16 de nov. de 2021

O domínio do pensamento e a reforma íntima


O espiritismo deixa claro que é através do pensamento que atraímos os espíritos. Bons pensamentos atraem bons espíritos, maus pensamentos atraem maus espíritos. Não me corrija, dizendo que não são bons e maus, que são mais adiantados ou menos adiantados. Na prática dá no mesmo, e a aplicação do pensamento é essencialmente prática.

Existe uma cacetada de livros sobre o poder da mente, pensamento positivo, mente subconsciente. Nenhum deles explica como funciona o poder de atração do pensamento, ou o poder criador do pensamento, apenas demonstram com exemplos e argumentos lógicos que o poder existe e funciona. Allan Kardec escreveu na Revista Espírita de dezembro de 1864 que o pensamento age sobre os fluidos ambientes como o som age sobre o ar. André Luiz na obra Nos Domínios da Mediunidade afirma que o pensamento exterioriza-se e projeta-se, formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe atingir.

O espiritismo prega antes de mais nada a reforma íntima, ótimo. Quem disse que uma coisa exclui a outra? É justamente pelo domínio do pensamento que trabalhamos a reforma íntima. Claro que pensamento e intenção sem iniciativa e ação de pouco adiantam. É preciso aliar a força do pensamento à determinação na prática. O pensamento cria, o pensamento transforma, o pensamento renova. Não podemos esquecer que todo processo criativo, bom ou mau, antes de ser posto em prática foi criado em pensamento.

O pensamento elevado é oração. O pensamento edificante e honesto vale mais que um amontoado de palavras ditas da boca pra fora. O pensamento íntegro e construtivo evita uma série de pequenas quedas cotidianas que, somadas, fazem de nós pessoas fracas, permanentemente necessitadas de ajuda exterior, bebedores de água fluida, maníacos por passes.

Não é deboche. Há grande valor na água fluidificada e nos passes. Mas depender deles a vida inteira? Não seremos capazes de ativar nossas próprias energias? Claro que sim, basta querer, querer de verdade e exercitar. Nada na vida se aprende ou se adquire sem exercício e sem esforço. E é isso que nos fortalece. O confronto com nós mesmos, a vitória sobre nós mesmos. Você é do tipo que se compara com os outros? Já experimentou se comparar a si mesmo? Compare-se com o seu melhor e com o seu pior, veja, perceba como é grande o abismo que separa um do outro. Temos possibilidades opostas dentro de nós. E extremas. Quem decide o que fazer com suas possibilidades é você. Quem faz a sua reforma íntima é você mesmo, por isso é íntima.

É lógico que precisamos manter o foco, e isso dá trabalho, por nossa incipiência no assunto. Mas é um trabalho bom, que rende frutos na exata proporção de nosso esforço pessoal, que nos enobrece e alegra. Recuse-se a ser hipnotizado pela propaganda da fraqueza, da dor, da doença, do sofrimento, da provação, da expiação, do carma, da mãe do Badanha. Todos nós já enfrentamos problemas sérios, sabemos o quanto é difícil acreditar em algo positivo nesses momentos. Parece falta de respeito falar de superação de dificuldades com quem está passando por um momento angustiante. A esses espero que enfrentem o problema, não somente passem por ele. Você pode muito mais do que vem fazendo até agora, não importa o quanto já tenha feito. Sempre pode e deve ser melhor. Reforme-se! Reformemo-nos! Vamos dominar os nossos pensamentos. Eles partem de nós e só terão vida própria se permitirmos isso. Não esqueça, o pensamento é seu. Você manda, ele obedece.

Morel Felipe Wilkon

15 de nov. de 2021

Culpa e Perdão por Divaldo Franco

 



Na Psicologia Contemporânea, duas palavras foram substituídas: culpa e pecado.

Anteriormente, a mentalidade medieval havia estabelecido que nós somos herdeiros do pecado da desobediência e consequentemente do pecado da carne, da coabitação carnal, do pecado da rebeldia, em que vimos configurados na desobediência de Eva e Adão naturalmente a sua humanização na mitologia e depois a perversidade de Caim. Temos mais essa herança arquetípica do que a do Amor de Deus, do Éden, que é o estado interior. A Mitologia localizou o Éden na Mesopotâmia, e Deus localizou no nosso mundo interior. 'O reino dos céus está dentro de vós' e a bondade de Abel, mas as criaturas que nos mandaram a mensagem ideológica, por serem mais instintos do que a razão, eram mais punitivas do que amorosas e criaram o símbolo do pecado e da culpa. Nessas duas colocações de comportamento (pecado e culpa) abriu-se um espaço para castigo e punição e os remédios para tais condutas.

A Idade Média esteve repleta de punidores, mas Jesus mandou o Consolador para enxugar nossas lágrimas de uma forma muito especial, enxugando nossas lágrimas, erradicando o foco, as consequências e as causas fomentadoras das mágoas. Diante disso, não somos nem culpados e nem pecadores. Somos responsáveis e, quando assumimos a responsabilidade pelos atos praticados, não nos pesa a culpa e o processo, assim deixa de ser punitivo e se torna reparador.

Em "O Céu e o Inferno", cap. 7 Kardec destaca no Código Penal da Vida Futura, o mais belo código penalógico da humanidade sobre a vida dos desencarnados, a partir da nossa conduta terrestre.

Todos nós erramos e temos o direito de errar. Logo após o erro que é uma experiência, passamos inevitavelmente por três fases. Como somos pessoas inteligentes e responsáveis, ao nos darmos conta do erro, arrependemo-nos, mas isto só não basta.

O arrependimento é a conscientização entre o Ego e o Self. A ponte que estabeleço entre o Ego, aquilo que apresento e o Ser real que Sou.

Dou-me conta de que não deveria ter feito, porém eu fiz. Lamento mas dentro da Psicologia Moderna lamentar sem se queixar já é saudável; suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação, só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa.

A ação responsável diante da vida exige que reparemos o desamor, transformando tal atitude em atos de amor.

Autor: Divaldo Franco

14 de nov. de 2021

Culpa e Responsabilidade


Nos evangelhos, estão relatadas diversas passagens, nas quais o arrependimento dos erros cometidos é condição primária para o perdão das faltas e a felicidade eterna. A visão de Deus como um juiz severo e vingativo é ainda temida por muitos, motivando mudança de comportamento e o ensejo de penitenciar-se. O arrependimento é o grito da consciência, nosso aguilhão íntimo, que reconhece a transgressão de condutas morais e o desvio do dever, levando-nos a experimentar a culpa e suas consequências. O Espiritismo esclarece-nos que somos apenas Espíritos arrependidos, sensibilizados pelo remorso em busca do reajustamento através da reparação.


Quando alguém se equivoca por algum motivo e se arrepende, é compreensível que a culpa se instale nos painéis da consciência. Segundo Joanna de Angelis, "a culpa surge como uma forma de catarse necessária para a libertação dos conflitos" (Momento de Consciência, cap. 6). Não sendo um sentimento negativo em si, cumpre seu papel de despertar-nos para a atitude necessária de recompormo-nos moralmente. A experiência de vivenciar a culpa sem nenhum propósito de transformação ou não reincidência no erro consubstancia o remorso, gerando as atitudes infelizes de autopunição. Qualquer tentativa de reter, na lembrança, os delitos passados ou oportunidades perdidas, lamentando-os, não fará que o erro se apague. Ao contrário, proporciona graves distúrbios psicológicos, conscientes ou não, principalmente se o indivíduo for incapaz de praticar o recurso do autoperdão.

A sustentação deste pensamento enfermiço não só traz a falsa ideia de que o sofrimento vivido é, por si só, reparador da falta, como também impede que se busquem as ações edificantes necessárias para a corrigenda, única forma de libertação da culpa.
Tomar consciência de seu erro e libertar-se da culpa não exime o indivíduo da necessidade de reparar a falta, já que o ofendido, geralmente, não está isento da dor causada pelo nosso ato infeliz. Segundo Allan Kardec "o arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação" (Céu e Inferno, parte I, cap. 7).

É relevante considerar que as noções de consciência e moral desenvolvem-se lentamente, no decurso de diferentes encarnações, para o espírito imortal. É precisamente no momento em que a responsabilidade se faz presente que se estabelece o contraponto entre a "culpa saudável" e o remorso patológico.
Quando convertemos a culpa em responsabilidade, crescemos psicologicamente e ficamos mais predispostos à prática do perdão e, consequentemente, à reparação.

A responsabilidade marca, de fato, uma diferença na conduta do ser. Ser responsável implica em ter consciência dos problemas existenciais, reconhecer humildemente as falhas, demonstrar capacidade de agir com elevação e dignidade e desejar sinceramente reparar o mal feito.

Se, ao lidar com o sentimento de culpa, o indivíduo assumir a responsabilidade pelos seus atos, pensamentos e sentimentos de forma madura, saberá enfrentar as consequências de suas escolhas sem a perturbação do remorso patológico. Apagar as lembranças infelizes de uma falta e suas consequências é trabalho de almas que já tomaram conhecimento dos valores morais verdadeiros e praticam uma postura mais realista e produtiva em relação à vida.

Segundo Emmanuel, "Cair em culpa demanda, por isso mesmo, humildade viva para o reajustamento tão imediato quanto possível de nosso equilíbrio vibratório, se não desejamos o ingresso inquietante na escola das longas reparações" (Pensamento e vida, cap. 22).
O Espiritismo, afirmando que a existência humana é oportunidade de crescimento e realizações no bem, renova-nos a esperança para cumprir com os resgates necessários a fim de que a nossa consciência tranquilize-se após a reparação.

Ana Cecília Rosa é médica pediátrica, residente no Brasil. É membro do Instituto de Divulgação Espírita - Araras/SP.

Jornal de Estudos Psicológicos
Ano II N° 8 Janeiro e Fevereiro 2010

13 de nov. de 2021

Como se libertar da Culpa?

 


Há uma culpa saudável que deve acompanhar os atos humanos quando estes não correspondem aos padrões do equilíbrio e da Ética. Esse sentimento, porém, deve ser encarado como um sentido de responsabilidade.

Sem ela, perder-se-ia o controle da situação, permitindo que os indivíduos agissem irresponsavelmente.

Todas as criaturas cometem erros, alguns de natureza grave. No entanto, não tem por que desanimar na luta ou abandonar os compromissos de elevação moral.

O antídoto para a culpa é o perdão. Esse perdão que poderá ser direcionado a si mesmo, a quem foi a vítima, à comunidade, à Natureza.

Desde que a paz e a culpa não podem conviver juntas, porque uma elimina a presença da outra, torna-se necessário o exercício da compreensão da própria fraqueza, para que possa a criatura libertar-se da dolorosa injunção.

A coragem de pedir perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêuticos liberadores da culpa.

Consciente do erro, torna-se exequível que se busque uma forma de reparação, e nenhuma é mais eficiente do que a de auxiliar aquele a quem se ofendeu ou prejudicou, ensejando-lhe a recomposição do que foi danificado.

Tratando-se de culpa que remanesce no inconsciente, procedente de existência passada, a mudança de atitude em relação à vida e aos relacionamentos, ensejando-se trabalho de edificação, torna-se o mais produtivo recurso propiciador do equilíbrio e libertador da carga conflitiva.

Ignorando-se-lhe a procedência, não se lhe impede a presença em forma de angústia, de insegurança, de insatisfação, de ausência de merecimento a respeito de tudo de bom e de útil quanto sucede… Assim mesmo, o esforço em favor da solidariedade e da compaixão elabora mecanismos de diluição do processo afligente.

É comum que o sentimento de vergonha se instale no período infantil, quando ainda não se tem ideia de responsabilidade de deveres, mas se sabe o que é correto ou não para praticar. Não resistindo ao impulso agressivo ou à ação ilegítima, logo advém a vergonha pelo que foi feito, empurrando para fugas psicológicas automáticas que irão repercutir na idade adulta, embora ignorando-se a razão, o porquê.

A culpa tem a ver com o que foi feito de errado, enquanto que o sentimento de vergonha denota a consciência da irresponsabilidade, o conhecimento da ação negativa que foi praticada.

Somente a decisão de permitir-se herança perturbadora, que remanesce do período infantil, superando-a, torna possível a conquista do equilíbrio, da autossegurança, da paz.

A saúde mental e comportamental impõe a liberação da culpa, utilizando-se do contributo valioso do discernimento, que avalia a qualidade das ações e permite as reparações, quando equivocadas; e, o prosseguimento delas, quando acertadas.

*Extraído de FRANCO, Divaldo Pereira. Conflitos Existenciais. 6. ed. / pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador: LEAL, 2015.

12 de nov. de 2021

Medo do quê?

 


“A infância tem suas próprias formas de ver, pensar e sentir, nada mais insensato querer tentar substituí-las pelas nossas.” Rousseau

Nas crianças, o medo é normal e faz parte do seu desenvolvimento, cumprindo função importante para a sobrevivência, o bem-estar e a futura autonomia.
De que a criança tem medo? Conviver com uma criança pequena nos ensina que em cada fase da vida há determinados tipos de medo, embora haja medos também ditos imprevisíveis na infância se levarmos em conta ambiente e diferenças individuais. Ou seja, o mesmo estímulo pode ser ameaçador para uma criança e fonte de encantamento para outra (pensemos nas crianças que têm medo de cachorros e nas crianças que se lançam alegres em direção aos cachorros). Mas é fato, na infância, todos nós conhecemos o medo e isso é natural: medo do trovão, do escuro, de monstros, de dormir sozinhos…

Sem esquecer que os pais são os primeiros professores de inteligência emocional, eles podem ajudar o filho com medo levando a sério o que ele diz. Estruturado um ambiente de confiança, os pais podem auxiliar a criança a identificar e compreender melhor o medo que está sentindo – se é medo do escuro, permitir, então, que a criança tenha uma luz de apoio no quarto. A atitude coerente e compreensiva por parte dos adultos sempre torna o momento do medo mais leve para a criança.

O que os pais (ou os adultos) não podem fazer? Subestimar o medo do filho ou desmoralizar a criança (“deixe de ser medroso”, “seja corajoso”, “na sua idade, eu nunca tive medo de aranha” etc) só pioram a situação e são um desserviço para a educação emocional de um ser humano em formação. Certamente, e em razão disso, muitos adultos mantêm apreensões que têm origem nos temores de infância (não contaram com um apoio inteligente do ponto de vista emocional por parte dos pais).

Contar histórias, por exemplo, pode funcionar de forma terapêutica em relação aos medos pertinentes à infância, fornecendo à criança imagens valiosas que a ajudará a processar com mais eficácia seus temores e receios.

Por fim, se o sentido mais profundo de viver na Terra é o desenvolvimento da autoconsciência, o medo faz parte do desenvolvimento humano e, em razão disso, ele não pode ser impedido, embora demande ser superado. Segundo Alexander Boss, “o medo fortifica a autoconfiança. O suportar o medo, desenvolve uma ‘consciência de eu’, de si mesmo. A autoconsciência é um presente do medo.”.

Eugênia Pickina

11 de nov. de 2021

Aceitação: O início da transformação

 

A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos. De verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando.

A aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar. É difícil aceitar uma perda material ou afetiva; uma dificuldade financeira; uma doença; uma humilhação; uma traição. Mas a aceitação é um ato de força interior, sabedoria e humildade, pois existem inúmeras situações que não estão sob o nosso controle.

As pessoas são como são, dificilmente mudam. Não podemos contar com isso. A única pessoa que podemos mudar somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano. Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, desagrega.

A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar. Aceitar não é desistir, nem tão pouco resignar-se. Aceitar é estar lúcido do momento presente e, se assim a vida se apresenta, assim deve ser.

Tudo está coordenado pela Lei da Ação e Reação. No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazem as respostas e as saídas para o problema.

Tudo é movimento. Nada é permanente. A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento. Dessa forma, prolongamos a situação. Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.

Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados, frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução. Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio. Aceitar é o que nos leva à Fé. É fundamental entender que aceitar não significa desistir e seguir adiante com otimismo. Ter muitos propósitos a serem atingidos é atitude saudável diante da vida. Aceitar se refere ao momento presente, ao agora.

No instante que você aceita, você se entrega ao que a vida quer lhe oferecer. Novas ideias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento.

Ana Cristina Pereira

10 de nov. de 2021

Seu espírito precisa dos seus familiares imperfeitos

 

“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.” - Khalil Gibran

A família é um campo de provas. É o encontro de espíritos que possuem vários graus diferentes de imaturidades. Com suas qualidades e seus defeitos, cada espírito estimula a evolução do outro.

O traço de personalidade difícil ou negativo de um familiar te obrigará a sair da zona de conforto. Estas dificuldades te obrigarão a evoluir internamente, se quiser ser mais feliz e ter paz.

Quem aproveitar este desafio irá evoluir. Terá como prêmio uma maior facilidade para superar todos os problemas e o usufruto maior de todas as qualidades e oportunidades.

A família é a base do treinamento para a vida social ser melhor.

Concluindo: na família ou na sociedade, você se relacionará com pessoas que não são perfeitas. Isto pode ser ótimo, desde que você desenvolva qualidades. Como diz o ditado: “é melhor ser calmo do que sofrer quando alguém te irrita”. Ou seja, para não sofrer você será estimulado a desenvolver a calma (ou ficará irritado sempre).

Persista na intenção de amadurecer. Você obrigatoriamente terá que desenvolver qualidades... Que estas qualidades sejam desenvolvidas nesta vida.

Viva com sabedoria! Viva melhor!

Dica para uma vida melhor:

A vida é composta de muitas partes. Às vezes, as melhores partes são deixadas em segundo plano ou não são desenvolvidas porque o foco da mente fica no conflito, na perda, na desilusão, no desejo e na simulação.

O objetivo é chegar a um nível de liberdade interior que te permita viver bem, mesmo quando existirem muitos eventos externos negativos.

Blog Nascer Várias Vezes

Dica de Leitura:

A família é o campo de provas para a evolução do espírito

Regis Mesquita

9 de nov. de 2021

Pessoas tóxicas: como vencer sem entrar no jogo


Com toda certeza, todos já tiveram ou pelo menos têm uma pessoa tóxica na sua vida. Na maioria das vezes, elas aparecem do nada, mostram-se companheiras e atenciosas, depois de um tempo de relacionamento, revelam a verdadeira face, mostrando real preocupação conosco, apenas era fachada. A proximidade que buscava era para nos conhecer melhor para que pudesse colocar em prática seus planos maldosos.

Elas podem estar dentro de nossas casas: pais, irmãos e avós... e desde cedo nos fazem passar por situações extremamente difíceis e dolorosas, que nunca deveriam vir de pessoa com a qual compartilhamos o mesmo sangue. Prejudicam nosso crescimento e nos fazem desenvolver questões emocionais sérias, que se não tratadas podem limitar nossas vidas de várias maneiras.

Pessoas tóxicas costumam ter capacidade de manipulação. Por isso, podemos passar anos de nossas vidas sendo controlados por elas, a cada passo e decisão, sem ao menos perceber. Acreditamos que está agindo em nosso próprio favor, mas cada atitude causará grande dor no futuro.

Outra arma é a culpa. Manipulam esse sentimento e nos induzem a fazer exatamente o que desejam, com pretexto de que magoaremos outras pessoas, caso escolhamos seguir outro caminho. Usam o amor que temos por elas e por outras pessoas contra nós e nos pressionam a fazer determinadas coisas, ainda que saibam que isso só nos trará dor.

Realmente, é trabalhoso conviver com uma pessoa tóxica, ainda mais quando é alguém de quem não podemos nos libertar facilmente, seja por nutrirmos sentimento de amor por essa pessoa ou porque estão presentes nos círculos importantes de nossas vidas.

Muitos de nós, quando percebemos alguém nos manipulando, temos a primeira reação de nos vingar, fazer a pessoa receber de volta tudo aquilo que nos fez sentir: dor, solidão, sensação de estar perdido e sem rumo. Porém, é plano que raramente dá certo. Porque pessoas tóxicas não são como nós, não sentem da mesma forma e provavelmente estão esperando reação, se mantêm preparadas para tudo o que possa acontecer.

Não podemos nos igualar a elas, investir esforço no mal dos outros. Isso não nos leva a lugar algum e certamente não nos ajuda a curar nossas feridas. A única maneira de realmente vencer uma pessoa tóxica é não entrar no seu jogo, não nos condicionar a acreditar em tudo o que dizem e saber o nosso valor.

Quando reconhecemos quem realmente somos, todos os seus planos perdem sentido, e sua maldade não nos atinge mais porque nos libertamos do seu controle e estamos livres para buscar melhor vida para nós mesmos, longe de todo o seu veneno.

Mais importante do que qualquer vingança é a paz, é ela que realmente merecemos. Portanto, se tiver uma pessoa tóxica em nossa vida, não entremos no seu jogo, nem tentemos vingança por tudo o que ela já nos fez. Ao invés disso, use a melhor arma: a inteligência. Busque ser o seu melhor a cada dia, essa é melhor retribuição que poderá oferecer a todos aqueles que tentam derrubá-lo.

Parece difícil neste momento, mas temos força suficiente para vencer. Acreditemos no potencial já adquirido e conquistemos todas as coisas incríveis que estão esperando por nós!

Autor Desconhecido

8 de nov. de 2021

Dicas para aliviar a ansiedade



A ansiedade é um estado de alerta que alimenta o planejamento de ações, buscando saídas, alternativas e ensaiando ações de enfrentamento ou fuga. É o preparo do corpo para fazer algo que nem sempre é feito. O corpo responde ao que pensamos e, geralmente, os pensamentos ansiosos nos deslocam do aqui e agora para situação que tememos ou que nos causa alguma preocupação ou apreensão. A medida que você pensa, por exemplo, em algo que o amedronta, o cérebro recebe a mensagem “precisamos estar alertas, precisamos nos defender”. O corpo se prepara para enfrentar a situação e o que acontece é que a situação não acontece de fato e, todo esse preparo gera energia que não é utilizada corretamente.

Dicas

  • Tomar consciência do nosso processo emocional, da nossa maneira de ser e ver as coisas para interromper e curar a ansiedade;
  • Aceitar o que se sente de fato, não negar esse sentimento;
  • Responsabilizar-se pelo que estamos causando a nós mesmos;
  • Retirar as pressões, não se cobrar de mais por coisas que não estão em nossas mãos;
  • Reconhecer e confiar na força natural dos nossos recursos interiores para pararmos de querer controlar o futuro e os outros com o pensamento;
  • Agir de forma inteligente, usando nossa inteligência emocional e não nossos instintos irracionais;
  • Refletir que não temos como adivinhar o futuro e que a probabilidade de alguma coisa vir a ter resultado positivo ou negativo é de 50% de cada lado;
  • Centrar-se e viver o aqui e agora: se precisar, faça algo como pular, chupar bala ardida, andar descalço em chão frio etc. Isso nos traz para o momento presente.

Lembre-se: se você tem uma necessidade, o correto é que consiga gerar ação para satisfazer sua necessidade com bom senso, ou seja, a necessidade tem que ser satisfeita por ações que gerem conforto e bem-estar e não o contrário. E, para perceber a ação correta, você precisa estar no aqui e agora, em contato com o que sente e com suas reais possibilidades.

Lourdes Possatto

6 de nov. de 2021

Reflexões sobre Eternidade por Chico Xavier



"O que eu tenho não me pertence embora faça parte de mim. Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo Criador, para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida. Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Há muito o que dar e o que receber; há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas. É isso…tente ver as coisas negativas que acontecem com você como algo que acontece por uma razão precisa. E não se lamente pelo ocorrido, além de não servir de nada reclamar, isso vai lhe vendar os olhos para continuar seu caminho. Quando não conseguimos tirar da cabeça que alguém nos feriu, estamos somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início. Nem sempre as pessoas nos ferem voluntariamente. Muitas vezes somos nós que nos sentimos feridos e a pessoa nem mesmo percebeu; e nos sentimos decepcionados porque aquela pessoa não correspondeu às nossas expectativas. Às nossas expectativas! E sabemos lá quais eram as suas expectativas? Nós tanto nos decepcionamos quanto decepcionamos os outros. Mas claro é bem mais fácil pensar nas coisas que nos atingem. Quando alguém lhe disser que o magoou sem intenção, acredite nela! Vai lhe fazer bem, assim talvez ela poderá entender quando você, sinceramente, disser que “foi sem querer. ”Dê de você mesmo o quanto puder! Sabe, quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui. Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo, nunca negue uma ajuda ao seu alcance, perdoe e dê de você mesmo. SEJA UMA BENÇÃO! Deus não vem em pessoa para abençoar. Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão. Todos nós podemos ser anjos. A eternidade está nas mãos de todos nós. Viva de maneira que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de encontrá-lo!"

Francisco Cândido Xavier

5 de nov. de 2021

A ciência comprova: o pensamento negativo faz mal para a saúde


Você sabia que ao reclamar com frequência está destruindo a sua saúde? A medicina nos dias de hoje comprova isso e o mais surpreendente é que você pode de fato mudar a sua realidade por meio dos seus pensamentos.

Sinapses que disparam juntas se conectam

Sinapses são estruturas que estão presentes no nosso cérebro e agem como transmissores de mensagens que geram pensamentos, fala e movimento. Quando surge um pensamento na sua mente, uma sinapse automaticamente se conecta com outra por meio de um movimento químico. Para simplificar este processo e torná-lo mais fácil de entender, é nada mais que um sinal elétrico que cria uma espécie de ponte no seu cérebro.

Toda vez que isso acontece, as sinapses crescem juntas e a distância entre elas é reduzida. Com isso, o sinal elétrico surge muito mais rápido. Dessa forma, surge o pensamento que remodela o seu cérebro. Portanto, atenção aos pensamentos.

O caminho mais curto leva à vitória

As sinapses que se formam com mais força no cérebro são aquelas relacionadas à sua personalidade - sua inteligência, atitudes e adaptabilidade em diversas situações. Além disso, determinam quais são os seus pensamentos mais acessíveis, que exercem grande influência na sua conversação.

Quanto mais o pensamento se repete na sua mente, mais perto você traz as sinapses. Portanto, o pensamento que ganha a corrida dentro da sua mente é aquele que tem a distância mais curta entre as sinapses. Com isso em mente, direcione o seu pensamento para coisas positivas!

Aceitação x arrependimento, impulso x desejo, amor x medo

Sempre que a oportunidade surge por meio de uma reação provocada por um pensamento, geralmente encaramos as seguintes escolhas: amor contra medo; aceitação contra arrependimento, impulso contra desejo; e otimismo contra pessimismo.

Ao pegar o primeiro exemplo, você pode escolher por amar a tudo e todos e deixar de lado a sua necessidade de ter controle. Se aceitar tudo na sua vida pela perspectiva do amor e deixar o excesso de controle de lado, você verá que não há nada a temer.

De acordo com a filosofia budista, o universo é um lugar onde se encontram o sofrimento e o caos, assim como nossas tentativas de exercer controle sobre tudo que se passa dentro dele, mas isso é inútil.

Praticar a aceitação, naturalmente de forma a deixar fluir a vida, vai te dar uma sensação de agradecimento pela experiência e lição vivida. Dessa forma, as sinapses no seu cérebro que representam o amor estarão mais fortalecidas e assim evita-se as sinapses relacionadas a tristeza, arrependimento, pessimismo, medo e depressão. Se você repetidamente abraçar as situações de forma otimista e positiva, sejam quais forem, a sua mente estará tomada por essa positividade.

Você deve saber que não se trata de uma prática infalível, pois em alguns casos o peso das emoções cai sobre nós e fica mais difícil evitar a negatividade. Encare isso como um músculo do seu corpo: você só verá os resultados, se praticar exercícios repetidos com regularidade e, dessa forma, vai ganhar força mental. Assim, o mundo será visto com mais beleza e amor.

Neurônios-espelho

Seus pensamentos podem realmente dar forma à sua própria realidade, mas o que talvez não saiba é que os pensamentos das pessoas ao seu redor também podem contribuir para isso. Quando observamos alguém vivenciando emoção específica, nosso cérebro testa essa mesma emoção para tentar entender o que o outro está sentindo. Esta é a base da empatia, que por um lado pode ser muito bom, mas por outro também pode causar efeitos negativos.
Imagine um pensamento coletivo: quando a raiva coletiva influencia outros a irem contra um inimigo em comum, ou de forma mais simplificada, ouvir pessoas que repreendem a tudo e a todos para ter algum tipo de autovalidação. Mesmo que a princípio relute contra isso, você vai acabar aceitando esses pensamentos e agindo da mesma forma.

O fato é: infelizmente, a vida em alguns casos pode ser caótica. Porém, se você deixar esse caos te envolver por completo, permitirá que seu cérebro siga esse caminho, tornando-se uma pessoa amarga e exausta, ao invés de ser pessoa otimista e com amor no coração.

Esteja sempre com pessoas otimistas e com amor, ao invés daquelas negativas e amargas que sempre verão o lado ruim da vida. Isso não significa que você deve ignorar pessoas queridas que estão passando por momentos difíceis, ou muito menos criticar injustiças do mundo. O pensamento positivo também deve ser crítico, mas sem excessos e envolvimento.

O estresse pode matar

Negatividade, arrependimento, apego a desejos e reclamações sem sentido pode matar. É isso mesmo. Essas emoções negativas desencadeiam estresse, o seu cérebro fica sobrecarregado, e com isso, ele alimenta sinapses relacionadas a esses sentimentos ruins. O resultado: doenças, inclusive cardíacas.
O cortisol, hormônio que produzimos quando estamos estressados, em doses elevadas pode causar problemas de memória e aprendizado, acabar com a sua imunidade, diminuir a massa óssea, aumentar o seu peso e pressão sanguínea, além dos níveis de colesterol, fora os riscos de infarto. Foque o pensamento na positividade e alimente sinapses para isso!

O ponto de partida

O mundo pode ser um lugar caótico, mas estamos nele. Cada momento da sua vida tem o potencial para gerar outros que podem ser de dor e mágoa, fortalecimento e vitória, por mais difíceis que sejam. A escolha de como será a maioria dos momentos futuros depende de você.
Escolha se prefere viver no amor ou no medo. É claro que a vida vai te dar momentos desafiadores, como a perda de pessoas queridas, pois um dia todos vão morrer, o fim de um romance, momentos difíceis no trabalho, mas você não pode se apegar ao medo, arrependimentos e outras emoções negativas que vão disparar cada vez mais sinapses também negativas.

Por mais difícil que seja, não alimente esses momentos com emoções ruins, isso o tornará cínico, amargo, arrependido. Guie seus pensamentos de forma positiva e a vida o favorecerá. Ao enfrentar uma fase difícil, aceite-a. Diga: sim, isso é ruim, e o que posso aprender com isso? Como posso ser uma pessoa melhor? E como tirar forças de tudo isso para alcançar a felicidade?

Fique atento às lições aprendidas com seus fracassos. Cada dia pode ser melhor. Tente algo novo todos os dias, deixe o amor superar o medo e viva melhor. Quanto mais pensar dessa forma, mais feliz você será. Lembre-se: desencadeie sinapses no seu cérebro que o conduzam a uma vida plena.

Fonte: Psychpedia

4 de nov. de 2021

Reflexões sobre Compreensão e Tolerância


"O verdadeiro caráter da caridade é a modéstia e a humildade, e consiste em não se ver superficialmente os defeitos alheios, mas em se procurar salientar o que há de bom e virtuoso no próximo. Porque, se o coração humano é um abismo de corrupção, existem sempre, nos seus mais ocultos refolhos, os germes de alguns bons sentimentos, centelha vivaz da essência espiritual " Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo X. Bem-aventurados os Misericordiosos. Item 18. Dufétre.

A maneira de procurar entender justificativas ou atitudes daqueles com quem estamos dialogando, leva-nos, certamente, a disposição de não-interferência nos próprios pontos de vista, portanto, de isenção, imparcialidade e neutralidade. Para sermos compreensivos precisamos estar preparados para aceitar reações, e a conduta, o modo de ser das pessoas, sem prejulgamentos ou condenações.

Precisamos estar preparados para aceitar as criaturas como elas são, do jeito que elas se expressam, até mesmo quando corrompidas, criminosas, assaltantes, prostituídas ou viciadas. Encarando-as com o pressuposto de que possuem essência espiritual e como tal são passíveis de bons sentimentos, com potencialidades latentes, sujeitas ao desenvolvimento, a nossa firme convicção nesses valores espirituais poderá transmitir aos seres mais difíceis a confiança que um dia esperavam para sair do estado conturbado e se conduzir a rumo seguro em sua vida.

A rigor não temos meios de avaliar as profundezas do caráter de ninguém, pois quaisquer conclusões apressadas são falsas. A atitude mais prudente, honesta e cristã é a de compreensão e tolerância para com quaisquer indivíduos. Esse é o nosso comportamento mais produtivo.

O sentimento de tolerância é consequência da compreensão. Como não nos cabe salientar os erros e defeitos alheios, nem mesmo criticá-los, devemos admitir, desculpar, aceitar, perdoar, atenuar e mesmo comutar esses erros. Em nosso relacionamento comum, como podemos ser compreensivos e tolerantes?

  • Evitando fazer comentários desairosos e deprimentes em relação a quaisquer criaturas;
  • Aceitando as reações alheias sem nos aborrecer e sem condená-las;
  • Ouvindo serenamente, por mais chocantes e pavorosas que sejam suas narrações, aqueles que nos confiem seus problemas, sem esboçarmos escândalo, mas ajudando-os a encontrar, por eles mesmos, os caminhos de saída;
  • Afastando, de todas as maneiras, ressentimentos, mágoas ou remorsos que os dissabores provocados por alguém estejam nos perturbando a tranquilidade;
  • Eliminando a intransigência nas nossas análises em relação ao comportamento do próximo;
  • Ponderando com isenção e equilíbrio infrações cometidas por funcionários, na oficina de trabalho ou no meio doméstico, aproveitando experiências deles para renovar-lhes oportunidades de acertos;
  • Não nos referindo a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos a outrem;
  • Transformando austeridade punidora dos maus comportamentos entre familiares em colóquios abertos, ouvindo e comentando coletivamente em torno dos problemas para que se chegue calmamente às correções cabíveis.

"Sede indulgentes, meus amigos, porque a indulgência atrai, acalma, corrige, enquanto o rigor desalenta, afasta e irrita." A Indulgência - José, Espírito Protetor.

Ney P. Peres

2 de nov. de 2021

É na escuta que o amor começa e é na não-escuta que ele termina


Rubem Alves foi psicanalista, educador, teólogo, escritor e pastor. Com sua sabedoria e dom com as palavras, trouxe momentos de reflexão para todos nós e nos inspirou a buscar uma realidade de vida autêntica. Em um de seus livros, “O amor que acende a Lua”, fala sobre importância da escuta nos relacionamentos:

“O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: ‘Se eu fosse você…’. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina”.

Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud, as pessoas procuravam terapeutas para se curarem da dor das repressões. Aprendi que hoje pessoas procuram terapeutas por causa da dor de não haver quem escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para dor da solidão.

As palavras de Rubem nos fazem refletir sobre relacionamentos atuais, onde parece que a escuta está cada vez mais ausente, quando nos importamos apenas em falar e ser ouvidos, mas nunca em entender o lado do outro. Quantas vezes você já tentou falar com alguém e sentiu como se estivesse falando sozinho? E quantas vezes você já deixou de prestar atenção quando algum amigo ou familiar estava conversando com você?

Estamos alheios ao que acontece ao nosso redor porque a tela dos celulares parece ser mais importante. As redes sociais e as mensagens competem com pessoas por nossa atenção. Deixamos de valorizar o diálogo, presença, raramente nos envolvemos com história que nos é contada, só esperamos a nossa vez de falar. Não queremos compreender, só responder e nos afirmar.

A escuta ativa como maneira de preservar o amor

A escuta ativa nada mais é que realmente estar presente no momento, dedicar-se a escutar o que a outra pessoa está falando com atenção e não se apressar para ir embora ou para falar. Quando praticamos a escuta ativa, melhoramos qualidade de nossos relacionamentos e nos conectamos ao outro em nível profundo. Esse contato apenas nos faz bem.

Como praticar a escuta ativa:

1. Aprendendo a escutar a outra pessoa - Esse exercício dura poucos minutos e faz grande diferença em seus relacionamentos. Peça a um amigo ou familiar para auxiliá-lo. Por dois minutos, um fala sobre algum tema específico e o outro escuta. O ouvinte não falará durante esse tempo, apenas mostrará atenção através de expressões corporais. O principal objetivo é focar no que o outro está dizendo. Depois de ambos realizarem as duas partes, reflitam sobre como se sentem. Se sentiram que foram realmente escutados.

2. Tenha a mente aberta e entenda o que o outro está dizendo - Muitas vezes julgamos o que outras pessoas têm a dizer sem considerar que suas palavras podem fazer bem para nós, podem ajudar a evoluir para nossas melhores versões.

As perguntas abaixo ajudarão a focar no que o outro lhe diz e menos nas conclusões que podem ser precipitadas:

Posso escutar tudo o que a pessoa tem a dizer sem interromper?
Posso me controlar para não julgar o que ela está dizendo, apenas escutar?
Posso me controlar para apenas escutar sem dar conselhos?
Posso ficar séria, sem interromper sua fala com palavras ou gestos não apropriados?

3. Fique atento, mas de uma maneira natural - Você não precisa exagerar para estar atento ao que pessoa diz. Fique natural, não force seus olhos em direção à pessoa, apenas concentre-se em suas palavras. A conexão verdadeira é um valor que precisa ser resgatado. Todos nós temos coisas para compartilhar e para aprender com pessoas ao nosso redor. A vida se torna interessante e significativa quando aprendemos a escutar de forma saudável.

Portanto, comece a praticar a escuta ativa. Você ficará impressionado com a melhora em seus relacionamentos e em sua vida!

1 de nov. de 2021

Escolha profissional na visão espírita


1 - A vocação profissional é fruto da escolha do Espírito antes de reencarnar?

Pode ser. Há Espíritos que planejam cuidadosamente as atividades que pretendem desenvolver. Desde a infância revelam preferência por determinada profissão, envolvendo a opção feita. O menino que estima brincar de médico, bem como a menina que aprecia imitar a professora, oferecem pistas reveladoras dos compromissos que assumiram.

2 - Há escolas no plano espiritual?

Há escolas em todos os planos da Criação. A educação é o maior de todos os recursos evolutivos. Em cidades como Nosso Lar, segundo André Luiz, no livro homônimo, psicografia de Francisco Cândido Xavier, enfatiza-se o preparo dos Espíritos para a reencarnação, envolvendo, dentre outros aspectos, a atividade profissional.

3 - Existe adequação física para a profissão escolhida?

Isso é fundamental. O professor deve ter fluência, facilidade de expressão; o neurocirurgião, habilidade manual, sistema nervoso bem ajustado; ouvido afinado o músico; mãos fortes o trabalhador braçal; pernas ágeis o jogador de futebol. Tudo isso pode ser preparado na estrutura perispiritual e na combinação dos elementos hereditários, a partir da interferência de técnicos da espiritualidade, quando ocorre a fecundação do óvulo, dando início ao processo reencarnatório.

4 - A facilidade para determinada atividade sempre indica profissão escolhida na espiritualidade?

É indicativo de que a pessoa tem experiência no ramo. Encontramos excelentes profissionais em determinada área, que revelam vocação para atividades alheias à sua profissão: um médico muito hábil em lidar com marcenaria ou engenheiro que é excelente músico. Significa que já estiveram vinculados a essas atividades. Hoje, a própria dinâmica da evolução impõe que diversifiquem suas experiências, adquirindo novas aptidões.

5 - Por que a maior parte dos jovens encontra grande dificuldade para escolher uma profissão? É que não chegaram a defini-la previamente, na Espiritualidade.

Deverão vincular-se a determinada atividade que guarde compatibilidade com suas tendências, desejos e experiências anteriores.

6 - Quem reencarna com planejamento prévio não é um protegido?

Semelhante tendência é característica das sociedades humanas. Na espiritualidade prevalece sempre o merecimento. Se alguém tem a oportunidade de um melhor preparo para a reencarnação, deva-se aos seus méritos e à natureza da tarefa que pretende desempenhar. Considere-se, também, que sua responsabilidade será maior, já que, como ensina Jesus, mais será pedido àquele que mais recebeu.

7 - Os Espíritos que reencarnam com uma profissão definida não levam vantagem, não obterão maiores facilidades?

Digamos que é o corredor que sai na frente, mas a jornada é longa. O que pesa mesmo é a dedicação, o esforço, a vontade de vencer. Como diz Amado Nervo, nem sempre o que mais corre a meta alcança, nem mais longe o mais forte o disco lança, mas o que, certo em si, vai firme e em frente, com a decisão firmada em sua mente.

8 - Como enfrentar essa fase de incertezas, em que o jovem deve optar por uma profissão que ainda não definiu?

Infelizmente essa opção tem que ser feita na faixa dos dezesseis aos dezoito anos, período de muitas incertezas para o Espírito reencarnado. Podem ajudá-lo os testes vocacionais, o contato com as atividades profissionais, sei de um jovem que descobriu sua vocação trabalhando como voluntário em grupo de assistência a hospitais; outro optou pelo magistério, a partir de uma experiência com evangelização infantil, o debate com professores e, sobretudo, a confiança em Deus e a oração. Quem ora contrito, consciente da presença divina, sempre colherá a orientação precisa do que deve fazer, que caminhos deve trilhar em relação a todas as atividades humanas. Isso inclui a profissão.

RICHARD SIMONETTI

31 de out. de 2021

Quando “morremos” demora para nosso espírito se desligar do corpo?

 

O desligamento entre o corpo e o espírito, depois que nosso corpo falece, é rápido ou demora muito? Segundo o relato contido em várias obras mediúnicas de autores de grande relevância no meio Espírita, a morte física e o desenlace espiritual não ocorrem necessariamente no mesmo tempo. O indivíduo morre quando o coração deixa de funcionar e o corpo fica sem oxigênio e o espírito desencarna quando se completa o desligamento fluídico, o que em muitos casos demanda algumas horas ou até dias.

Basicamente, o espírito permanece ligado ao corpo enquanto são muito fortes nele as impressões da existência física. Indivíduos materialistas, que fazem da jornada humana um fim em si, que não cogitam de objetivos superiores, que cultivam vícios e paixões, ficam retidos por mais tempo no corpo até que a impregnação fluídica animalizada de que se revestem seja reduzida a níveis compatíveis com o desligamento.

Certamente, os benfeitores espirituais podem fazê-lo de imediato, tão logo se dê o colapso do corpo. No entanto, isso não é aconselhável, porquanto o desencarnante teria dificuldades maiores para ajustar-se às realidades espirituais.

O que aparentemente sugere um castigo para o indivíduo que não viveu sua existência condizente com os princípios da moral e da virtude é apenas manifestação de misericórdia.

Não obstante o constrangimento e as sensações desagradáveis que venha a enfrentar, na contemplação de seus despojes carnais em decomposição, tal circunstância é menos traumatizante do que o desligamento extemporâneo.

Há, a respeito da morte, concepções totalmente distanciadas da realidade. Quando alguém morre fulminado por um enfarte violento, costuma-se dizer:

“Que morte maravilhosa! Não sofreu nada!”. No entanto, é uma morte indesejável. Falecendo em plena vitalidade, salvo se altamente espiritualizado, ele terá problemas de desligamento e adaptação, pois serão muito fortes nele as impressões terrenas que o ligam ao corpo.

Se a causa da morte é o câncer, após prolongados sofrimentos, em dores atrozes, com o paciente definhando lentamente, decompondo-se em vida, fala-se: “Que morte horrível! Quanto sofrimento!”. Paradoxalmente, é uma boa morte. Doença prolongada é como se fosse um tratamento de beleza para o Espírito.
As dores físicas atuam como inestimável recurso terapêutico, ajudando-o a superar as ilusões do Mundo, além de depurá-lo como válvulas de escoamento das impurezas morais.

Destaque-se que o progressivo agravamento de sua condição torna o doente mais receptivo aos apelos da religião, aos benefícios da prece, às meditações sobre o destino humano. Por isso, quando a morte chega, ele está preparado e até a espera, sem apegos, sem temores.

Algo semelhante ocorre com as pessoas que desencarnam em idade avançada, cumpridos os prazos concedidos pela Providência Divina, e que mantiveram um comportamento disciplinado e virtuoso. Nelas, a vida física extingue-se mansamente como uma vela que bruxuleia e apaga, inteiramente gasta, proporcionando-lhes um retomo tranquilo, sem maiores percalços.

Fonte: livro Quem tem medo da morte – Richard Simonetti

A Consciência da sua Missão por Roberto Shinyashiki

 

Frequentemente, eu me pergunto: "O que cada um de nós está fazendo neste planeta?"

Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e os minutos, esse filme é bobo. Tenho certeza de que existe sentido melhor em tudo o que vivemos. Para mim, nossa vinda ao planeta Terra tem, basicamente, dois motivos: evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.

Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos. Somos apenas as nossas almas. E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre-se sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e que é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar razão maior para continuar em frente. As nossas ações, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.

A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, é que nos torna pessoas especiais. Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor. Ganhar dinheiro e alimentar-se bem fazem parte da vida, mas, não podem ser a razão de viver.

Tenho certeza de que pessoas como: Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho e tantas outras anônimas, que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela ideia de ganhar dinheiro.

O que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, sem jamais desistir? A resposta é uma só: a consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que, através do seu trabalho, está realizando sua missão, você desenvolve força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta.

Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência, pensando que acumular bens materiais é o objetivo da vida. E quando chega no final do caminho percebe que o caixão não tem gavetas e que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.

Se você tem estado angustiado sem motivo aparente, está aí aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida. Escute a sua alma: ela tem a orientação sobre qual caminho seguir. Tudo na vida é convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.

Roberto Shinyashiki

30 de out. de 2021

Acelerando sua Evolução Espiritual


As pessoas se perguntam como tornar mais rápida a evolução do espírito? Existem várias estratégias. A que considero mais importante é: seja humilde. A humildade é, principalmente, a capacidade de vivenciar várias funções e papéis. Em um momento, você é quem ensina; em outro, você é o aluno. Você é quem manda e quem obedece. É quem assume funções de direção e quem segue as pessoas que dirigem.

A vida de São Francisco de Assis é repleta de ensinamentos de humildade. Ele e seus discípulos foram para Roma. Uma viagem de vários dias andando. Antes de sair de Assis, São Francisco fez um sorteio. O sorteado teria a função de dirigir a caravana. Seria quem decidiria onde dormir, quando rezar etc. Todos os outros, inclusive Francisco, obedeceriam ao líder. Francisco de Assis foi o fundador da ordem dos franciscanos, mas sempre que possível saía da posição de líder e vivia na posição de liderado. Desta forma, todos os frades eram valorizados e incentivados a se desenvolverem.

Ao aceitar ser liderado, Francisco era obrigado a realizar as atividades que eram necessárias e nem sempre as que ele desejava. Isto criou nele qualidade importantíssima: aceitação. A aceitação é a atitude mental de não colocar dificuldades e barreiras para aquilo que vem de fora. É a base da boa vontade, da gratidão e da paciência.

Pense quantas vezes você ficou irritado porque o sinal de trânsito ficou vermelho. Dentro de você se formou impaciência, raiva e sensação de ser vítima. Os seus sentimentos e pensamentos seriam diferentes se houvesse o treino para a aceitação.

A Filosofia do Caminho Nobre orienta as pessoas a se treinarem na técnica do “Seja bem-vindo”. A técnica ensina que cabe à pessoa transformar em positivo e em sabedoria tudo que chega até ela. Exemplo: você vai para a praia e só chove. Para viver a humildade, você tem que aceitar a chuva. O seu desejo de ficar deitado na areia não aconteceu, mas outras possibilidades e oportunidades existem. Diga: “seja bem-vinda chuva, não criarei negatividade em meu interior. Ao contrário, vou agir para criar bons momentos, boas soluções”.

A humildade é importante para que essa adaptação à realidade da vida seja rápida e sem produzir sentimentos e pensamentos negativos. Tenha certeza que o aprendizado será maior. Observe como o desejo quase sempre é prejudicial ao ser humano. O desejo é uma “máquina de negatividades”. Exemplo: você dirige o carro e deseja que o sinal não fique vermelho. Boa parte das vezes o sinal vai mudar e você terá que esperar parado. O desejo é frustrado e algo de negativo se forma no seu interior.

A humildade é a capacidade de ficar bem e feliz quando o sinal está vermelho, amarelo ou verde. O humilde é quem aceita a realidade. Algumas vezes esperamos, outras vezes os outros esperam. Observe a oscilação de posição e função.

A mente da pessoa deve estar preparada para a humildade. Nem a mente negativa e nem positiva são aptas a manter a humildade. Somente a mente neutra é capaz de aceitar plenamente a realidade e se adaptar a ela.
Deus organizou a vida para nos obrigar a vivenciar várias posições e funções. A pessoa mais sábia busca esta oscilação. São Francisco e Jesus foram os exemplos máximos dessa busca cotidiana de variações de funções. São Francisco queria que todos os frades desenvolvessem capacidades e responsabilidades. Todos são capazes e quem for imaturo deve ser orientado e ajudado. Desta forma, até os erros serviam para engrandecer as experiências do grupo.

São Francisco, assim como Jesus, se fazia pequeno. Serviu e foi servido. Tinha as funções mais nobres e também as mais simples. Por isto, aprendia sempre. Eles levaram muito a sério aquela recomendação de se colocar no lugar do outro. Eles viveram o lugar do outro. Eles experimentaram e aprenderam no lugar do outro. Eles não fizeram isto apenas uma vez. Eles fizeram desta oscilação parte importante da vida. Novas perspectivas e novas experiências são muito mais inspiradoras quando são vivenciadas.

O orgulho, comodismo, medo e vergonha são alguns dos traços de personalidade que dificultam a pessoa a se adaptar à realidade e realizar por vontade própria esta oscilação de funções e papéis.

Vou contar uma história: uma mulher sempre ajudava nas atividades do Centro Espírita, mas nunca assumia qualquer liderança. Ela preferia fazer a parte que era preciso. Ela descobriu que precisava oscilar um pouco, sair da zona de conforto. Ela se propôs a coordenar a organização da festa da pizza. Imediatamente veio a insegurança e o medo. Ela não havia desenvolvido várias qualidades; somente quando ousou este desafio é que descobriu várias limitações. O objetivo de oscilar é vivenciar novas realidades e ter a oportunidade de desenvolver e praticar qualidades e habilidades que são úteis para a vida humana encarnada e no plano espiritual.

Cada desafio é nova oportunidade. Quem se esconde acaba por não desenvolver sabedoria. Uma vez um líder espiritual me disse: “quando comecei minha jornada eu servia aos outros sem vaidade. Depois de muitos anos liderando as pessoas, descobri que sirvo a elas, mas a vaidade entrou no meu coração sem eu perceber”. Ainda bem que ele percebeu. Era a hora dele ousar para romper com a vaidade. Uma batalha espiritual das melhores.

Somos limitados. Precisamos amadurecer e desenvolver sabedorias. O humilde olha para si sem se engrandecer e sem inventar desculpas e ilusões. Ele sabe que todos temos nossas dificuldades, nossas “sombras”. Quando estas sombras aparecem, como a vaidade do líder espiritual é como chamado interior que diz: “olha para este lado seu. Presta atenção nisto. Este lado precisa ser acolhido, precisa sem entendido, precisa receber amor e ser curado”.

O humilde é aquele que sabe que existem várias sombras em seu interior. Ele não foge dessa verdade e nem deseja que seja diferente. Ao contrário, ele diz: “esta é a hora de encarar este problema. É a hora de cuidar deste meu lado. Em outros tempos ele foi negligenciado e agora estou “sendo chamado” para olhar para ele e cuidar. Vou me dar este presente: vou colocar todo amor, respeito e força interior para cuidar de mim.”

Uma pergunta final: em que momento você para escutar seu espírito? A pessoa humilde deve aceitar a realidade, oscilar de posição, valorizar as outras pessoas e também aquietar a mente para escutar o que vem do seu interior. O espírito e a espiritualidade são ativos e dinâmicos. É necessário desenvolver a sensibilidade para perceber os sinais que vem de dentro de si para fora.

Lição: tenha empatia e tente ver as coisas das perspectivas dos outros. A imaturidade fortalece o orgulho. O orgulho te faz desprezar o que vem do outro.
O melhor para você é filtrar e aproveitar. Somente os tolos desprezam a perspectiva alheia. Para aprender, você tem que aproveitar as oportunidades da vida. Pessoas que falam a verdade valem ouro. Mesmo que sejam seus desafetos. Elas nos fazem refletir; assim é mais fácil aprender.

Quatro posturas que você deve ter:

1. Aprenda a observar quem sabe fazer bem feito.
2. Dê liberdade para as pessoas expressarem seus próprios pontos de vistas.
3. Aprofunde um pensamento antes de rejeitá-lo.
4. O importante é aprender e não estar certo.

Observe a atitude de um homem que abandonou o orgulho e “aprendeu a aprender”. Um dia, na empresa em que trabalhava, um desafeto tentou humilhá-lo. Disse que ele era burro. O orgulho o faria ter raiva deste homem e gritar com ele. A humildade o levou a aprofundar o pensamento do desafeto. Ele disse: “se eu sou burro, fala para todo mundo uma burrice minha”. O desafeto contou que ele não conhecia uma solução no sistema da empresa que tornava o trabalho mais simples. Resultado: o homem humilde descobriu algo novo, ele aprendeu, ficou melhor. O orgulhoso quer se mostrar o melhor. O verdadeiro humilde sabe que o importante é ficar sempre um pouco melhor. A natureza foi planejada para trazer benefícios reais para quem segue o caminho traçado pela espiritualidade.
Regis Mesquita

29 de out. de 2021

Reflexão: É fácil recriminar, mas...

 

Será que somos diferentes? Será que somos tão maravilhosamente perfeitos a ponto de só enxergarmos problemas nos outros? Será que somos realmente honestos ou é pura hipocrisia, simples aparência?

Eu estava conversando com uma amiga francesa sobre o fato de muitas pessoas viverem reprovando outras, como se elas próprias não tivessem defeitos, como se elas não cometessem atos igualmente reprováveis. Então, essa amiga citou frase de La Rochefoucauld: “Si nous n’avions pas tant de défauts, nous ne prendrions pas tant de plaisir à en remarquer chez les autres.”- tradução: “Se não tivéssemos tantos defeitos, não teríamos tanto prazer em observar os dos outros”.

A conversa fluiu. Despedimo-nos. Deitei para dormir. E aquela frase não me saía da mente. Lembrei que lera num livro outra frase dele: “Deploramos com facilidade os defeitos alheios, mas raramente nos servimos deles para corrigir os nossos.” Continuei pensando com meus botões e lembrei em uma outra frase, essa agora de Frei Damião: “Antes de clamar contra a maldade dos tempos e dos homens, examinas se estás sendo a luz que deves ser.”

À mente veio, de repente, lembrança da época de colégio, quando um dos padres citou Mateus, da Bíblia Sagrada, dizendo que geralmente vemos o argueiro no olho do irmão, mas não a trave no nosso.

Corpo e mente já cansados, clamando por merecido descanso. Viro para o lado no intuito de apagar a “meia-luz” da luminária, que me faz relaxar e permite à deusa do sono me entregar. Vejo então meu livro constante de cabeceira, o Evangelho Segundo o Espiritismo. Nele encontro: “Um dos defeitos da humanidade é ver o mal de outrem antes de ver o que está em nós. Para se julgar a si mesmo, seria preciso poder se olhar num espelho, transportar-se, de alguma sorte, para fora de si e se considerar como outra pessoa, em se perguntando: Que pensaria eu se visse alguém fazendo o que faço?”

Tantas reflexões. Mas a cama me chama, a deusa do sono me abraça e eu já não penso em mais nada. Adormeço apenas com a certeza: se quisermos corrigir os defeitos do mundo, devemos começar corrigindo os nossos, como diria aquele Frei, examinando se estamos sendo a luz que devemos ser.

Cirilo Veloso Moraes

28 de out. de 2021

Eu escolho a paz


É lamentável constatarmos que a história das civilizações é quase que integralmente permeada por guerras e desentendimentos. De tempos em tempos, a tênue linha que representa o equilíbrio e a cooperação entre os povos é severamente ameaçada – ou mesmo rompida – tolhendo de muitos as liberdades públicas conquistadas a duras penas e trazendo consigo nada mais do que angústia, dor e sofrimento.

Em nome de uma busca incontida pela manutenção das estruturas de poder e da defesa de um ideário no mais das vezes tolo e egoísta, nossos representantes põem em risco a vida e a incolumidade de centenas de milhares de pessoas inocentes chegando a ameaçar toda a vida na Terra.

Paralelamente, constatamos que a história particular de muitos de nós também costuma ser escrita a partir de conflitos, discussões e uma agressividade descomedida e desproporcional. Não é difícil percebermos que são essas cotidianas atitudes de dissensão que, somadas, fomentam essa mentalidade beligerante que por vezes parece imperar.

É preciso nos habituarmos a enxergar em cada instante de nosso dia-a-dia aquilo que nos faz semelhantes uns aos outros, não havendo sentido em seguirmos sempre enfatizando as diferenças. Também é sempre conveniente lembrarmos que, independentemente de nossa cultura ou posição geográfica, estamos todos de passagem pela Terra, visando fazer o máximo aprendizado possível para nos burilarmos.

Se ainda há em alguns de nós o predomínio das más tendências, isso apenas se deve ao seu grau de aperfeiçoamento ainda primário, e deve ser visto como uma oportunidade para a prática da comiseração pelos demais, nunca de revides ou mais provocações.

Não há sentido em continuarmos a nos digladiar pelos motivos mais simples. Não há mais espaço para pensarmos constantemente em guerras e conflitos. Urge a necessidade de que as pessoas de bem de um modo geral se comprometam e fazer um repensar constante na paz e nos meios de sua manutenção, extirpando de suas vidas qualquer espécie de pensamento agressivo.

Precisamos aprender a nos autoconhecer de uma forma tal que nos permita alcançarmos a serenidade típica daqueles que conseguem de fato enxergar a vida aos olhos do espírito. Ademais, também é conveniente nos convencermos de que só alcançaremos paz nas questões externas – seja nas de convívio com o próximo ou nas de Estado – se antes disso formos capazes de alcançar essa paz interior que, como dissemos, é peculiar aos que conseguiram compreender a vida em sua integralidade.

Aqueles que fizerem essa escolha consciente de serem firmes agentes disseminadores da paz servirão como faróis em meio à escuridão, pouco a pouco trazendo à lume os demais. As grandes transformações se operam a partir das pequenas atitudes individuais corajosamente tomadas por alguns que ousaram divergir do pensamento outrora dominante. Só assim conseguiremos suplantar essa visão belicista ora dominante.

Eu escolho a paz! E você?

Rodrigo Fontana França

27 de out. de 2021

Reflexão: Problemas e Desafios


Se você, assim como eu, anda observando que problemas são ingredientes que nunca faltam nos banquetes da vida, temos algo em comum que em muito poderá elucidar alguns equívocos na dinâmica do cotidiano. Muitas pessoas se desesperam diante de cada problemática que as visita pelo amanhecer e no decorrer das jornadas diárias.

Muitos poderão dizer que problemas são desafios e perguntarem: o que seria da vida sem os problemas? Faria sentido viver diariamente sem um "probleminha" sequer? Aprendemos desde criança a resolver os "probleminhas" de matemática, que requeriam de cada um de nós bastante tempo de raciocínio, tarefas essas que formavam a nossa base para as resoluções de questões de maiores complexidades.

Bom. Matemática à parte, sigamos pelo cotidiano com os problemas e desafios a serem transpostos na lida diária. Esses parceiros inseparáveis nos auxiliando na caminhada evolutiva da vida. O certo é que os problemas de cada um, em particular, são questões a serem resolvidas através de muito trabalho, raciocínio e esforço próprio.

Podemos receber ajuda dos céus e das pessoas que nos circundam, inclusive das virtuais, mas cabe somente a cada um de nós resolver os próprios problemas. Essa dinâmica é que nos faz crescer e evoluir a ponto de enfrentá-los sem medo da derrota e com a certeza da vitória do aprendizado em favor da felicidade que buscamos.

Os problemas, como já sabemos, podem se manifestar por meio de uma crise financeira, ou de uma enfermidade, ou de uma relação de amizade ou conjugal complicada, ou apenas de um simples melindre, ou de uma atitude arrogante ou impensada etc.

Se ficarmos parados diante deles, reclamando ou simplesmente "deixando pra lá" ou no "seja o que Deus quiser", os problemas continuarão sendo problemas, haja vista que o que Deus quer de nós, para o nosso bem na jornada evolutiva, é que nos esforcemos e resolvamos os respectivos problemas, colocando em ação a fé, a esperança e a caridade que devemos ter uns com os outros.

Diante disso, conclui-se que cada problema requer um desafio a transpor, através da força de vontade de vencer, da aplicação do pensamento positivo e da paciência, dentre tantas outras virtudes. Não é fácil, mas podemos treinar passo a passo. Todo desafio é um aprendizado que nos habilita à transposição de novos desafios e assim por diante; pois, com certeza, tudo podemos n'Aquele que nos fortalece quando fazemos a nossa parte.

Yé Gonçalves