4 de out. de 2013

DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS! FOME, MORTE E GRAVES COMPROMISSOS ASSUMIDOS PARA A REENCARNAÇÃO.






O número equivale a 1,3 bilhão de toneladas de alimentos que são jogados fora anualmente. O número do desperdício, nos países industrializados, é de 670 milhões de toneladas, enquanto que nos países em desenvolvimento fica um pouco abaixo, nos 630 milhões de toneladas


Redação ÉPOCA, com Agência EFE


1,3 bilhão de toneladas de alimentos produzidos para o consumo humano são desperdiçados anualmente, segundo aponta um novo estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O número equivale a cerca de 1/3 de tudo o que é produzido, e a quantidade desperdiçada é semelhante tanto para países desenvolvidos - desperdiçam apenas um pouco mais - quanto para nações em desenvolvimento.


A pesquisa da FAO, entitulada Global Food Losses and Food Waste (Perdas e Desperdício de Alimentos no Mundo), foi encomendada pelo instituto sueco de alimentos e biotecnologia (SIK). O estudo faz uma diferenciação entre perdas de alimentos (que podem acontecer nas fases de produção, colheita ou processamento) e desperdício, um problema mais presente nos países industrializados, causado na maioria dos casos tanto pelo comércio no varejo como por consumidores que jogam mantimentos ainda comestíveis no lixo.


"A produção total de alimentos per capita para o consumo humano se situa em cerca de 900 quilos anuais nos países ricos, mais do que o dobro dos 460 quilos produzidos nas regiões mais pobres", afirma a FAO na nota.
O número do desperdício, nos países industrializados, é de 670 milhões de toneladas, enquanto que nos países em desenvolvimento fica um pouco abaixo, nos 630 milhões de toneladas. Quando considerado só o desperdício feito pelos consumidores, ao jogar fora alimentos ainda próprios para o consumo, o número se aproxima de toda a produção líquida da África Subsaariana - são 222 milhões de toneladas desperdiçadas pelos ricos e 230 milhões produzidas pelos africanos.


"Nos países em desenvolvimento, 40% das perdas ocorre nas fases de pós-colheita e processamento, enquanto nos países industrializados mais de 40% das perdas se dá no nível das vendas a varejo e do consumidor", diz a nota.
Frutas e hortaliças, assim como raízes e tubérculos, são os alimentos mais desperdiçados, e a quantidade de mantimentos que se perde ou desperdiça a cada ano equivale a mais da metade da colheita mundial de cereais (2,3 bilhões de toneladas em 2009-2010).


"Em nível da venda a varejo também se desperdiçam grandes quantidades de alimentos devido às normas de qualidade que dão excessiva importância à aparência. As pesquisas indicam que os consumidores estão dispostos a comprar produtos que não cumpram as exigências de aparência caso não sejam nocivos e tenham um bom sabor", afirma a agência das Nações Unidas.


A FAO aposta ainda pela educação nas escolas e iniciativas políticas que mudem a atitude dos consumidores nos países ricos, para que planejem de forma mais adequada suas compras de alimentos.
LH


Matéria publicada na Revista Época, em 11 de maio de 2011.



Normalmente, quando nos deparamos com notícias alarmantes sobre a fome e a miséria, logo nos questionamos se a causa não será o crescimento excessivo da população, principalmente nos países em desenvolvimento.


A notícia acima destacada vem nos mostrar que não.
Os espíritos amigos que trabalharam na codificação já nos alertavam, inclusive, que o aumento da população não chegaria a ser excessiva na Terra, conforme resposta da questão 687, de O Livro dos Espíritos. Vejamos:


687. “Indo sempre a população na progressão crescente que vemos, chegará tempo em que seja excessiva na Terra?”


Resposta: “Não, Deus a isso provê e mantém sempre o equilíbrio. Ele coisa alguma inútil faz. O homem, que apenas vê um canto do quadro da Natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto.”


A questão que surge, portanto, é: se nós, seres humanos, produzimos tanto, porque tanta pobreza, miséria e fome? A resposta para esta nossa pergunta pode ser encontrada, muitas vezes, em uma análise fria e racional do nosso modo de agir: somos egoístas.
Nós desperdiçamos muito.


Analisemos detalhadamente a matéria: “Quando considerado só o desperdício feito pelos consumidores, ao jogar fora alimentos ainda próprios para o consumo, o número se aproxima de toda a produção líquida da África Subsaariana - são 222 milhões de toneladas desperdiçadas pelos ricos e 230 milhões produzidas pelos africanos”.


Percebe-se dessa forma que o desperdício não é apenas das indústrias, fábricas, produtores e transportadores. É nossa também, dos consumidores comuns. Eu, você, sua família, pessoas normais que convivemos diariamente uns com os outros.
Devemos, dessa forma, procurar nos educar, porque, às vezes, a ignorância nos leva a desconhecer atos simples, mas que podem ajudar nossos irmãos que passam fome. Lembremo-nos aqui da questão 642, de O Livro dos Espíritos:


642. “Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?”


Resposta: “Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem”.
Assim, todos nós, devemos nos esforçar para praticar o bem. Será que desperdiçar comida, quando temos inúmeros irmãos passando fome, não será um mal? Como vimos na resposta acima, devemos praticar “o bem no limite de nossas forças”.


Devemos, portanto, nos educar, acabar com o egoísmo em nós, pararmos de desperdiçar. Fazer a nossa parte. Devemos parar de culpar apenas governos pelos males que afligem a sociedade e começarmos a agir para erradicar o egoísmo em nós mesmos. Como nos ensina Pascal, espírito, em O Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. XI, item 12.):


“O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, a vida será sempre uma carreira em que vencerá o mais esperto, uma luta de interesses, em que se calcarão aos pés as mais santas afeições, em que nem sequer os sagrados laços da família merecerão respeito”. – Pascal. (Sens, 1862.)


A matéria nos traz ainda que a FAO aposta na educação nas escolas como um dos meios de combater o desperdício. Kardec também era dessa opinião. Porém, não apenas “a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. (...) Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem estar, o penhor da segurança de todos”. (O Livro dos Espíritos, questão 685-a, nota de Kardec.)


Portanto, procuremos nos educar para saber como combater o desperdício, mas eduquemo-nos, também, moralmente, procurando ajudar aqueles que sofrem com aquilo do que nos sobra. Sejamos melhores, sejamos caridosos, visando, a partir dos pequenos atos de cada um, tornar o mundo, um mundo melhor. Não pensemos que nossos pequenos atos não ajudam. Ajudam e muito. Vale sempre tentarmos, afinal, como nos disse John Lennon, em uma poesia em forma de música:


“Imagine que não ha posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens

Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo viverá como um só”.


Luiz Gustavo C. Assis é psicólogo, trabalhador do Centro Espírita Maranhense, em São Luís do Maranhão, e da equipe do Espiritismo.net.

2 de out. de 2013

ANOREXIA NA VISÃO ESPÍRITA! REFLEXO DE COMPLEXOS PESSOAIS!!




A jovem francesa Isabelle Caro, após sofrer todo tipo de constrangimentos físicos e morais, desencarnou  no dia 17 de novembro de 2010. Caro foi a “modelo” que se tornou mundialmente conhecida após mostrar seu corpo “esqueleticamente nu” para as imagens midiáticas, na tentativa altruística de advertir as jovens das passarelas da moda sobre as consequências da anorexia, doença que sofria desde os 13 anos.

Segundo o informe do Instituto Nacional de Saúde Mental Norte Americano (NIMH), as desordens alimentícias apresentam as taxas de mortalidade mais altas de todas as patologias mentais. Na década de 1970, Karen Carpenter, cantora do grupo Carpenters, também desenvolveu anorexia nervosa. Ela tentou, em 1982, tratamento com renomados psicanalistas americanos, porém, no ano seguinte, Karen, com 32 anos, desencarnou em decorrência de uma parada cardíaca.

Escrevemos para a Revista Eletrônica O Consolador um artigo sobre o drama de Terri Schiavo, uma mulher da Flórida-EUA, que esteve em estado vegetativo por longos 15 anos e que foi desconectada do tubo que a alimentava, depois de um intenso debate entre seus familiares, o governo americano e os tribunais. Embora não seja citado no artigo, Schiavo sofreu um ataque cardíaco em 1990, decorrente de anorexia, o que a levou ao dramático estado de coma.

Nos anos que vão de 1200 a1500, na Europa Medieval, muitas mulheres faziam prolongados jejuns, e por se conservarem vivas apesar do seu estado de inanição, eram tidas como santas ou milagrosas. O termo "anorexia santa" foi cunhado por Rudolph Bell que, valendo-se de uma moderna teoria psicológica que explicava o jejum, classificou-o como sintoma de anorexia. Sob o pretexto de que as mulheres alcançariam posição espiritual mais elevada, conservando-se distantes dos prazeres sexuais e comprometendo-se com Deus, a Idade Média as forçou a praticar o jejum. O registro da manifestação da anorexia, no entanto, não teve início nesse período, mas este é, sem dúvida, um momento de capital importância no estudo dos possíveis paralelos entre as diversas culturas históricas.

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar cujo quadro psiquiátrico é de 95% dos casos em mulheres adolescentes e adultas jovens, que perdem o senso crítico em relação à imagem corpórea. Sua etiologia, na essência, é pouco conhecida. Pode ser determinada por diversos fatores que interagem entre si de modo complexo para produzir, e muitas vezes perpertuar, a enfermidade. Fatores genéticos, psicológicos, sociais, culturais, nutricionais, neuroquímicos e hormonais atuam como predisponentes, desencadeantes ou precipitantes e mantenedores do quadro patológico.

Os transtornos alimentares também costumam ter como desencadeante algum evento significativo como perdas, separações, mudanças, doenças orgânicas, distúrbios da imagem corporal (como a insatisfação da semelhança corporal da mãe), depressão, ansiedade e até mesmo traumas de infância. Na anorexia nervosa, traços como baixa autoestima ou auto-avaliação negativa, obsessividade, introversão e perfeccionismo são comuns e geralmente permanecem estáveis mesmo após a recuperação do peso corporal.

Sob o ponto de vista espírita, afirmamos que a causa do distúrbio dessa “doença nervosa” pode ter a sua matriz nos arcanos profundos do inconsciente. Aí estão registrados com som, imagens e movimentos os históricos de vida de cada um. Nesse sentido, a anorexia é um reflexo dos complexos adquiridos em vidas pregressas e/ou concomitante aos registros das experiências de período infantil da vida atual. 

Os dardos magnéticos acondicionados no “corpo espiritual” (termo usado por Paulo de Tarso), são projetados na indumentária física, desarranjando, por conseqüência, as funções endocrínicas e neurológicas, culminando no aparecimento de doenças físicas e psicológicas de muitos realces que desafiam a medicina contemporânea. Ainda sob a perspectiva kardeciana, podemos afirmar que o maior agravante de qualquer doença é a obsessão espiritual, hoje uma verdadeira pandemia na Terra.


A sociedade vem sofrendo processos obsessivos preocupantes. A influência do materialismo cresce incessantemente. Os valores morais estão sendo corrompidos com espantosa velocidade. Nunca o mundo precisou tanto dos ensinos espíritas como nos tempos atuais, em que anoréxicos definham seus corpos até a morte. Vivenciamos instantes em que se aguça o individualismo, enodoando o tecido social, e nos vendavais da tecnologia somos remetidos aos acirramentos das desigualdades e isolamentos, estabelecendo-se níveis de conforto e exclusão sociais nunca antes experimentados.

Nesse autêntico amálgama, usando e abusando do livre arbítrio, cada qual vai colhendo vitórias ou amargando derrotas, segundo o grau de experiência conquistada. Uns riem hoje, para chorarem amanhã, e outros que agora se exaltam, serão humilhados depois. Devemos interrogar a própria consciência, passando em revista os atos cotidianos, para a identificação dos desvios do deveres que deveriam ter sido cumpridos e dos motivos alheios de queixa por conta dos nossos atos. 

Revisemos periodicamente nossas quedas e deslizes no campo moral, ativando a memória para nos lembrarmos dos tantos espinhos que já trazemos cravados na "carne do espírito", tal como ensina o “convertido de Damasco”. Estes espinhos nos lembrarão a nossa condição de enfermos em estágio de longa recuperação, necessitados de cautela.

Na anorexia de matizes nervosas a cura não é fácil e exige apoio familiar, porque é uma patologia com raízes sociomentosomático e espiritual. O primeiro passo, e o mais importante, é convencer o anoréxico que está doente, que deve ser tratado antes que seja tarde demais. Não obstante, o emprego de fármacos para o tratamento ter poucos efeitos concretos, motivo pelo qual seu uso tem sido limitado. Todavia – graças a Deus! – o mal não é invencível; pelo contrário! Nos centros espíritas, podem-se encontrar tratamentos eficazes através do passe magnético, da água fluidificada, do atendimento fraterno, da desobsessão.

A revista Reformador, da FEB, entrevistou o Dr. Elias Barbosa e o indagou se, na condição de dirigente espírita ou psiquiatra, teve oportunidade de interagir com o Chico Xavier para o atendimento de pessoas em desequilíbrio. O médico espírita explicou que “em todos os casos gravíssimos, geralmente de esquizofrenia e anorexia nervosa, sempre solicitava ao Chico para que o ajudasse no Sanatório, às vezes com a simples imposição das mãos sobre os enfermos.”.

Buscar o perfeito equilíbrio entre o corpo físico e o espiritual é tarefa que compete a cada um de nós, porque, por intermédio do primeiro temos ensejo de realizar atividades no bem na matéria; por intermédio do segundo depuramos aquele e chegamos a planos mais evoluídos da Criação. Não esquecendo que Deus tem Suas leis regendo todas as nossas ações. Se as violamos, assumimos os ônus. “Indubitavelmente, quando alguém comete um excesso qualquer, Deus não profere contra ele um julgamento. Ele traçou um limite. As enfermidades e, muitas vezes a morte, são consequência dos excessos. Eis, aí, a punição; é o resultado da infração da lei. Assim é tudo".

Jorge Hessen
http://jorgehessen.net

A ADOLESCÊNCIA! PERÍODO DE TRANSIÇÃO DO ESPÍRITO, DÚVIDAS E INCERTEZAS!



A adolescência é o período próprio do desenvolvimento físico e psicológico, que se inicia aproximadamente aos catorze anos para os rapazes e aos doze anos para as moças, prolongando-se, até aos vinte e dezoito anos, respectivamente, nos países de clima frio, sendo que nos trópicos há uma variação para mais cedo.

Nessa fase, há um desdobramento dos órgãos secundários do sexo, dando surgimento aos fatores propiciatórios da reprodução, como sejam o espermatozoide no fluido seminal e o catamênio. Os rapazes experimentam alterações na voz, enquanto as moças apresentam desenvolvimento dos ossos da bacia, dos seios, o que ocorre com certa rapidez, 

Normalmente acompanhados pelo surgimento da afetividade, do interesse sexual e dos conflitos na área do compor¬tamento, como insegurança, ansiedade, timidez, instabilidade, angústia, facultando o espaço para desenvolvimento e definição da personalidade, aparecimento das tendências e das vocações.


Completando a reencarnação, o adolescente passa a viver a experiência nova, definindo os rumos do comportamento que o tempo amadurecerá através da vivência dos novos desafios.
Inadaptado ao novo meio social no qual se movimentará, sofre o conflito de não ser mais criança, encontrando-se, no entanto, sem estrutura organizada para os jogos da idade adulta. 


É portanto, o período intermediário entre as duas fases importantes da existência terrena, que se encarrega de preparar o ser para as atividades existenciais mais profundas.


Inseguro, quanto aos rumos do futuro, o jovem enfrenta o mundo que lhe parece hostil, refugiando-se na timidez ou expandindo o temperamento, conforme sejam as circunstâncias nas quais se apresentem as propostas de vida.


As bases de sustentação familiar, religiosa e social, sentem-lhe os embates dos desafios que enfrenta, pois relaciona tudo quanto aprendeu com o que encontra pela frente.
Não possuindo a maturidade do discernimento, e fascinado pelas oportunidades encantadoras que lhe surgem de um para outro momento, atira-se com sofreguidão aos prazeres novos sem dar-se conta dos comprometimentos que passa a firmar, entregando-se às sensações que lhe tomam todo o corpo.


Outras vezes, vitimado por conflitos naturais que surgem da incerteza de como comportar-se, refugia-se no medo de assumir responsabilidades decorrentes das atitudes e faz quadros psicopatológicos, como depressão, melancolia, irritabilidade, escamoteando o medo que o assalta e o intimida.


Nos dias atuais as licenças morais são muito agressivas, convidando o jovem, ainda inadequado para os jogos velozes do prazer, a lances audaciosos na área do sexo, que parece constituir-lhe a meta prioritária em que chafurda até o cansaço, dando surgimento à usança de recursos escapistas, que não atendem às necessidades presentes, antes mais o perturbam, comprometendo-o de maneira lamentável.


Nesse período, o corpo adolescente é um laboratório de hormônios que trabalham em favor das definições orgânicas, ao tempo em que o psiquismo se adapta às novas formulações, passando um período de ajustamento que deve facultar o amadurecimento dos valores éticos e comportamentais.


Como é compreensível, a escala de valorização da vida se modifica ante o mundo estranho e atraente que ele descortina, contestando tudo quanto antes lhe constituía segurança e estabilidade.



Os novos painéis apresentam-lhe cores deslumbrantes, e não encontrando conveniente orientação, educação consistente, firmadas no entendimento das suas necessidades, contesta e agride os valores convencionais, elaborando um quadro compatível com o seu conceito, no qual passa a comprazer¬se, ignorando os cânones e paradigmas nos quais se baseiam os grupos sociais, que perdem, para ele, momentaneamente, o significado.

A velocidade da telecomunicação, a diminuição das distâncias através dos recursos da mídia, da computação, das viagens aéreas, amedrontam os caracteres mais frágeis, enquanto estimulam os mais audaciosos, propondo-lhes o descobrimento do mundo e o sorver de todos os prazeres quase que de um só gole.


Os esportes, que se perdem num incontável número de propostas, chamam-no, e os outros deveres, aqueles que dizem respeito à cultura intelectual, à vivência religiosa, ao compor¬tamento ético-moral, porque exigem sacrifícios mais demorados e respostas mais lentas, ficam à margem, quase sempre desprezados, em favor dos outros esforços que gratificam de imediato, ensoberbecendo o ego e exibindo a personalidade.


O culto do corpo, nos campeonatos de glorificação das formas, agrada, elaborando programas, às vezes de sacrifício inútil, em razão da própria fragilidade de que se reveste a matéria na sua transitoriedade orgânica e constitucional.
A música alucinante e as danças de exalçamento da sensualidade levam-no à ardência sexual, sem que tenha resistência para os embates do gozo, que exige novas e diferentes formas de prazer em constante exaltação dos sentidos.


A moderação cede lugar ao excesso e o equilíbrio passa a plano secundário, porque o jovem, nesse momento, receia perder as facilidades que se multiplicam e o exaurem, sem dar-se conta das finalidades reais da existência física.


O Espiritismo oferece ao jovem um projeto ideal de vida, explicando-Lhe o objetivo real da existência na qual se encontra mergulhado, ora vivendo no corpo e, depois, fora dele, como um todo que não pode ser dissociado somente porque se apresenta em etapas diferentes. Explica-lhe que o Espírito é imortal e a viagem orgânica constitui-lhe recurso precioso de valorização do processo iluminativo, libertador e prazenteiro.


Elucidando-o, quanto ao investimento que a todos é exigido, desperta-o para a semeadura por intermédio do estudo, do exercício da aprendizagem, do equilíbrio moral pela disciplina mental e ação correta, a fim de poder colher por longos, senão todos os anos da jornada carnal, os resultados formosos, que são decorrentes do empenho pela própria dignificação.


Os pais e os educadores são convidados, nessa fase da vida juvenil, a caminharem ao lado do educando, dialogando e compreendendo-lhe as aspirações, porém exercendo uma postura moral que infunda respeito e intimidade, ao mesmo tempo fortalecendo a coragem e ajudando nos desafios que são propostos, para que o mesmo se sinta confiante para prosseguir avançando com segurança no rumo do futuro.


São muito importantes essas condutas dos adultos, que, mesmo sem o desejarem, servem de modelos para os aprendizes que transitam na adolescência, porqüanto os hábitos que se arraigarem permanecerão como definidores do comportamento para toda a existência física.


O amor, na sua abrangência total, será sempre o grande educador, que possui os melhores métodos para atender a busca do jovem, oferecendo-lhe os seguros mecanismos que facilitam o êxito nos empreendimentos encetados, assim como nos porvindouros.


Continência moral, comedimento de atitudes constituem preparativos indispensáveis para a formação da personalidade e do caráter do jovem, nesse período de claro-escuro discernimento, para o triunfo sobre si mesmo e sobre as dificuldades que enfrentam todas as criaturas, durante a marcha física na Terra.

FÓRUM ESPÍRITA

TVP- TERAPIA DE VIDAS PASSADAS! A REGRESSÃO É UM BOM MÉTODO?

O tema Terapia de Vida Passada - TVP - ganhou, ultimamente, grande espaço nos meios de comunicação em geral. Como todo tema polêmico, tem gerado muitos debates e opiniões. Mas por que uma proposta terapêutica como essa pode gerar tanta polêmica? Pelo lado da ciência, o centro da questão está na utilização de uma hipótese de trabalho reencarnacionista, que a ciência ocidental continua julgando um tema religioso ou místico, que não pode ser considerado como objeto de estudo.

Para a Doutrina Espírita, apesar defender a reencarnação como processo natural na vida do ser humano, a questão está na utilização da Regressão de Memória à nossas vidas passadas. O objetivo deste artigo será o de discutir alguns dos principais pontos desta relação entre a Terapia de Vida Passada e o Espiritismo.
Para evitar os “achismos”, resolvemos fazer uma pesquisa a nível nacional, no final de 1998, em que apresentávamos para a população espírita um questionário sobre a Terapia de Vida Passada. Dos 500 que foram respondidos, identificamos algumas das principais preocupações do espírita em relação à Terapia de Vida Passada - TVP - e a Regressão de Memória:
  • Necessidade do esquecimento do passado;
  • Não poder interferir no processo de sofrimento causado por problemas no passado;
  • Fazer Regressão por curiosidade;

Na verdade, o que se pode observar é que a maioria das pessoas tem dúvidas se deveriam ou não utilizar a TVP como recurso, não tem uma informação correta sobre o que é a TVP, hoje.

A TVP se insere na abordagem da Psicologia Transpessoal, um ramo mais recente da Psicologia que considera o componente espiritual como uma das dimensões do ser humano, que interfere no entendimento do homem e de seus sofrimentos. Porém, na TVP consideramos a hipótese de trabalho da reencarnação como base de explicação do conteúdo obtido no processo de Regressão de Memória, isto é, julgamos que os relatos obtidos com os indivíduos em Estado Alterado de Consciência se referem às suas experiências vividas em outras encarnações.

Para a TVP, a maioria dos problemas que temos na vida atual decorrem de situações traumáticas ou bastante desequilibradas que foram vividas pelo indivíduo no passado e que deixaram marcas profundas no seu psiquismo profundo. Todas essas experiências estão registradas nesta instância Inconsciente que o Dr. Jorge Andréa chama de Inconsciente do Pretérito. Algumas situações na vida atual, parecem desencadear o surgimento, na zona mais consciente do psiquismo, desses desequilíbrios, transformando-se em verdadeiras patologias. 

Podemos citar as fobias, a Síndrome do Pânico, distúrbios de comportamento como os sexuais ou os compulsivos, a depressão, a ansiedade, etc. como algumas que podem se beneficiar com o tratamento pela TVP.
O primeiro passo do processo está em tornar consciente esse conteúdo do passado. 

É nesse momento que podemos utilizar a Regressão de Memória na identificação da situação do passado geradora do sofrimento atual. Posterior e concomitantemente a essa identificação, teremos que utilizar diversas intervenções específicas para cada caso, visando dissociar a personalidade atual daqueles traumas vividos no passado. Como vimos não basta apenas lembrar o passado. Há uma necessidade de um acompanhamento terapêutico criterioso do delicado conteúdo emocional e psíquico que surge do processo de Regressão. A nossa experiência tem indicado a necessidade da TVP só ser feita por profissional da área de saúde mental que estaria habilitado ao processo de forma integral.

Como podemos ver a finalidade da TVP é terapêutica. Com isso desfaz-se uma das grandes preocupações do público espírita, em particular: a curiosidade. Na verdade o terapeuta, quando executa um trabalho sério, não considera os casos em que as pessoas procuram para saber o que foram ou fizeram de extraordinário em suas vidas passadas. Julgamos que o material que lidamos seja muito delicado para uma finalidade fútil !

Mas, a questão mais delicada do espírita parece ser a de se “levantar o véu que encobre o passado” já que seria uma “dádiva divina”. Se observarmos no contexto da Doutrina, as principais referências sobre o assunto estão em O Livro dos Espíritos na parte 2a., cap. VII, em um item que engloba as perguntas 392 à 399, com o título: O esquecimento do passado. Nesse ponto os Espíritos alertam para os inconvenientes que a lembrança do passado teria para os indivíduos. E nós concordamos inteiramente com isso !!! Vamos observar que este capítulo trata “Da 
Volta do Espírito à Vida Corporal”. É claro que quando voltamos ao corpo físico necessitamos do esquecimento de nossas vidas pregressas. Como, uma criança conseguiria estruturar uma nova personalidade lembrando simultaneamente de todas as suas vidas passadas? Seria impossível.


Diversas obras na literatura espírita defendem a utilização terapêutica da Terapia de Vida Passada. Dos autores encarnados, citamos o Dr. Jorge Andréa, psiquiatra e pesquisador do psiquismo profundo e da reencarnação com vasta contribuição nessa área. Mesmo entre os desencarnados, através das obras psicografadas, não há uma contra-indicação à utilização da TVP nos casos em que verificamos graves problemas psíquicos, emocionais, físicos ou de comportamento. Pelo contrário. 

Espíritos como Joanna de Ângelis e Bezerra de Menezes tem ressaltado, através de algumas de suas obras, a importância deste tipo de abordagem científica na minimização do sofrimento humano. Mas é claro que a TVP não é uma panacéia capaz de resolver todos os problemas. Como toda abordagem terapêutica tem suas limitações e dificuldades que somente uma atuação séria e criteriosa poderá superar, ampliando o potencial de cura de sua aplicação.

É o sofrimento o nosso grande objetivo! Para nossa surpresa, muitos espíritas responderam afirmativamente à questão: “o sofrimento é a melhor forma de pagarmos os erros do passado”. Isso pode levar a um entendimento distorcido da finalidade da vida e do sofrimento. A Doutrina Espírita deixa bem claro qual é o objetivo das encarnações sucessivas: o desenvolvimento moral e intelectual do ser. 

O sofrimento representa um desequilíbrio resultante de um comportamento inadequado do passado que ainda mantém características na personalidade atual. Na medida em que se resolvam as causas cessam-se os efeitos. Em O Livro dos Espíritos, questão 1004, Kardec pergunta sobre o critério de duração dos sofrimentos a que os espíritos respondem ser função da melhora do indivíduo. Na resposta fica clara a finalidade pedagógica do sofrimento, pois quando a pessoa melhora o aspecto desequilibrado o sofrimento perde o sentido, modificando-se ou extinguindo-se.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 5, temos a orientação dos espíritos de que devemos empreender todos os nossos esforços no sentido de minimizar o sofrimento dos homens. Ora se a TVP desponta como um instrumento da ciência que pode ajudar nesse processo de aprimoramento do ser humano pela dura de alguns de seus sofrimentos, por que não utilizá-la? Será que não poderíamos utilizar a TVP para ajudar uma pessoa a superar sua Síndrome do Pânico ou de uma depressão profunda por exemplo, simplesmente porque utilizaremos de suas lembranças pretéritas? Nos parece que se a TVP é uma conquista da Ciência ela está consoante aos desígnios de Deus para o progresso da Humanidade.

A ciência avança no sentido da confirmação do espírito, como origem e princípio básico da vida, e da reencarnação como mecanismo natural fundamental para o entendimento do homem e de seus sofrimentos. A TVP, aplicada de forma séria e criteriosa, demonstra ser um instrumento legítimo deste movimento. Como resultado desta aplicação o indivíduo se reconhece como ser espiritual eterno em passagem temporária de aprendizado pelo corpo. Ao verificar as conseqüências de seus atos passados nos seus problemas atuais pode refletir e decidir sobre quais são os valores existenciais essenciais para o seu espírito hoje e descobre a necessidade de desenvolver o Abrandamento de suas tendências negativas e a Aceitação dos problemas que enfrentamos. Ao final, perceberá a necessidade de reclamar menos e Amar mais, a si mesmo e aos outros.

DEPRESSÃO PÓS PARTO! QUAL A VISÃO ESPÍRITA?



O período compreendido entre o parto e o retorno do corpo da mulher às condições pré-gravídicas é conhecido entre os médicos como puerpério. É nesse momento que uma série de expectativas e mitos cultivados ao longo da gravidez começam a se concretizar ou a se desfazer. Nessa fase, muitas são as novidades para os pais, principalmente se esse for seu primeiro filho. Apenas com muita paciência, amor e dedicação é que juntos, irão se adaptar a essa nova etapa da vida em família.

Três são as principais preocupações que rondam a mente das mães nos primeiros dias de vida de seu bebê. Muitas se angustiam achando que não serão capazes de cuidar do recém-nascido como acreditavam ser a melhor maneira. A imagem de mãe perfeita ou está associada com suas próprias mães ou, quando essas não foram tão carinhosas e participativas, com mães idealizadas em suas mentes.

Ao longo da gravidez, o ganho de peso e o inchaço eram tolerados, uma vez que estava gerando uma criança. Porém, após o parto, será preciso algum tempo até que retorne a forma anterior – de seis meses a um ano. Em uma sociedade onde o “corpo perfeito” é cultuado ao extremo, os quilinhos a mais adquiridos ao longo dos nove meses podem se tornar um grande incômodo.

Além disso, muitas mães idealizam a maneira como seu bebê vai parecer. Apesar do exame de ultra-som ajudar nesse contato com o filho ainda no útero, muitas se baseiam em fotos de revistas ou imagens de televisão. Isso porque as crianças recém-nascidas dificilmente são utilizadas nesses trabalhos. Portanto, as mães podem sentir extrema frustração no primeiro contato, porque seus bebês geralmente são mais magros e delicados.

Se por algum o motivo, a puérpera não contar com o apoio do seu parceiro e de sua família, poderá desenvolver um quadro conhecido como depressão pós-parto. Dificilmente é necessário o uso de medicação, sendo que os casos mais graves são raros. Mas o médico deve estar atento para evitar complicações.

Essa é uma fase de adaptações. Pais novatos estão geralmente despreparados para a atividade altamente estressante que é ter um recém-nascido. Muitas mulheres se queixam dos últimos meses de gravidez, e esperam ansiosamente pelo parto, acreditando que ele trará fim a suas angústias. 

Porém, alimentar, dar banho, carregar e trocar seu bebê, muitas vezes em horários irregulares, dia e noite, fazem da insônia associada ao terceiro trimestre parecer, comparativamente, um bom sono. Até mesmo algo simples, como ir ao banheiro, poderá exigir algum planejamento. O grande desafio dos pais será trazer as coisas de volta a um certo equilíbrio. Mesmo um bebê calmo pode fazê-los sentir que não tem nenhum controle da situação, causando-lhes desespero.

Essa é apenas uma fase que exige maiores cuidados. Conforme o tempo passa, a tríade mãe-pai-filho consegue se entender melhor, e no final, vão esquecer as partes ruins e lembrar-se apenas das boas, que são muitas. Nesse momento, a ajuda de familiares e amigos é muito bem vinda.

Depois de nove meses de convivência diária com o bebê, após o parto muitas mães podem se sentir obrigadas a passar cada momento ao seu lado. É importante não cometer esse erro. Nem que seja um tempinho por dia, é importante que a mães consigam alguns momentos para retomar a consciência de que são pessoas individualizadas. Se dispensarem um tempo para fazer coisas para si mesmas, serão pessoas mais felizes e mães melhores para todas as outras muitas horas em que estarão com seus filhos. 

Além disso, devem lembrar de cultivar o relacionamento com seus parceiros. Lembrarem-se o quanto esse vínculo foi importante para que juntos desejassem ter um filho. Uma criança é a maior tradução da beleza do amor de um casal.
Se em suas mentes existir espaço para dúvidas e receios, não haverá de ter espaço para a perseverança, para a fé e para o amor. Muitas devem ser as certezas. Certeza de que existe um grande número de amigos no plano espiritual, que estão dispostos a ajudá-los no amparo ao espírito reencarnante. Certeza de que para isso, basta manter o padrão mental em um nível elevado, permitindo-lhes o auxílio. Os pais, ao receberem uma criança em seu lar, são abençoados. A eles são confiados o cuidado e a educação de um espírito pelo qual serão responsáveis por todo período de convivência.

Pode ser difícil saber quais são as reais necessidades de uma criança. Entretanto, se buscarem nos ensinamentos do Mestre Jesus a base da educação de seus filhos, os pais oferecerão a eles a estrutura de que precisam para enfrentar os percalços da vida. Todo restante por ser útil, mas irrelevante.

Folha Espírita

SEXO E A MEDIUNIDADE!! ENERGIA QUE DEVE SER TRATADA COM SERIEDADE!


A Epífise

Para se falar em relação sexual e energia procriadora, faz-se necessário mencionar algumas das informações trazidas até nós pelo Espírito ANDRÉ LUIZ, sobre as funções da Epífise.
Ela reativa as forças criadoras no ser humano aos 14 anos aproximadamente. Permanece no período do desenvolvimento infantil em fase de reajustamento, absorvendo novos ensinamentos e reflexos que são ministrados nesta fase da vida, que farão frente ou somar-se-ão às colheitas das vidas passada, que ressurgirão, de acordo com a vontade, sob fortes impulsos.
Por este motivo é denominada a glândula da vida Espiritual.
A Epífise funciona como um usina, fonte geradora de elementos psíquicos ou "UNIDADES FORÇA" necessárias a fecundação das diversas formas da criação. Podendo ser direcionada para fecundação dos mais nobres valores da divindade ou utilizada para a orgia dos prazeres das criaturas terrestres.

Sexo e amor

Em nosso meio ainda existem vários resquícios de tabu, no que concerne as conversações sobre o sexo, todavia sendo uma das atribuições inerentes da vida, o espírita estudioso não pode deixar de estudá-lo e também analisá-lo sob forma natural para que seja bem compreendido e orientado, os tempos onde essa manifestação de afeto e amor, no que diz respeito ao sexo verdadeiro, era “pecaminosa”, já passaram e seguramente não deverão mais voltar, pois a maior idade espiritual das mentes aqui reencarnadas já se faz presente. Tão vulgarmente pronunciadas por mentes insanas, nos meios atuais.
O sexo não é patrimônio exclusivo da humanidade terrestre, é tesouro Divino em todos os mundos no Universo infinito. Permanece nas mãos das criaturas humanas, que ainda estão distantes da compreensão e vivência das Leis Divinas, num quadro triste de ignorância, perversão e desequilíbrio.
O sexo na existência humana pode ser um dos instrumentos do amor, sem que o amor seja sexo.
O instinto sexual é força poderosa de atração, unindo os corpos físicos, reencontrando as almas, para resgates de débitos, dirigindo os homens para conquistas e objetivos da Lei Suprema: O AMOR, A FELICIDADE E A HARMONIA. Mesmo com a pobreza de valores íntimos, caminha o homem, embora lentamente, para o objetivo maior do Criador que é o progresso e a perfeição. Não podemos confundir sexo e amor, pois, enquanto o sexo é força instintiva ou inconsciente, o amor é energia consciente e espontânea, todavia sexo sem amor é pobre e pequeno, quando não promiscuo.
O homem em experiências afetivas, costuma confundir energia instintiva sexual como sendo "AMOR", que tem promovido quase todas as uniões de homens e mulheres na terra.
Observamos, constantemente, muitos lares desabados, porque só tinha energia instintiva sexual e nenhum "AMOR". O amor na terra é ainda uma aspiração da eternidade, encravada no egoísmo, nos interesses, na ilusão e na fome de prazeres que fantasiamos como sendo a Celeste Virtude.
Desejo e sentimento de posse não significa "AMOR".
Faz-se necessário para um bom relacionamento, buscarmos o que nos ensina O EVANGELHO DE JESUS CRISTO, que "Devemos amar sem nos preocupar em sermos amados".
Para alcançarmos o amor sublime, devemos cultivar a semente da humildade, da bondade, da paciência, do perdão, da tolerância, da indulgência, da ternura, da delicadeza, da renúncia e do entendimento.
Sem os tesouros da fé sincera, essas plantas Divinas não germinarão no canteiro do coração.
Antes do tempo, sucumbirão, alastrando a desarmonia, a delinqüência e os crimes, isto sem falarmos na ampliação dos débitos e no adiamento dos resgates anteriores para reencarnações futuras, quase sempre acrescidas de dores e sofrimentos para o nosso bem.
O médium atento deve se preocupar com essas questões e acima de tudo tratá-las com naturalidade, pois sendo o sexo um mecanismo de evolução, seu abuso poderá contribuir para sua decadência moral.
Ainda se questiona sobre o sexo e prática mediúnica, poderá o médium praticá-la em dias de atividades ou não? – É possível conciliar as duas coisas? – Receberei mensagens espirituais, se praticar o sexo no dia da atividade? – E aquelas pessoas que trabalham em práticas mediúnicas todos os dias na casa espírita e também são casadas, como ficam?
Bem em todas as questões acima, deveremos tratar com bastante simplicidade e autenticidade, pois, sendo o sexo algo natural e que faz parte de nossa escala evolutiva, saber sublimá-lo, o médium nessas questões ao nosso ver poderá praticar sem problemas o sexo regrado com AMOR, com seu ou sua cônjuge sem que isso prejudique a prática mediúnica, pois o sexo conforme nos sabemos é uma troca de energias entre seres que o praticam com respeito e AMOR, como isso poderá fazer mal a algum médium.
Mas, muito se fala de fadiga energética do médium quando pratica tal ato. A lógica nos mostra que quando existe troca de energias, não existe fadiga, falamos aqui da troca calorosa e sincera de energias, isso não se deve entender por sexo desvairado com parceiros estranhos a cada momento como se fosse sexo regrado e sincero. É necessário também expor que mesmo que seja uma só parceira, se a prática for constante e desvairado ai sim, haverá fadiga. Compreendemos que seja uma prática natural e tudo o que extrapola o natural e passa a ser exagerado, tem muito a prejudicar.
Cabe-nos formular aqui uma pergunta a respeito da prática mediúnica. Se o médium está com muita vontade de ter relações afeto-sexual com sua cônjuge ou vice-versa, e não pratica, todavia fica com isso na cabeça o tempo todo, não atrapalharia ainda mais a prática de sua tarefa? - Achamos que sim, pois o pior de tudo é manter o sexo na cabeça, a tarefa mediúnica exige concentração do médium, por isso os pensamentos baixos seguramente obstam uma boa e salutar concentração.
Mas, e o chakra genésico não ficaria “manchado”, como comumente se diz e isso não atrapalha a prática mediúnica. – É como dissemos acima; se existe troca de energias regradamente falando e com o sentimento maior inserido na prática, seguramente não fará mal ao médium sua prática em dias de trabalho na casa espírita, mas lembremos da sensatez.

Sexo - Excessos e abusos

O sexo tem sido tão aviltado pela maioria dos homens reencarnados na crosta, que o que observamos na atualidade é a inversão dos valores Sublimes da Criação Divina, transformado em rolo compressor para os interesses da indústria do sexo desvairado.
É no momento a utilidade mais divulgada e a mais procurada em nossos dias. O interesse é despertar tanto no homem como na mulher a sensualidade, não se importando com os danos que isto certamente vai causar.
  1. O que interessa são os lucros a se arrecadar, ao invés de cultivarmos os valores morais sublimes que ainda não conseguimos enxergar.
  2. A relação sexual entre a maioria dos homens e mulheres terrestres, se aproxima demasiadamente das manifestações dessa natureza entre os irracionais, sem nenhuma obediência às Leis Divinas.
  3. Neste plano de baixas vibrações onde predomina ainda a semi brutalidade, muitas inteligências admiráveis preferem demorar em baixas correntes evolutivas.
  4. A união sexual entre criaturas que já atingiram grandes elevações é muito diferente, traduz a permuta sublime de energias perispirituais, simbolizando o alimento Divino para a inteligência e para o coração e, força criadora não somente de filhos carnais, mas também de obras e realizações generosas da alma para a vida eterna. A procriação é um serviço que pode ser realizado por aquele que ama, sem ser o objetivo exclusivo das uniões.
É lamentável que o homem tenha menos prezado tanto as faculdades criadoras do sexo, desviando-as para os vértices de prazeres infinitos, no desejo incontido de auto satisfazer-se até a prostração das próprias forças, porém todos pagarão pelas faltas que cometerem a esse setor como também para qualquer outro setor da vida.
Todo ato criador está repleto de sagrados valores da Divindade e são estes valores tão abençoados que por interesse de mentes enfermiças, conduzem impreterivelmente para o abuso e orgias de prazeres.
Assim, homens e mulheres raciocinando numa atmosfera mental caótica, permitem aos obsessores do invisível colocar em prática seus interesses na desintegração familiar e social, bem como, retardar o progresso Espiritual, mantendo a grande maioria das criaturas, que se afinam com seus ideais, sobre controle e, com isto, preservam os meios para saciar os seus desejos que não foram corrigidos enquanto encarnado.
Como ninguém foge aos imperativos da Lei de Deus, esses seres, que causaram desvario sexual, resgatarão em reencarnações futuras à duras penas, podendo ser portadores de doenças eminentemente cármicas, a epilepsia, a lepra, a paranóia, a hidrocefalia, o mongolismo e outras moléstias, como também ter como obsessores vários dos que foram prejudicados em caminhadas anteriores.
O médium deverá ter bastante cautela com essa temática, para verdadeiramente colaborar ainda mais com sua conduta mediúnica. Haja vista, já ser ele um necessitado que reencarna agora com propósitos nobres de evolução e restabelecimento da harmonia desarticulada no ontem. O sexo, verdadeiramente é, ainda uma dificuldade da humanidade terrena hodierna, visto a ascensão espiritual já alcançada dos que aqui vivem, ainda encontramos os instintos mais densificados em alguns operando com profundidade.
Porém deve o médium tratar com bastante normalidade e ter sempre em mente sua tarefa na conduta de sua felicidade, não queremos dizer que deverá abster-se totalmente da prática sexual com sua cônjuge, efetivamente não, porém com respeito e moderação para que não caia na prática exagerada e desvirtuada.
O sexo não é um “bicho de sete cabeças”, que deve ser tratado pelo médium como sendo um assunto intocável, mas sim assunto do cotidiano que deverá ser tratado com respeito, como vários outros órgãos do corpo, que colaboram com a manutenção e suporte da vida material do espírito reencarnado.

Homossexualismo

Levando tal comportamento para além das bases materialistas da grande massa heterossexual existente sobre a terra e seus preconceitos moralistas em bases hipócritas, à luz da reencarnação é perfeitamente compreensível.
Com o desenvolvimento da humanidade cresce a quantidade de irmãos, homens e mulheres, somando extensas comunidades em todos os países, clamando por respeito, atenção e igualdade como criaturas humanas.

O Espírito em suas várias encarnações através dos tempos e, confirmando que todos são iguais perante Deus, poderá usar a vesti carnal que se fizer necessária, ora masculina ora feminina, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade mais ou menos pronunciada em quase todas as criaturas. Desta forma, a individualidade em trânsito da experiência feminina para a masculina, demonstrará fatalmente traços do sexo que estagiou por muitos séculos. Claramente compreensível que o Espírito, atendendo aos impositivos regenerativos, poderá reencarnar com um corpo diferente do que não correspondeu perante as aspirações divinas. O homem que abusou das faculdades genésicas arruinando a existência de outras pessoas, com a destruição de uniões construtivas, é forçado a buscar nova posição no renascimento físico, em corpo morfologicamente oposto, aprendendo em regime de prisão, à reajustar os próprios sentidos.
Poderá também Espíritos cultos e sensíveis, séqüitos de realizar tarefas específicas para a elevação de grupos humanos e conseqüentemente elevar-se também, rogar dos Bem Feitores da vida maior que os assistem à utilização de vestimenta corpórea oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem, protegendo-se desta forma dos arrastamentos irreversíveis no mundo afetivo e terem maiores êxitos nos objetivos almejados.
Observando as tendências homossexuais dos companheiros que estão a caminho no campo de provas e expiações é forçoso que lhes dê o amparo educativo e muito amor, direcionando suas energias sexuais para o campo da criatividade, artes e etc...
Discriminar irmãos nessas condições na casa espírita é verdadeiramente errado, analisemos, pois, da mesma forma um homem (heterossexual) que desregra efusivamente do sexo, terá mais dificuldades na prática de trabalhos na casa espírita do que aquele que tem sua psicologia “invertida” no campo sexual e é regrado, não se vinculando aos prazeres imediatistas. Caba a ele buscar direcionar bem suas energias no trabalho caritativo e seguramente estará cumprindo bem o seu papel, ainda que com dificuldades no campo mental versus morfologia corporal.

O espírita e a questão sexual

Os homens fizeram do sexo um motivo de escândalo. Tornaram o sexo uma coisa impura e repelente. Mas o sexo é uma manifestação do poder criador, das forças produtivas da Natureza. O espírita não pode encarar a questão sexual como assunto proibido. O sexo é a própria dialética da Criação e existe em todos os Reinos da Natureza.
O paganismo chegou a fazer do sexo motivo de adoração. Os povos primitivos revelam grande respeito e assumem atitude religiosa diante do sexo. Mas para esses povos, ainda bem próximos da Natureza, o sexo não está sujeito aos desregramentos, aos abusos e ao aviltamento do mundo civilizado. O cristianismo condenou o sexo e fez dele a fonte de toda a perdição. Mas o Espiritismo reconsidera a questão, colocando-se um meio-termo entre os exageros pagãos e cristãos. O espírita sabe que o sexo é um grande campo de experiências para o espírito em evolução, e que é através dele que a lei de reencarnação se processa, na vida terrena. Como, pois, considerá-lo impuro e repelente?
Em O Livro dos Espíritos, Kardec comenta: “Os Espíritos se encarnam homens ou mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhe oferece provas e deveres especiais, e novas ocasiões de adquirir experiências”. Como vemos, o sexo é considerado pelo Espiritismo no seu justo lugar, como um meio de evolução espiritual. O espírita, por isso mesmo, não pode continuar a encarar o sexo como o faz o comum dos homens. Não pode abusar do sexo, nem desprezá-lo. Deve antes considerar o seu valor e a sua importância no processo da evolução.
Ainda existe, no meio espírita, muita prevenção contra os assuntos sexuais. Mas é necessário que essa prevenção seja afastada, através de uma compreensão mais precisa do problema. Não há motivo para fazer-se do sexo um assunto-tabu, mas também não se deve exagerar nesse terreno, pois muitas criaturas se escandalizariam. Devemos lembrar-nos de que, por milhares de anos, através de gerações e gerações sucessivas, o sexo foi considerado, na civilização cristã em que nascemos e vivemos, um campo de depravação, de perdição das criaturas. A simples palavra sexo provoca em muita gente uma situação de ambivalência: interesse oculto e repulsa instintiva. Por isso mesmo, a educação sexual deve ser encarada seriamente nos meios espíritas e não pode ser deixada à margem da pedagogia espírita.
A maior dificuldade para a questão sexual está no lar, na vida familiar. Os pais espíritas não sabem, em geral, como preparar os seus filhos para a chamada "revelação do sexo". O regime do silêncio continua a imperar em nossos lares, criando maiores dificuldades para a solução do problema. A simples proibição do assunto gera um clima de mistério em torno da questão sexual, aumentando os motivos de desequilíbrio para os adolescentes. Os pais, por sua vez, sofrem também de inibições decorrentes de um sistema errado de educação, a que estiveram sujeitos.
Na família, a atitude mais acertada é a de não se responder com mentiras doiradas às indagações das crianças sobre questões sexuais. Mas não se deve, também, responder de maneira crua. Seria uma imprudência querermos sair de um sistema de tabus para uma situação de franqueza rude. Há muitas maneiras de fazer a criança sentir que o problema sexual não é mais importante nem menos importante que os demais. Cada mãe ou pai tem de descobrir a maneira mais conveniente ao seu meio familiar. A regra mais certa é a resposta verdadeira, de maneira indireta. Se a criança perguntar: "Como a gente nasce?", deve-se responder, por exemplo: "Da mesma maneira que os gatinhos". Começando assim, a pouco e pouco os próprios pais vão descobrindo a técnica de vencer as dificuldades, sem embair os filhos com lendas e mentiras que criaram um ambiente de excitação perigosa.
Nas escolas espíritas, o problema deve ser colocado com o mesmo cuidado, pois a situação é ainda mais melindrosa: as crianças de uma classe pertencem a diversas famílias, com diferentes costumes. É perigosa a chamada "atitude científica", geralmente seguida, nos ginásios, pelos professores de ciências. A frieza científica não leva em consideração as sutilezas psicológicas. O ideal é que o assunto seja discutido previamente em reuniões pedagógicas, entre os professores de ciências, de psicologia, de moral, e o orientador pedagógico. Na verdade, o problema é mais de pedagogia do que de ciências. O bom pedagogo saberá conduzi-lo com o tato necessário, sem produzir choques perigosos e sem permitir que o assunto caia novamente no plano do mistério.
Quanto aos jovens, devem promover cursos e seminários a respeito, sempre com a assistência de um professor experimentado, de moral ilibada e reconhecido bom-senso. Os jovens têm grande necessidade de boa orientação sexual, pois estão na fase de maior manifestações dessas exigências, e, se não forem bem orientados, poderão cair em lamentáveis complicações. O jovem espírita, embora esclarecido pela doutrina, não está menos sujeito a desequilíbrios sexuais. Sabemos que esses desequilíbrios têm duas fontes principais: os abusos e vícios do passado, em encarnações desregradas, e as influências de entidades perigosas, muitas vezes ligadas aos jovens pelo passado delituoso. Por isso mesmo, o problema só pode ser tratado de maneira elevada, com grande senso de responsabilidade. Os médicos espíritas podem ser grandes auxiliares das Mocidades Espíritas nesse setor.
Quanto aos espíritas adultos, não estão menos livres do que os jovens. São vítimas de uma educação defeituosa, de um ambiente moral dominado pela hipocrisia em matéria sexual, e trazem às vezes agravadas por esse ambiente as heranças do passado. Precisam acostumar-se, no meio espírita, a encarar o problema sexual de maneira séria, evitando as atitudes negativas, que dão entrada às influências perigosas. Encarando o sexo sem malícia, como uma função natural e uma necessidade vital, o espírita ao mesmo tempo se corrige e modifica o ambiente em que vive, afastando do mesmo os espíritos viciosos e maliciosos, que não mais encontram pasto para os seus abusos. O melhor meio de afugentar esses espíritos, e de encaminhá-los também a uma reforma íntima, é a criação de uma atitude pessoal de respeito pelos problemas sexuais e o cultivo de um ambiente de compreensão elevada no lar.
Essa mesma atitude deve ser levada para os ambientes de trabalho, por mais contaminados que eles se apresentem. O espírita não deve fugir espavorido diante das conversas impróprias, pois com isso demonstraria incompreensão do problema e provocaria maior interesse dos outros em perturbá-los. Mas não deve, também, estimular essas conversas, com sua participação ativa. Sua atitude deve ser de completa naturalidade, de quem conhece o problema e não se espanta com as conversas de mau gosto, mas também de quem não acha motivos para alimentar essas conversas e delas participar. Sempre que possível, e com senso de oportunidade, ele deve procurar mudar os rumos da conversa, para assuntos mais aproveitáveis, ou mesmo para os aspectos sérios do problema sério sexual.
A mente viciosa se compraz nas conversas deletérias, nas imagens grotescas, nas expressões desrespeitosas. Escandalizar-se diante dessas coisas, ou repeli-las com violência, é sempre prejudicial e anticaridoso, pois essas pessoas são as que mais necessitam de amparo e orientação. O mais certo é procurar um meio de ajudá-las a se libertarem dessa viciação. E o meio mais eficaz é orientar a conversação viciosa para aspectos graves, como as conseqüências dos vícios, as situações dolorosas em que se encontram pessoas conhecidas, e a conveniência de tratar-se o sexo com o respeito devido às forças criadoras da Natureza.
Nos casos dolorosos de inversão sexual, o espírita vê-se geralmente em dificuldade. O mais certo é apelar para o conhecimentos doutrinários e para o poder da prece. Ajudar o irmão desequilibrado a lutar corajosamente para a sua própria recuperação, procurando corrigir a mente viciosa e manter-se o mais possível em atitude de quem espera e confia na ajuda dos Espíritos Superiores. Trabalhos mediúnicos podem favorecer grandemente esses casos, quando realizados com médiuns sérios, conscientes de sua responsabilidade e de reta moral. Não se dispondo de elementos assim, de absoluta confiança, é melhor abster-se desses trabalhos, insistindo na educação progressiva do irmão infeliz, através de preces, leituras e estudos, conversações construtivas e passes espirituais, aplicados de maneira metódica, em dias e horas certas. Se o irmão enfermo colaborar, com sua boa vontade, os resultados positivos logo se farão sentir. Porque ninguém está condenado ao vício e ao desequilíbrio, a não ser pela sua própria vontade ou falta de vontade para reagir.
Nosso destino está vinculado à maneira por que encaramos o sexo. Bastaria isso para nos mostrar a importância do problema. Inútil querermos fugir a ele. O necessário é modificarmos profundamente as velhas e viciosas atitudes que trazemos do passado e que encontramos de novo na sociedade terrena, ainda pesadamente esmagada pelas suas próprias imperfeições. Encaremos o sexo como uma manifestação do poder criador, tratando-o com o devido respeito, e mudaremos a nós mesmos, os outros e a sociedade em que vivemos. O espírita deve ser o elemento sempre apto a promover essa mudança, e nunca um acomodado às situações viciosas que dominam as criaturas e as escravizam, por toda parte, na terra e no espaço.

Em conclusão:

O problema sexual deve ser encarado pelo espírita com naturalidade, em face da naturalidade da função criadora; o sexo deve ser considerado como fonte de força, vida e equilíbrio, devendo por isso mesmo ser respeitado e não aviltado; entre o desregramento do pagão e o preconceito do cristão dogmático, o espírita deve manter-se no equilíbrio da compreensão exata do valor do sexo; as fontes da vida não podem ser desrespeitadas e afrontadas pela malícia e a impureza dos homens.
Lembramos ainda, que a mente é um corcel que por vezes segue desenfreado existência a fora e que muitas vezes é o motivo de maior “poluição” de nossa trajetória evolutiva. Praticar o sexo afinado e sincero com o esposo ou a esposa referencia uma troca salutar e necessária de fluidos energéticos de parceiro a parceiro e de forma nenhuma atrapalha atividade alguma em termos de desempenho do trabalhador, mas cristalizar o sexo na cabeça, isso sim seguramente atrapalha.
Tratemos em nossas casas, cada caso sendo efetivamente um caso a se estudar para podermos de uma melhor maneira orientar e não desferir idéias pré-concebidas e por vezes descabidas para confessar muitas das vezes um puritanismo de nossa parte inútil, tratemos com lucidez para podermos colaborar melhor, destruindo assim, o “medo”, “tabu”, que existe sobre o sexo em nosso meio.
200. Têm sexos os Espíritos
“Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.”
201. Em nossa existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem
animar o de uma mulher e vice-versa?

“Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.”

O Livro dos Espíritos - Sexo nos Espíritos