26 de jan de 2012

Informativo


“Estudo, disciplina, trabalho e
amor ao próximo”



INFORMATIVO



Boletim informativo do Grupo Espírita Caminho de Damasco – Ano XIV nº161, janeiro de 2012.



Editorial

Mais um ano se inicia cheio de oportunidades em nossas vidas. No GECAD os trabalhos de tratamento espiritual ou também chamadas reuniões mediúnicas, retornaram após as festas de fim de ano apresentando crescente harmonia entre o grupo esperançosos de melhor atender às exigências do delicado e amplo trabalho de esclarecimento e socorro aos irmãos necessitados.
As reuniões públicas de sábados ainda estarão de recesso até o término do carnaval.
Será sem dúvida mais um ano de desafios, talvez maiores do que os anos anteriores, exigindo cada vez mais disciplina e amor.
Estamos preparados? Só Deus sabe!
Estamos cientes das nossas responsabilidades e motivados pelo exercício da fraternidade, bem como honrados por servir a Jesus.
Temos plena confiança Nele e em nossa direção espiritual e demais servidores.
Sucesso a todos e muita paz!



EU TENHO APRENDIDO

(Tradução do texto "I have learned", de William Shakespeare - resumido)

·         Que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha;
·         Que quando você está amando dá na vista;
·         Que ter uma criança adormecida em seus braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;
·         Que ser gentil é mais importante que estar certo;
·         Que eu sempre posso orar por alguém quando não tenho forçpa para ajudá-lo de alguma outra forma;
·         Que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir junto;


·         Que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;
·         Que os passeios simples com o meu pai em volta do quarteirão nas noites de verão, quando eu era criança, fizeram maravilhas para mim quando me tornei adulto;
·         Que deveríamos ser gratos à Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;
·         Que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa que deseja ser apreciada e amada;
·         Que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa?
·         Que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas está permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
·         Que o Amor e não o tempo, é que cura todas as feridas;
·         Que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
·         Que quando o ancoradouro se torna amargo, a felicidade vai aportar em outro lugar;
·         Que eu gostaria de ter dito à minha mãe e meu pai que os amava, uma vez mais, antes deles ter morrido;
·         Que o sorrido é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;
·         Que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a;
·         Ao refletir sobre isto, aprendi que tenho muito a aprender;
·         E que se alguém pensa saber tudo, é porque não aprendeu como convém saber!!!


FEB ESTARIA ABANDONANDO O ROUSTAINGUISMO?

Extraído da Revista Opinião Ano X – Nº 103 Novembro 2003

A FEB e Roustaing

            Aproximando-se de seus 120 anos de existência (fundada em 1884), a Federação Espírita Brasileira, a mais importante instituição espírita do País, vive decisivo momento de sua história. Ao convocar Assembléia Geral de seus associados para  reforma estatutária, visando a adequação de seus atos constitutivos às normas do novo Código Civil Brasileiro, a FEB incluiu na pauta também a retirada de recomendação expressa em seu estatuto do estudo da obra “Os Quatro Evangelhos”, do advogado francês J.B.Roustaing, doutrina conhecida entre os espíritas como “roustainguismo” ou “rustenismo” que, entre outros aspectos contrários às posições de Kardec, sustenta  a não encarnação de Jesus que teria sido um “agênere”. É a famosa tese do “corpo fluídico” de Jesus, da virgindade de Maria e de outras conseqüências responsáveis por históricas controvérsias no movimento espírita brasileiro, mas sempre amplamente sustentadas e divulgadas pela FEB.
            A tentativa de alteração estatutária terminou provocando ação judicial promovida pelo escritor espírita Luciano dos Anjos, roustainguista convicto, antigo associado e colaborador da FEB. Sob o argumento de que o estudo da doutrina de Roustaing,  implica em base doutrinária estatutariamente imodificável, Luciano obteve liminar na Justiça carioca impedindo a apreciação dessa proposta na Assembléia Geral da entidade.
Marcelo Henrique esclarece
            O Professor e Mestre em Direito, Marcelo Henrique Pereira que participou recentemente de reunião do Conselho Federativo Nacional, órgão da FEB, coordenador do movimento espírita brasileiro, respondeu a esta entrevista de Opinião, esclarecendo sobre o episódio:
Opinião – Pelo que pôde você perceber, quando participou, no período de 7 a 9 de novembro último, da reunião do Conselho Federativo Nacional, a FEB irá mesmo retirar Roustaing de seus estatutos?
Marcelo - As teorias rustenistas, adotadas por tantas décadas pela FEB, sempre inquietaram todo e qualquer espírita consciente. Afinal, é notória a posição de Kardec, ainda em vida, quanto à obra do seu contemporâneo J.B.Roustaing, a qual o codificador respeitou, mas não recomendou sua adoção como “filosofia espírita”. No entanto, há menção expressa no estatuto febeano recomendando o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo, com base nas obras de Allan Kardec, no Evangelho de Jesus “e também na obra de J.B.Roustaing e outras subsidiárias e complementares da Doutrina Espírita”, (art.1º, I, e parágrafos). Aproveitando o momento necessário da adequação dos estatutos sociais das instituições espíritas brasileiras ao novo Código Civil, a Diretoria Executiva, além das mudanças quanto à natureza social (de sociedade para associação) tentou promover a retirada da menção ao rustenismo. Seria uma medida de sintonia plena com a modernidade e de resgate da pureza doutrinária. Daí a medida cautelar intentada e obtida por Luciano.
Opinião – O que pode acontecer agora?
Marcelo – Se será ou não promovida a ação principal, visando a salvaguarda dos interesses rustenistas, não se pode precisar. Não havendo a ação principal, creio ser possível a convocação de uma nova assembléia para deliberação no mérito da mudança. Considero tal circunstância matéria “interna corporis” podendo ser analisada naquela oportunidade. E creio sinceramente que será , porque a tendência felizmente conduz a isso. Entendo que estamos bem próximos de um momento histórico, a ser lembrado como resgate da fidelidade do pensamento kardequiano. O que pude observar no Conselho Federativo Nacional, diante do relato feito pelo Presidente da FEB, é que há um unânime desejo por parte do movimento espírita brasileiro de que se retire Roustaing do estatuto da FEB.
Marcelo: O desejo do movimento espírita é que a FEB se afaste do roustainguismo.
Opinião – Que mais gostaria de acrescentar sobre sua participação nessa reunião do CFN?
Marcelo – Bem, minha participação foi na condição de representante da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo (ABRADE), que tem assento naquele Conselho, juntamente com as Federativas estaduais e outros órgãos representativos do movimento espírita brasileiro. Mesmo que minha presença não estivesse especificamente a serviço dos interesses ou das atividades da Confederação Espírita Pan-Americana, CEPA, entidade da qual sou Delegado, em Florianópolis, essa minha vinculação com a Confederação em nenhum momento representou dificuldade ou tratamento diferenciado, por quem quer que seja. Foi um excelente exercício de convivência alteritária e fraterna, demonstrado através da ampla participação, de nossa parte, nos debates e posicionamentos da pauta, com liberdade de expressão em todos os momentos em que desejamos fazer uso da palavra. Mais que isto, durante os intervalos de refeições/confraternização, ficou flagrante o bom relacionamento entre nós e os diversos líderes espíritas (estaduais e nacionais), importando em esforços recíprocos de entendimento e harmonia.
            Saímos do encontro com uma excelente impressão de que há um desejo de união e que já se pode sonhar com a perspectiva de diálogo e parceria, num futuro não muito distante, por exemplo entre CEPA e FEB, para o bem do Espiritismo.

Nossa Opinião

O “FUMUS BONI JURIS”

            “Fumus boni juris” é uma expressão latina que significa “fumaça do bom direito”. Sempre que um juiz concede uma liminar, atendendo, sem ouvir a parte contrária, a um pedido formulado em juízo, pressupõe a existência de um forte  indício do bom direito.
            No caso da ação de Luciano contra a FEB, o Juiz carioca viu presente esse requisito e impediu a Assembléia Geral da FEB de apreciar a pretendida retirada de Roustaing de seu estatuto. Como está ele redigido, a doutrina roustainguista seria, aparentemente, tão essencial aos objetivos da entidade que retirá-la de seus atos constitutivos poderia se constituir numa ação de violência à sua própria natureza. Para o estatuto febeano, tal como está vazado, a recomendação do estudo e à adesão às idéias de J.B.Roustaing se constituiria em algo análogo ao que, em Direito Constitucional, se chama de “cláusula pétrea”: aquela que, em hipótese alguma, pode ser removida de uma Constituição.
            Se esse entendimento persistirá até o final da demanda não se sabe. Mas só o fato de o Poder Judiciário haver assim entendido provisoriamente demonstra a visceral e umbilical ligação  existente entre o “espiritismo” concebido e, até hoje, divulgado pela FEB, e a doutrina do Advogado de Bordéus. Dessa maneira, mesmo que formalmente retirado de seu estatuto, Roustaing terá deixado suas marcas indeléveis naquela venerável instituição e no movimento espírita brasileiro.
            Não se pode esquecer, entretanto, que a Federação Espírita Brasileira é uma associação de pessoas, com um quadro de associados detentores do pleno direito de lhe dar a estrutura e o rumo que melhor entenderem e que essa prerrogativa é só deles e não do movimento espírita como um todo. O Conselho Federativo Nacional, órgão por ela criado e presidido, com o objetivo de congregar as Federações Espíritas estaduais, é uma entidade a que aderem aqueles organismos que, livremente, assim o quiserem e forem aceitos, submetendo-se às normas estatuídas pela entidade instituidora e mantenedora. Mesmo assim, é visível, na medida em que melhor se qualifica e se “kardequiza” o movimento espírita brasileiro, o crescimento de uma consciência maciçamente contrária à doutrina roustainguista. Mais cedo ou mais tarde, a pressão externamente exercida sobre a histórica posição doutrinária da FEB teria de lhe produzir alguma inquietação e desconforto, diante da condição que ela própria se arrogou de representar o movimento espírita  do Brasil.
            O que, no entanto, não podem perder de vista os espíritas realmente livre-pensadores e que têm optado por outros direcionamentos e outras formas organizacionais, fiéis em sua origem, em sua história e em sua prática, à estrutura kardequiana de pensamento, é que todas as crenças e expressões de consciência individual ou coletiva, desde que lícitas e honestas, são respeitáveis. O roustainguismo da FEB, embora inconciliável com muitas e fundamentais posições de Kardec, é uma questão que diz respeito apenas à FEB e seus associados. Estes, quando aderiram àquela entidade associativa, o fizeram por convicção aos princípios ali estatuídos. Algumas campanhas anti-roustainguistas feitas no Brasil, muito mais do que exercerem o saudável exercício do debate de idéias, têm descambado para um desrespeitoso enfrentamento agressivo à instituição FEB. Discordar de suas idéias é um direito que todos temos. Respeitar, no entanto, suas crenças religiosas, reconhecendo-lhe o direito de autogestão e, até, de preservação das matrizes fideístas que, eventualmente, hajam plasmado sua mais íntima identidade é um dever do qual não nos podemos furtar.
            Assim, seja qual for a decisão final e mesmo que o “fumus” vislumbrado pelo julgador conduza ao reconhecimento da existência de uma identidade construída historicamente com o intuito de marcar uma questão de fé irrenunciável, porque religiosa, o problema será exclusivamente da FEB e das pessoas e entidades que, livremente, de forma direta ou indireta, a ela aderiram. Nunca dos espíritas realmente livre-pensadores que se inspiram no ideal e nas propostas de Allan Kardec. (A Redação).





ENTREVISTA COM CHICO XAVIER SOBRE O TEMA TABAGISMO

P – A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? Até quando?
R – “O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo ,espiritual ceda lugar à normalidade do envoltório perispirítico, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo em que o hábito perdurou na existência física do fumante. Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida paro arredar de si o costume inconveniente, o tratamento dele, no Mundo Espiritual, ainda exige quotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos dos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência do fumo.” (EMANUEL)

Redução da resistência orgânica

P – Como descreveria a ação dos componentes do cigarro no perispírito de quem fuma?
R – “As sensações do fumante inveterado, no Mais Além, são naturalmente as da angustiosa sede de recursos tóxicos a que se habituou no Plano Físico, de tal modo obsedante que as melhores lições e surpresas da Vida Maior lhe passam quase que despercebidas, até que se lhe normalizem as percepções. O assunto, no entanto, no capítulo da saúde corpórea, deveria ser estudado na Terra mais atenciosamente, de vez que a resistência orgânica decresce consideravelmente com o hábito de fumar, favorecendo a instalação de moléstias que poderiam ser claramente evitáveis. A necropsia do corpo cadaverizado de um fumante em confronto com o de uma pessoa sem esse hábito estabelece clara diferença.” (EMMANUEL)

P – Sendo o perispírito o substrato orgânico resultante de nossas vivências passadas, seria certo raciocinar que uma criança, nascida de pais fumantes, já teria nessa circunstância uma prova inicial a ser vencida, em conseqüência de certas tendências negativas de vidas passadas?
R – “muitas vezes os filhos ou netos de fumantes e dipsômanos inveterados são aqueles mesmos espíritos afins que já fumavam ou usavam agentes alcoólicos em companhia deles mesmos, antes do retorno à reencarnação. Compreensível, assim, que muitas crianças (espíritos extremamente ligados aos hábitos e idiossincrasias dos pais e dos avós) apresentem, desde muito cedo, tendências compulsivas para o fumo ou para o álcool, reclamando trabalho persistente e amoroso de reeducação.”

P – No Mundo Espiritual Maior há tratamento para fumantes inveterados, ou seja, como se faz na Terra, através de quotas diárias cada vez menores, etc. As indagações decorrentes são: se o fumante não abandonar o cigarro durante o transcurso da vida física terá de fazê-lo, inarredavelmente, na esfera espiritual? E quanto tempo exigirão tais tratamentos antitabágicos para fumantes desencarnados? Na vida extrafísica também ocorrem reincidências ou recaídas dos dependizados do fumo?
R – “Justo esclarecer que não apenas quanto ao fumo, mas igualmente quanto a outros hábitos prejudiciais, somos compelidos na Espiritualidade a esquecê-los, se nos propomos a seguir para diante, no capítulo da própria sublimação. O tratamento na Vida Maior para que nos desvencilhemos de costumes nocivos perdura pelo tempo em que nossa vontade não se mostre tão ativa e decidida, quanto necessário, para a liberação precisa, de vez que nos planos extrafísicos, nas vizinhanças da Terra propriamente dita, as reincidências ocorrem com irmãos numerosos que ainda se acomodam com a indecisão e a insegurança.”

P – Há pessoas que alegam não poder deixar de fumar porque o cigarro é uma companhia contra a solidão. Que tem a considerar sobre isso?
R – “Em nossa palavra, não desejamos imprimir censura ou condenação a ninguém, mas, ao que nos parece, o melhor dissolvente da solidão é o trabalho em favor do próximo, através do qual se forma, de imediato, uma família espiritual em torno do servidor.”

P – Afirmam muitos fumantes que, sem cigarros, não conseguem pensar com clareza, memorizam mal e não conseguem permanecer calmos. A pesquisa médica objetiva e imparcial, inobstante, revela que o fumo é um veneno para os nervos. Qual sua opinião?
R – “A opinião médica, no assunto, é a mais justa. Considerando os prejuízos dos amigos fumantes contra eles mesmos, a racionalização não se revela bem posta.”

P – O fumante que, após anos de luta contra o hábito arraigado de fumar, finalmente consegue desligar-se da dependência da nicotina, do alcatrão, do furfurol, do monóxido de carbono e de tantos outros componentes tóxicos, estará conseguindo, em termos espirituais, um feito luminoso?
R – “Conseguir esquecer o hábito arraigado de fumar é, realmente, uma vitória espiritual de alto alcance.”

P – Pesquisas médicas revelam que a dependência física dos fumantes, sua “fome” de nicotina e derivados do fumo, costuma ser mais compulsiva que a dependência orgânica dos viciados em narcóticos. Isto é certo se o enfoque for do Plano Espiritual para o Plano Físico?
R – “Acreditamos que ambos os tipos de dependência se equiparam na feição compulsiva com que se apresentam, cabendo-nos uma observação: é que o fumo prejudica, de modo especial, apenas ao seu consumidor, quando os narcóticos de variada natureza são suscetíveis de induzir seus usuários a perigosas alucinações que, por vezes, lhes situam a mente em graves delitos, comprometendo a vida comunitária.”

P – Algumas indústrias do fumo em vários países, pressionadas pelas autoridades de saúde pública, para não diminuir sua clientela dispõem-se a fabricar sucedâneos de cigarros com pouca ou nenhuma nicotina, recorrendo a aromatizantes, etc. Seria válido tal recurso industrial?
R – “Compreendendo as nossas próprias dificuldades, em matéria de renovação íntima, sempre difícil para todos aqueles que cultivam sinceridade para com a própria consciência, não devemos subestimar o esforço da indústria, no sentido de atenuar a nicotina ou suprimi-la, recorrendo a meios pacíficos que auxiliem os fumantes a esquecê-la sobretudo gradativamente.”

P – É viável imaginar-se que um fumante, tendo desencarnado, tão logo desperte do letargo da morte física sinta desde aí o prosseguimento da vontade insopitável de fumar?
R – "Quando o espírito não conseguiu desvencilhar-se de hábitos determinados, enquanto no corpo físico, é compreensível que esses mesmos hábitos não o deixem tão logo se veja desencarnado.”

P – Em que consistem os cigarros etéricos, no plano extrafísico, utilizados por espíritos fumadores? Enfim, é mais fácil deixar de fumar no Plano Físico ou no Plano Espiritual?
R – “O fumo, decorrente de recursos condensados para a sustentação de hábitos humanos, em derredor do Plano Físico, é constituído por agentes químicos semelhantes àqueles que integram o fumo, no campo dos homens. E,em se tratando de costume nocivo da entidade espiritual, tanto encarnada quanto desencarnada, tão difícil é a erradicação do hábito de fumar na Terra quanto nos círculos de atividade espiritual que a rodeiam, no que tange à sensações de ordem sensorial.”

P – Com apenas ligeiras restrições quase todos os países do mundo admitem o consumo social e a promoção do fumo, tendo em vista sua vultosa contribuição ao erário em forma de impostos, empregos, etc. Que é mais importante: racionalizações baseadas na predominância de valores econômicos que aumentam a riqueza de uma sociedade, ou a preservação de outra riqueza, a representada pela saúde humana?
R – “O assunto é complexo, de vez que somos impulsionados, pelo espírito de humanidade, a considerar que o fumante arruína as possibilidades unicamente dele mesmo, requisitando, de modo quase que exclusivo, o manejo da própria vontade para exonerar-se de um hábito que lhe estraga a saúde. Partindo do princípio de que o uso do fumo se relaciona com a liberdade de cada um, indagamos de nós mesmos: não será mais compreensível que o homem pague ao seu grupo social essa ou aquela taxa de valores econômicos, pela permissão de usar uma substância unicamente nociva a ele próprio, aumentando a riqueza comum, do que induzi-lo a uma situação de clandestinidade a que se entregaria fatalmente o fumante inveterado, sem nenhum proveito para a sociedade a que pertence? Como vemos, é fácil observar que a supressão do tabagismo é um problema de educação, com sólidos fundamentos no autocontrole.”

P – Obséquio explicar-nos a relação “fumo-constituição molecular do perispírito” e os reflexos de um sobre o outro, nos dois Planos da Matéria.
R – “Qualquer hábito prejudicial cria condições anômalas para o perispírito, impondo-lhe condicionamentos difíceis de serem erradicados. Quanto à definição do relacionamento ‘hábito nocivo-constituição molecular do perispírito e os reflexos de um sobre o outro nos dois planos da matéria’, em nos reportando às vivências da Terra, ainda não dispomos de terminologia própria a fim de apresentar por dentro o fenômeno em si, como seria de desejar.”

P – Pode dizer-nos se em civilizações extraterrenas mais evoluídas que a terrestre, sobrevivem esses problemas compulsivos de tabagismo, alcoolismo e tóxico?
R – “Nas civilizações sublimadas, que consideramos por muito mais evoluídas que a civilização terrestre, os problemas de tabagismo, alcoolismo e toxicomania, efetivamente não existem.” (EMMANUEL)


Fumo e mediunidade

P – Você considera o hábito de fumar um suicídio em câmara lenta? Por quê?
R – Creio que o hábito de fumar não pode ser definido por suicídio conscientemente considerado. Será um prejuízo que o fumante causa a si mesmo, sem a intenção de se destruir, mas o prejuízo que se deve estudar com esclarecimento, sem condenação, para que a pessoa se conscientize quanto às conseqüências do fumo, no campo da vida, de maneira a fazer as suas próprias opções.

P – Você teria alcançado condições de desempenho de seu mandato mediúnico, ao longo de mais de meio século de trabalho incessante, se fosse um dependente da nicotina?
R – Creio que não, com referência ao tempo de trabalho, de vez que a ingestão de nicotina agravaria as doenças de que sou portador, mas não quanto a supostas qualidades espirituais para o mandato referido, de vez que considero "o hábito de cultivar pensamentos infelizes” uma condição pior que o abuso da nicotina e, sinceramente, do “hábito de cultivar pensamentos infelizes” ainda não me livrei.

P – Que é que você habitualmente aconselha aos fumantes enfraquecidos por derrotas sucessivas, vêm pedir orientação, forças renovadas e motivação para vencer a dependência física e mental criada pela nicotina?
R – A prece e o trabalho, em meu entendimento, são sempre os melhores recursos para defender-nos contra qualquer desequilíbrio.

(Chico Xavier)


Analise o quadro abaixo e reflita: Para quê agredir tanto a si próprio?








"I" Até a próxima!    

Afinidade e Sintonia.




    De referência à problemática das doenças, a questão da sintonia psíquica é de relevância incontestável.



    Fenômeno inconsciente que decorre dos hábitos mentais assumidos pelo indivíduo, deve ser examinado em profundidade, necessitando de acurado esforço, a fim de que abandone as baixas e densas faixas do abatimento e da viciação, ascendendo àquelas nas quais se haurem forças e estímulos para os cometimentos de sucesso.



    Acomodado à posição de lamentável rebeldia interior, seja pelo acumpliciamento com Entidades perniciosas ou mediante a tácita aceitação dos velhos hábitos do personalismo dissolvente, o homem permanece por prazer e invigilância em sintonia com o mal.



    Difluem dessas situações graves conúbios mentais, em processos de obsessão por parte de Espíritos ignorantes e pervertidos ou pela satisfação natural de permanecer em atitude doentia, sem o esforço que deve envidar para a libertação.



    Em toda enfermidade existe sempre uma predisposição orgânica e psíquica, decorrente do pretérito espiritual ou da vivência atual, em cujo campo se instalam os fatores predisponentes ou propiciatórios a larga cópia de doenças, as mais complexas.



    Conveniente, por isso, o cultivo do otimismo e a realização de trabalhos que desloquem a mente indisciplinada ou mal educada, induzindo-a a novos exercícios e hábitos de que decorrerão resultados diversos.



    Afinas com o que sintonizas. Estás com quem ou com o que preferes.



    Cada ser nutre-se nos redutos mentais em que localiza as aspirações.



    Em conseqüência, os que aspiram fluidos deletérios da irritação constante, da sistemática indiferença ou da prevenção contumaz perturbam-se, arrojando-se ao desequilíbrio ou intoxicam-se interiormente, dando origem e curso a distonias nervosas que culminam com a loucura ou as aberrações de outra natureza.



    Enxameiam por toda parte aqueles que falam sobre o sofrimento e as doenças, dizendo-se desejosos de superá-los, vencê-los sem que, contudo, se imponham as condições exigíveis do esforço e da perseverança nos propósitos salutares que lhes são inusitados.



    Preferem o retorno à situação primitiva e a fuga espetacular através da lamentação, ao combate profícuo, insistente, reagindo às forças infelizes, para sair das faixas vibratórias em que se detêm, de modo a granjearem os inapreciados valores da paz, da saúde, da harmonia.



    Toda ascese decorre em clima de sacrifício.



    A renovação exige esforço.



    A liberdade propõe disciplina.



    A ascensão às vibrações superiores impõe largo estipêndio mental, exigindo permanente sintonia com os pensamentos edificantes e as idéias que fecundam bênçãos.



    A doença, como a saúde, resulta invariavelmente da posição interior de cada um.



    Por essa razão, o Evangelho é constituído de convites imperativos à elevação íntima, à solidariedade, ao otimismo em cujas paisagens haurirás a felicidade que todos buscamos.



    Afinamo-nos uns com os outros e intercambiamos conforme as preferências que exteriorizamos, mas que são o resultado do comportamento íntimo.



    Qualquer que seja o preço da responsabilidade, por mais alto o ônus do sacrifício, estás destinado à felicidade e por lográ-la terás que investir todos os esforços, abandonando as faixas do erro e do crime em que te comprazes, a fim de alcançares os cumes da vitória sobre ti mesmo.


    Joanna de Ângelis -
    Livro: ‘Leis Morais da Vida’ - Divaldo P. Franco

    Doenças da Alma.



    O ser psicológico é o perfeito reflexo da sua realidade plena. Sendo Espírito imortal, conduz o seu patrimônio evolutivo, resultado das experiências ancestrais, que se encarrega de modelar os conteúdos delicados da sua personalidade, elaborando processos de harmonia ou desequilíbrio que resultam dos condicionamentos armazenados no psiquismo profundo.


    Arquiteto da própria vida, em cada realização elabora, conscientemente ou não, os moldes que se lhe constituirão mecanismos hábeis para a movimentação nos novos investimentos.


    Elaborado pela energia inteligente, que o torna especial no complexo campo das vibrações que se agitam no Universo, o direcionamento que resulte da arte e ciência de pensar responderá pela formação das estruturas psicológicas e físicas, psíquicas e orgânicas com as quais se haverá nos empreendimentos futuros.



    Conforme pensa, constrói os delicados e sutis implementos que se transformarão em força atuante no mundo das formas. Ao mesmo tempo, exterioriza ondas específicas que se imprimem nos painéis mentais, aí insculpindo os processos psíquicos que comandarão as futuras atividades.



    Em razão disso, quando as elaborações mentais não possuem carga superior de energia, elaborando imagens perniciosas e inferiores, plasmam-se nos refolhos íntimos as estruturas que irão delinear a conduta, ensejando harmonia ou abrindo espaço para a instalação de psicopatologias variadas, que se imprimirão nas engrenagens do conglomerado genético, definidor, de certo modo, graças ao perispírito, da futura estrutura do indivíduo.



    As enfermidades da alma, portanto, procedem de condutas atuais como de anteriores, a que se permitiu o Espírito, engendrando as emanações morbíficas, que ora se convertem em distúrbio de natureza complexa, e que passam a exigir terapia conveniente quão cuidadosa.



    O ser jamais se evade de si mesmo, do Eu interior, que sobrevive à decomposição cadavérica e é responsável por todas as ocorrências existenciais, face à sua causalidade e à sua destinação, que tem caráter eterno.



    Assim sendo, é totalmente decepcionante uma análise do indivíduo somente sob o ponto de vista orgânico, por mais respeitável seja a Escola de pensamento que se atenha a esse estudo.


    A hereditariedade e os implementos psicossociais, sócio-econômicos, os fatores perinatais e outros são insuficientes para abarcar a realidade do ser humano em toda a sua complexidade.



    A alma transcende as emanações neuronais, possuindo uma realidade que resiste à disjunção cerebral e por essa razão, podendo pensar sem os seus equipamentos supersensíveis, embora esses não consigam elaborar o pensamento sem a sua presença.



    Felizmente, a antiga presunção organicista vem cedendo lugar a concepções mais compatíveis com a realidade, deixando à margem a imposição acadêmica ancestral, para se firmar no testemunho dos fatos inequívocos da experimentação contemporânea.



    Nessa investigação, séria e nobre, em torno do ser tridimensional: Espírito, perispírito e matéria, se pode encontrar a psicogênese das enfermidades da alma, como também defrontar as patogêneses que assinalam a criatura humana no seu transcurso evolutivo.



    O ser profundo, autor de todos os acontecimentos em sua volta, é o Espírito, seja qual for o nome que se lhe atribua.



    Joanna de Angelis
    Livro: “Amor, Imbatível Amor” – Divaldo Franco

    Oração e Cura.




    Recorres à oração, junto desse ou daquele enfermo, e sofres, quando a restauração parece tardia.


    Entretanto, reflete na Lei Divina a que todos, obrigatoriamente, nos entrosamos.


    Isso não quer dizer devamos ignorar o martírio silencioso dos companheiros em calamidade do campo físico.


    Para tanto, seria preciso não haver sentimento.



    Sabemos, sim, quanto dói seguir, noite a noite, a provação dos familiares, em moléstias Irreversíveis; conhecemos, de perto, a angústia dos pais que recolhem no coração o suplício dos filhinhos torturados no berço; partilhamos a dor dos que gemem nos hospitais como sentenciados à pena última, e assinalamos o tormento recôndito dos que fitam, inquietos, em doentes amados, os olhos que se embaciam...


    Observa, porém, o quadro escuro das transgressões humanas que nos rodeiam.


    Pensa nos crimes perfeitos que injuriam a Terra; na insubmissão dos que se rendem às sugestões do suicídio, prejudicando os planos da Eterna Sabedoria e criando aflitivas expiações para si mesmos; nos processos inconfessáveis dos que usam a inteligência para agravar as necessidades dos semelhantes e na ingratidão dos que convertem o próprio lar em reduto do desespero e da morte...


    Medita nos torvos compromissos dos que se acumpliciam agora com os domínios do mal, e perceberás que a enfermidade é quase sempre o bem exprimindo reajuste, sustando-nos a queda em delitos maiores.



    Organizemos, assim, o socorro da oração, junto de todos os que padecem no corpo dilacerado, mas, se a cura demora, jamais nos aflijamos.


    Seja o leito de linho, de seda, palha ou pedra, a dor é sempre a mesma e a prece, em toda parte, é bênção, reconforto, amparo, luz e vida.


    Lembremo-nos, no entanto, de que lesões e chagas, frustrações e defeitos, em nossa forma externa, são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus.



    Emmanuel
    - Na obra: ‘Seara dos Médiuns’ - Francisco Cândido Xavier

    As Doenças (Parte 1 de 3)




    O que é uma doença? Seria a doença um mal de fato?


    A curadora norte-americana Barbara Ann Brennan, na obra “Mãos de Luz”, nos apresenta um raciocínio muito interessante: “Toda doença é uma mensagem direta dirigida a você, que lhe diz que você não tem amado quem você é, nem se tratado com carinho a fim de ser quem você é”.
    De fato, todas as vezes que nosso corpo apresenta alguma “doença”, isto deve ser tomado como um sinal de que alguma coisa não está bem.


    A doença não é causa, é conseqüência. Toda causa de doença é proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espiritual e material.


    O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, se possuímos energias que nos causam doenças é porque somos indisciplinados mental e emocionalmente.


    André Luiz nos diz, no livro ‘Nos Domínios da Mediunidade’: “Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais”.


    TIPOS DE DOENÇAS


    1. DOENÇAS FÍSICAS


    As doenças físicas são meras circunstâncias ocasionais, não radicadas a vidas anteriores. São desajustes passageiros do metabolismo orgânico, por efeito de transgressões atuais.


    A disfunção orgânica é um estado que poderíamos chamar de “estado alterado de qualquer órgão por apresentar uma doença”.


    O que existe na disfunção orgânica são moléstias ou distúrbios provocados por algum excesso de esforço, exagero alimentar, acidente, contaminação bacteriana, virótica etc., que prejudica algum órgão de funcionar como deveria, criando a indisposição.


    A indisposição orgânica pode ser curada pela medicina material. São mais fáceis de curar, exigem cuidados físicos.


    2. DOENÇAS ESPIRITUAIS


    São as doenças provenientes das nossas vibrações (pensamentos e sentimentos).


    A cada pensamento, emoção, sensação ou sentimento negativo, o perispírito adquire imediatamente forma mais densa, sua cor fica mais escura, isso pela absorção de energias nocivas.


    Durante os momentos de indisciplina, o homem mobiliza e atrai fluidos primários/grosseiros, os quais, convertem-se num resíduo denso e tóxico. Devido à densidade, estas energias nocivas não conseguem descer de imediato ao corpo físico e vão se acumulando no perispírito.


    O acúmulo de energias nocivas em nosso perispírito gera a auto-intoxicação fluídica, e quando estas energias descem para o organismo físico criam o campo energético propício para a instalação das doenças que afetam todos os órgãos vitais, tais como coração, fígado, pulmões, arrastando um corolário de sofrimentos.




    Partindo, portanto, das estruturas energéticas do perispírito na direção do corpo, em ondas sucessivas, essas radiações nocivas criam áreas especificas nas quais podem se instalar ou se desenvolver vidas microscópicas encarregadas de produzir os fenômenos compatíveis com os quadros das necessidades morais para o indivíduo.


    Essas vidas microscópicas são as bactérias, bacilos, vírus etc, que se alimentam destas energias nocivas, e ao se alimentar dessas energias se multiplicam mais rapidamente e em conseqüência causam as doenças.



    Com o passar do tempo, as cargas energéticas nocivas que não forem dissolvidas ou não descerem ao corpo físico, formam manchas e placas que aderem à superfície do perispírito. As manchas e as placas comprometem o funcionamento do perispírito, e se agravam quando a carga deletéria acumulada é aumentada com os desatinos da existência atual.


    As energias nocivas que provocam as doenças espirituais podem ser oriundas de reencarnações anteriores, que se mantêm no perispírito enfermo enquanto não forem drenadas.





    A cada reencarnação podemos trazer, já ao nascer, os efeitos das energias nocivas presentes em nosso perispírito e que se agravam na medida em que, na reencarnação atual, acumularmos mais energia negativa.


    Enquanto persistirem as energias nocivas no perispírito, a cura não se completará.


    Pode-se dizer que o corpo ‘queima’ para que o espírito se purifique.

    Como diz Emmanuel: “As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano e o corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo”.


    Essas doenças são mais difíceis de curar, exigem além de cuidados físicos os cuidados morais.


    As curas, portanto, não se podem dar a não ser quando o processo reabilitador chegue a seu termo, ou seja, que cesse a causa que gera a doença, através da transformação moral do indivíduo.


    3. DOENÇAS ATRAÍDAS (OU SIMBIÓTICAS)


    Uma criatura colérica, sempre vibrando maldades e pestilências, o que pode atrair, senão as mesmas coisas?


    Essa atração gera uma simbiose energética, que, pela via fluídica, nos causa a percepção da doença que está afetando o organismo do Espírito que esteja imantado energeticamente em nós, provocando a sensação de que a doença está em nós, pois sentimos todos os sintomas que o Espírito sente. É quando vamos ao médico e ele nada encontra.


    Diz André Luiz: “se a mente encarnada não conseguiu, ainda, disciplinar e dominar suas emoções e alimenta paixões (ódio, inveja, vingança), entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos que irão impregnar o perispírito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais, podendo levá-lo até a doença”.


    CONTINUA...

    As Doenças (Parte 2 de 3)




    COMBATE ÀS DOENÇAS


    A Doutrina Espírita não prega o conformismo, portanto, é lícito procurar a Medicina terrena, que pode aliviar as dores e curar onde for permitido.


    Se a misericórdia Divina colocou os medicamentos ao nosso alcance é porque podemos e devemos utilizá-los para combater as energias nocivas que foram do perispírito para o corpo físico, mas não devemos esquecer que os medicamentes alopáticos combatem somente os efeitos da doença.


    Os remédios materiais são formados de energia positiva extraída da natureza e dissolvem a energia negativa que está provocando a doença, mas não esqueçamos, apenas dissolvem as energias negativas ao nível do corpo físico, não atingindo as energias negativas que estão no perispírito.


    Quando as doenças estão presentes no corpo físico, devemos combatê-las, buscar alívio. Muitas vezes estas doenças exigem tratamentos prolongados, outras vezes necessitamos de cirurgia, mas tudo isto faz parte da “Lei de Causa e Efeito”, que procura, através deste processo doloroso, nos despertar para uma reforma moral.


    Qualquer medida profilática em relação às doenças, tem que se iniciar na conduta mental, exteriorizando-se na ação moral, que reflete o velho conceito latino mens sana in corpore sano.



    A FLUIDOTERAPIA E OS MEDICAMENTOS ALOPÁTICOS



    Quando iniciamos um tratamento fluirdoterápico na Casa Espírita, se estivermos utilizando remédios alopáticos, sob orientação médica, não devemos abandoná-los.


    Isso porque a fluidoterapia irá agir nas causas das doenças e os medicamentos alopáticos nos efeitos.


    A fluidoterapia irá ajudar na eficiência dos medicamentos alopáticos.


    CONTINUA...

    As Doenças (Parte 3 de 3)









      A ESCOLHA DO CAMINHO QUE NOS LEVA À SAÚDE OU À DOENÇA SOMOS NÓS QUE OPTAMOS







      ANÁLISE DO NOSSO COMPORTAMENTO



      A causa das doenças está na nossa própria leviandade no trato com a vida.


      Analisemos criteriosamente o nosso comportamento e veremos que os males que nos atormentam persistirão, enquanto não destruirmos as causas. Portanto, soluções superficiais são enganosas! Temos que lutar contra todas as aflições, mas jamais de forma milagrosa!



      A INDISCIPLINA MENTAL CRIA OS DISTÚRBIOS


      A indisciplina mental, desencadeadora da distonia emocional, do desequilíbrio emocional e do desequilíbrio moral, fixa, no corpo do homem, as matrizes dos distúrbios, e criam um campo vibratório para as ocorrências liberativas de energias funestas, produzindo áreas vibratórias de teor variado, conforme a diretriz que imprime no setor das idéias, dando surgimento a fatores que respondem, nas experiências carnais futuras, por harmonia física e saúde ou por limitação e desconforto.



      Cada criatura vive aquilo que elabora mentalmente ou o que de si mesmo tem feito, através do comportamento a que se entrega.


      PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS PELAS ENERGIAS NOCIVAS


      Estados de indisciplina que são os maiores responsáveis pela convocação de energias primárias e daninhas, através das conseqüências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos, que depois enfermam o homem pelas reações do seu perispírito contra o corpo físico: Orgulho, avareza, ciúme, vaidade, inveja, calúnia, ódio, vingança, luxúria, cólera, maledicência, intolerância, hipocrisia, amargura, tristeza, amor-próprio ofendido, fanatismo religioso etc.


      AÇÃO DA LEI DE CAUSA E EFEITO


      A recuperação do espírito enfermo, só poderá ser conseguida mediante a eliminação da carga tóxica que esta impregnada no seu perispírito.


      Mas, embora o pecador já arrependido, esteja disposto a uma reação construtiva no sentido de purificar-se, ele não pode subtrair-se aos imperativos da lei de Causa e Efeito.


      CADA ATITUDE CORRESPONDE A UM EFEITO


      A cada atitude corresponde um efeito de idêntica expressão, que permanece como contraparte da sua existência, impondo retificação de aprimoramento na mesma proporção, ou seja, temos que despender um esforço para repor as energias positivas do mesmo modo que despendemos esforço para produzir as energias negativas que se acumulam em nosso perispírito.


      O QUE JESUS ENSINOU SOBRE A CURA DAS DOENÇAS


      O ensinamento do Cristo em relação às curas se resume em duas afirmações:


      ‘A tua fé te curou’ (Você acreditou e mudou, eliminou a causa);



      ‘Vai e não peques mais’ (Agora não repita os meus erros que te levaram à doença).



      Retirado de apostila do curso ‘Mediunidade sem Preconceitos’ - Autor: Edvaldo Kulcheski