17 de jun. de 2016

A INVEJA! LARVA DESTRUIDORA!



Dentre os sentimentos negativos que o homem ainda conserva em seu íntimo, vamos encontrar a inveja como larva destruidora, capaz das piores ações.Quando se manifesta, é quase sempre de forma camuflada, tornando-se uma perfeita armadilha para todos. Quem acolhe a inveja, nem sempre tem consciência do que faz. No entanto, é ela uma arma devastadora que sempre encontra eco nos planos espirituais inferiores. 

Com isto, forma-se a cumplicidade entre “mortos”e “vivos”, levando o encarnado a vivenciar momentos bem cruéis em sua própria vida. Jesus nos ensinou que o amor deve orientar nossos passos para conseguirmos paz e harmonia. Porém, se acolhemos a inveja no trato com os nossos irmãos encarnados estamos fazendo justamente o oposto daquilo que o Mestre nos ensinou. Quando invejamos, destruímos os laços da fraternidade que deveriam unir a todos nós, espíritos reencarnados na Terra. 

A inveja é como punhal, cuja lâmina aponta diretamente para o invejoso, que raramente se dá conta que é ele o grande prejudicado. Este sentimento inferior, infelizmente, encontra grande acolhida entre a humanidade terrena. As oportunidades para o desenvolvimento desta chaga são inúmeras: pode-ser a promoção no emprego, que nosso amigo conseguiu; a compra do imóvel pelo vizinho; a melhor classificação na escola pelo colega do nosso filho; enfim, são inúmeros os acontecimentos que podem despertar esta mancha que a alma humana ainda abriga.

No entanto, devemos notar que o prejudicado é sempre o invejoso, que não tendo coragem para lutar por seus ideais, lança sobre o próximo, seu maldoso olhar de cobiça. Desta forma, o invejoso, além de se comprometer, moralmente, ainda permite que espíritos menos evoluídos se liguem a ele pelos laços da afinidade. Todos sabemos que a reencarnação é uma oportunidade para o espírito aprender e evoluir... Assim sendo, devemos lembrar o ensinamento de Jesus que nos disse: “Orai e Vigiai”. 

Protegidos pela oração e pelos bons pensamentos estaremos livres da cobiça, essa erva daninha que se alastra silenciosamente... Atualmente, vivemos uma era de muita competitividade, mas, não podemos esquecer a ética e a moral nas ações que praticamos. Não precisamos ser predadores para subir na escala da vida material, pois, cada pessoa tem seu próprio espaço de acordo com as leis divinas. Vamos lembrar que Jesus, em seus ensinamentos, exemplificava o valor das boas ações, deixando as pessoas perceber o quanto era danoso o caminho dos sentimentos inferiores. 

No Sermão da Montanha, o Mestre nos dá os melhores exemplos de como devemos nos comportar para sermos dignos e corretos em nossos pensamentos e ações. 

Maria de Lourdes

15 de jun. de 2016

EQM - EXPERIÊNCIAS QUASE MORTE!



Allan Kardec no livro O Céu e o Inferno analisa em profundidade o problema da morte que tem sido uma questão sobre a qual a humanidade se tem debruçado desde a existência do ser humano. 

O assunto morte é muito difícil de ser abordado pela grande maioria. É por isso que no 1º capítulo do livro, intitulado O Porvir e o Nada, ele afirma que “Vivemos, pensamos e operamos – eis o que é positivo. E que morremos, não é menos certo.” 

No 2º capítulo ele nos mostra o grande obstáculo dessa abordagem – O Temor da Morte. De um lado, afirma Kardec a morte é apresentada como um castigo, de forma triste pela qualidade ética e moral da população terrestre, o caminho é o Inferno; de outro lado a Ciência nos acena com o nada – o fim de tudo, a escuridão completa - o que também não deixa de ser aterrorizante. Mas, sempre existiram, existem e existirão nas várias áreas da Ciência, pesquisadores corajosos e sinceros que enfrentam a ironia dos “grandes sábios” e procuram trazer dados e esperanças com comprovações. É o que pretendemos colocar neste artigo, alguns nomes ilustres entre tantos que existem. 

No final dos anos 60, Dr. Raymond A. Moody Jr. Começou uma pesquisa que realizou pessoalmente. Diz Dr. Moody “Encontrei um grande número de pessoas que estiveram envolvidas no que chamarei “experiências de quase morte”. Deparei com elas de várias maneiras. A princípio, por coincidência. Em 1965, quando era estudante de filosofia na Universidade de Virgínia, encontrei um homem que era professor de psiquiatria clínica na Faculdade de Medicina... Foi uma grande surpresa quando mais tarde vim a saber a respeito dele um fato muito interessante, o de que tinha estado “morto”- não uma, mas duas vezes, com o intervalo de dez minutos – e de que tinha feito o relato mais fantástico sobre o que aconteceu com ele enquanto esteve “morto”. 

Alguns anos mais tarde dando aula numa Universidade na Carolina do Norte, um aluno procurou o Dr. Moody e relatou a mesma coisa que ocorreu com sua avó durante uma cirurgia, tinha “morrido”durante um curto espaço de tempo e quando acordou relatou mais ou menos que tinha escutado do professor de psiquiatria. No momento em que escreve seu livro Vida depois da Vida, Dr, Moody já tinha conhecimentos de cerca de 150 casos desse fenômeno. 

Os casos são parecidos, mas não exatamente iguais. Quase todos dizem sentir “paz e quietude”, ouvem lindas melodias, encontram parentes e amigos já falecidos, ouvem e vêem tudo o que se passa à sua volta, até mesmo seu corpo sendo cuidado pela equipe médica. 

São relatos tão reais e positivos que poderão mudar a visão da humanidade sobre a vida, a morte e a sobrevivência do Espírito. Outro livro, bem mais atual, não de um médico, mas de um Físico Quântico, Amit Goswami, considerado um dos mais importantes cientistas da atualidade, coloca no capítulo 8º da interessante obra O Universo Autoconsciente, como a consciência cria o mundo material. 

No item intitulado Experiências Fora do Corpo (OBE – out of body experience), a existência da consciência, que nós espíritas chamamos Espírito, por meio da Física Quântica, Amit afirma nesse item do capítulo 8º: “... a realidade da experiência fora do corpo como fenômeno autêntico da consciência conta com um número cada vez maior de crentes.” Cita, até, o livro Recollections of Death (Recordações da Morte), de Michael Sabom, que contém um estudo importante e sistemático da OBE, em conexão com as experiências de Experiência quase morte, afirma que por ser cardiologista, o Dr. Sabom conta com a vantagem excepcional de poder confirmar numerosos detalhes técnicos de relatos feitos por pacientes de OBE sobre intervenções médicas de urgência, realizadas em seus corpos virtualmente mortos. 

Os pacientes descreveram, com grande exatidão, procedimentos que estavam claramente fora dos campos de visão de seu corpo físico. Acreditamos que este século vai nos trazer pela Ciência, em que todos os seus campos de atividades, a confirmação do Espírito.

13 de jun. de 2016

FIM DOS TEMPOS OU INÍCIO DE UMA NOVA ERA?



Muitos corações angustiam-se diante dessa perspectiva, pois presos que estão a uma educação religiosa mística e a palavra simbólica não conseguem entender o verdadeiro significado da palavra Apocalipse. Apocalipses são revelações feitas a profetas (médiuns) da antiguidade. Apresentam diferentes aspectos e tanto podem referir-se a assuntos limitados como gerais; como também podem ter sentido extensivo, figurado, analógico ou místico. 

Há vários apocalipses, e entre tantos o de João que tem todos os sentidos acima citados e, segundo seu discípulo Policarpo, foi escrito na ilha de Pátmos, fronteira a Éfeso, no mar Egeu, Ásia Menor, para onde fora exilado no ano 95 pelo governo romano de Domiciano, local também, onde segundo a maioria dos seus Autores, escreveu o evangelho que tem o seu nome. Morreu com 94 anos aproximadamente. As vidências que o apóstolo teve em Pátmos, durante dias e semanas sucessivas, cheias de alegrias e repletas de lembranças da sua convivência com Jesus deram ao contexto um avultamento e distensão exagerada. 

Muitas vezes em estado de desdobramento ou êxtase viu nos planos espirituais quadros e projeções que deveriam gravar-se em sua mente psíquica, mas que as falhas da memória física e a solidão em que vivia não lhe permitirem transmitir com muita fidelidade, e a sua narrativa envolveu-se de muito misticismo. 

O Comandante Edgard Armond cita em seu livreto “Considerações sobre o Apocalipse de João”, que devemos considerar nessas revelações como mais importante, àquelas que proporcionam o avanço evolutivo da Humanidade - O desvio religioso do Cristianismo primitivo; o obscurantismo da Idade Média - as Invasões dos Bárbaros, a queda do Império Romano; a Cisão Protestante - as duas guerras mundiais - o advento do Espiritismo - a eclosão do comunismo ateu. 


Allan Kardec coloca no livro “A Gênese” capítulos17 e 18 explicações claras e racionais sobre as transformações que nada mais são do que um processo evolutivo natural. No cap. 18 da “Gênese” - Kardec inicia falando dos “Sinais dos Tempos” onde sucederão grandes acontecimentos para a regeneração da Humanidade. “Em que sentido se devem entender estar palavras proféticas? 

Para os incrédulos, elas não têm a mínima importância; a seus olhos, não passam de expressão de uma crendice pueril, sem fundamento. 

Para a maior parte dos crentes, elas possuem algo de místico e de sobrenatural que lhes parece ser o precursor da alteração das leis da Natureza. 

As duas interpretações são errôneas: a primeira por implicar a negação da Providência; a segunda porque aquelas palavras não anunciam a perturbação das leis da Natureza, porém o cumprimento delas”. A Terra, no dizer dos Espíritos, não deverá absolutamente ser transformada por algum cataclismo, que aniquilaria subitamente toda uma geração. 

A geração atual desaparecerá, gradativamente, e a nova a ela sucederá igualmente sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas.

11 de jun. de 2016

ACREDITAR É DAR PODER A CONSCIÊNCIA!



Aquele inverno viera rigoroso, culminado por nevascas insistentes e terríveis. A moça, frágil em sua saúde adoeceu. Deitada no quarto do hospital ela observava pelo recorte da janela aquela árvore que, impotente, perdia suas folhas a cada dia e comparava cada folha que caia a um dia a menos em sua vida. Obviamente deixava-se entristecer cada vez mais e por mais que médicos, enfermeiras e medicações buscassem devolver-lhe a saúde, ela não reagia, piorando seu estado já de si tão debilitado. 

Magnetizada pelo folclore que ela mesma criara afligia-se a cada folha que caia e pensava: Quando cair a última por certo eu vou morrer. Os dias e os rigores do inverno continuavam a se arrastar e quando restou uma última folha na pobre e indefesa árvore ela disse para si mesma “amanhã cairá a última folha e eu me vou deste mundo”. Ansiosa e aflita pouco dormiu naquela noite que parecia não terminar. Quando amanheceu e a janela foi aberta seu olhar ansioso varreu os galhos de sua árvore certa de encontrá-la totalmente nua. Porém, qual não foi a sua surpresa! Aturdida ela pode constatar que a “valente folhinha” estava lá e no dia seguinte... e no outro. 

Ela criou alma nova, encheu-se de esperanças, reagiu como a folhinha e sarou. Dias depois soube que a enfermeira percebera sua angústia ante o desenrolar daquela seqüência, pois sabia que a folhinha inexoravelmente cairia no dia seguinte, pois que o inverno apenas cumpria sua função no quadro da Natureza. Sabia também que sua paciente se deixaria influenciar negativamente como vinha fazendo e que desta vez poderia ser fatal. Pediu a um pintor, amigo seu, que lhe pintasse uma folhinha brilhante e na calada da noite, cheia de esperança, colocou no galho, em substituição a última folha, que realmente acabara de cair. 

Enterneceu-se com a bondade da enfermeira que se preocupara tanto com ela e agradecida pensou: Meu Deus! A folhinha caiu e eu ia morrer estupidamente se a enfermeira não fizesse o que fez... Eu quase morri porque em minha tristeza e pessimismo dei poder ao cair natural de algumas folhas! Finalmente ela aprendeu que o poder de sua cura ou de sua morte não estava decretado no poder de sua árvore, mas potencializado na força do que acreditava. Jesus disse “Vos sois deuses, sois capazes de fazer tudo o que Eu faço e muito mais”. Não duvidemos nunca de Suas palavras, Ele sabia porque as dizia. Deixemos, pois de emprestar a força do acontecer a “mal-feitos”, “pés-de-cabra”, “escadas”, “sextas-feiras”, “gatos pretos”, e outras crendices. 


Aprendamos de vez a exercer nossa fé raciocinada, que Paulo e Kardec, cada um a seu tempo, procurou nos conscientizar. Jesus sabia o que dizia, Ele sabia que Deus nos conferiu o direito de escolha quando ainda tão pequeninos em Espírito, presenteando-nos com o Livre Arbítrio, presentes esses que também nos confere responsabilidades, a da fé raciocinada é um delas, talvez mesmo a principal. 

Chico, nosso querido e bom velhinho Chico Xavier, com a doçura e humildade que lhe é peculiar, dedicou mais setenta, dos seus noventa e poucos anos, para que, Amigos Espirituais de elevada sabedoria, como Emmanuel, André Luiz e muitos outros, pudessem se comunicar pelo dom de sua psicografia, nos ajudando e ensinando a compreender melhor o sentido de nossas vidas, que em absoluto não restringe somente a esta que vivemos hoje, mas a muitas outras que já vivemos e outras tantas que ainda viveremos. 

São obras que cumprindo condignamente seus papéis, mostraram um mundo infinitamente maior a se descortinar ante nossa visão estreita, provando-nos que a força de poder não está nos objetos e talismãs, mas que nos vêm do Alto pelos caminhos da evolução espiritual. Consultar obras desse porte nos faz mais capazes de perceber e acreditar nas coisas que são, nas coisas que transcendem nossas expectativas, esperanças e incertezas, pois que a busca do conhecimento é que nos faz maiores, é que nos torna mais capazes de abandonar os amuletos de nossa ignorância, dignificando a força que sobrepuja dificuldades e desafios. Somos deuses porque por misericórdia de Deus, temos o poder de potencializar aquilo em que acreditamos. 

Para concluir queremos lembrar que Kardec, na questão 621, de O Livro dos Espíritos, perguntou aos Espíritos venerandos: “Onde está escrita a lei de Deus?” E a resposta clara como o dia não se fez esperar: “Na consciência”. 

Doracy Mércia Azevedo Mota

31 de mar. de 2016

CRIAÇÃO IGUAL, PERSONALIDADES DIFERENTES! O QUE ACONTECE COM OS FILHOS?


O Espiritismo nos orienta sobre tão grave problema. Quantos pais sofrem a dor de um filho difícil, apesar de orientá-lo com o maior carinho e dedicação. Nem sempre os Espíritos que encarnam numa mesma família são Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena. 

Mas, pode acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores. 

Emanuel transmite ao médium Francisco C. Xavier mensagem sobre essa temática de rara beleza e profundidade: Filhos diferentes. Provavelmente, conhecê-los-ás no mais íntimo da alma. Os filhos diferentes. Conseguistes instruir os outros. 

Encaminhá-los para o bem com facilidade. Mas, encontraste aquele que não se afina com os teus ideais. É um filho que não se erige à altura do padrão doméstico a que te elevaste, ou uma filha que te desmente a esperança. 

É possível hajas verificado a desvantagem quando já existe enorme distância do ente querido à harmonia familiar. Percebeste-lhe as falhas com a surpresa do cultivador, quando identifica uma planta de bela aparência que a praga carcome, ou com desencanto de quem vê repentinamente comprometida a empresa levantada à custa dos sonhos e canseiras de muitos anos. 


Quando te observes, perante um filho diferente, não te permitas inclinar o coração ao desespero ou à amargura. Ora pede luz para o entendimento. O Senhor te fará reconhecer-te à frente do companheiro ou da companheira de outras existências terrestre, que o tempo ocultou e que a Lei te oferece de novo à presença para que a tua obra de amor seja devidamente completada. 

Jamais erga a voz para acusar o filho problema, conquanto nem sempre lhe possas elogiar a conduta. Longe ou perto dele, segundo as circunstâncias do plano físico, ampara-o com a tua prece, estendendo-lhe apoio e inspiração pelas vias da alma. 

Embora no dever de corrigi-lo ainda mesmo quando não te compreenda ou te evite o passo, abençoa-o quantas vezes se fizerem precisas, ensinando-lhe outra vez o caminho da retidão e da obediência, selecionando para isso as melhores palavras que as lutas da vida te hajam gravando no sentimento. 

Ninguém te pode penetrar a angústia e o enternecimento de pai ou mãe, junto dos filhos que se fizeram enigmas; à vista disso, é natural que muitas vezes o teu procedimento diante deles aspectos de exceção. 

Auxilia-os sempre e, mesmo nos dias em que a saraivada de críticas humanas te assedie a cabeça, conchega-os mais brandamente ao regaço de teu espírito; sem que o verbo humano consiga expressar as sensações de teu amor ou de tua dor, ante um filho diferente, sabes, no imo da alma, que ele significa o mais alto encontro marcado entre a tua esperança e a bondade de Deus. 

Ana Gaspar

Bibliografia Evangelho Segundo o Espiritismo capítulo 14- item 8 Revista- “ Reformador” maio, 1966- Filhos Diferentes

29 de mar. de 2016

NOSSOS ANJOS GUARDIÕES! QUANTO TRABALHO DAMOS A ELES!



É muito confortável saber que temos quem nos protege continuamente do “lado de lá”. Amigos fiéis e devotados que nos acompanham desde a fecundação no ventre de nossas mães e que seguirão ao nosso lado zelando por nós ininterruptamente. 

Saber disso é mais uma das maravilhas que devemos ao trabalho sério e pesquisador de Kardec, que inquirindo aos Espíritos venerandos sobre nossos “Anjos – Guardiões” ou “Espíritos Protetores”, nos trouxe preciosas informações, que vale ler na íntegra em O Livro dos Espíritos – item 489 a 521. 

Estes protetores são Espíritos de uma ordem um pouco mais elevada e que não nos abandonando nunca, ficam mais afastados quando nos sentem refratários e inclinados às sugestões de Espíritos inferiores, voltando a interceder tão logo a isto estejamos abertos. 

Essa fidelidade em que, por mercê de Deus nos foi concedida, e que livremente aceitaram por missão, muitas vezes penosas, nos envolve e nos acompanha de perto onde quer que estejamos: nas prisões, nos hospitais, nos lares, e até esmo na solidão ou lugares menos dignos em que possamos estar. 


São Espíritos bondosos, que nos estimam, e que em encarnações anteriores foram nossos amigos ou parentes. “... Ah! Se conhecêsseis bem essa verdade! Quanto vos ajudaria nos momentos de crises! Quantas vezes vos salvariam dos maus Espíritos! Mas no dia decisivo, esse anjo do bem terá que vos dizer: “Não te disse isso? E tu não fizeste. Não te mostrei o abismo? E tu aí te precipitaste. 

Não te fiz ecoar na tua consciência a voz da verdade? E não seguistes os conselhos da mentira? Oh! Interrogai os vossos anjos guardiões, estabelecei entre eles e vós essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes esconder nada, porque eles têm o olhar de Deus e não podeis enganá-los... Procurai avançar nesta vida e vossas provas serão mais curtas, vossas existências, mais felizes... Não temais nos cansar com vossas questões. 

Ao contrário, procurai sempre estar em relação conosco, sereis mais fortes e felizes. Vamos homens, coragem! Atrai para longe de vós de uma vez por todas os preconceitos e idéias preconcebidas. Entrai no novo caminho que se abre diante de vós. Marchai! Tendes guias, segui-os, que a meta não pode vos faltar, porque essa meta é o próprio Deus.” Livro dos Espíritos, cap. IX Inquiridos sobre se o Espírito-protetor sofre quando seu protegido segue o mau caminho, e se, então, sente-se responsável pelo mau resultado dos seus esforços, respondem os Espíritos venerandos que ele lastima, porém não se sente responsabilizado, pois que fez o que de si dependia e sabe esperar o tempo necessário, pois o que não aprendeu hoje, um dia aprenderá. 

Saber de tudo isto (e de muito mais que o capítulo exemplifica), renova nossa confiança na bondade e maiores dificuldades e angustias, nos oferecendo alento e esperança para os desafios em que a vida, em resposta às nossas escolhas anteriores, hoje nos coloca. Inegavelmente vivemos hoje do que plantamos ontem e, como dois e dois são quatro... Os desafios nunca erram o endereço de onde estamos. Porém, quando abrimos espaço, a misericórdia divina nos envia os Espíritos Benfazejos, para que nos incentivem, amparem e intuam no correr da caminhada de nossa evolução, porque... Nossos Incansáveis Anjos Guardiões Quando erramos a procura do caminho, necessitamos da graça que alumia o retorno. 

Doracy M. A Mota  

4 de mar. de 2016

SOU BIPOLAR - SOMBRA E LUZ! VISÃO ESPÍRITA!



Hoje a ciência prova que cada ser humano é uma fonte de energia. Por sua vez, Divaldo Pereira Franco, o grande tribuno espírita, nos afirma e uma de suas brilhantes palestras: “Se o individuo é um ser, uma energia, seu corpo é um não ser, é sombra. Quando o não ser se desarticula ele se liberta. Quando a sombra se dilui e desaparece, a energia vibra. Se olharmos um raio de luz, por exemplo, veremos que tem variações, porque é constituído de energia e corpúsculos. 

Energia é matéria, que se transforma em energia”. Destas duas versões concluímos que somos uma energia que tanto pode pulsar no lado negativo quanto positivo, ou seja temos nosso lado Luz, mas também temos nosso lado Sombra. É como se fosse uma árvore em que para cada galho erguido para cima houvesse outro, equivalente, direcionado para baixo. Cada galho erguido para cima representa uma qualidade, ou seja, seu lado Sombra. 

Vibramos nosso lado Luz quando emitimos as ondas radiosas do amor e seus derivados, como o seja a compreensão, a bondade responsável, e, dentre outras, a ausência do egoísmo. Mas, vibramos também o lado Sombra quando emitimos as ondas magnéticas e deletérias da raiva, da inveja, do orgulho, ou, dentre outras, as da vingança. 

No entanto, toda vez que buscamos trabalhar nossas dificuldades com a coragem de nos aceitar como pessoa humana, mas ainda frágil em nossas assertivas, com direito de errar, mas que tem, também, o dever de levantar-se aprendendo com os próprios erros, a vida, inegavelmente, nos oferecerá oportunidades de transformações infindas, onde, reparando os desacertos, fortalecemos pouco a pouco a transição de nosso lado Sombra, em direção à Luz da evolução a que somos destinados. 


Santo Agostinho, venerado pro nossos irmãos católicos como Santo e pelo Espiritismo como Espírito de Luz, que inegavelmente é, há seu tempo tinha por hábito, a cada noite, refletir sobre todas as coisas boas que fizera durante o dia (lado Luz) dando-lhes continuidade no dia seguinte, e, obviamente, sobre as atitudes não tão boas que também praticara naquele mesmo dia (lado Sombra), pelas quais pedia perdão a Deus, dispondo-se a repará-las e corrigi-las no dia seguinte. Seria essa uma tarefa fácil?... 

Com certeza que não! Mas vale a pena tentar, até conseguir que a luz do galho de cima possa ir, aos poucos, diluindo a sombra correspondente ao galho de nossas iniqüidades representada pelo galho que fica exatamente abaixo. Esta inegavelmente é a maior e mais renhida luta da humanidade de todos os tempos, porque, quando Deus criou o Espírito que habita em cada um de nós, deu-nos também o livre arbítrio e a consciência que, habitando o mais profundo de nosso cerne, faz com que cada um de nós, de alguma forma, saiba o que é certo. 

Na questão 321 do O Livro dos Espíritos, Kardec interroga aos Espíritos venerandos: “Onde está escrita a Lei de Deus?” e a resposta sucinta como a verdade: “Na Consciência”. E cristo, o Maior Psicoterapeuta da Humanidade, afirmou: “Mais se dá a quem mais quer e mais se pedirá a quem mais se deu.” É de se pensar que talvez por fora dessa mesma frase, erroneamente, nos acovardamos e nos negamos a enfrentar de perto a responsabilidade de se buscar saber mais, evoluir, pois que isto, se por um lado nos leva à evolução, em contrapartida nos dá uma responsabilidade que Bipolaridade – Nosso Lado Sombra e Luz não queremos assumir, até porque... 

“O conhecimento se volta contra nós porque perdemos a capa protetora da amoral” No entanto, enquanto não enfrentamos de perto esta luta continuaremos nesta bicorporeidade cujo lado Luz pouco se libertará da Sombra de nossas fraquezas e iniqüidades. Esta é uma não aceitação sem sentido, pois que hoje não podemos negar uma consciência cada vez mais esclarecida... 

O lembrete está no ar! A ciência, o Espiritismo e as filosofias espiritualistas, as mensagens televisivas e radiofônicas, especialmente da Rede Boa Nova de Rádio que possui uma programação voltada ao esclarecimento, as palestras e etc, tudo é fonte desse lembrete e, quer queiramos ou não, abastece de verdades insofismáveis esta mesma consciência que queríamos adormecida! E se é bom lembrar que “A cada um segundo as suas obras”, também é bom meditar que “Se somos filhos do mesmo Criador...logo...somos Luz...” falta acreditar! 

Doracy M. A. Mota