30 de ago de 2014

A PREOCUPANTE IDEIA DE DESCRIMINALIZAR AS DROGAS! O QUE PENSAR DISTO DENTRO DA ÓTICA ESPÍRITA?





No Brasil há um preocupante movimento para a liberalização da maconha. Infelizmente, algumas pessoas famosas defendem as drogas e oferecem péssimos exemplos para a juventude. Cantores, atores e políticos utilizam-se do horário nobre da TV para desenvolver mentalidade partidária à descriminalização  do uso de drogas.
 
Sustentam os causídicos que o porte e o uso de entorpecentes não devem ser crimes no País, pois a descriminalização é uma “tendência mundial.”!?...) Creem os defensores que a liberação das drogas diminuirá a sua busca. É evidente que a afirmação é trapaceira, pois contraria a lógica fundamental de comércio, que estabelece como regra de mercado que quanto maior a oferta de um produto, maior a sua procura.
 
Para modificar a atual lei de drogas brasileira, considerada antiquada por alguns, há proposta sobre um regulamento com foco no tratamento dos dependentes não violentos, liberando assim os recursos policiais para o enfrentamento do crime organizado. Dizem que as leis atuais em nível internacional são indulgentes para o usuário e rigorosas para o traficante. No Brasil, atualmente o usuário não é preso. Nem é constrangido a se tratar.
 
Na prática, para atual legislação, os indigentes sociais (favelados) sempre são classificados como traficantes e os endinheirados da classe “A e B” (filhinhos de papai) como usuários. Argumenta-se que ao invés de oferecer tratamento àqueles que sofrem com a dependência, o sistema brasileiro concentra maciçamente seus recursos policiais em réus primários não violentos, deixando espaço para o crescimento do crime organizado.
Cremos que infinitamente mais importante que discutir a descriminalização de drogas é a urgência de debater a assistência ao contingente assombroso de dependentes químicos que se encontram categoricamente desassistidos pelo Estado.
 
Nesse imbróglio, como definir quem é usuário e quem é traficante?
Ante esse conflito temático, formatou-se um Novo Código Penal prevendo a “descriminalização do plantio e do porte de maconha para consumo.”. Porém, nunca é demais advertir que a maconha de 50 anos atrás era bem menos devastadora que a de hoje em dia. Naquela época, a concentração de THC (princípio ativo da maconha) era em redor de 0,5%, enquanto que as de hoje são em torno de 15% a 20%. Enfim, a redação organizada por jurisconsultos deverá ser transformada em lei ordinária e seguirá a tramitação no Congresso Nacional.
 
Eis aí um complexo dilema: o que seria resolver o problema das drogas? Consentir o consumo? Autorizar a compra e venda só de maconha? Permitir o consumo de outros entorpecentes? Ou a solução é erradicar as drogas do planeta? Como fazê-lo? Será possível uma sociedade livre das drogas? Sempre haverá pessoas interessadas no uso de substâncias que alteram a consciência?
Estudiosos acreditam que com a liberalização o consumo será desenfreado. Os defensores, óbvio, não acreditam nisso. Outra questão enigmática: é quem poderá comercializar a droga? Que órgão público controlará essa venda, a ANVISA?
Na falsa ilusão de que o usuário não pode ser considerado criminoso, nos 21 países que resolveram despenalizar o usuário de drogas, como Portugal, por exemplo, os homicídios relacionados aos entorpecentes aumentaram 40%. Isso é fato! É urgente ponderar sobre as ameaças dramáticas que a liberalização das drogas pode ocasionar ao Brasil.
Arrazoamos que as regras que se aplicam às drogas ilegais deveriam ser aplicadas ao álcool (calamitosa droga legal) que deveria ser criminalizada com urgência. Acreditamos que se a maconha for tão acessível para o viciado quanto os alcoólicos, é presumível que desaqueça a bestialidade provinda do tráfico. 

Entretanto, o consumo alargará, aumentando o número de moléstias e mortes ocasionadas pelo uso permanente de outras drogas.
Infelizmente, de cada 100 consumidores que usam entorpecentes (incluindo alcoólicos), de 10 a 13 apresentarão graves barreiras para abandonar o uso. O álcool, uma tragédia lícita, é responsável por 70% das internações por dependência de drogas e por 90% da mortalidade.
 
A droga (incluindo os álcool) constitui uma das maiores insensatezes do século XXI. O governo do Uruguai está estatizando a maconha, pasmem! “No Brasil, 1,5 milhão de pessoas usam maconha diariamente, dos quais 500 mil são adolescentes. Dos jovens na faixa de 14 a 18 anos, 17% conseguem a substância dentro da escola. De todos os consumidores, 1,3 milhão reconhecem já ter sintomas de dependência.”.
 
Imaginem a patética situação: um usuário fumando baseado, cheirando ou injetando cocaína, cachimbando uma pedra de crack defronte da nossa residência, próximo dos nossos filhos. Um policial que pegar em flagrante uma criança de 15 anos com droga “apenas para consumo”, não poderá fazer nada. Isso vai acontecer com a liberalização das drogas, pois o usuário terá o direito de consumir em qualquer lugar e não se poderá impedi-lo.
Os dependentes de drogas (incluindo alcoólicos) são pessoas de personalidade medrosa, fraca, covarde. Em verdade, o uso de drogas (incluindo alcoólicos) para “curtição” poderá acarretar dependência com sequelas arrasadoras por prolongados séculos (séculos, sim! Pois a vida permanece para muito além da tumba).
 
Logicamente, trancafiar o viciado na penitenciária não resolverá o seu drama nem da sua família; contudo, descriminalizar as drogas será ocorrência bem ameaçadora, principalmente quando o mundo confronta-se com a esfinge do crack. O viciado dessa droga corrompe todas as barreiras éticas: sobrevive na sarjeta, se droga na rua, dorme na imundície, devora restos de comida do lixo e mergulha nos porões da promiscuidade. Enquanto o usuário de outros entorpecentes (maconha, ecstasy ou cocaína) se camufla em nichos e não se expõe socialmente.
 
Doutrinariamente, compreendemos que todos os tipos de vícios dão campo a ameaçadores micro-organismos psíquicos no domínio da alma. Transgressões violentas como uso de drogas (incluindo alcoólicos) rompem o revestimento magnético das pessoas e as consequências são a devastação da saúde física e até a morte, às vezes precedidas da loucura. 

“Paralelamente aos micróbios alojados no corpo físico há bacilos de natureza psíquica, quais larvas portadoras de vigoroso magnetismo animal. Essas larvas constituem alimento habitual dos espíritos desencarnados [obsessores] e fixados nas sensações animalizadas. A indiferença à Lei Divina determina sintonia entre encarnado e desencarnado viciados, este [obsessor] agarrando-se àquele [obsedado], sugando a grande energia magnética da infeliz fauna microbiana mental que hospeda, em processo semelhante às ervas daninhas nos galhos das árvores sugando-lhes substancia vital".
 
As emanações voláteis das drogas (inclusive alcoólicos), ao se evaporarem, são prontamente atraídas pelos obsessores-viciados, os quais aspiram essas emanações, nelas se acomodando e impulsionando o viciado encarnado a consumir cada vez mais... Por isso, os vorazes obsessores-viciados, sempre em falanges, afluem aos lugares frequentados pelos drogados encarnados (abrangendo as residências), conectando-se a eles, mente a mente, arrastando-os ao consumo das drogas (inclusive alcoólicos), ou importunando pessoas incautas, permissivas, inobstante ainda não contagiadas pelo vício, para que o cometam. Sem quaisquer escrúpulos, em permuta de qualquer satisfação do vício, todos os desatentos serão jugulados a uma fileira de perversidades.
 
Sem nunca concordar com a liberalização de quaisquer drogas (incluindo os alcoólicos) o espírita estará sempre acolhendo os desafortunados, cônscios ou inconscientes, algemados às drogas que buscam auxílio para libertarem-se de suas agonias, sejam eles encarnados ou desencarnados. Na instituição espírita, o acolhimento aos viciados de cá e do “além-tumba” é totalmente compatível com o serviço doutrinário. Aí se propõe explicação, inclusão, acolhimento fraterno, bem como passes magnéticos, água fluidificada e palestras pública,s além dos apelos aos zelados para atividades assistenciais junto às famílias carentes.
 
Jorge Hessen

COMO FICAM OS TRAFICANTES DE DROGAS NA VIDA ESPIRITUAL?



 

O problema do tóxico está agora sensibilizando nossas autoridades, que partem para uma campanha de grande envergadura visando principalmente combater o vício e o tráfico nas escolas brasileiras. É justamente nas escolas que o traficante encontra bom público consumidor receptivo à mensagem do vício que lhe é levada, inicialmente, de uma forma camuflada, apresentada como uma experiência que deve ser feita para que o jovem possa pertencer à classe dos "pra frente".

Na medida de nossas possibilidades, procuramos dar uma visão sumária do problema do tóxico do ponto de vista espírita. De início abordaremos a figura do traficante: um indivíduo que está construindo o maior dos "infernos" para si próprio. Partindo-se do princípio de que toda ação trará, inevitavelmente, uma reação, o traficante de tóxicos, que pela sua ação é um destruidor da saúde alheia, sofrerá fatalmente um processo destruidor de sua saúde orgânica e mental que poderá se estender a muitos de seus familiares. 

Esse processo mórbido, a reação a uma ação mórbida, geralmente não o atinge na presente encarnação. Como assumiu o tráfico de entorpecentes conscientemente, utilizando sua própria vontade, assume uma responsabilidade consciente, um compromisso espiritual que não desaparece com a simples morte do corpo. Um compromisso que não fica retido às portas do túmulo. É a própria consciência, a mente imortal, que carregará consigo esse compromisso para a grande viagem do além-túmulo.

É possível que o traficante consiga ganhar muito dinheiro com esse comércio vil, e, em decorrência, possa deixar recursos para o custeio de pomposas cerimônias fúnebres; pode até deixar vultosas somas, em prescrição testamentária, destinadas a obras filantrópicas. A cerimônia fúnebre. Oficiada por representantes de qualquer crença religiosa, de nada lhe servirá: pelo contrário, em alguns casos aumentará a aflição de seu Espírito pois lhe soará como mais uma vil transação; a compra de uma paz que ele jamais semeou quando encarnado. 

Os recursos que deixa para obras filantrópicas pouco aliviarão suas penas; são como o tratamento hospitalar que se dá a uma criança raquítica após a havermos levado à exaustão física por lhe temos negado o leite. O benefício que essas obras trarão a seu Espírito sofredor será o bálsamo da prece sincera daqueles que estão agora sendo assistidos. Essa prece, a lembrança amiga, cairá sobre seu Espírito como a chuva que leva o pó de um velho telhado; mostrará toda a extensão do mal que cometeu e o concitará ao arrependimento. Vindo o arrependimento, começa toda uma série de expiações, de reparações.

O traficante de tóxico, arrependido, volta à nova encarnação. E como será a aparência desse faltoso? Poderá retornar apresentando as mais variadas manifestações de doença. Por exemplo, poderá vir com o sistema nervoso totalmente abalado, para aprender a valorizar o sublime patrimônio do controle emotivo que ele tão bem soube destruir nos outros; poderá reencarnar débil mental, ou simplesmente paralítico, já que na vida anterior utilizou as pernas em andanças destruidoras distribuindo drogas que paralisaram o raciocínio de milhares de pessoas. 

Enfim, a Sublime Justiça de Deus, que é infalível, saberá como punir esse devedor. E como Justiça Sublime, saberá aplicar a punição que, ao mesmo tempo, será um poderoso corretivo. É essa Justiça que exige o pagamento do último ceitil, da última moeda, da dívida contraída com o Criador. Dívida representada pelo mal que cometeu a outras criaturas.

Pode o Espírito do faltoso, no plano espiritual e arrependido do mal que cometeu, desejar já na próxima reencarnação recuperar parte dos indivíduos que transviou; é possível que a Providência Divina permita. E ele reencarnará de forma que, a partir do próprio lar, começará a receber, reencarnados como filhos ou parentes afins, os Espíritos que viciou na vida anterior. E todos eles também virão refletindo o vício, trazendo consigo forte dose de debilidade mental ou emotiva. De qualquer forma, tudo o que destruiu, ele terá de reconstruir, podendo essa reconstrução lhe custar dezenas de reencarnações de sofrimento.

Muitos perguntarão: se isto ocorre ao Espírito que se arrepende logo, o que acontece àquele que se recusa a arrepender-se? A resposta pode ser dada a partir de uma afirmação de Jesus ("A cada um será dado segundo suas obras"); como sua obra foi má, e ele teima em não reconhecê-la como tal, ficará recebendo os efeitos desse mal em seu Espírito até que se disponha a repará-la. Em suma: retardará sua libertação e permanecerá por mais tempo no verdadeiro inferno construído por sua própria consciência culpada. 

27 de ago de 2014

25º ANIVERSÁRIO DO GECAD



O que são vinte e cinco anos para os homens? 
Uma geração, dirão os meus amigos e irmãos presos aos sentidos físicos.
Vinte e cinco anos, minúsculo passo na senda do Espírito imortal. Um intervalo insignificante no espaço atemporal da criação, diremos nós libertos do cativeiro físico.
A questão vista de diferentes prismas, ainda assim nos parece tempo suficiente para preciosas realizações.
A pequena semente desta árvore frondosa que nos abriga, germinou e cresceu sob os cuidados de Jesus, que  nos ofereceu o concurso indispensável de seus emissários para lavraram a terra rude de nossos corações direcionando nossos esforços para a edificação desta casa, desta linda “árvore” rica de frutos que nos alimentam, pois que dela nos servimos para o sustento de nossas almas. Sob sua sombra nos refazemos quando a caminhada se faz mais rude pelas intempéries da vida. Pelo seu tronco e ramos, corre a seiva da fraternidade, oferecendo vitalidade para o nosso  crescimento rumo aos Céus.
Em sua copa generosa muitos irmãos de abrigam, como pequeninos pássaros no fim do dia ao prenúncio da noite das incertezas, para dali, na alvorada do dia seguinte, riscarem a tela azul do céu em revoadas de renovação e cantos de louvor à Deus.
Do dia de sua fundação à data de hoje, preciosas lições vivenciamos juntos uns aos outros, no exercício da tolerância e da compreensão mútuas, ensaiando a conquista da fraternidade genuína que nos aproxima do Cristo de Deus.
Rogamos ao Pai nosso criador as bênçãos para todos neste dia especial no qual nos rejubilamos e a Jesus, o sublime farol, que oriente os rumos de nossas vidas.
Frei José

12/08/2014

QUAL A VISÃO ESPÍRITA DO NANISMO?





Perguntamos a Chico Xavier, em Uberaba, qual seria a explicação para o problema do nanismo.

A pessoa encarna sob essa condição basicamente por duas razões: a primeira delas, a mais frequente, porque praticou o suicídio em outra existência e a segunda por ter abusado da beleza física, causando a infelicidade de outras pessoas.
O nanismo está particularmente ligado ao suicídio por precipitação de grandes alturas. O anão revoltado, segundo explicou-nos Chico, em geral é o suicida de outra existência que não se conforma de não ter morrido, porque constatou que a vida é uma fatalidade e, mesmo desejando, não conseguiu extingui-la.
Chico afirmou que o corpo espiritual sofre, com esse tipo de morte, lesões que vão interferir no próximo corpo, prejudicando particularmente a produção de hormônios, daí a formação do corpo anão, e as diversas formas de nanismo, mais ou menos graves, segundo o comprometimento do espírito.
Ele disse ainda que conhece mães e pais maravilhosos que têm aceitado a prova com coragem e amparado os filhos anões com muito carinho e dedicação. Reconhece que a explicação espírita através da lei de causa e efeito e das encarnações sucessivas contribui bastante para a resignação perante a prova.

Suas palavras são de estímulo e encorajamento aos pais e portadores de nanismo para que não se revoltem e aceitem essa estágio na Terra como um valioso aprendizado para o espírito imortal. (Texto extraído do livro Lições de Sabedoria – Chico Xavier )

Oportunas, também, as palavras de Eurípedes Barsanulfo:
"Uma reencarnação provacional representa para o Espírito a sublime oportunidade de reconciliação com a própria lei. O Espírito não é vítima, pois, na verdade está se educando através da nova roupagem que o Pai lhe concedeu.



O perispírito registra os sentimentos doentes a serem transformados. Como evoluir com o perispírito denso, comprometido por vibrações enfermas que partiram de sua própria intimidade espiritual?



Através de nova oportunidade reencarnatória, o Espírito remodela seu perispírito pela mudança de seus sentimentos e de suas tendências perniciosas.



Os conhecimentos valorosos da Doutrina Espírita permitem-nos aprender a renovar os sentimentos.



O Espírito, ao reencarnar, depara-se com uma sociedade que se estabelece em leis definidas por uma moral social. Essa moral rege a vida dos homens e não a vida do Espírito, é transitória, muda de região para região e de país para país.



A humanidade caminha sem avaliar a importância de outra moral imutável, que representa a Lei de Deus, que alimenta o pensamento e sustenta a vontade. É a moral ensinada por Jesus.



A moral divina ou consciencial estabelece-se na medida em que o Espírito evolui e alinha sua postura dentro dos princípios éticos ensinados pelo Mestre. Está no Evangelho na estruturação dessa moral."

MEU LAR E MEU CASAMENTO ESTÃO UM CAOS! O QUE FAZER PELA ÓTICA ESPÍRITA?




Um dos mais graves problemas humanos está na dificuldade de convivência no lar. Pessoas que enfrentam desajustes físicos e psíquicos tem, não raro, uma história de incompatibilidade familiar, marcada por frequentes conflitos.
Há quem resolva de forma sumária: o marido que desaparece, a esposa que pede divórcio, o filho que opta por morar distante.
Alguns espíritas utilizam o conhecimento doutrinário para curiosas racionalizações:
- Minha mulher é o meu carma: neurótica, agressiva, desequilibrada. Que fiz de errado, meu Deus, para merecer esse "trem"?
- Só o Espiritismo para me fazer tolerar meu marido. Aguento hoje para me livrar depois. Se o deixar agora terei que voltar a seu lado em nova encarnação. Deus me livre! Resgatando meu débito não quero vê-lo nunca mais!

Espíritos que se prejudicaram uns aos outros e que, não raro, foram inimigos ferozes, reencontram-se no reduto doméstico.
Unidos não por afetividade, nem por afinidade, e sim por imperativos de reconciliação, no cumprimento das leis divinas, enfrentam inegáveis dificuldades para a harmonização, mesmo porque conservam, inconscientemente, a mágoa do passado. Daí as desavenças fáceis que conturbam a vida familiar. Naturalmente situações assim não interessam à nossa economia física e psíquica e acabam por nos desajustar.
Importante considerar, todavia, que esses desencontros são decorrentes muito mais de nosso comportamento no presente do que dos compromissos do pretérito. Não seria razoável Deus nos reunir no lar para nos agredir e magoarmos uns aos outros.
É incrível, mas somos ainda tão duros de coração, como dizia Jesus, que não conseguimos conviver pacificamente. Reunamos duas ou mais pessoas numa atividade qualquer e mais cedo ou mais tarde surgirão desentendimentos e desarmonia. Isso ocorre principalmente no lar, onde não há o verniz social e damos livre curso ao que somos, exercitando o mais conturbador de todos os sentimentos, que é a agressividade.
Neste particular, o estilete mais pontiagudo, de efeito devastador, é o palavrão. Pronunciado sempre com entonação negativa, de desprezo, deboche ou cólera, é qual raio fulminante. Se o familiar agredido responde no mesmo diapasão, o que geralmente acontece, "explode" o ambiente, favorecendo a infiltração de forças das sombras. A partir daí tudo pode acontecer: gritos, troca de insultos, graves ofensas e até agressões físicas, sucedidos, invariavelmente, por estados depressivos que desembocam, geralmente, em males físicos e psíquicos.
Se desejamos melhorar o ambiente doméstico, em favor da harmonização, o primeiro passo é inverter o processo de cobrança.
Normalmente os membros de uma casa esperam demais dos outros, reclamando atenção, respeito, compreensão, tolerância . . . A moral cristã ensina que devemos cobrar tudo isso sim, e muito mais, mas de nós mesmos, porquanto nossa harmonia íntima depende não do que recebemos, mas do que damos. E, melhorando-nos, fatalmente estimularemos os familiares a fazer o mesmo.
Todos aprendendo pelo exemplo, até o amor. Está demonstrado que crianças carentes de afeto tem muita dificuldade para amar. Será que estamos dando amor aos familiares?
Não é fácil fazê-lo porque somos Espíritos muito imperfeitos. Mas foi para nos ajudar que Jesus esteve entre nós, ensinando-nos como conviver harmoniosamente com o semelhante, exercitando valores de humildade e sacrifício, marcados indelevelmente pela manjedoura e pela cruz.

• exerça severa vigilância sobre o que fala. Geralmente as desavenças no lar tem origem no destempero verbal;

• diante de familiares difíceis, não diga: "É minha cruz!" O único peso que carregamos, capaz de esmagar a alegria e o bom-ânimo, é o de nossa milenar rebeldia ante os sábios planos de Deus;

• elogie as virtudes do familiar, ainda que incipientes, e jamais critique seus defeitos. Como plantinhas tenras, tanto uns como outros crescem na proporção em que os alimentamos;

• evite, no lar, hábitos e atitudes não compatíveis com as normas de civilidade vigentes na vida social sem respeito pelos companheiros de jornada evolutiva fica difícil sustentar a harmonia doméstica;

• cultive o diálogo. Diz André Luiz que quando os companheiros de um lar perdem o gosto pela conversa, a afetividade logo deixa a família.

4 de ago de 2014

FANATISMO RELIGIOSO! ESPÍRITAS, NÃO COMETAM O MESMO ERRO!



 As religiões, pelo seu caráter transcendental,  foram, muito mais que a política, as grandes formadoras de adeptos fanáticos. Isso se explica porque a palavra fanatismo - do latim fanaticus -, que vem de fanum = templo, lugar consagrado, significa aquele que era o possuído pelo deus.  Assim, fanatismo é a cega obediência a uma ideia, servida com zelo obstinado, até exercer violência para obrigar outros a segui-la e punir quem não está disposto a abraçá-la.

A consequência imediata do fanatismo religioso é o sectarismo, que encarcera a liberdade de consciência, pretendendo uma liberdade dirigida na espera do pensamento, que torna o homem escravo de postulados que lhe proíbem a expansão da alma pela ideia e pela razão. 

O fanático é a antítese do herói e do entusiasta. Enquanto o  herói e o entusiasta lutam por uma causa justa, o fanático assume uma atitude de intolerância às ideias alheias. O herói e o entusiasta podem até morrer pela causa que defendem, mas jamais o fazem para aumentar o número de prosélitos. O fanático, contrariamente, não recusa meios violentos e até cruéis para os conseguir.   

Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, em que os próprios homens se transformam em bombas, é digno de lembrança. Pergunta-se: o que está por trás dessa resolução? Não é o fanatismo religioso? Se um líder faz a nossa cabeça, dizendo-nos que praticando tal ato nós seremos arrebatados ao céu, a sua ordem será imediatamente colocada em prática. 

E os Espíritas? Estão eles isentos do fanatismo? 

Como o fanatismo está geralmente ligado ao dogmatismo, isto é, à crença numa verdade ou num sistema de verdades que, uma vez aceitas, não devem mais ser postas em discussão e rejeitam a discussão com outros, é possível que o Espírita esteja sendo fanático, sem o perceber.  



Allan Kardec, por exemplo, em O Livro dos Médiuns, fala-nos dos médiuns que só querem receber um único Espírito, dos que não aceitam críticas em suas mensagens e daqueles outros que só querem  pensar pela própria cabeça. Diz-nos ainda que essas são as causas da obsessão e da fascinação: o começo de um monoideísmo, uma ideia fixa. 

Urge tomarmos consciência de nossas ações. Quantas não são as vezes que queremos impor as nossas ideias ao grupo que frequentamos? Lembremo-nos do provérbio que diz: "Todo o excesso é prejudicial". Procuremos sempre o meio termo como nos aconselhava o filósofo Aristóteles, que colocava a  virtude no meio, ou seja, entre o excesso para mais e o excesso para menos. Não a colocava como uma média, mas como o ponto de equilíbrio entre os excessos.  

Nós espíritas, devemos ter a sensibilidade de não entrarmos nesta mesma sintonia, transformando a doutrina espírita em uma obra fechada e determinista. Somos o consolador, e devemos sempre estarmos de braços abertos aos que chegam a nós, prontos a apoiar e jamais julgar quem quer que chegue as nossas instituições. 

Temos o dever de orientar e esclarecer que casa espírita não faz milagres, não resolve problemas obsessivos sem a sua mudança de postura perante a vida, que água fluidificada e passes magnéticos constantes, não lhe transformarão em pessoas melhores, e sim, a busca diária pelo crescimento moral. 

MAGNETISMO E A TERAPIA DO RISO! ALEGRIA E CONFORTO!



  
Em uma entrevista com o famoso médico americano Patch Adams, cuja atuação inspirou o belo filme O Amor é Contagioso, estrelado pelo ator Robin Williams no papel principal, que, visto por milhões de telespectadores em todo mundo, motivou o surgimento dos grupos Doutores da Alegria, inclusive no Brasil.
Como cita o texto de Rosana Zakabi, da citada revista, “(...) Há três décadas, Adams transforma os quartos dos hospitais que visita em um verdadeiro picadeiro. Sua especialidade é animar pacientes com brincadeiras para reduzir o sofrimento deles (...)”.

 Autor de três livros, ele “(...) defende sentimentos como humor, compaixão, alegria e esperança no tratamento de pacientes (...)”, dirige uma instituição de saúde que atende pacientes gratuitamente e ainda profere palestras sobre a atividade que o tornou mundialmente conhecido.

A entrevista tem trechos muito interessantes, que podemos ligar ao pensamento espírita. Escolhemos apenas três, para uma análise à luz da Doutrina Espírita (com destaques de nossa autoria):


“(...) Como todo ser humano, o médico pode errar. Essa ideia de que o médico tem de ser perfeito também prejudica a relação com o paciente. Faz com que este coloque toda a responsabilidade do que ocorre com ele nas mãos do médico. E isso é errado. O paciente é mais responsável pela própria recuperação do que o médico que o está tratando. (...)”


“(...) Medicina envolve relacionamento entre médico e paciente. Um bom médico é aquele que sabe cultivar essa relação por meio da troca de experiências, amizade, humor, confiança (...)”


“(...) O paciente com fé tem uma capacidade maior de entrega, o que lhe traz conforto em todas as situações. (...) Quando comecei a trabalhar como plantonistas em hospitais descobri que as famílias que seguiam alguma religião se sentiam mais calmas quando rezavam do que quando tomavam algum tranquilizante (...)”


Os três trechos com negrito dispensam maiores comentários. Eles são da própria essência psicológica de pacientes, seus familiares e profissionais da área médica. A postura de médicos e pacientes é vital para o êxito dos tratamentos e a recuperação dos pacientes, onde a fé exerce papel de preponderância.


Mas não há como negar que os estímulos do ânimo, principalmente quando trazidos pelo médico, alteram o quadro mental dos pacientes e suas famílias. Daí a proposta do Dr. Patch, tão bem interpretado por Robin Williams.

É que, em síntese, precisamos todos uns dos outros. A solidariedade é vital para o equilíbrio e a saúde das criaturas humanas. Todo ser precisa sentir-se amado, valorizado. Quando desprezado, esquecido, tende a entregar-se ao desânimo, piorando as condições de saúde. O bom ânimo reduz o sofrimento, esta a questão chave.


Allan Kardec, em sua Revista Espírita* (março de 1869), em artigo intitulado A carne é fraca, escreveu: “(...) o médico do corpo pode se fazer o médico da alma? (...) Sim, sem dúvida, num certo limite; é mesmo um dever que um bom médico não negligencie jamais, desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo (...)”


E perguntamos: quantos não são os casos onde a desesperança mantém a enfermidade? Note os leitores o sentido da frase: “desde o instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde do corpo” (destacamos). Quantas dificuldades na cura de um paciente quando este permanece indiferente, alheio à própria cura, muitas vezes em virtude do rancor que alimenta, da dúvida que não cessa, do medo que o atormenta...

Daí o sucesso dos Doutores da Alegria em hospitais. A alegria, a brincadeira espontânea, o desvio da mente de preocupações exageradas ou o expurgo do medo e da insegurança são facilitadores da recuperação orgânica, por simples efeito mental e psicológico.


O espírito Alfred de Musset, em mensagem que Kardec publicou igualmente na Revista Espírita*, edição de julho de 1861, pergunta: “(...) Qual é aqui o verdadeiro louco: aquele que espera, ou aquele que desespera? (...)” Referida mensagem refere-se aos internos terminais em hospitais. O Espírito relaciona o desespero dos que em nada creem com aqueles que recebem as informações sobre as realidades da imortalidade e aguardam a própria libertação. Chega a citar a presença carinhosa dos espíritos que assistem os enfermos e os aguardam no momento da libertação. Muitos desses que mantêm postura calma, de quem aguarda com serenidade, muitas vezes são taxados de loucos (até pelas visões espirituais que descrevem), daí a razão da pergunta que transcrevemos.


O fato é, porém, que sempre que há esperança, há calma, e esta é determinante na recuperação da saúde. Com a alegria nos hospitais, espalhada inclusive pelo comportamento de médicos e enfermeiros, defendido pelo Doutores da Alegria, pacientes encontrarão saúde mais rapidamente.

Por isso é oportuno transcrever trecho da mensagem A Esperança, ditado pelo Espírito Felícia, e publicada por Allan Kardec na edição de fevereiro de 1862, de sua Revista Espírita*:


Eu me chamo a Esperança; sorrio à vossa entrada na vida; eu vos sigo passo a passo, e não vos deixo senão nos mundos onde se realizam, para vós, as promessas de felicidade que ouvis, sem cessar, murmurar aos vossos ouvidos. Eu sou vossa fiel amiga; não repilais minhas inspirações: eu sou a Esperança”.


Embora declare não acreditar em Deus, o Dr. Patch realizou obra incomparável no planeta e continua firme em seus propósitos. Distribuiu esperança aos pacientes internos em hospitais; motivou que outros grupos e colegas médicos fizessem o mesmo; o filme que inspirou comoveu plateias em todo mundo e realiza obra meritória da maior importância.


E como, em essência, o médico, para alcançar êxito numa iniciativa como essa, depende da postura do paciente, a ação do Dr. Adams tem o mérito da caridade - aquela que vê em cada ser humano um espírito em escala evolutiva, que merece respeito e pede estímulos para superar suas dificuldades, que busca os infortúnios ocultos, descortinando novos horizontes, agora de esperança, para aqueles considerados esquecidos, desprezados ou que não conseguem, por si mesmos, alterar o panorama em que se fixaram.


Podemos analisar o assunto sob vários ângulos, à luz do Espiritismo ou da Medicina, ou mesmo da Psicologia, mas o destaque é mesmo para afirmar que o bom humor e a esperança são bons auxiliares no tratamento dos doentes, como destacou a reportagem da revista.


 Retirado do Grupo Espírita Renascer

NÃO IMPORTA O TAMANHO DA CASA ESPÍRITA E SIM SUA SIMPLICIDADE




Valorize o “seu” Centro Espírita – o grupo de irmãos de Ideal que você frequenta.
Não importa seja ele pequenino, humilde, situado numa rua empoeirada na periferia da cidade. 
Sequer importa que o seu público seja constituído por meia dúzia de companheiros.
 
Valorize a tarefa que você é chamado a desempenhar dentro dele.
Varrer o chão.
Limpar o banheiro.
Colocar as cadeiras em ordem.
Cuidar do pequeno jardim.
 
Para se equiparar a Centros maiores e com maior número de frequentadores, não se deixe envolver pela tentação de crescimento desnecessário.
Mantenha a simplicidade.
 
Pureza doutrinária, sobretudo, é onde se respira fraternidade, e não competição.
Valorize o estudo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, ou de qualquer outra obra da Doutrina, que, ainda que tropeçando nas palavras, algum orador de boa vontade se disponha a fazer.
 
O melhor expositor espírita é sempre o que fala com o coração.
É o que não está atrás de público e de aplausos.
É o que não se transforma em popstar.
Mais conhece Espiritismo é quem mais o vivencia, e não quem mais se ocupa nele.
 
Espiritismo deve ser Cristianismo – se fugir disto complica, e muito.
O ambiente de um Centro Espírita deve ser o ambiente de uma casa cristã, semelhante à Casa dos Apóstolos, em Jerusalém.
Precisa ter criançada a ser evangelizada.
Jovens que chegam para o estudo e para o trabalho assistencial – de preferência, portando os seus instrumentos musicais.
Médiuns passistas curadores – sem necessidade alguma de trabalho específico de cura com o intuito de atrair multidão.
Recipientes com água a ser magnetizada sobre a mesa nua, ou simplesmente coberta com uma toalha singela.
O serviço da Caridade – através da sopa fraterna, pelo menos um dia na semana, da distribuição de roupas e agasalhos, de pães e biscoitos, e dos possíveis gêneros alimentícios.
 
Espiritismo é doutrina de Centro na periferia.
Se fugir da periferia para o Centro, torna a complicar, e muito mais ainda.
Valorize no “seu” Centro Espírita a iluminada tribuna do Consolador.
Compenetre-se de que mediunidade não é para fazer aparecer o médium, mas, sim, transparecer a Mensagem da Vida Imortal!
Infelizmente, há tantos espíritas querendo aparecer mais que a Doutrina...
 
Palestra espírita não é espetáculo – e muito menos quando é paga! – hoje em dia, a estão financiando até através de cartão de crédito!
Reunião em Centro Espírita sério é comunhão com a Espiritualidade Superior, com o sincero propósito de renovação íntima da parte de cada um de seus frequentadores, mas, principalmente, de seus dirigentes.
 
Não faça de “seu” Centro Espírita o espaço onde o seu personalismo impere.
Nem onde a sua frustração de anseio de poder se expresse em atitudes que desmintam as suas palavras bonitas.
 
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 28 de julho de 2014.