2 de out. de 2013

A CASA ESPÍRITA DE PORTAS SEMPRE ABERTAS! NUNCA SE APAGA UM PONTO DE LUZ!!!!



Aprendemos que o Centro Espírita é uma escola e também um hospital para os espíritos encarnados e desencarnados. Mas, escola tira férias e hospital não. Qual devemos seguir?

Conversando com vários espíritas de várias casas espíritas vemos que há muita dúvida sobre o recesso de fim de ano e carnaval das casas espíritas. Uns são a favor e outros contra. Os argumentos são vários: "o movimento cai nessa época do ano", "precisamos descansar", "o ano foi difícil", "outras localidades também fecham", "os dirigentes e médiuns viajam, não compensa abrir", "cai a vibração da casa, não há substitutos à altura", “não podemos parar, os espíritos não tiram férias”, “hospital não fecha”, etc.

Aprendemos sobre as vibrações difíceis da época de carnaval e a facilidade dos ataques espirituais sobre os invigilantes. Assim como aprendemos que na época de Natal as vibrações são excelentes porque pessoas estão mais abertas ao amor, a caridade, a fraternidade, etc., e consequentemente, há facilidade em receber auxílio espiritual. Então, por que não nos unirmos para auxiliar os trabalhadores do Cristo com nossas preces e vibrações na época de carnaval? Por que não reforçar os ensinamentos de Jesus na época de Natal?

Vejamos o que disse Chico Xavier: “Para mim, centro espírita tinha que abrir todo dia, o dia inteiro...Se é hospital, como dizemos, como é que pode estar de portas fechadas?!...O centro precisava se organizar para melhor atender os necessitados. O que impede que o centro espírita seja mais produtivo é a centralização das tarefas; existe dirigente que não abre mão do comando da instituição...Ora, de fato, a instituição necessita de comando, mas de um comando que se preocupe em criar espaço para que os companheiros trabalhem, sem que ninguém esteja mais preocupados com cargos do que com encargos...”

Diante de tal assunto escrevi para Richard Simonetti e pedi sua opinião. Eis o que ele respondeu: “As reuniões públicas, de atendimento fraterno, passes e palestras, não devem sofrer interrupção. No CEAC em Bauru, funcionam ininterruptamente. Assim como hospitais, núcleos de saúde e serviços de utilidade pública, não param nunca. 

Colaboradores que viajam são substituídos por companheiros. Cursos em andamento são interrompidos na segunda quinzena de dezembro. Voltam em fevereiro. Cursos novos começam em março. Grupos mediúnicos interrompem atividades por duas semanas, no final do ano. Voltam logo no início. Biblioteca, Livraria, tesouraria, funcionam sem interrupção.”

Como vemos, uma grande parte dos trabalhos devem ser tratados como HOSPITAL, porque pedem um socorro imediato. Já o estudo pode ser tratado como ESCOLA, podendo ter uma pausa maior.

Elias B. Ibraim escreveu para o Jornal “Verdade e Luz” de Ribeirão Preto (Edição abril/98): “Todos temos consciência de que dirigentes e médiuns podem viajar, evidentemente. Eles fazem jus ao direito de visitar parente, amigos, confraternizar. O que eles não tem direito é de fechar o Centro Espírita. Nas suas ausências, companheiros e companheiras, preparados, devem substituí-los. Pode, inclusive, ser adotado o sistema de rodízio para efeito de faltas, desde que não sejam prejudicadas as atividades do Centro.”

Jesus disse: “Deus trabalha até hoje e eu também”. Portanto, não tiram férias. Os espíritos não disseram que Jesus é nosso guia e modelo? Então, sigamo-lo.
Quando dizemos que Divaldo e Chico nunca tiraram férias do Espiritismo costumamos ouvir: “Não estou preparado. Estou longe da evolução deles.” Perguntemos: “Quando estaremos preparados?” “Por que, muitos de nós, só agimos diante da dor e quando nos é conveniente?” “No trabalho remunerado não faltamos e não tiramos além de 30 dias de férias no ano. 

Por que com a parte espiritual somos negligentes?” Precisamos lembrar que a cobrança será maior pelo que deixamos de fazer, do que pelo que fizemos. E que serão mais cobrados aqueles que mais entendimento tiver.

MEDICINA ESPÍRITA! DEBATE ENTRE MEDICINAS ALTERNATIVAS E AS CONVENCIONAIS!



A competição pela hegemonia no campo da prática terapêutica atravessa os séculos. Toda a História é pontuada por conflitos entre um grupo que se arroga a exclusividade do conhecimento médico - supostamente superior e verdadeiro, contra outros, tachados de charlatões. No Brasil, a restrição do exercício da medicina aos diplomados tem encontrado inúmeros desafios. Entre os anos 1890 e 1940, especialmente, uma das preocupações constantes para muitos médicos foram às práticas e doutrinas espíritas imiscuindo-se na atividade de cura e de terapia.

Nesse período, muitos profissionais da área da saúde formularam teorias para explicá-las e deslegitimá-las - o que não raramente assumia a forma de campanhas contra o espiritismo -, enquadrando-as - junto a tantos outros sistemas que concorriam com a medicina oficial - nos casos de “charlatanismo”. A eficácia dessas práticas nem chegava a ser objeto de discussão no âmbito da medicina acadêmica: era terminantemente negada.

Argumentava-se que ela colocava pacientes sob a responsabilidade de pessoas sem competência para tratá-las; impedia a intervenção qualificada dos médicos (com seus saberes e suas práticas oficiais) e ainda podia ser diretamente prejudicial, agravando uma enfermidade. Esse tipo de “medicina” - “supersticiosa”, “primitiva” e “irracional” - só podia existir em virtude da “ignorância” e do “misticismo” do povo, conjugados à falta de repressão por parte das autoridades competentes.
A partir da década de 1940, de acordo com Emerson Giumbelli, a tensão entre a medicina acadêmica e o espiritismo parece ter se atenuado. Esforçandose para alcançar legitimidade frente aos poderes públicos como umas religiões, os espíritas, coordenadas pela Federação Espírita Brasileira, foram gradativamente abandonando os traços que os identificavam à ciência médico formal e acadêmica, e paulatinamente intervindo no campo espiritual e moral.

 Daí a difusão de práticas que se destinavam a agir sobre o espírito, como os “passes” e as “desobsessões”. O “físico” e o “material” só seriam atingidos, caso o fossem, de modo tangencial, em virtude de sua ligação ao espírito.
Recentemente, porém, o espiritismo volta a ganhar evidência, sinalizando a retomada de uma perspectiva de “ciência espiritualizada”. Médicos espíritas vêm propondo um novo paradigma na medicina que leva em conta a espiritualidade e seus corolários - chamam-no de paradigma médico-espírita.

Coordenados pela AME-Brasil - Associação Médico-Espírita do Brasil, criada na cidade de São Paulo em 1995 -, esses profissionais têm feito pesquisas,
congressos e campanhas, buscando implementar mudanças na base da medicina oficial; fato que vem crescendo no Brasil e despertando a atenção de
pesquisadores no país e no exterior.

Há de se destacar também que cresce o número de estudos científicos a respeito do efeito da religiosidade sobre a saúde. Também, vários médicos vêm associando a seus trabalhos os princípios de suas crenças religiosas, como, por exemplo, os médicos católicos, que fundaram a Associação Católica Médica.

No encalço dessas críticas à “medicina oficial”, proclamando a união entre a religião e a ciência, a fé e a razão, os médicos espíritas reivindicam, de modo bastante articulado, um espaço dentro da própria ciência médica, tentando escapar aos epítetos que acompanham as práticas de cura espírita, como o de
“supersticiosa”, “primitiva” e “irracional”. Visa também coordenar ações “anticharlatanismo”, i.e., desmascarar pessoas não espíritas e sem formação médica que se dizem capazes de realizar “milagres”.

A Crise da Biomedicina e a Emergência das Medicinas Alternativas

O termo biomedicina tem sido amiúde, empregado nos trabalhos antropológicos para designar a medicina moderna, remetendo à estrutura institucional da medicina no Ocidente. Os fundamentos dessa ciência alicerçam-se na mecânica clássica; assim, os médicos supõem poder isolar as partes do todo para compreendê-las e, adiante, reintegrá-las ao seu mecanismo original - a leitura do todo é o resultado da leitura das partes isoladas. Ostentam um discurso de caráter universal e generalizante, deixando os casos individuais em plano secundário.

Na perspectiva biomédica, as doenças são entendidas como se fossem “coisas, de existência concreta, fixa e imutável, de lugar para lugar e de pessoa para pessoa.” Expressam-se por um conjunto de sinais e sintomas que são manifestações de lesões de uni ou multicausalidades, que alteram a morfologia e a dinâmica do corpo. Elas devem ser buscadas no âmago do organismo e
corrigidas por algum tipo de intervenção concreta: terapêutica medicamentosa ou cirúrgica.

A biomedicina, situando-se no âmbito das ciências naturais, busca trabalhar com dados físicos e quantificáveis. Fiel a esse objetivo, ela não leva em conta a subjetividade do adoecimento – a complexidade e a singularidade do sofrimento humano -, já que ela não pode ser objetivada e generalizada.


 “Uma Nova Medicina para um Novo Milênio”

O título desta seção, tomado emprestado de um artigo espírita, revela-nos o entusiasmo dos médicos espíritas nesses últimos anos. A leitura que fazem deste momento é a de um campo fértil para a ação. Imbuídos de uma visão teleológica e fatalista, peculiar à doutrina espírita, os médicos espíritas vêm
enxergando, nos acontecimentos recentes da medicina – crise do paradigma biomédico e crescimento das medicinas holísticas -, prenúncios favoráveis para uma ação mais enérgica, mais meticulosa no sentido de estender os seus fundamentos de espiritualidade para essa ciência.

A crescente procura pelas medicinas alternativas – ou, outrora consideradas alternativas – vem ao encontro das aspirações dos médicos espíritas. A principal “vantagem” dessas medicinas em relação à biomedicina reside na compreensão do todo, ou seja, na interpretação do binômio saúde-doença, em que os aspectos psíquicos e físicos são indissociáveis na busca do restabelecimento do equilíbrio.

Os custos crescentes que a medicina convencional acarreta; somados aos fracassos em lidar com algumas doenças - como câncer, doenças do coração, hipertensão arterial, doenças psiquiátricas, entre outras que não se mostram tratáveis pela intervenção tecnológica baseada no modelo uni causal de doenças -; além das novas doenças, males e causas de mortes que passam a ser cada vez mais relacionadas com as condições de trabalho e de vida num
determinado contexto socioeconômico e cultural, vêm tornando as medicinas alternativas uma realidade cada vez mais presente.

Ciente das dificuldades da biomedicina em relação aos desafios mencionados acima, os médicos espíritas têm estado atentos à situação para difundir seus pressupostos como uma solução a estes impasses. Fazendo coro a essas medicinas, os médicos espíritas vêm reforçando as críticas ao “reducionismo” da biomedicina e defendendo uma espécie de abertura para as propostas holísticas que tomam de assalto a época em que vivemos. Enumerando pesquisas científicas que mostram a evidência de “algo além da matéria”, os espíritas esperam chamar a atenção da comunidade acadêmica para as “realidades” de um “novo tempo” que se anuncia.


E prosseguem na enumeração de vários exemplos que, no imaginário espírita, se não corroboram de fato uma mudança, pelo menos indicam a possibilidade de abertura da comunidade científica para “realidades” que até então eram desconsideradas como objeto de especulação.

O protocolo de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde, de 1946, é frequentemente lembrado pelos espíritas como um avanço na superação do materialismo da medicina convencional. Neste, ficou acordado que a "saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental, social e não apenas a ausência de doença". Compreendendo que o bem estar mental deve contemplar também a dimensão espiritual, os médicos espíritas têm evocado esse protocolo, não raras vezes, como uma das justificativas para a abertura de cursos de “espiritualidade e medicina” em diversas universidades.

Para os espíritas, “a higiene mental implica na elevação do pensamento e por isso todo aquele que se alimenta mentalmente de imagens e propósitos saudáveis, equilibrados e bons, atrairá para si afinidades nesse sentido e consequentemente se sentirá bem”. Segundo eles, a sede do pensamento encontra-se no espírito. O pensamento é uma vibração capaz de agir no corpo e atrair vibrações outras que estejam na mesma “faixa”. Dessa forma, a “qualidade” do pensamento é capital para a saúde; pois, além de ter efeito direto no organismo, o pensamento também atrai companhias espirituais afins, que podem ou prejudicar a saúde do “espírito encarnado” ou contribuir com a sua manutenção.

Não obstante o otimismo reinante existe uma grande preocupação no que tange ao exercício legal da medicina espírita, o que se justifica pelos percalços já vividos.

À Guisa de Conclusão

Sugerimos a hipótese de que o espiritismo, talvez motivado pelas circunstâncias do presente, esteja retomando a dimensão de uma ciência espiritualizada, no âmbito médico.

No rastro da crise da medicina e na experimentação de novas terapias, os médicos espíritas vão traçando suas ações para expandir seus fundamentos e estendê-los à ciência médica vigente. A reapropriação de novas pesquisas que contestam os fundamentos dessa ciência é um dos expedientes de que os espíritas lançam mão. Os eventos que podem ser usados como “testemunho” da influência dos espíritos sobre a matéria ou da vida após a morte também são um recurso à parte. Um dos grandes exemplos, que já citamos, são as EQMs (Experiências Quase Morte), que têm despertado o interesse não só da academia, mas também da mídia em geral, sendo amplamente discutidas em jornais, revistas e filmes.

TRANSTORNOS MENTAIS PODEM SER REFLEXO DE VIDAS PASSADAS!


Para a medicina tradicional, uma questão genética, complexa, que pode ser, talvez, causada por alterações químicas no cérebro. E que, apesar de tantos estudos, ainda não se sabe ao certo a causa deles. Mas para os médicos espíritas, os transtornos mentais têm, sim, explicações. Essa área da medicina, inclusive, é a que mais se distancia da medicina tradicional. Questões emocionais desta e de outras vidas entram em jogo. "O transtorno mental é um resquício do passado", define o presidente da Associação Mineira dos Médicos Espíritas, Andrei Moreira, apontando aí as vidas passadas como ponto de partida para essa discussão.

Uma vez que as interpretações para os males mentais são diferentes para os médicos espíritas, na série do Estado de Minas, A saúde à luz do espiritismo, que começou ontem, o tema a ser tratado nesta segunda reportagem é referente a essas explicações sobre os males da mente. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, as doenças mentais e neurológicas atingem aproximadamente 700 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas precisam de algum atendimento em saúde mental. Pelo menos 5 milhões sofrem com transtornos graves e persistentes.

Segundo o psiquiatra e diretor-técnico do Hospital André Luiz, Roberto Lúcio Vieira, a psiquiatria é a área da medicina em que os ensinamentos espíritas mais conseguem aparecer. Isso porque, segundo ele, além de levar em consideração questões genéticas, assim como a medicina tradicional, os médicos espíritas, diante de um paciente com transtorno mental grave, levam em conta as vidas passadas. "O adoecer é o caminho para cura. Temos percebido que muitos males, como os quadros graves de esquizofrenia, geralmente são de espíritos que, em outras vidas, abusaram muito do poder que tinham, cometeram homicídios ou tentaram o suicídio várias vezes. Quando eles adoecem nesta vida, é porque bateu a culpa da vida anterior", explica Roberto.

Leia a primeira matéria da série 'A saúde à luz do espiritismo:

Por que adoecemos?

Também membro da Associação Mineira Médico Espírita, Roberto, em um artigo escrito no portal da entidade, diz que a doutrina espírita tem mostrado que os processos mentais seriam frutos da atividade espiritual, com repercussão na estrutura física cerebral. "Sendo assim, o cérebro seria apenas o instrumento. No entanto, para ocorrer essa integração entre a essência espiritual, sua manifestação e a estrutura física, é necessária a existência de um elemento que seja intermediário, tanto na função quanto em sua composição. Esse corpo é chamado espiritual ou perispírito", define.

MATÉRIA 
O perispírito, de acordo com o conhecimento espírita, é envoltório fluídico que uniria a alma humana ao corpo físico e, através do qual, o espírito atuaria na matéria. Mas, antes de mais nada, é preciso compreender que, para o espiritismo, somos seres em constante evolução e estar encarnado é o processo para evoluir. No livro a Cura e Auto-Cura, uma visão médico espírita, do homeopata Andrei Moreira, ele explica que a reencarnação é a lei biológica natural, "instrumento da evolução, em que o ser experimenta o contato com a diversidade e desenvolve aptidões necessárias ao progresso." Ele diz que a reercarnação devolve ao homem o fruto de suas escolhas, "em mecanismos naturais de reencontros, saúde ou doença."




Segundo explica o psiquiatra espírita Jaider Rodrigues, o paciente da psiquiatria é visto por dois viés: "Levamos em conta a influência espiritual, que pode ser do próprio paciente, ou seja, questões do próprio espírito e, também, as influências externas, que podem ser de outros espíritos que passam a influenciar no quadro mental do paciente", explica, acrescentando que todos os casos são passivos de auxílio. "Usamos os recursos da ciência, acrescidos da compreensão espírita."

Jaider lembra do caso de uma paciente que lhe chamou a atenção. Muito bonita e, com no máximo 30 anos, essa mulher, de BH, desenvolveu um quadro de esquizofrenia grave, sem motivo aparente. "Ela entrou em um quadro psicótico e tivemos que interná-la no Hospital André Luiz, pois estava agressiva, falava coisas sem sentido. Durante as sessões mediúnicas que fazemos para os pacientes, apareceu um espírito dizendo ter sido escravo na vida anterior e contou que aquela mulher, na sua última vida, tinha sido casada com um senhor de engenho e abusava muito dos escravos, com requinte de crueldade. Nesta vida, esses espíritos a perturbaram", conta, dizendo que o espírito avisou ainda que seria difícil livrá-la dessas influências externas, e que por mais que os médicos fizessem, nada ia adiantar. "Por um tempo, ela conseguiu melhorar. Mas não durou muito e faleceu", lamenta Jaider.

Processo de evolução
Geralmente, os transtornos quando se manifestam, é a culpa do que se fez em outra vida, como apontam os estudos espíritas. Mas, de acordo com os médicos, não se trata de um castigo divino. Faz parte do processo de evolução daquele espírito. Ouvir vozes, de acordo com Jaider, pode ser, sim, um espírito falando. A obsessão, de acordo com o precursor do espiritismo, Alan Kardec, é a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. "Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral sem perceptíveis sinais exteriores até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais", diz em seu livro, o Evangelho segundo o espiritismo. Ele diz que a obsessão ocorrerá toda vez que alguém, encarnado ou desencarnado, exercer sobre o outro constrição mental negativa.

De acordo com Kardec, há vários tipos de obsessão, sendo o mais grave o de subjugação, em que o obsessor interfere e domina o cérebro do encarnado. A subjugação pode ser psíquica, física ou fisiopsíquica. Assim, as doenças mentais ou físicas podem, sim, de acordo com o conhecimento espírita, sofrer influências externas. Um dos tratamentos indicados são os passes, idas ao centro espírita e sessões de desobsessão, em que os médicos médiuns ajudam os espíritos desencarnados e encarnados envolvidos no processo a receber esclarecimentos, para que ambos tenham bases sólidas para mudar hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis. Segundo escreveu Francisco Cândido Xavier, ao psicografar a obra de André Luíz, Mundo maior, "o processo obsessivo não é, na realidade, uma doença, é simplesmente um reflexo de mentes doentias que se unem. Ele não é uma causa, é o efeito de um 'mal' anterior".


REBELDES 
Nesses casos de transtornos mentais, além do conhecimento espírita, medicamentos são usados. Kardec acreditava que somente medicação não traria alívio. No Hospital André Luiz, em BH, que tem 45 anos de funcionamento, sendo referência para casos psiquiátricos, os pacientes, de acordo com o diretor, Roberto Lúcio Vieira, são de todas as crenças, sendo o diferencial da unidade o tratamento espiritual. Segundo ele, há no hospital 350 funcionários que trabalham voluntariamente. "Com autorização do paciente ou da família, aplicamos os conhecimentos do espiritismo." De acordo com ele, algumas doenças psiquiátricas, geralmente, são de indivíduos mais rebeldes.

É o caso, por exemplo, da depressão, que afeta cerca de 35 milhões de pessoas no Brasil. "É uma doença que demarca a grande rebeldia do espírito", diz Roberto. Segundo Jaider, geralmente, é o espírito não se contentando com a vida que Deus lhe deu. "É como se dissesse 'já que não tenho a vida que quero, não aceito a vida que tenho'. Se o paciente der espaço, a gente estimula a relação com Deus e o hábito da oração", conta. Os pensamentos negativos também contribuem para o quadro.

Outro mal apontado pelos médicos é o de Alzheimer. Segundo Roberto, assim como a medicina tradicional vem tentando entender essa doença que afeta a memória do paciente, o espiritismo também busca suas explicações. Um dos esclarecimentos para a causa da enfermidade é que a grande maioria dos portadores da doença foi culturalmente pobre durante a vida, se prendeu a questões materiais e dificuldades de relacionamento. "Quando ocorre o Alzheimer, é como se fosse uma oportunidade para que essa pessoa chegue mais "limpa" espiritualmente no outro plano. E para os familiares, é uma prova de paciência."

Uma nova visão

  • Transtorno mental

Os médicos espíritas passaram a perceber, por meio de estudos e casos clínicos, que muitos pacientes que desenvolvem algum transtorno mental sofrem influência da sua vida anterior. No caso da esquizofrenia grave, por exemplo, tem-se percebido que esses espíritos, em vidas passadas, cometeram alguma transgressão às leis divinas e, nesta vida, sentiram o peso da culpa. O paciente pode, sim, sofrer ainda influência de outros espíritos que tiveram alguma ligação com ele nas outras vidas.


  • Mal de Alzheimer

Assim como a medicina tradicional estuda as causas do Mal do Alzhemeir, a doutrina espírita começa a perceber que as pessoas portadoras do mal, geralmente, foram pessoas apegadas a bens materiais e muito vaidosas, que precisam do desapego, do "esquecimento", marca da doença, para evoluir e fazer uma limpeza na alma.


  • Depressão

Para os médicos espíritas, a depressão atinge aqueles espíritos rebeldes, que não estão satisfeitos com a vida que Deus lhe deu. Assim, se abrem para os pensamentos negativos e as influências externas que podem contribuir para o agravamento
do quadro.

Médico psiquiatra/ espírita Jaider Rodrigues

POSSESSÃO!! QUAL A VISÃO ESPÍRITA?




Muitos confundem obsessão com possessão. Entretanto, é preciso que não se confunda uma situação com a outra. Para o espiritismo tratam-se de coisas diversas e que foram estudadas por Kardec. Segundo o escritor espírita Marcos Milani "Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais".


Já a possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta ação não é permanente, nem integral, considerando-se que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção".
Muitos médiuns incorporam espíritos 'que possuem o corpo para se expressar. Essa posse do corpo pode ser feita por um espírito inferior com objetivos escusos e prejudiciais, como também por um espírito bom e iluminado, que usa o corpo do médium para transmitir ensinamentos e realizar outros atos louváveis.

Segundo Allan Kardec:

"A obsessão sempre é o resultado da atuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para dar mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como em um estado de emancipação e freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir".

Resumidamente, a possessão pode ser realizada por espíritos bons e maus, ao passo que a obssessão é sempre obra de espíritos inferiores que podem levar o obsediado a situações críticas tanto do ponto de vista físico como mental.


O que é Possessão?


Em a Gênese, Kardec faz referência à obsessão e à possessão. Ele diz que, na obsessão, o espírito atua exteriormente por meio de seu períspirito, que ele identifica com o do en­carnado; este último encontra-se, então, enlaçado como numa teia e é constrangido a agir contra sua vontade.

Na possessão, em lugar de agir exte­riormente, o espírito livre se substitui, por assim dizer, ao espírito encarnado; faz do­micílio em seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só pode ter lugar na morte.

A possessão é sempre temporária e in­termitente, esclarece Kardec, pois um es­pírito desencarnado não pode tomar de­finitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do períspirito e do corpo não pode se operar senão no momento da concepção.

O espírito em possessão momentânea do corpo dele se serve como se fosse o seu próprio corpo; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com os seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Já não é mais como na mediunidade falante, na qual o espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um espírito desencar­nado; é este último mesmo que fala e que se agita.

A possessão pode ser o feito de um bom espírito quê quer falar e, para fazer mais impressão sobre seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que lhe cede voluntariamente, tal como se empresta uma roupa. Isso se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo, e durante esse tempo o espírito se encontra em liberdade  como no estado de emancipação, e com mais frequência se conserva ao lado de seu substituto para ouvir.

Já quando o espírito possessor é mau, as coisas se passam de outro modo; ele não toma emprestado o corpo, mas se apodera dele, caso o titular não tenha força moral para resistir. Ele o faz por maldade dirigida contra o possesso, a quem tortura e martiriza por todas as maneiras até pretender fazê-lo perecer.


Fonte: Espiritismo & Ciência Especial - nº 21 - 30 Questões Essenciais do Espiritismo

CORRUPÇÃO! UM MAL DO ESPÍRITO!


1 – Sucedem-se os governos no Brasil e perpetua-se a corrupção, em todos os níveis de atividade, na área pública e privada. Está na alma do brasileiro?
A corrupção está na alma da Humanidade, excrescência do comportamento egoístico que caracteriza os habitantes deste planeta de provas e expiações. A preocupação exacerbada com o próprio bem-estar e, no caso, com os patrimônios materiais, inspira e sustenta a desonestidade.
2 – Mas essa tendência parece ser mais forte em nosso país.
A tendência é universal. Ocorre que em países desenvolvidos é controlada e punida. A impunidade no Brasil, principalmente em relação aos que mais se comprometem com a corrupção, é assustadora. Com raras exceções, somente os pobres vão parar na cadeia.
3 – No seu entender, quais as medidas que deveriam ser tomadas pelo governo?
Compete-lhe aprimorar os controles e instituir mecanismos que levem à punição exemplar dos infratores. Mas isso não basta, já que sempre haverá espertos capazes de burlar as leis. A educação orientada para a cidadania é o caminho mais acertado, estabelecendo controles a partir da consciência de que ser cidadão é, acima de tudo, respeitar as leis.

4 – E quanto ao Espiritismo?
Há duas frentes de ação, inspirando a honestidade. Em primeiro lugar, também a educação, não a formal, mas a educação espiritual. Com a consciência de que somos Espíritos imortais em jornada de evolução na Terra, onde nos compete combater os impulsos egoísticos que favorecem a corrupção, somos decisivamente estimulados a respeitar as leis.
5 – E a segunda frente?
Mostrar que todos responderemos por nossas ações quando retornarmos ao Mundo Espiritual, em observância plena à advertência de Jesus de que a cada um será dado segundo suas obras (Mateus, 16:27). Quem está consciente dessa realidade será sempre o fiscal incorruptível de si mesmo.
6 – Essa advertência está presente em todas as religiões, sem muita ressonância na alma dos fiéis. Por que o Espiritismo seria mais convincente?
As noções das religiões tradicionais sobre a vida espiritual são fantasiosas. Falam das coisas do Além, a partir de especulações dos que vivem na Terra. O Espiritismo fala a partir de informações dos que lá vivem, mostrando de forma clara e incisiva as consequências do comportamento humano. O saber é sempre mais incisivo do que o imaginar.
7 – Qual seria o castigo da corrupção?
Diz Dante, em A Divina Comédia, que os adeptos do princípio com dinheiro, qualquer não vira um sim, vão parar numa vala de piche fervente, no inferno, atormentados por demônios perversos. Suas fantasias guardam algo da realidade espiritual. Em O Céu e o Inferno, Allan Kardec reporta-se a Espíritos comprometidos com o erro, o vício, o crime, a desonestidade, enquanto encarnados. Inúmeros deles descrevem, em manifestações mediúnicas, seus tormentos morais, piche fervente em suas consciências, reunidos, por afinidade, em correspondência à natureza de seus crimes, em tenebrosos vales de sofrimento.
8 – A honestidade seria o passaporte para regiões mais amenas?
Sim, mas não basta cumprir as leis dos homens. Sobretudo, é preciso ser honesto perante Deus, como explica o Espírito Joseph Brê, dirigindo-se à sua neta, na obra citada: Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de abnegação e amor, consagre a existência ao bem, ao progresso dos seus semelhantes; aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo na vida; ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos outros o amor ao trabalho; ativo nas boas ações, sem esquecer a condição de servo ao qual o senhor pedirá contas, um dia, do emprego do seu tempo; ativo finalmente na prática do amor a Deus e ao próximo.
Entrevista com Richard Simonetti

MARCAS DE NASCENÇA E A REENCARNAÇÃO!!!!



Um dia desses uma prima me perguntou se indicaria algo sobre as marcas de nascença e a reencarnação. Achei o tema interessante e fui pesquisar para esta postagem que espero traga esclarecimentos a todos.

Torna-se cada dia mais evidente tudo quanto a doutrina espírita tem afirmado nesses seus 156 anos de vida.
 

Não foram os espiritualistas reencarnacionistas que vieram a público fazer tal afirmação, mas sim aqueles que não acreditavam em vida após a vida (na carne). Hoje são dezenas de médicos, psiquiatras, psicoterapeutas que vêm afirmar que seus pacientes revelaram, e de forma inconteste, que foram protagonistas de episódios existenciais ocorridos em outras vidas que não a atual.
 
É do domínio dos interessados que a TVP (Terapia de Vivências Passadas) corre o mundo todo, curando fobias, traumas psicológicos e muitos males de ordem psíquica, tanto em adultos quanto em crianças.
Queremos, nesta oportunidade, referirmo-nos às recordações de vidas passadas vividas por crianças.
 
Um livro nos chamou a atenção porque a sua autora era uma céptica em matéria de reencarnação e nunca havia imaginado entrar em processo hipnótico e ser conduzida à recordação de outras vidas. Queremos nos referir à norte-americana Carol Bowman e a seu livro "Crianças e suas vidas passadas", com prefácio de Brian Weiss, médico psiquiatra de fama mundial, bastante conhecido no Brasil. Aqui já esteve muitas vezes, e sua fama começou após lançar o livro best-seller "Muitas vidas, muitos mestres", oportunidade para relatar o caso de Catherine, uma de suas pacientes.
 
Carol Bowman também viveu, após entrar em estado hipnótico, episódios de vidas passadas, e com facilidade. Ela escreveu que se uma criança descreve, com tanta convicção, apesar de toda a sua inocência, haver vivido antes, serenamente descreve a sua morte e a sua viagem de volta à vida carnal, dá testemunho inequívoco de uma verdade insofismável: somos almas imortais, já vivemos e continuaremos sempre a viver. Afirma peremptoriamente que essas lembranças das crianças se constitui na maior evidência da reencarnação. Em outras palavras, ela quer dizer: os espíritas estão certos! Aliás, sempre estiveram.
 
Para esta escritora, quando uma criança fala espontaneamente de suas vidas passadas, sem serem colocadas em estado hipnótico, estão, na verdade, dando aos pais conselhos práticos para que eles reconheçam a existência da reencarnação, e que as ajudem a se curarem de seus medos através das revivescências de certos fatos ocorridos no passado, os quais estão repercutindo negativamente em suas vidas, hoje. Pedem ajuda de seus responsáveis diretos, e de uma forma pouco comum, ainda.
 
Todo o processo de crença absoluta na reencarnação começou, para Carol, quando seu filho caçula Chase, principalmente, demonstrava um intenso terror, um medo fóbico de barulho de tiros, de fogos estourando, estrondos fortes, etc. Resolveu, após conselhos de uma amiga, procurar um hipnoterapeuta para livrar o filho do medo. Causando espanto a todos, o filho recorda ter sido um soldado na Guerra Civil americana, descrevendo fatos com detalhes impressionantes, os quais foram depois devidamente comprovados por um historiador, o que lhe havia acontecido durante a guerra. O mais notável viria após: ele curou-se de sua fobia em seguida à vivência de sua morte na guerra, ocorrida em meio de barulhento e terrível tiroteio.
 
A partir daí, Carol começou todo um trabalho de investigação das lembranças de vidas passadas em outras crianças, constatando que viveram também as mesmas experiências verificadas com seu filho. Ela entrevistou pais que também estiveram perplexos diante dos filhos e de seus relatos de vidas passadas. Visitou bibliotecas em busca de autores que tivessem abordado o assunto que a estava fascinando. O resultado foi esse livro com um apreciável manancial de fatos incontestáveis mostrando as crianças descrevendo suas antigas vidas, espontaneamente, e também após serem levadas a uma visualização, fazendo-as entrar em estado de alteração da consciência.
 
Para não tornar longo este capítulo, deter-nos-emos em um único caso dos muitos registrados por Carol Bowman. Ele se encontra no final de seu livro, assim mesmo o faremos o mais resumido possível. Contudo, ele será mais do que suficiente para qualquer pessoa se convencer da realidade reencarnatória, das muitas vidas do espírito, desde que não seja tão céptica e não alimente tantas dúvidas sobre a nossa imortalidade.
Por mais terrível seja para os pais a morte de sua criança, com a crença na reencarnação essa dor será absorvida rapidamente, não precisando os pais perderem a fé em DEUS, em Sua Justiça e Compaixão pelas Suas criaturas.
A reencarnação oferece uma esperança plausível, a de que a própria criança que "morreu" retorne da "morte" para a vida, na mesma família.
 
A família Pollack, da Inglaterra, sofreu o que se costuma dizer na Terra uma tragédia inimaginável. Joanna e Jacqueline, de onze e seis anos, respectivamente, foram atropeladas e "mortas" quando estavam andando por uma calçada.
Bem antes do acidente, o pai, John Pollack, um católico convicto, acreditava firmemente na reencarnação. Na sua fé pedia a DEUS que lhe desse uma prova insofismável da reencarnação. Mal sabia ele o que lhe estava reservado, como veremos.
 
Após o acontecimento trágico, pedia agora a DEUS que lhe devolvesse as filhas.
Em menos de um ano a sua esposa, Florence, fica grávida e John assegurou a todos que as suas filhas iam voltar para a família, e como gêmeas. John contradizia até o ginecologista que afirmava ser a gravidez de apenas um bebê. No dia 4 de outubro de 1958, Florence deu à luz dois bebês, duas gêmeas idênticas, que receberam os nomes de Jennifer e Gillian.
 
Perceberam, de imediato, que Jennifer, mas não Gillian, tinha duas marcas de nascença - uma linha branca na testa e uma marca marrom na cintura - que correspondiam em tamanho, forma e localização a uma cicatriz e a uma marca congênita que Jacqueline tinha na testa e na cintura. Tal fato era notável, porque, segundo pesquisa do Dr. Ian Stevenson, gêmeas idênticas teriam que ter marcas de nascença idênticas, o que agora não se dava.
 
Crescidas as meninas, o suficiente para falarem, lembraram detalhes de suas "irmãs mortas", elas que não tinham meios de saber, absolutamente nenhum. Feito um teste pelos pais e parentes, elas identificaram com detalhes brinquedos que haviam pertencido a Joanna e a Jacqueline. Ao visitarem pela primeira vez a cidade onde haviam vivido (os Pollack se mudaram quando as meninas ainda eram bem pequenas), apontaram corretamente para a antiga casa da família, foram até o parque e o playground, tendo descrito a escola e os balanços antes de vê-los.
 
É um caso com todos os sinais característicos de lembranças de vidas passadas, especialmente as marcas de nascença.
 
John Pollack acreditava mais e mais em DEUS, ELE lha havia restituído as filhas como resposta à sua fé e à sua crença na reencarnação. A prova que pedira a DEUS lhe fora concedida de forma incontestável. Vale, pois, a pena crer em DEUS, ou não?
 
* Escritor, orador e radialista, autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor

HÁ VIDA EM OUTRO PLANETA? O QUE DIZ A DOUTRINA ESPÍRITA!



No livro "Pelos Caminhos da Mediunidade Serena", a médium Yvonne A. Pereira fala, numa entrevista, sobre o meio de transporte usado pela Legião dos Servos de Maria, no Vale dos Suicidas.

ALTIVO PANPHIRO PERGUNTA PARA A MÉDIUM YVONNE A. PEREIRA: "Na obra "Memórias de um Suicida", a senhora fala sobre as carruagens, o meio de transporte usado pela Legião dos Servos de Maria para transportar os espíritos suicidas. 

Poderia adicionar alguns comentários sobre isso?" YVONNE A. PEREIRA RESPONDE: "Com relação aos meios de transporte, eu os vi de duas espécies. O primeiro tipo de veículo é para retirar os espíritos daquele vale, verdadeiro antro, que é quase a Terra. Quem retirava aqueles espíritos dali eram os servidores da colônia. 

Para isso, utilizavam um veículo redondo, cheio de janelinhas ao redor, no qual se subia por meio de uma pequena escada. Mas nem todos subiam. Alguns ficavam aos gritos do lado de fora, sem entrar. No interior, era todo acolchoado, muito bonito e muito cômodo. Parecia recoberto por cetim ou seda, pois o tecido reluzia. Os espíritos sentavam-se ali e ficavam muito bem acomodados. Eu acredito que esse conforto era, antes de tudo, um primeiro ato de caridade, para aqueles espíritos se consolarem. Em cada detalhe percebíamos a ação da misericórdia divina. 

Aqueles veículos subiam no ar e rodavam, como dizem que fazem os discos voadores. Quando eles chegavam na entrada da colônia, os passageiros desciam e entravam por um portão. Parecia um castelo fortificado. Havia muita desarrumação naquele pátio enorme. Eu tinha intuição de que ainda estava em construção. Todos, ao descerem, preenchiam uma espécie de ficha, onde se anotava tudo: o nome, o local em que viveram, o gênero de suicídio que tiveram, o grau da instrução, a orientação religiosa etc. 

Dali é que eles seguiam, finalmente, para a colônia propriamente dita. Ali era só a entrada. Nesse momento é que mudavam os meios de transporte, quando surgiam as tais carruagens, muito bonitas, muito artísticas."
Certa vez, Chico Xavier, contou ao amigo Divaldo P. Franco que, quando estava psicografando, André Luiz levou-o (durante o sono) para que conhecesse Nosso Lar. 

Chico tomou o AERÓBUS - que é um dos veículos que ali se utiliza - e que viaja em correntes aéreas muito especiais, semelhantes as da Terra, tendo verdadeiras estradas e pontos de parada, onde descem e sobem os Espíritos, como nos nossos pontos de ônibus. Explicou-me que o mesmo faz lembrar um grande cisne, contendo o que seria uma escada rolante, que se projeta para fora e pela qual os Espíritos se adentram. 

Tal veículo era necessário, por causa das várias camadas psíquicas e magnéticas da Terra, nas quais o Espírito, que não tem habilidade para volitar (flutuar), não conseguiria atravessá-las, semelhante a uma barreira atmosférica para nós outros, os encarnados.
No livro "Transição Planetária", o Espírito Manoel Philomeno de Miranda conta no cap. 8 "Socorros Inesperados" que interrompeu um diálogo porque "naquele instante, havia parado a regular distância um veículo do qual saltaram alguns lidadores do Bem que se aproximaram(...)Diversos desses operários da caridade adentraram-se em nosso campo de socorro e passaram a assistir os sofredores, conduzindo-os, um a um, ao transporte que pairava no ar, a um metro, mais ou menos, acima do solo(...)O responsável pela condução agradeceu ao nosso mentor e, de imediato, a nave decolou com velocidade, seguindo o roteiro estabelecido."


Estas curiosidades nos fazem pensar: "Será que, o que alguns vêem no espaço, identificando como Discos Voadores não são estes veículos utilizados pelo plano espiritual para transportar Espíritos desencarnados?"
Como vemos, não podemos responder categoricamente se os OVNIs existem ou não, por ausência de provas definitivas, porém, devemos seguir o bom senso de Allan Kardec, que dizia: "quando uma ou algumas pessoas dizem estar vendo algo, é perfeitamente possível que elas estejam enganadas. Quando muitas pessoas no mesmo local dizem estar vendo algo, é possível que estejam enganadas. 

Mas quando milhares ou milhões de pessoas estranhas entre si, em épocas diferentes e de todas as partes do mundo (no caso dos OVNIs, muitas delas seguidoras de ideologias dogmáticas e contrárias à existência de vida fora da Terra) dizem estar vendo a mesma coisa, há uma grande possibilidade de estarem vendo algo real." Mas alerta Richard Simonetti: 

"É preciso cuidado na apreciação dessas experiências, principalmente quando relatadas por curiosos que se propõem a evocar extraterrestres em locais ermos (desertos), sem nenhum conhecimento a respeito do intercâmbio com o além, sem compreender que há mistificadores desencarnados dispostos a alimentar nossas fantasias.

" Sendo o Espiritismo uma religião de livre pensamento e bom senso, pede-se deixar este estudo para a Ciência, porque sabemos que"há mistérios que 'ainda' não nos será revelado devido ao nosso grau evolutivo, mas que não é impossível sua confirmação."