10 de out. de 2021

Reflexão: Sorte ou Merecimento?

 

A palavra sorte costuma ser muito utilizada. Em face de algum acontecimento significativo, fala-se em boa ou má sorte. A palavra sorte costuma ser muito utilizada. Em face de algum acontecimento significativo, fala-se em boa ou má sorte.

Diz-se que algumas pessoas têm muita sorte. A vida parece lhes sorrir. Têm grandes amigos, saúde, bom emprego, família equilibrada.

Já para outros a vida não é tão risonha. Vivem a braços com grandes dificuldades. Relacionam-se afetivamente com pessoas indignas. Seus empreendimentos profissionais não obtêm sucesso. Sua saúde costuma oscilar.

São muitas as formas pelas quais se tenta explicar e contornar a má sorte. Consulta-se a posição das estrelas no momento do nascimento. Fazem-se pequenos rituais, a fim de obter conjunções propícias.

Em face de sucessivos desgostos, há quem afirme ser uma questão de carma. A pessoa imagina estar destinada ao sofrimento e à derrota. Ocorre ser mais correto raciocinar em termos de Lei de Causa e Efeito.

Tudo o que se faz gera consequências inexoráveis. Muitos comportamentos do passado ainda hoje estão a espargir efeitos. Quem semeou espinhos nos caminhos alheios não pode esperar transitar por róseas estradas.

Mas a pior herança que a criatura traz em si são os maus hábitos. Aquele que se acostumou no pretérito a gastar mal o tempo persiste preguiçoso. O rico dilapidador segue imprevidente, mesmo vivendo na pobreza. O maledicente de ontem continua mais ocupado com o viver alheio do que com o seu.

O Espírito troca de corpo físico, em suas diferentes romagens terrenas, mas persiste o mesmo em seu íntimo. Toma algumas boas resoluções no período em que permanece no plano espiritual. Entretanto, a existência terrena é proveitosa quando põe em prática suas salutares deliberações.

A reforma íntima exige esforço e perseverança. Ninguém abandona maus hábitos a brincar. Virtudes também não são desenvolvidas por um golpe de vontade. É necessário coragem e disciplina para recomeçar a cada tropeço.

A rigor não é importante o que você fez no passado. O pretérito se apresenta na forma de algumas dificuldades, é certo. Mas dificuldades são desafios, nada além disso. Seus problemas são principalmente fruto do modo como você vive hoje. Certamente você deseja atrair pessoas dignas para sua esfera de relações.

Então, adote hábitos dignos. Se deseja um bom emprego, torne-se um profissional competente. Quando necessita demitir, um patrão sempre trata de preservar os melhores empregados. Assim, para ter tranquilidade, gaste seu tempo estudando e se aprimorando.

Faça sempre um pouco a mais do que lhe pedem. Não imagine que passar em um teste de admissão ou em um concurso tenha a ver com sorte. Bons amigos também não são sorteados ao acaso. Saúde vigorosa pressupõe bons hábitos de vida. As coisas boas da vida devem ser conquistadas. Viver bem não é uma questão de sorte, mas de merecimento.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita

9 de out. de 2021

A reconciliação

 



Eu conheci Karen numa das viagens que fiz a uma das cidades do Sul do Brasil.

Uma jovem que à época contava 16 para 17 anos. Loira, quase ruiva, olhos de um azul celestial. Magrinha, de pequena estatura, mas uma alma muito querida.

Procurou-me depois de uma palestra e perguntou-me se poderia falar duas coisas comigo. Acedi, dei-lhe o tempo e Karen começou a me falar que carregava um grave problema na alma. As lágrimas chegaram aos seus olhos sem cair. Perguntei-lhe qual era o problema tão grave e ela respondeu-me que era sua mãe.

Mas o que pode haver de tão grave com sua mãe? Retruquei.

E Karen me respondeu, deixando que as lágrimas agora rolassem.

É que minha mãe é meretriz e eu não quero saber dela, envergonho-me dela. Tenho um namoradinho, professor, e tenho muita vergonha que ele saiba que minha mãe é assim. Gostaria de nunca mais vê-la.

Vi o sofrimento daquela jovem, na forma como ela narrava os tormentos do seu coração em relação à situação de sua mãe.

Percebendo isso dirigi-me a Karen e lhe perguntei: Por acaso, minha amiga, você já conversou com sua mãe, para saber dela o que a levou a esse estilo de vida?

Possivelmente sua mãe o tenha feito para defendê-la. Na fragilidade do próprio coração, queria salvar a filha, de repente, de um padrasto, de alguém que ela temesse desrespeitar você. Converse com sua mãe, tenho certeza de que você ainda vai descobrir a mãe que tem.

Karen chorou, abraçou-me, perguntou se poderia me escrever. Eu assenti.

Duas semanas depois do nosso encontro em sua cidade, eu recebo uma pequena carta da jovenzinha e ela me dizia: Telefonei para minha mãe e pedi a ela um encontro para que conversássemos.

Ela ficou tão contente e marcamos de conversar no dia X.

Fiquei aguardando a chegada do dia X, para ver o que é que a menina iria me escrever depois.

Quase um mês se passou, quando recebi uma cartinha mais longa de Karen e dizia-me que conversaram, ela e sua mãe, durante uma noite inteira. De fato, sua mãe confirmara que tivera medo de casar-se outra vez depois da viuvez e alguém, introduzido no seu lar, abusar de sua filha que ela amava tanto.

Pela fragilidade de sua alma ela, então, se envolveu com um homem, se envolveu com outro homem e quando se deu conta, estava viciada em se envolver com os homens.

A jovem me falava na carta que sentiu uma ternura tão grande por sua mãe, que ficaram amigas ao fim da conversa.

Já tinham combinado de irem morar no mesmo apartamento, as duas ficariam no mesmo quarto para que pudessem conversar durante muitas horas, retirando o atraso daquele tempo em que estiveram distanciadas, não pela mãe mas pela filha.

Tempos depois recebi outra mensagem da jovem do Sul, dizendo-me que sua mãe era a melhor pessoa do mundo, como a amava, como a ajudava e que estava vivendo com sua mãe, um verdadeiro paraíso.

Já tinha apresentado seu namorado para a mãe e sua mãe o tratava muito bem, ele gostava da futura sogra.

Os dias foram se passando, os meses. Dois anos depois da primeira conversa, Karen me diz que tinha ficado noiva, depois me manda o convite do seu casamento para o qual sua mãe seria a madrinha. Seria uma festa de corações. Ela se reconciliara com sua genitora e, agora, Karen tem dois meninos.

Atualmente um tem seis anos, outro tem quatro anos, amam a avó, vivem no mesmo lar.

A antiga mãe atormentada pela prostituição se converteu no anjo tutelar da família. Cuida dos netos para que a filha e o genro possam trabalhar. Ama as crianças de paixão e a reconciliação abriu as portas da alma de Karen para descobrir um amor que a amava tanto, ainda que à distância.

Quando penso na história de Karen, história que eu conheci pessoalmente, fico imaginando quantos dramas familiares existem nessa mesma direção.

Filhos, filhas que se antagonizam com pais, com mães, cheios de razões e muitas vezes com razões de fato, mas que nunca se predispuseram a ouvir as razões do outro.

Conversar com o pai, conversar com a mãe, saber o que de fato aconteceu e abrir a alma para saber perdoar. Nenhum filho tem esse direito de ficar de mal com sua mãe, de ficar de mal com seu pai, por mais complicados que eles sejam, porque foram eles que nos permitiram chegar.

Há muitas mães certinhas, cheias de virtudes, mas que não deixam os filhos nascer. Há muitos pais certinhos socialmente, cultos, mas que não querem filhos.

Então os nossos pais, as nossas mães ainda que pobres, analfabetos, portando certos vícios, até o hábito da prostituição sexual, mas que abriram as portas da reencarnação para que nós chegássemos.

Não é sem sentido que o Decálogo de Moisés estabelece num dos seus mandamentos: Honra a teu pai e a tua mãe, a fim de viveres longo tempo na terra que o Senhor te dará.

Honrar é respeitar. Ninguém poderá impor a um filho amar o seu pai, amar a sua mãe, principalmente quando consideramos as nuanças da reencarnação.

Muitas vezes renascemos como filhos, como filhas de antigos inimigos nossos. Muitas vezes recebemos no lar como filhos, como filhas, antigos adversários nossos e é natural que, pelas Leis da afinidade, nós não tenhamos tantas aberturas para amar, tanto incentivo para amar. Toleramos, suportamos, no entanto, respeitando sempre.

Não precisamos concordar com tudo que eles fazem. Mas odiar o pai, odiar a mãe, ter raiva do pai, ter raiva da mãe certamente nos complicará porque isso caracterizará um crime de lesa-coração, um crime de desrespeito aos pais, de ingratidão, que o Evangelho aponta como sendo uma das coisas mais sérias que a alma pode contrair, para sua vivência atual e futura.

Do mesmo modo, precisamos nos reconciliar com nossos amores, pai, mãe, irmãos enquanto é tempo, enquanto estamos juntos deles. Não nos esqueçamos que foi Jesus Cristo que nos propôs: Reconcilia-te com teu adversário, enquanto estás a caminho com ele. Enquanto estamos aqui na Terra.

Se o nosso adversário falecer antes de nós ou nós antes dele, teremos aí um grave imbróglio, porque pode ser que ele, no Além, não nos perdoe as ingratidões, a malquerença, os distúrbios provocados em sua vida.

Pode ser que daqui não tenhamos mais chances de pedir-lhes desculpas, de pedir-lhes perdão e carregaremos o complexo de culpa, o tormento íntimo durante uma existência inteira, sentindo sempre que somos culpados ou responsáveis pelas desditas que eles passaram ou mesmo por sua morte.

Quantas vezes encontramos filhos, esposos, amigos que se agarram à alça do ataúde onde estão os corpos das pessoas por eles desamadas e gritam e se desesperam. Para quem esteja vendo parecerá bem querer, mas no fundo da alma de cada uma pode ser complexo de culpa.

Eu podia ter vivido melhor com ele.

Eu podia ter sido melhor para ela.

Eu podia ter feito um pouco mais para nos reconciliarmos.

Eu poderia ter investido um pouco mais, para não deixar murchar o amor, que nunca morre.

A indiferença, a malquerença nos complica. Antes de irmos ao templo entregar nossa oferenda, diz o Evangelho, antes de irmos para as nossas práticas religiosas, sejam elas quais forem, reconciliemos o coração com aquelas pessoas que nos atendem, que nos servem ou mesmo com aqueles que nos antagonizam, que são nossos adversários ou mesmo que sejam nossos inimigos.

É por isto que, baseando-nos nos ensinos de Jesus Cristo, entendo Karen, entendi Karen. E há tantas outras Karens vivendo no mundo, precisando amar.


Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 209, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em agosto de 2009.

8 de out. de 2021

Chico Xavier no Carandiru - penitenciária de São Paulo


Em uma entrevista concedida em Uberaba, na data de 11/03/1979, a um grupo de jovens integrantes da Juventude Espírita Abel Gomes, do Rio de Janeiro, em fraternal clima de bate-papo, Chico passou uma série de informações.

Ao longo da entrevista, o médium narrou fatos interessantes ocorridos durante uma visita que fez à Penitenciária de São Paulo. Esclarecendo sobre a importância do livro Espírita e mais diversos outros assuntos espíritas com aquele seu modo simples de falar, sua humildade para colocar os fatos e situações, ele comentou:

— Vocês sabem que já visitei a penitenciária? Naquela ocasião, antecedendo nobre visita, a Diretoria do presídio divulgou internamente àqueles que quisessem ouvir a palestra de Chico, que se inscrevessem e, para imensa surpresa, 542 detentos se inscreveram, além de mais de 100 funcionários. Foi um encontro tão agradável com a presença de tantos Espíritos de Luz, que tive vontade de passar férias na cadeia. Não para ficar descansando, mas para conversar toda noite com esses irmãos desamparados e desiludidos da vida, cheios de remorso, mágoas, desejos de vingança, suicídio etc. Senti que eles absorviam cada sílaba que eu falava durante os breves minutos em que me foi permitido falar e depois os amparadores explicaram que a luz se expandia para todos as mais profundas fendas daquele lugar de sofrimento.

E depois Chico foi inquirido amorosamente pelos jovens:

P - Haviam Espíritos de Luz dentro das celas mais sombrias?
R - Sim, muitos, que velam o tempo todo pelos encarcerados em provação.
P - E como eles atuam?
R - Levando Luz à mente dos presos e intuindo sobre o amor universal e sobre a paciência para a remissão das penas.

E Chico, amorosamente, continuou contando mais detalhes
- Desses 542, um me disse:
- “Pois é, Chico, nós somos tratados por números. Somos muitos e estamos alocados em diversos pavilhões e celas. Então, têm que colocar número, n.º 3, n.º 14, letras A, B e C. e isso nos dá muito desgosto, pois somos tratados de uma forma impessoal.”

- Então eu disse assim: — Meu filho, quem é de nós hoje que não é tratado por número? É número de telefone, de carro, de casa, do CEP, do CIC, do RG, e lá fora somos cobrados de mais números do que vocês aqui dentro. Só que agora estamos na cela ambulante e vocês estão na cela fixa. Não ligue para isso, logo passa... aliás, tudo passa na vida! Eles riram muito e a cada sorriso se espalhavam pétalas de luz na forma de bálsamos reluzentes e brilhantes a todos os presentes. Nesses breves momentos de luz e paz, (bem como nos cultos evangélicos e católicos também), os amparadores aproveitavam para curar e tratar os presos mais necessitados e doentes.

Chico: - Há muita gente boa encarcerada por lá nas mais diversas provações e a nós cabe compreender a situação deles sem julgar, pois eles já foram julgados pela justiça da terra… muitos desses caíram no campo da moral por fraquezas particulares e lá foram parar a fim de se retificarem perante a sociedade e Deus. Muitos conseguem, outros pioram. Depende de cada um.

E Chico continuou sendo inquirido:

P. - Chico, os Espíritos mais iluminados que estão lá dentro têm a tarefa de ajudar a recuperar os presos? E é por isso que estão lá dentro?
R. - Sim, eles estão lá para amparar. Porém, sabem que ninguém passa por nada que não tenha que passar, tudo está ocorrendo para o reajuste com as leis universais, principalmente a eles que plantaram muitas dores na sociedade.

Terminada a reunião, na hora de sair do pátio onde estavam os presos reunidos, Chico disse ao diretor: Preciso ir embora, mas antes eu quero beijar e abraçar. Ele falou para mim: — “Deus me livre. Não, senhor. Você não vai abraçar, nem beijar ninguém.” Então eu disse a ele: — Não, senhor doutor, eu não viria aqui fazer prece para depois me distanciar dos nossos irmãos. Não está certo. Sendo assim, eu lhe peço licença para abraçar. — “Chico, nesse salão, no outro dia, mataram um guarda de 23 anos. Afiaram a colher até virar punhal. Mataram e não se soube quem matou. Aqui tem criminosos com sentenças de mais de 200 anos. Eles podem te matar…”

- Pouco importa, vim aqui para o encontro fraterno e o senhor não me permite abraçá-los? São meus irmãos.

- Então, você vai fazer o seguinte: você vai abraçar através da mesa. — Tem que recuar esse povo que veio com você (umas 40 pessoas). Ficam só dois senhores vibrando ao lado da mesa e nós vamos colocar 18 armas ao lado. Se ocorrer qualquer infortúnio, você morre junto.” Eu fiquei na frente e comecei a abraçar os 542. Eu abraçava e beijava; muitos que falavam comigo, um segredinho, podia falar assim meio minuto. Dos 542, só um de uns 40 anos, chegou perto de mim e ficou impassível como uma estátua. Pedi que dessem uma rosa a ele. Quando aquele chegou e ficou parado eu disse a ele: — O senhor permite que eu o abrace? — “Perfeitamente”, respondeu-me. Então, eu o abracei. E continuou, O Sr. deixa que eu o beije? — “Pode beijar.” Eu beijei de um lado, de outro, beijei quatro vezes. Neste momento, duas lágrimas rolaram dos olhos dele. Então, ele disse: — “Muito obrigado.” E foi embora. Foi o único que chorou e certamente estava passando por um turbilhão de pensamentos. Depois ficamos sabendo que esse preso se regenerou e virou um grande líder cristão na cadeia, mesmo ainda tendo 67 anos de reclusão a cumprir pela morte de mais de 12 pessoas, pois era um ¨ justiceiro do submundo¨. A partir daí, virou um justiceiro de Jesus e isso graças a linda visita de Chico Xavier.

Comentários: O complexo prisional do Carandiru, na Zona Norte de SP, foi formado por 9 pavilhões enormes e no seu auge abrigou 10.000 apenados. Em 1992, houve um massacre onde morreram 111 presos. Em 2007, iniciou-se sua desativação e pouco tempo depois foi implodido, colocando fim a um triste legado prisional.

Extraído do livro Entender Conversando

Equipe de Divulgação U.E.V.

7 de out. de 2021

A ciência comprova: o pensamento negativo faz mal para a saúde

 

Você sabia que ao reclamar com frequência está destruindo a sua saúde? A medicina nos dias de hoje comprova isso e o mais surpreendente é que você pode de fato mudar a sua realidade por meio dos seus pensamentos.

Sinapses que disparam juntas se conectam

Sinapses são estruturas que estão presentes no nosso cérebro e agem como transmissores de mensagens que geram pensamentos, fala e movimento. Quando surge um pensamento na sua mente, uma sinapse automaticamente se conecta com outra por meio de um movimento químico. Para simplificar este processo e torná-lo mais fácil de entender, é nada mais que um sinal elétrico que cria uma espécie de ponte no seu cérebro.

Toda vez que isso acontece, as sinapses crescem juntas e a distância entre elas é reduzida. Com isso, o sinal elétrico surge muito mais rápido. Dessa forma, surge o pensamento que remodela o seu cérebro. Portanto, atenção aos pensamentos.

O caminho mais curto leva à vitória

As sinapses que se formam com mais força no cérebro são aquelas relacionadas à sua personalidade - sua inteligência, atitudes e adaptabilidade em diversas situações. Além disso, determinam quais são os seus pensamentos mais acessíveis, que exercem grande influência na sua conversação.

Quanto mais o pensamento se repete na sua mente, mais perto você traz as sinapses. Portanto, o pensamento que ganha a corrida dentro da sua mente é aquele que tem a distância mais curta entre as sinapses. Com isso em mente, direcione o seu pensamento para coisas positivas!

Aceitação x arrependimento, impulso x desejo, amor x medo

Sempre que a oportunidade surge por meio de uma reação provocada por um pensamento, geralmente encaramos as seguintes escolhas: amor contra medo; aceitação contra arrependimento, impulso contra desejo; e otimismo contra pessimismo.

Ao pegar o primeiro exemplo, você pode escolher por amar a tudo e todos e deixar de lado a sua necessidade de ter controle. Se aceitar tudo na sua vida pela perspectiva do amor e deixar o excesso de controle de lado, você verá que não há nada a temer.

De acordo com a filosofia budista, o universo é um lugar onde se encontram o sofrimento e o caos, assim como nossas tentativas de exercer controle sobre tudo que se passa dentro dele, mas isso é inútil.

Praticar a aceitação, naturalmente de forma a deixar fluir a vida, vai te dar uma sensação de agradecimento pela experiência e lição vivida. Dessa forma, as sinapses no seu cérebro que representam o amor estarão mais fortalecidas e assim evita-se as sinapses relacionadas a tristeza, arrependimento, pessimismo, medo e depressão. Se você repetidamente abraçar as situações de forma otimista e positiva, sejam quais forem, a sua mente estará tomada por essa positividade.

Você deve saber que não se trata de uma prática infalível, pois em alguns casos o peso das emoções cai sobre nós e fica mais difícil evitar a negatividade. Encare isso como um músculo do seu corpo: você só verá os resultados, se praticar exercícios repetidos com regularidade e, dessa forma, vai ganhar força mental. Assim, o mundo será visto com mais beleza e amor.

Neurônios-espelho

Seus pensamentos podem realmente dar forma à sua própria realidade, mas o que talvez não saiba é que os pensamentos das pessoas ao seu redor também podem contribuir para isso. Quando observamos alguém vivenciando emoção específica, nosso cérebro testa essa mesma emoção para tentar entender o que o outro está sentindo. Esta é a base da empatia, que por um lado pode ser muito bom, mas por outro também pode causar efeitos negativos.
Imagine um pensamento coletivo: quando a raiva coletiva influencia outros a irem contra um inimigo em comum, ou de forma mais simplificada, ouvir pessoas que repreendem a tudo e a todos para ter algum tipo de autovalidação. Mesmo que a princípio relute contra isso, você vai acabar aceitando esses pensamentos e agindo da mesma forma.

O fato é: infelizmente, a vida em alguns casos pode ser caótica. Porém, se você deixar esse caos te envolver por completo, permitirá que seu cérebro siga esse caminho, tornando-se uma pessoa amarga e exausta, ao invés de ser pessoa otimista e com amor no coração.

Esteja sempre com pessoas otimistas e com amor, ao invés daquelas negativas e amargas que sempre verão o lado ruim da vida. Isso não significa que você deve ignorar pessoas queridas que estão passando por momentos difíceis, ou muito menos criticar injustiças do mundo. O pensamento positivo também deve ser crítico, mas sem excessos e envolvimento.

O estresse pode matar

Negatividade, arrependimento, apego a desejos e reclamações sem sentido pode matar. É isso mesmo. Essas emoções negativas desencadeiam estresse, o seu cérebro fica sobrecarregado, e com isso, ele alimenta sinapses relacionadas a esses sentimentos ruins. O resultado: doenças, inclusive cardíacas.
O cortisol, hormônio que produzimos quando estamos estressados, em doses elevadas pode causar problemas de memória e aprendizado, acabar com a sua imunidade, diminuir a massa óssea, aumentar o seu peso e pressão sanguínea, além dos níveis de colesterol, fora os riscos de infarto. Foque o pensamento na positividade e alimente sinapses para isso!

O ponto de partida

O mundo pode ser um lugar caótico, mas estamos nele. Cada momento da sua vida tem o potencial para gerar outros que podem ser de dor e mágoa, fortalecimento e vitória, por mais difíceis que sejam. A escolha de como será a maioria dos momentos futuros depende de você.
Escolha se prefere viver no amor ou no medo. É claro que a vida vai te dar momentos desafiadores, como a perda de pessoas queridas, pois um dia todos vão morrer, o fim de um romance, momentos difíceis no trabalho, mas você não pode se apegar ao medo, arrependimentos e outras emoções negativas que vão disparar cada vez mais sinapses também negativas.

Por mais difícil que seja, não alimente esses momentos com emoções ruins, isso o tornará cínico, amargo, arrependido. Guie seus pensamentos de forma positiva e a vida o favorecerá. Ao enfrentar uma fase difícil, aceite-a. Diga: sim, isso é ruim, e o que posso aprender com isso? Como posso ser uma pessoa melhor? E como tirar forças de tudo isso para alcançar a felicidade?

Fique atento às lições aprendidas com seus fracassos. Cada dia pode ser melhor. Tente algo novo todos os dias, deixe o amor superar o medo e viva melhor. Quanto mais pensar dessa forma, mais feliz você será. Lembre-se: desencadeie sinapses no seu cérebro que o conduzam a uma vida plena.

Fonte: Psychpedia

Reflexões sobre Compreensão e Tolerância


"O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, e consiste em não se ver superficialmente os defeitos alheios, mas em se procurar salientar o que há de bom e virtuoso no próximo. Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seus mais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual " Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo X. Bem-aventurados os Misericordiosos. Item 18. Dufétre.

A maneira de procurar entender justificativas ou atitudes daqueles com quem estamos dialogando, leva-nos, certamente, a disposição de não-interferência nos próprios pontos de vista, portanto, de isenção, imparcialidade e neutralidade. Para sermos compreensivos precisamos estar preparados para aceitar reações, e a conduta, o modo de ser das pessoas, sem prejulgamentos ou condenações.

Precisamos estar preparados para aceitar as criaturas como elas são, do jeito que elas se expressam, até mesmo quando corrompidas, criminosas, assaltantes, prostituídas ou viciadas. Encarando-as com o pressuposto de que possuem essência espiritual e como tal são passíveis de bons sentimentos, com potencialidades latentes, sujeitas ao desenvolvimento, a nossa firme convicção nesses valores espirituais poderá transmitir aos seres mais difíceis a confiança que um dia esperavam para sair do estado conturbado e se conduzir a rumo seguro em sua vida.

A rigor não temos meios de avaliar as profundezas do caráter de ninguém, pois quaisquer conclusões apressadas são falsas. A atitude mais prudente, honesta e cristã é a de compreensão e tolerância para com quaisquer indivíduos. Esse é o nosso comportamento mais produtivo.

O sentimento de tolerância é consequência da compreensão. Como não nos cabe salientar os erros e defeitos alheios, nem mesmo criticá-los, devemos admitir, desculpar, aceitar, perdoar, atenuar e mesmo comutar esses erros. Em nosso relacionamento comum, como podemos ser compreensivos e tolerantes?

  • Evitando fazer comentários desairosos e deprimentes em relação a quaisquer criaturas;
  • Aceitando as reações alheias sem nos aborrecer e sem condená-las;
  • Ouvindo serenamente, por mais chocantes e pavorosas que sejam suas narrações, aqueles que nos confiem seus problemas, sem esboçarmos escândalo, mas ajudando-os a encontrar, por eles mesmos, os caminhos de saída;
  • Afastando, de todas as maneiras, ressentimentos, mágoas ou remorsos que os dissabores provocados por alguém estejam nos perturbando a tranquilidade;
  • Eliminando a intransigência nas nossas análises em relação ao comportamento do próximo;
  • Ponderando com isenção e equilíbrio infrações cometidas por funcionários, na oficina de trabalho ou no meio doméstico, aproveitando experiências deles para renovar-lhes oportunidades de acertos;
  • Não nos referindo a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos a outrem;
  • Transformando austeridade punidora dos maus comportamentos entre familiares em colóquios abertos, ouvindo e comentando coletivamente em torno dos problemas para que se chegue calmamente às correções cabíveis.

"Sede indulgentes, meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita." A Indulgência - José, Espírito Protetor.

Ney P. Peres

Construindo o Auto-perdão



Não há ninguém que viva as experiências terrenas sem falhas ou incorreções.

Todos trazemos limitações pessoais, tormentos emocionais, que nos levam quase que, inevitavelmente, a cometer tropeços aqui e acolá.

Não raro, imaginamos nossos erros como irreparáveis, de alta gravidade, clamorosos mesmo, chegando a imaginar que não merecem perdão.

Essa é uma ideia falsa e perturbadora.

Entender nossos equívocos dessa forma é trilhar caminho perigoso para posturas de desamor e descrença em nós mesmos, atalho fácil para novos e talvez maiores comprometimentos.

Desde que percebemos o erro cometido, que nos damos conta da atitude indevida, permitindo-nos o arrependimento, revelamos indícios de maturidade.

E, para que esse não permaneça vazio e sem sentido, é necessário o esforço pessoal para a reparação do mal feito.

A partir do momento que nos resolvemos por mudar para melhor, nos reabilitarmos, damos passo importante para a construção de nosso futuro.

Estarmos dispostos à reestruturação pessoal é fundamental.

Somos todos filhos de Deus, que nos ama e nos espera. Assim, avancemos pelo roteiro traçado, sem culpas guardadas na alma, que para nada nos servirão.

Se erramos, é hora de planejar novos passos para imediata reparação, sem nos alongarmos, demasiadamente, em arrependimentos que nada constroem.

Percebamos que a treva mais densa é vencida pelo delicado raio de luz de um pirilampo.

Assim também venceremos nossas dificuldades.

É verdade que os desígnios de Deus são de justiça mas, também é certo que nos alcançam envoltos nas bênçãos da sua misericórdia e do seu amor.

Ainda erraremos muito antes de acertarmos com segurança a melhor maneira de agir, nesse natural processo de autoburilamento.

Portanto, não nos aprisionemos nos profundos poços de nossos tropeços.

Levantemos mil vezes se assim for necessário, para mil recomeços de nossa trajetória.

Por mais isolados que pareçamos estar, nenhum de nós caminha sozinho, abandonado pelo Pai.

Exultemos ante os presentes divinos que nos são ofertados: o dom da vida, da saúde física, da beleza que a natureza imprime em tudo que nos cerca.

Não há porquê invejar aqueles que já superaram as dificuldades que ainda temos a enfrentar em nosso íntimo. Eles também, tal qual agora nos ocorre, tiveram seus enfrentamentos com as próprias limitações e venceram a si mesmos.

Ao triunfarmos das provas e expiações que nos aprimoram, seremos tal como o diamante que brilha, mas que não mais se recorda dos golpes que sofreu durante sua lapidação.

Amemos a vida, recuperando a alegria real para que nosso sorriso seja de plenitude, superando as decepções que colecionamos de nós mesmos.

Nem os estados d’alma em arrependimento depressivo, tampouco a leviandade da conivência com os erros cometidos.

Que esses erros nos sirvam de lições capazes de insculpir, em nossa intimidade, as leis imortais, que nos foram reveladas pelo suave Cantor da Galileia.

Redação do Blog Espiritismo Na Rede baseado no cap. 26, do livro Seja feliz hoje, pelo Espírito Joanna de Ângelis,psicografia de Divaldo Pereira Franco

6 de out. de 2021

Reflexões sobre Compreensão e Tolerância

 Reflexões sobre Compreensão e Tolerância

"O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, e consiste em não se ver superficialmente os defeitos alheios, mas em se procurar salientar o que há de bom e virtuoso no próximo. Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seus mais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual " Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo X. Bem-aventurados os Misericordiosos. Item 18. Dufétre.

A maneira de procurar entender justificativas ou atitudes daqueles com quem estamos dialogando, leva-nos, certamente, a disposição de não-interferência nos próprios pontos de vista, portanto, de isenção, imparcialidade e neutralidade. Para sermos compreensivos precisamos estar preparados para aceitar reações, e a conduta, o modo de ser das pessoas, sem prejulgamentos ou condenações.

Precisamos estar preparados para aceitar as criaturas como elas são, do jeito que elas se expressam, até mesmo quando corrompidas, criminosas, assaltantes, prostituídas ou viciadas. Encarando-as com o pressuposto de que possuem essência espiritual e como tal são passíveis de bons sentimentos, com potencialidades latentes, sujeitas ao desenvolvimento, a nossa firme convicção nesses valores espirituais poderá transmitir aos seres mais difíceis a confiança que um dia esperavam para sair do estado conturbado e se conduzir a rumo seguro em sua vida.

A rigor não temos meios de avaliar as profundezas do caráter de ninguém, pois quaisquer conclusões apressadas são falsas. A atitude mais prudente, honesta e cristã é a de compreensão e tolerância para com quaisquer indivíduos. Esse é o nosso comportamento mais produtivo.

O sentimento de tolerância é consequência da compreensão. Como não nos cabe salientar os erros e defeitos alheios, nem mesmo criticá-los, devemos admitir, desculpar, aceitar, perdoar, atenuar e mesmo comutar esses erros. Em nosso relacionamento comum, como podemos ser compreensivos e tolerantes?

  • Evitando fazer comentários desairosos e deprimentes em relação a quaisquer criaturas;
  • Aceitando as reações alheias sem nos aborrecer e sem condená-las;
  • Ouvindo serenamente, por mais chocantes e pavorosas que sejam suas narrações, aqueles que nos confiem seus problemas, sem esboçarmos escândalo, mas ajudando-os a encontrar, por eles mesmos, os caminhos de saída;
  • Afastando, de todas as maneiras, ressentimentos, mágoas ou remorsos que os dissabores provocados por alguém estejam nos perturbando a tranquilidade;
  • Eliminando a intransigência nas nossas análises em relação ao comportamento do próximo;
  • Ponderando com isenção e equilíbrio infrações cometidas por funcionários, na oficina de trabalho ou no meio doméstico, aproveitando experiências deles para renovar-lhes oportunidades de acertos;
  • Não nos referindo a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos a outrem;
  • Transformando austeridade punidora dos maus comportamentos entre familiares em colóquios abertos, ouvindo e comentando coletivamente em torno dos problemas para que se chegue calmamente às correções cabíveis.

"Sede indulgentes, meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita." A Indulgência - José, Espírito Protetor.

Ney P. Peres