29 de out de 2012

A Ação do Magnetismo.

Funcionando como a luz que passa pelo obturador de uma câmara fotográfica, a qual, a depender do tempo de exposição e da qualidade do filme a ser impressionado, gerará uma imagem correspondente ao que esteja diante da lente, os fluidos, dirigidos e direcionados pela força da vontade (do magnetizador), passando pelos obturadores (centros vitais) do pacientes e potencializados pelo filme (perispírito) desse último, a depender do tempo e das técnicas de doação (Magnetismo) possibilitará às estruturas vitais do paciente o registro de novas “imagens” de harmonia e saúde, as quais impressionarão as estruturas físicas e psíquicas dele rumo às mudanças em seus circuitos de funcionalidade e saúde.

Os centros vitais, recebendo novos tônicos energéticos e sendo estes promanados de uma fonte harmoniosa e consistente – em tese, os magnetizadores doam fluidos harmônicos e consistentes – deverão reagir nesse mesmo sentido, portanto, buscando manter ou recuperar a harmonia.


Sobre essa lógica fundamental observemos que outras variáveis têm valor bastante ponderável no conjunto da recuperação. As principais são: a postura do paciente (deve estar fundamentada no trinômio fé, esperança e merecimento), a vontade do magnetizador (e não apenas a boa vontade), o conhecimento das técnicas que determinarão onde, como e quanto é necessário, a complementação que servirá de manutenção do estado de alteração fluídica entre uma aplicação e outra (água fluidificada ou magnetizada) e a ação sempre indispensável do Mundo Invisível (Espíritos amigos, protetores, anjos guardiões etc.).


A força de uma emissão fluídica, o efeito de uma vontade determinada, consciente, confiante ou ainda a fé que atrai ou repulsa, a depender do que se busca com ela, são ocorrências reais, não há como negar. Entretanto, o comodismo do “não me convence” ou do “não acredito nisso” ou ainda do “isso não é científico” não apenas tolhe ações e pesquisas como cega a humanidade que sonha com o dia em que o Espírito será o verdadeiro referencial do ser.


Jacob Melo
No livro “A Cura da Depressão pelo Magnetismo” – Ed. Vida e Saber

Os Fluidos segundo André Luiz.


FLUIDOS EM GERAL - Definimos o fluido, dessa ou daquela procedência, como sendo um corpo cujas moléculas cedem invariavelmente à mínima pressão, movendo-se entre si, quando retidas por um agente de contenção, ou separando-se, quando entregues a si mesmas. Temos assim, os fluidos líquidos, elásticos ou aeriformes e os outrora chamados fluidos imponderáveis, tidos como agentes dos fenômenos luminosos, caloríficos e outros mais.


FLUIDO VIVO - No plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar, mais diretamente, com um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da própria alma, de vez que podemos defini-lo, até certo ponto, por subproduto do fluido cósmico, absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante à respiração, pela qual a criatura assimila a força emanante do Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma.


Esse fluido é o seu próprio pensamento contínuo, gerando potenciais energéticos com que não havia sonhado. Decerto que na esfera nova de ação, a que se vê arrebatado pela morte, encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória. Elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do urânio, em forma daquela em que se caracterizam na gleba planetária, engrandecem-lhe a série estequiogenética. O solo do mundo espiritual estruturado com semelhantes recursos, todos eles raiando na quintessência, corresponde ao peso específico do Espírito, e, detendo possibilidades e riquezas virtuais, espera por ele a fim de povoar-se de glória e beleza, porquanto, se o plano terrestre é o seio tépido da vida em que o princípio inteligente deve nascer, medrar, florir e amadurecer em energia consciente, o plano espiritual é a escola em que a alma se aperfeiçoará em trabalho de frutescência antes que possa desferir mais amplos vôos no rumo da Luz Eterna.


"A consciência, aprendendo a realizar complexas transubstanciações de força nas diversas linhas da Natureza, em se adaptando aos continentes da esfera extrafísica, passa a manobrar com os fenômenos de mentação e reflexão, de que o pensamento é a base fundamental."


PLASMA CRIADOR DA MENTE - É pelo fluido mental com qualidades magnéticas de indução que o progresso se faz notavelmente acelerado. Pela troca dos pensamentos de cultura e beleza, em dinâmica expansão, os grandes princípios da Religião e da Ciência, da Virtude e da Educação, da Industria e da Arte descem das Esferas Sublimes e impressionam a mente do homem, traçando-lhe profunda renovação ao corpo espiritual, a refletir-se no veículo físico que, gradativamente, se acomoda a novos hábitos. Épocas imensas despenderam o princípio inteligente para edificar os prodígios da sensação e do automatismo, do instinto e da inteligência rudimentar; entretanto, com a difusão do plasma criador oriundo da mente, em circuitos contínuos, consolida-se a reflexão avançada entre o Céu e a Terra, e os fluidos mentais ou pensamentos atuantes, no reino da alma, imprimem radicais transformações no veículo fisiopsicossomático, associando e desassociando civilizações numerosas para construí-las de novo, em que o homem, herdeiro da animalidade instintiva, continua, até hoje, no trabalho progressivo de sua própria elevação aos verdadeiros atributos da Humanidade.


Fonte: Livro "Evolução em Dois Mundos" - André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira - Cap. XIII – Ed. FEB

O Poder da Fé e sua Ação Magnética.



Até o presente, a fé só foi compreendida no seu sentido religioso, porque o Cristo a revelou como poderosa alavanca, e porque Nele só viram um chefe de religião. Mas o Cristo, que realizou verdadeiros milagres, mostrou, por esses mesmos milagres, quanto pode o homem que tem fé, ou seja, que tem a vontade de quer  e a certeza de que essa vontade pode realizar-se a si mesma. Os apóstolos, com o seu exemplo, também não fizeram milagres? Ora, o que eram esses milagres, senão os efeitos naturais de uma causa desconhecida dos homens de então, mas hoje em grande parte explicada e que será completamente compreendida pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo?


O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé, quando posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos estranhos que, antigamente, foram qualificados de milagres.


O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética. Graças a ela, o homem age sobre o fluído, agente universal, modifica-lhe a qualidade e lhe dá impulso por assim dizer irresistível. Eis porque aquele que alia, a um grande poder fluídico normal, uma fé ardente, pode operar, unicamente pela sua vontade dirigida para o bem, esses estranhos fenômenos de cura e de outra natureza, que antigamente eram considerados prodígios, e que, entretanto, não passam de conseqüências de uma lei natural. Essa a razão porque Jesus disse aos seus apóstolos: “Se não conseguistes curar, foi por causa de vossa pouca fé”.


Edição de textos retirados do “Evangelho Segundo o Espiritismo” – Allan Kardec (Cap. XIX – A Fé Que Transporta Montanhas)

Ação Mentomagnética.




O pensamento é uma radiação da mente espiritual, dotada de ponderabilidade e de propriedades quimioeletromagnéticas, constituída por partículas subdivisíveis, ou corpúsculos de natureza fluídica, configurando-se como matéria mental viva e plástica.


Partindo da mente, que a elabora, essa radiação se difunde por todo o cosmo orgânico, primeiro através do centro coronário, espraiando-se depois pelo córtex cerebral e pelo sistema nervoso, para afinal atingir todas as células do organismo e projetar-se no exterior.


Tal radiação mental, expedida sob a forma de ondas eletromagnéticas, constitui o fluido mentomagnético, que, integrado ao sangue e à linfa, percorre incessantemente todo o organismo psicofísico, concentrando-se nos plexos, ou centros vitais, e se exteriorizando no “halo vital”, ou aura.


Do centro coronário, que lhe serve de sede, a mente estabelece e transmite a todo o seu cosmo vital os seus padrões de consciência e de manifestação, determinando o sentido, a forma e a direção de todas as forças orgânicas, psíquicas e físicas, que se lhe subordinam.


Através do centro cerebral, governa então as atividades sensoriais e metabólicas, enquanto controla ...

  • a respiração,
  • a circulação sangüínea,
  • as reservas hemáticas,
  • o sistema digestivo
  • e as atividades genésicas, por meio, respectivamente, dos centros ...
  • laríngeo,
  • cardíaco,
  • esplênico,
  • gástrico
  • e genésico

É claro que, enquanto se demora em faixas modestas de consciência, a mente age, em tudo isso, de maneira instintiva, segundo a capacidade adquirida em miríades incontáveis de multifárias experiências, nos automatismos de repetição multimilenar, através da imensa jornada evolutiva que realizou, desde a condição de mônada fundamental, no corpo vivo das bactérias rudimentares.


Entretanto, esse maior ou menor grau de inconsciência, em sua própria atuação, em nada diminui a efetividade da ação da mente. Apenas, à medida que ela
evolve, amplia as próprias alternativas de poder, ganhando liberdade de conduta cada vez maior, por dispor de recursos de conhecimento teórico e prático cada vez mais amplos.


É pelo fluido mentomagnético que a mente age diretamente sobre o citoplasma, onde se entrosam e se interam as forças fisiopsicossomáticas, sensibilizando e direcionando a atividade celular, no ambiente funcional especializado de cada centro vital, saturando, destarte, as diversas regiões do império orgânico, com os princípios ativos, quimioeletromagnéticos, resultantes de seu metabolismo ídeo­emotivo...
  • saudável ou conturbado,
  • feliz ou infeliz.

Cumpre notar, todavia, que o fluido mentomagnético não é apenas o instrumento por excelência da ação da mente sobre o fisiopsicossoma, mas igualmente o veículo natural que leva de volta à mente a reação fisiopsicossomática.

Ele está, portanto, constantemente carregado de forças mentofísicas interadas, que são a síntese viva do estado dinâmico do ser e a externação atuante de sua íntima e verdadeira realidade.


Eis por que o vemos, às vezes, designado por fluido animal ou fluido vital, que são, sem dúvida, formas ou modalidades pelas quais ele também se manifesta, tal como ocorre com o ectoplasma.

O fluido mentomagnético está na base de toda a fenomenologia mediúnica e, por conseqüência, na base de todos os fenômenos de...

  • sugestão,
  • hipnose,
  • auto-hipnose,
  • obsessão
  • e inspiração, por ser o elemento natural de comunicação e de trocas energéticas entre os seres vivos.

Daí a imensa importância do passe magnético, que é operação de transfusão de poderosas energias vivas. Lembremo-nos, porém, de que cada um só pode dar do que tem e só consegue receber o que merece.


Fonte: Guia de Referência (Guia HEU)


A Força da Prece.



Estudo brasileiro mostra que o corpo reage a preces. (1)



A espiritualidade exerce ação efetiva sobre o corpo humano?


Cientistas do mundo inteiro vêm realizando estudos na tentativa de esclarecer essa questão.



No que depender da primeira pesquisa brasileira nessa área, a resposta é sim.


Segundo um estudo da UnB (Universidade de Brasília), um dos principais mecanismos de defesa do organismo - a fagocitose - pode ter a função estabilizada com preces feitas à distância.


O estudo foi realizado com 52 voluntários, todos estudantes de medicina da UnB. A cada semana, uma dupla fornecia amostras de sangue e respondia a um questionário sobre estresse.


(...) Encaminhava-se uma foto do voluntário, identificada apenas pelo nome, a um grupo de dez religiosos de diferentes credos, que, por uma semana, faziam preces para aquela pessoa.


Coordenada pelo professor de imunologia Carlos Eduardo Tosta, a pesquisa demorou três anos para ser concluída. “Eu e minha equipe ficamos surpresos porque, embora no fundo quiséssemos que houvesse influência [das orações], achávamos que a maior probabilidade seria a de não acontecer nada”, diz o médico.


Ana Paula de Oliveira - da Folha de São Paulo, 09.07.2004.


* * *


Como vemos e constata também Joanna de Ângelis, lentamente, mesmo sem dar-se conta, os cientistas se tornam sacerdotes do Espírito e avançam corajosamente ao encontro de Deus e de Suas Leis, que vigem em toda parte. (2)


Gradativamente, a ciência vai comprovando fatos que a Doutrina Espírita já tem demonstrado. Na experiência aqui relatada identificamos vários eventos importantes: a força do pensamento, a ação dos fluidos e o valor da prece intercessória.


Allan Kardec, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade. (6)


Diz-nos o Espírito Emmanuel que O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram (...) (7). E ainda esclarece: a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética” (8).


É através dessa força que emulamos nossas orações e também direcionamos nossas vibrações benéficas em favor de outras pessoas, pois a oração é a emanação do pensamento bem direcionado e rico de conteúdos vibratórios (3).


Vale a pena considerar a elucidação do Espírito André Luiz ao referir-se aos passes, que podem também ser transmitidos à distância, através das vibrações que são doadas e veiculadas pela ação da prece: Pelo passe magnético, no entanto, notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência, se recomponha para o equilíbrio indispensável. (9)


André Luiz esclarece-nos ainda que reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico – particularmente as sanguíneas e as histiocitárias, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos (...). (9)


Verificamos que, na experiência da UnB, os voluntários comportaram-se como agentes passivos do experimento e, apesar disso, foram beneficiados pela ação das preces, no que se refere à estabilização das funções da fagocitose. Observou-se também, segundo os questionários que foram respondidos, que o nível de estresse dos estudantes destinatários das preces não mudou.


Pode-se concluir com isso que, se os voluntários tivessem consciência do processo e participassem dele ativamente, construindo as antenas receptoras para as energias balsâmicas, no recesso do ser (4) - seguramente os resultados seriam ainda mais proveitosos. O mesmo aconteceria nos casos de aplicação direta de bioenergia (passes).


Comprova, ainda, a impropriedade de se criar grupos de intercessão para atender preces solicitadas, pois isso induz os necessitados à desistência do esforço pessoal, com prejuízo da responsabilidade e dos deveres que cumpre a todos realizar em benefício próprio. Jesus recomendou que orássemos uns pelos outros, num convite à solidariedade fraternal, (ele assim o fez) a fim de que nos ajudemos através das ondas mentais da comunhão com Deus, (5) sem que isso significasse a instituição de profissionalismo religioso.


Só nos resta concitar a que os estudiosos e investigadores continuem a produzir experiências que tragam cada vez mais luzes ao conhecimento humano, pois são eles os missionários da fé vibrante dos tempos passados, que retornam com o escalpelo da ciência para confirmar a predestinação do ser à glória imortal. (2)


Bibliografia:


1 - Folha on-line_Folha de São Paulo, Jornal. Estudo Brasileiro mostra que corpo reage a prece. 08 de julho 2004, 07:36h.

2 - FRANCO, Divaldo Pereira. Desenvolvimento Científico. In:___. Dias Gloriosos, 1ª. ed. Salvador: LEAL, 1999. p. 12 e 20.

3 - ______ - Pedir e Conseguir. In:__ Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, 1ª ed, Salvador: LEAL, 2000. p. 220.

4 - ______ - Orações Encomendadas. In:__ Messe de Amor, 7ª ed., Salvador: LEAL, 1964, p 155.

5 - ______ - Orações Solicitadas. In:__Desperte e Seja Feliz, 4ª ed. Salvador:LEAL, 1998. p.160.

6 - KARDEC, Allan. A Prece, Questão 662. In: ___O Livro dos Espíritos, 83ª.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 320.

7 - XAVIER, Francisco Cândido. Intercessão.In: ___Pão Nosso, 5ª.ed. Rio de Janeiro:FEB, 1977. p.45.

8 - ______ - Vontade. In:___Pensamento e Vida, 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. p.16.

9 - ______ - Passe magnético. In: Evolução em Dois Mundos, 16ª ed. Rio de Janeiro :FEB, 1998, p. 200 e 201.


Retirado do site Centro Espírita Fraternidade e Amor



Energia, fluidos, corpos, passes.



O que é energia?


A energia de um corpo é a capacidade que este tem de gerar qualquer ação. Como há várias formas de energia, pode haver várias formas de ação possíveis. À energia calorífica, uma ação possível seria o aquecimento. À energia elétrica, uma ação possível seria a geração de corrente. À energia magnética, uma ação possível seria a magnetização de outro corpo. Em geral os corpos têm vários tipos de energia, e, por conseguinte, podem atuar no meio no qual estão inseridos de várias formas. Por exemplo: o corpo humano é capaz de aquecer o ambiente – nesse caso é utilizada a energia calorífica; é capaz de movimentar objetos – nesse caso é utilizada a energia mecânica; é capaz realizar o processo da digestão – nesse caso, dentre outras, utiliza a energia química; e assim por diante. No passe, os pensamentos do passista e da equipe de Espíritos, reunidos, formam a energia espiritual que atua no paciente e diretamente nos fluidos, que são energia magnética, dando-lhe características necessárias ao paciente. Assim, podemos dizer que a energia relacionada ao passe é capaz de atuar diretamente no paciente.


O que é fluido?


Fluido é substância sutil, maleável, imponderável, energética, que pode ser manipulada pelo pensamento de Espíritos encarnados e desencarnados, que imprimem nele características positivas ou negativas, conforme o teor do pensamento. No passe, utiliza-se o pensamento do Espírito que coordena a tarefa, assim como do passista, de forma a impressionar positivamente os fluidos que serão doados ao paciente. O fluido, em sua mais simples expressão, é chamado de fluido cósmico universal, que representa a simplificação máxima da matéria, que, manipulada pelo pensamento do Espírito, imprime-lhe variações de onde se originam os diversos tipos de elementos hoje conhecidos.


O que é fluido animal?


Fluido animal ou magnetismo animal é a parcela de energia vital doada pelo ser encarnado, passista, no momento do passe. Tal fluido é inerente apenas a seres encarnados, sendo uma das razões pelas quais que companheiros encarnados participam de tarefas aparentemente de cunho apenas espiritual, tal como reuniões de desobsessão.


O que é fluido vegetal?


Fluido energético exalado pelos seres vivos do reino vegetal.


Temos vários corpos?


Sim. Os corpos mais amplamente tratados na literatura espírita são o físico, o duplo etérico, e o perispírito. Os dois primeiros são ditos corpos materiais, pois são reciclados a cada reencarnação, ao passo que o perispírito, também dito ‘corpo espiritual’, é classificado como semi-material, apresentando- se como corpo de transição entre o físico e o Espírito, que, por não ter forma, não o consideramos como um corpo propriamente dito. Além disso, encontramos raramente referências a outros corpos, que necessitam de mais amplo estudo e entendimento, dentre os quais destaca-se o ‘corpo mental’.


O que é perispírito?


É o corpo intermediário entre o corpo físico e o Espírito, necessário à relação entre estes dois últimos. É o laço que liga o corpo ao Espírito. Nos processos de reencarnação, é o molde determinante das características do corpo físico do Espírito que renasce.


O que é duplo etérico?


O duplo etérico pode ser considerado um corpo físico menos denso, energético, de onde dimanam as doações fluídicas animais (fluido animal) que o passista realiza durante a tarefa do passe.


O que é aura?


De forma geral, todo corpo emite energias. A emissão de tais energias se chama radiação. Aura é o conjunto das radiações emitidas por determinado corpo, que o envolvem. A grosso modo, podemos dizer que há duas auras bem características em cada indivíduo: a aura do perispírito, cuja composição varia em função das aquisições milenárias do Espírito, e a aura do duplo etérico, também conhecida como ‘aura da saúde’, cuja composição, forma e coloração apresentam considerável variação mesmo ao longo dos minutos, pois reflete, quase que imediatamente, as alterações psíquicas e orgânicas ocorridas no ser.


Temos várias auras?


Sim. Costuma-se encontrar na literatura espírita dois tipos distintos de aura, residentes no perispírito e no duplo etérico, respectivamente. A aura do duplo etérico, também conhecida como ‘aura da saúde’, pode ser visualizada pela fotografia Kirlian, ou kirliangrafia (método de sensibilização de uma chapa fotográfica através da radiação emitida pelo corpo duplo, ou duplo etérico; muito utilizada para a realização de diagnósticos de saúde), ao passo que a aura do perispírito, em situações normais, pode ser visualizada pela faculdade de clarividência.


Retirado do livro “O Passe - Respostas às Perguntas mais Freqüentes” - Eugênio Lysei Junior / Casa do Caminho – Sabará 1a. Edição – Janeiro de 1998

O Controle do Pensamento.



Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes” André Luiz (Evolução em Dois Mundos, Capítulo XVII)


Sabemos, no meio espírita, como é importante a reforma íntima, a mudança de sentimentos e de impulsos equivocados que todos trazemos, certamente, de um passado desditoso do qual fomos protagonistas. Esta é a forma necessária para nos aproximarmos da conduta evangélica indicada pelos ensinos morais de Jesus, apresentado como modelo de vida a ser seguido.

Na verdade, quem não quer ser melhor espiritualmente hoje do que ontem? No fundo, mesmo, todos querem, ainda que não demonstrem. Esse rumo impõe-se pela própria lei do progresso.

É o que nos diz a doutrina dos espíritos.

O roteiro a ser seguido inclui uma diversidade de ações no campo do treinamento de virtudes como a paciência, a tolerância, a condescendência, a benevolência, a caridade e uma série de outras qualidades que o nosso ser necessita, com toda certeza, aprimorar. Trata-se de uma renovação mental, de mudança de valores, o que não é muito fácil realizar.

Essa é uma árdua tarefa (ainda que não impossível) em virtude de estarmos modificando hábitos e condutas milenares, difíceis de abandonar. Assim, uma forma de empreender melhor a chamada reforma interior é o que podemos chamar de “controle da mente” ou “controle do pensamento”, entendido como sendo a atitude mental condicionada pela vontade.

Mente e pensamento. Entre outros significados, os dicionários da língua portuguesa indicam um: espírito. Não será de todo errado se considerarmos os dois primeiros conceitos contidos no segundo.

O pensamento atua como um processador que processa aquisições realizadas, conscientes ou inconscientes, nas áreas cognitiva, afetiva e psicomotora. É o pensamento que responde pela criatividade, pela elaboração de análises e de ilações, pelas conjecturas. Nele estão presentes a genialidade, os hábitos, as manias, o psiquismo, a vontade, as conquistas no campo das virtudes e dos vícios. Tudo, conquista do espírito.

Se perfeito o corpo físico, pela massa encefálica o espírito encarnado se relaciona com o mundo externo por intermédio do seu pensamento. Nele se encontram o que estamos tramando ou edificando, as sensações de todo o tipo, as percepções, medos, angústias, e mesmo a fala, seja ela fruto de elaboração consciente ou não. Tudo, enfim, está no que chamamos de pensamento e é por ele que nós interagimos com o mundo exterior refletindo o nosso mundo interior.

No Capítulo XIV de “A Gênese”, Allan Kardec amplia-nos o entendimento a respeito da ação do pensamento e da vontade sobre os fluidos espirituais. Esses fluidos (matéria etérea) existem em todo o Universo e podem ter suas características básicas modificadas pela força do pensamento.

Nossa mente projeta fora de nós as formas, as figuras e os personagens de todos os nossos desejos, inclusive com todo o conteúdo dinâmico do cenário elaborado. Assim, atraímos ou repelimos as mentes que conosco assimilam ou desaprovam nosso modo de pensar. Imaginamos que sempre estamos sozinhos com o nosso pensamento. Ledo engano. Nós o compartilhamos com inúmeras outras inteligências.

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes. Por esta razão, os espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível. Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual se aproximam espíritos doentios. A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos de Jesus.

Os pensamentos bons produzem luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência. Os pensamentos maus, por sua vez, provocam alterações vibratórias contrárias. Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico.

O próprio corpo fluídico (perispírito) é constituído desse mesmo fluido existente no orbe terrestre, podendo, também, ter suas moléculas (composição) alteradas pela ação da força da mente. Isto explica a influência que há entre os seres humanos.

Os fluídos agem sobre o perispírito, e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com o qual está em contato molecular. Se os seus eflúvios forem de boa natureza, o corpo recebe uma impressão salutar; se forem maus, a impressão é penosa. Se os fluidos maus forem permanentes e enérgicos, poderão determinar desordens físicas. Certas moléstias não têm outra origem senão essa influência maléfica, causadora de enfermidades de diagnóstico obscuro.

Quando estamos irritados, envolvidos por ódio, inveja, ciúmes, orgulho, egoísmo, sentimento de vingança, irradiamos pelo pensamento vibrações de baixa qualidade que geram os chamados “ambientes pesados”. As pessoas sensíveis percebem esse influxo. A ação do pensamento pode ser tão poderosa que o efeito, às vezes, torna-se explicitamente percebido, como os chamados “dardos de inveja”, “olho grande”, “quebranto” etc.

De outra forma, quando estamos concentrados em prece, desejando o bem, servindo ou ajudando ao próximo com pureza de sentimentos, nossas vibrações elevadas geram os chamados “ambientes leves”, “ambientes higienizados”, característicos que são das casas de oração, dos centros espíritas ou das residências em que seus habitantes vivam harmonicamente e tenham por hábito sistemático a oração e o culto do evangelho no lar.

André Luiz, em suas obras, revela-nos, invariavelmente, que a atitude mental voltada para o bem, observada durante todo o dia, fruto da disciplina intelectual e emocional, nos facilita a saída durante o sono físico para rumos edificantes, permitindo-nos receber a ajuda do Alto, de que tanto necessitamos na trilha terrestre.

Vigiar e orar, aconselhamento que não pode estar dissociado do apelo às forças da alma no sentido de renunciar a si mesmo, é roteiro para a edificação do bem comum.

Disciplina, disciplina, disciplina, recomendada por Emmanuel, não se consegue se não for pelo devotamento e pela força de vontade.

Para tudo, portanto, há uma imperiosa necessidade do controlar as emoções, controlar o pensamento, controlar a mente ou, em última análise, controlar o espírito, sabendo que o espírito encarnado ou desencarnado, ao atuar na matéria por intermédio da força do pensamento, pode exercitar o bem ou o mal.

De um modo geral, a humanidade desconhece que um mínimo de desvio do pensamento voltado para o bem, potencialmente implica um malefício para alguém, para si mesmo e, na pior hipótese, contribui para a perturbação da atmosfera fluídica do planeta. O estudo dos fluidos ajuda bastante à compreensão do mecanismo da influência da atitude moral dos seres humanos no ambiente que os envolve.

Estudando e entendendo as reais consequências que geram nossos pensamentos estaremos mais lúcidos para a transformação que nos cabe realizar. O controle do pensamento é a chave. Aí está o segredo para encontrar o caminho da felicidade.


José Lucas de Silva
Retirado do site www.cme.org.br


Fluido Vital é o mesmo que Magnetismo Animal?



Sim. Fluido Vital, termo usado nos livros de Allan Kardec, é exatamente o Magnetismo Animal, criado pelo médico Franz Anton Mesmer no século 18.


Quando se segura dois ímãs, aproximando-os pelos pólos iguais, eles se repelem, dando a impressão de duas superfícies invisíveis se tocando. Mesmer fez uso dessa experiência simples e muito conhecida na época para, por analogia, explicar que os seres estão interligados por seus pensamentos, por um meio invisível natural, uma força imperceptível pelos sentidos comuns. A esse meio Mesmer deu o nome de magnetismo animal, pois relaciona-se à vida orgânica.


Algumas décadas depois, estudando esse fenômeno, o criador da homeopatia, Samuel Hahnemann (1755-1843), fez uso do termo energia vital. Aliás, Hahnemann estudou o magnetismo, que qualificou como “esse maravilhoso e inestimável presente com que Deus agraciou o homem”, e incorporou essa terapia à prática homeopática. Rivail (que depois adotaria o pseudônimo Allan Kardec), por sua vez, era magnetizador, e estudou essa ciência por 35 anos antes de iniciar a pesquisa espírita.


O fluido vital é a energia intermediária entre o corpo físico e o perispírito (corpo espiritual). Todos os fenômenos que envolvem energia no organismo são conhecidos e explicados pelos processos físico-químicos. Então, qual a função da energia vital? Essa energia tem como função manter o perispírito ligado a cada uma das 100 trilhões de células do corpo humano adulto. Essa ligação une o corpo biológico à alma, sede da vontade e razão.


Quando a medicina conhecer toda essa complexidade da fisiologia humana terá em suas mãos recursos formidáveis para a recuperação da saúde, por um tratamento natural, ao alcance de todos.



Fonte: Revista Universo Espírita, ed.40.

Retirado do Blog Aprender para Evoluir


Pensamento, prece, magnetismo.



O pensamento, que provoca uma emissão fluídica, pode operar certas transformações moleculares e atômicas, como se vê isto se produzir sob a influência da eletricidade, da luz ou do calor.

A prece, que é um pensamento, quando é fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons Espíritos, mas em dirigindo sobre o doente uma corrente fluídica salutar. Chamamos a esse respeito a atenção sobre as preces contidas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, para os doentes ou os obsidiados.

O conhecimento dos procedimentos magnéticos é útil em casos complicados, mas não é indispensável. Como é dado a todo o mundo chamar os bons Espíritos, orar e querer o bem, frequentemente, basta impor as mãos sobre uma dor para acalmá-la; é o que pode fazer todo indivíduo se nisso põe a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus.

Há a se anotar que a maioria dos médiuns curadores inconscientes, aqueles que não se dão nenhuma conta de sua faculdade, e que se encontram, às vezes, nas condições mais humildes, e entre pessoas privadas de toda instrução, recomendam a prece, e ajudam a si mesmos orando. Somente sua ignorância faz crer na influência de tal ou tal fórmula; algumas vezes mesmo ali misturam práticas evidentemente supersticiosas, das quais é preciso dar o caso que elas merecem.

Fonte: Revista Espírita – Allan Kardec
Ano 8 - Setembro de 1865 - Nº. 9

Fluidos e Terapia pelos Passes.


O dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, ao designar a fase não sólida da matéria, propõe a seguinte definição para o termo fluido: “o que corre ou se expande à maneira de um líquido ou gás”.(1) Este conceito funcional é aperfeiçoado por André Luiz ao associar o termo fluido aos corpos “cujas moléculas cedem invariavelmente à mínima pressão, movendo-se entre si quando retidas por um agente de contenção ou separando-se quando entregues a si mesmas”.(2)

Estados de matéria mais dinâmicos que o gasoso foram trazidos à luz do conhecimento científico no ocaso do século passado e início do atual, com as descobertas de William Crookes, Roentgen e Marie Curie, ao desvendarem o mundo dos raios, ondas e vibrações que serviram de base às cogitações que se seguiram em torno de um Universo unificado em sua aparente diversidade, em que matéria e energia não passariam de estágios ou estados de uma só realidade a expressar-se através de campos energéticos, substâncias e corpos projetados no espaço infinito.

O conceito de fluido, que ressalta dos ensinamentos apresentados pelos Espíritos Superiores que inspiraram a Codificação e ao próprio Allan Kardec, é a de tudo o que se relaciona com a matéria, da mais grosseira à mais diáfana, incluindo-se neste contexto estados que ignoramos, uma vez que ela pode ser tão etérea e sutil que nenhuma impressão nos cause aos sentidos(3) e susceptível de combinar-se ao fluido universal, sob a ação do Espírito, para produzir a infinita variedade de coisas de que apenas conhecemos uma parte mínima.(4)

Diz Léon Denis que essa matéria tornada imponderável, à medida que se rarefaz, adquire novas propriedades e uma capacidade de irradiação sempre crescente; torna-se, portanto, uma das formas de energia.(5)

Na condição de ser integral, composto de espírito, perispírito e corpo somático, participante desse Universo onde tudo e todos interagem, o homem influencia e é influenciado de modo incessante, registrando com mais intensidade o campo daqueles seres de que mais carece para evoluir. Afina-se com pessoas e coisas, pensamentos e substâncias, variantes a cada fase evolutiva por onde transita.

Elementos mais sutis alcançam-no através do perispírito, tocando ou penetrando suas estruturas, onde passam a ser movimentadas. Dá-se uma espécie de “osmose” de natureza psíquica que pode determinar o surgimento de fatores equilibrantes e de progresso, ou constituir-se fonte de estagnação ou desordem.

Tão importante é o que se recebe quanto o que se produz. Quando o espírito (encarnado ou desencarnado) se manifesta (pensando, agindo ou simplesmente existindo) todas as suas potências vibram, fazendo vibrar, por sua vez, o fluido cósmico, imprimindo neste alterações que lhe dão aspecto, movimento e direção.

As transformações que os seres inteligentes promovem na atmosfera fluídica que os envolve, tanto podem dar-se consciente quanto inconscientemente.

Sob o ponto de vista moral, os fluidos trazem a impressão dos sentimentos do ódio, da inveja, do ciúme, do orgulho, do egoísmo, da bondade, da benevolência, do amor, da caridade, da doçura etc.; sob o ponto de vista físico, são excitantes, calmantes, irritantes, dulcificantes, tóxicos, reparadores etc. Algo importante: embora demos nomes aos sentimentos (amor, ódio, inveja, ciúme) estes estados dalma não são iguais em cada um. Assim sendo, o amor de alguém ou a sua inveja não é igual ao amor ou à inveja de outrem. Daí podermos afirmar que os fluidos têm a marca pessoal e a característica própria de quem os carrega.

O perispírito dos encarnados, porque de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, em razão da lei de atração magnética, funcionando espontaneamente no instante do processo reencarnatório, adquire as características próprias de cada individualidade, conforme a moralização e os sentimentos de cada ser inteligente. Daí em diante vão sendo modificadas essas características de acordo com as ações praticadas, sutilizando-se ou adensando-se.

Em decorrência dessa realidade, existe uma facilidade de assimilação de fluidos por parte dos encarnados à semelhança da esponja quando se embebe de liquido. Esses fluidos têm sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quando por sua ação e por sua irradiação se confunde com a densidade deles.

Os fluidos se atraem ou se repelem conforme a semelhança de suas naturezas, daí a incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos.

Tais fluidos agem sobre o perispírito, e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com o qual está em contato molecular. Se os seus eflúvios forem de boa natureza, o corpo recebe uma impressão salutar; se forem maus, a impressão é penosa. Se os fluidos maus forem permanentes e enérgicos, poderão determinar desordens físicas. Certas moléstias não têm outra causa senão essa influência maléfica, causadora das chamadas enfermidades enigmáticas.

A fluidoterapia, nessas circunstâncias, obtém resultados admiráveis, quando a força fluídica, aplicada ao elemento enfermo ou desarmonizado, caracteriza-se pela abundância, qualidade e intensidade de fluidos provenientes de um magnetizador portador de bons sentimentos e ajudado por uma Entidade espiritual benfazeja.

Necessário ressaltar, ainda, que o êxito da terapia pelos passes depende da afinidade entre os fluidos do paciente e do magnetizador. Essa afinidade faz com que as pessoas sejam sensíveis à ação magnética de um indivíduo, e insensíveis a outro. É de bom alvitre, com base nesse fato, que se alternem os doadores de energias, encarregados da assistência a determinada pessoa.

Ainda, na questão dos fluidos, se faz necessária uma referência ao poder catalisador da água no tratamento fluidoterápico. A água fluidificada (pelos Espíritos ou por um magnetizador encarnado) é de resultado benéfico, quando utilizada pelo paciente, orando, pois que, dessa forma, ao ser ingerida, faz com que o organismo lhe absorva as quintessências que vão atuar no perispírito, à semelhança do medicamento homeopático, estimulando os núcleos vitais de onde procedem os elementos produtores e regeneradores das células físicas, e onde, em verdade, se estabelecem os pródomos da saúde como da enfermidade, que sempre se originam no Espírito, liberado ou calceta.

BIBLIOGRAFIA:


(1) - Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda. Repetimos citação do Livro O Passe, de Jacob Melo.
(2) - Evolução em Dois Mundos, André Luiz, cap. XIII, item Fluidos em geral.
(3) - O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, parte l, cap. II,questão 22.
(4) - Idem, idem, questão 27.
(5) - No Invisível, Léon Denis, 2ª parte, cap. XV.
(6) - A Gênese, Allan Kardec, cap. XIV.
(7) - Sementeira da Fraternidade, Manoel P de Miranda / Divaldo P. Franco, Cap. 15, Alienações por Obsessões.

Fonte: Site CVDEE – Artigo “Terapia pelos Passes – Projeto Manoel P. Miranda – Ed. Leal”


Magnetismo Humano e Espiritual.




O magnetismo produzido pelo fluido do homem é o magnetismo humano; aquele que provém do fluido dos Espíritos é o magnetismo espiritual.


O fluido magnético tem, pois, duas fontes muito distintas: os Espíritos encarnados e os Espíritos desencarnados. Essa diferença de origem produz uma diferença muito grande na qualidade do fluido e em seus efeitos.

O fluido humano é sempre mais ou menos impregnado das impurezas físicas e morais do encarnado; o dos bons Espíritos é necessariamente mais puro e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas que levam a uma cura mais rápida. Mas, passando por intermédio do encarnado, pode-se alterar como uma água límpida passando por um vaso impuro, como todo remédio se altera se permanece em um vaso impróprio, e perde em parte suas propriedades benfazejas. Daí, para todo verdadeiro médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar em sua depuração, quer dizer, em sua melhoria moral, segundo este princípio vulgar: limpai o vaso antes de vos servir dele, se quereis ter alguma coisa de bom. Só isto basta para mostrar que o primeiro que chega não poderia ser médium curador, na verdadeira acepção da palavra.


O fluido espiritual é tanto mais depurado e benfazejo quanto o Espírito que o fornece é, ele mesmo, mais puro e mais desligado da matéria. Concebe-se que o dos Espíritos inferiores deve se aproximar do homem e pode ter propriedades malfazejas, se o Espírito for impuro e animado de más intenções.


Pela mesma razão, as qualidades do fluido humano apresenta nuanças infinitas segundo as qualidades físicas e morais do indivíduo; é evidente que o fluido saindo de um corpo malsão pode inocular princípios mórbidos no magnetizado. As qualidades morais do magnetizador, quer dizer, a pureza de intenção e de sentimento, o desejo ardente e desinteressado de aliviar seu semelhante, unido à saúde do corpo, dão ao fluido um poder reparador que pode, em certos indivíduos se aproximar das qualidades do fluido espiritual.


Seria, pois, um erro considerar o magnetizador como uma simples máquina na transmissão fluídica. Nisto como em todas as coisas, o produto está em razão do instrumento e do agente produtor. Por estes motivos, haveria imprudência em se submeter à ação magnética do primeiro desconhecido; abstração feita dos conhecimentos práticos indispensáveis, o fluido do magnetizador é como o leite de uma nutriz: salutar ou insalubre.


O fluido humano sendo menos ativo, exige uma magnetização prolongada e um verdadeiro tratamento, às vezes, muito longo; o magnetizador, dispensando seu próprio fluido, se esgota e se fatiga, porque é de seu próprio elemento vital que ele dá; é porque deve, de tempos em tempos recuperar suas forças. O fluido espiritual, mais poderoso em razão de sua pureza, produz efeitos mais rápidos e, frequentemente, quase instantâneos. Esse fluido não sendo o do magnetizador, disto resulta que a fadiga é quase nula.


Fonte: Revista Espírita – Allan Kardec

Ano 8 - Setembro de 1865 - Nº. 9



O Médium Curador.



Por vezes os Espíritos se servem de médiuns especiais como condutores de seu fluido; estão aí os médiuns curadores propriamente ditos, cuja faculdade apresenta graus muito diversos de energia, segundo sua aptidão pessoal e a natureza dos Espíritos pelos quais são assistidos.


Faremos observar que a mediunidade curadora não está ainda apresentada, ao nosso conhecimento, com caracteres de generalidade e de universalidade, mas, ao contrário, restrita como aplicação, quer dizer, que o médium tem uma ação mais poderosa sobre certos indivíduos do que sobre outros, e não cura todas as doenças.


Compreende-se que isso deva ser assim, quando se conhece o papel capital que desempenham as afinidades fluídicas em todos os fenômenos de medianimidade. Algumas pessoas mesmo dela não gozam senão acidentalmente e para um caso determinado.


Seria, pois, um erro crer que, porque se obteve uma cura, mesmo difícil, podem-se obtê-las todas, pela razão de que o fluido próprio de certos doentes é refratário ao fluido do médium; a cura é tanto mais fácil quanto a assimilação dos fluidos se opera naturalmente.


Também se está surpreso de ver, algumas vezes, pessoas frágeis e delicadas exercerem uma ação poderosa sobre indivíduos fortes e robustos. É que, então, essas pessoas são boas condutoras do fluido espiritual, ao passo que os homens vigorosos podem ser muito maus condutores. Eles não têm senão seu fluido pessoal, fluido humano, que jamais tem a pureza e o poder reparador do fluido depurado dos bons Espíritos.


Compreende-se, segundo isto, as causas maiores que se opõem a que a mediunidade curadora se torne uma profissão. Para dela se fazer uma maneira de viver, seria preciso estar dotado de uma faculdade universal; ora, só os Espíritos encarnados da ordem mais elevada poderiam possuí-la nesse grau. Ter esta presunção, mesmo exercendo-a com desinteresse e por pura filantropia, seria uma prova de orgulho que, só por ela, seria um sinal de inferioridade moral. A verdadeira superioridade é modesta; faz o bem sem ostentação, e se apaga em lugar de procurar o brilho; a fama vai procurá-la e a descobre, ao passo que o presunçoso corre atrás da fama que lhe escapa frequentemente. Jesus dizia àqueles que havia curado: “Ide, dai graças a Deus, e não faleis disto a ninguém.” É uma grande lição para os médiuns curadores.


Lembraremos aqui que a mediunidade está exclusivamente na ação fluídica mais ou menos instantânea; que não é preciso confundi-la nem com o magnetismo humano, nem com a faculdade que certos médiuns têm de receber dos Espíritos a indicação de remédios; estes últimos são simplesmente médiuns medicais, como outros são médiuns poetas ou desenhistas.


Fonte: Revista Espírita – Allan Kardec

Ano 8 - Abril de 1865 - Nº. 4