. Bem, mas agora é só amanhã...
Um banho rápido e cama. Isto é tudo o que conseguirá fazer. Algumas horas de sono e novamente o dia o convida a agir... E lá vai você outra vez.
As horas se sucedem, os dias se vão, os meses se transformam em anos e você passa pela vida sem se dar conta das muitas bênçãos que ela lhe oferece, bem como a todas as criaturas que dividem com você o planeta.
Mas, apesar da indiferença, um novo dia se apresenta para ser vivido. E este dia talvez seja oportuno para você lançar um olhar mais atento ao mundo a sua volta, buscando interagir, de maneira consciente, com essas forças inteligentes.
Descubra o valor das concessões que o Senhor lhe faz pelas mãos da vida e distenda alegria e reconhecimento por toda a parte.
Observe a natureza, abençoando sem cessar, através das próprias forças em movimentos.
Nascem frutas saborosas em árvores cujas raízes se prendem à lama...
Correm brisas leves, entoando melodias suaves, em apertados vales onde cadáveres se decompõem.
Cai o orvalho da noite sobre o solo ressequido e misérrimo, crestado pelo sol.
Voejam borboletas delicadas nos rios de ar ligeiro qual festival de cor flutuante sobre campina pontilhada de flores miúdas.
Desabrocham, além, espécies variadas da flora que o pólen feliz fecunda em todo lugar.
Rutilam constelações no manto da noite salpicando a terra de diamantes preciosos.
Em cada madrugada renasce o sol dourado, purificando o charco, vitalizando o homem, atendendo à flor, sem indagar da aplicação que lhe façam dos raios beneficentes.
Não se detenha e recorde os tesouros com que o bem lhe enriquece o coração, através dos valiosos patrimônios da saúde e da fé, da alegria e da paciência e vá em frente.
Indiferença é enfermidade. Medo é veneno que mata lentamente.
Acenda a luz da coragem na alma, a fim de que você não se embarace nas dificuldades muito naturais que seguem ao lado dos seus compromissos em relação à vida.
Confiança em nossos atos é fortalecimento para a coragem alheia.
Otimismo nas realizações também é aliança de identificação com as esferas superiores.

* * *

Você não está no mundo em vão. Aproveite a oportunidade, valorize as bênçãos da vida, difunda gratidão e alegria por onde passar, com quem estiver, com as concessões que possuir, justificando em atos edificantes a sua passagem pela Terra.
Você não é figurante nos palcos da vida terrestre: é protagonista, é lição viva, é peça importante, nessa imensa engrenagem chamada sociedade.
Pense nisso e movimente-se em harmonia com essas forças poderosas e inteligentes que agem por toda parte.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 'Na bênção da vida', do livro 'Ementário Espírita', pelo Espírito Marco Prisco, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Razão de Viver.



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Muitas pessoas erguem-se pela manhã acreditando não existir qualquer sentido para despertarem.
Dormem sem nenhum objetivo e acordam do mesmo modo, transformando o dia-a-dia, em uma experiência insossa ou vazia.

Vagam pelas ruas, sem destino certo, à mercê do que lhes aconteça no curso do dia.

Levam uma vida sem direção, desvalorizando o tempo e a oportunidade de estarem reencarnados.

Deixam-se levar pelos “ventos do acaso”.

Não vêem significado em família, em amigos, nem em trabalho.

Quando se estabelece este estado d’alma, a pessoa corre o risco de ser tragada pelo aguaceiro das circunstâncias, sem quaisquer resistências morais para enfrentar as dificuldades.

Com certeza, não é o melhor modo de se viver.

É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida.

É necessário que tomemos gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus.

Seria muito belo se cada pessoa – principalmente as que não vêem sentido para a própria vida – resolvessem perguntar-se:

“O que posso fazer em prol do mundo onde estou? Para que, afinal, é que eu vivo? Para quem é que eu vivo?”

Dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para sua existência.

Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor às suas horas.

É importante dar sentido à vida.

É importante viver por algo ou por alguém.

Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários.

Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, e passe a viver em cooperação com ela.

Dedique-se a cuidar de plantas, de animais, do ambiente.

Apóie-se em algum projeto justo, desde que voltado para as fontes do bem, pois isso alimentará o seu íntimo.

Assim seus passos na terra não serão a esmo, ao azar.

Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre.

Cada momento se converte em oportunidade valiosa para crescer e progredir.

A vida na terra não precisa ser um “campo de concentração” a impor-lhe tormentos a cada hora.

Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer.

Dedique-se a isso.

Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos.

Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença.

Sinta que, apesar de todos os problemas e dificuldades que se abatem sobre a humanidade, a chuva continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar.

Isso porque, todos nós somos alvos da dedicação de Deus.

* * *
O tempo é uma dádiva que Deus nos oferece sem que o possamos reter.
Utilizá-lo de forma responsável e útil é dever que nos cabe a todos.
Dê sentido às suas horas, aos seus dias, e assim, por consequência, a toda a sua vida.

(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Para uso diário, capítulo 25, de J. Raul Teixeira, ditado pelo Espírito Joanes.)